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1 Real o Review | Resident Evil: Village – Um dos melhores da franquia?

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Quer entender mais sobre Resident Evil: Village, e saber se esse é um bom jogo ou não? Então leia essa review até o final, e conheça um pouco mais do jogo.

AVISO: Se você é um dos afetados que usa termos como “Zé Lorinha”, para de ler essa review agora mesmo. Você não tem capacidades cognitivas para entender sobre Resident Evil, e consequentemente sobre o Village. Tendo isso em mente, vamos a análise.

Review | Resident Evil: Village – Um Dos Melhores Da Franquia?
Foto Reprodução: Modo Foto De Resident Evil: Village

Antes de me aprofundar nesse novo título, irei explicar brevemente minha experiência com Resident Evil. O primeiro título da série que joguei foi o 4, quando eu tinha 5 anos. No começo eu tinha medo, porém logo peguei o jeito e se tornou um dos meus jogos favoritos do PS2.

Após isso conheci RE3, RE2, e aos poucos fui descobrindo que eu gostava muito mais do Survival Horror que da ação. O que me levou a um cenário onde esses jogos se tornaram meus favoritos, e ainda que eu goste de RE4 e RE5, falta um elemento primordial neles. Excluo o 6 porque aquela atrocidade é só um lixo de Chernobyl mesmo.

Com isso, após o lançamento de Resident Evil 7, minha ordem de favoritos se tornou RE1 Remake, RE Code Veronica, e RE7. Afinal, esse novo título havia trazido aquilo que mais fazia falta, para mim, na franquia: o survival horror.

Uma mudança radical no rumo da franquia, que se encaminhava cada vez mais para ser um Call of Duty de zumbis. E é nesse cenário de mudanças que surge Resident Evil: Village.

Um jogo que me deixou muito animado durante o evento de anúncio do PS5, mas começou a me deixar com medo durante os meses seguinte. Afinal, ele traria de volta muitos elementos de ação, indo talvez pelo mesmo lado que seguiu o quarto título da franquia, onde começamos a ver um declínio na proposta inicial da série. O que pra mim foi uma grande tristeza.

Porém, ainda assim, isso não foi o suficiente para abalar o meu hype com o jogo. Assim foram meses de espera pelo jogo, até que finalmente tivemos mais trailers e demos que eu fiz questão de não ver ou jogar. Tudo pra poder chegar ao jogo com o menor número de informações possíveis.

E foi isso que eu fiz. Minha experiência foi com o jogo na dificuldade “intenso”. E você não precisa se preocupar com spoilers. Irei citar poucas coisas, e, quando o fizer, terá um aviso prévio para não atrapalhar sua experiência. Então, vamos ao que interessa

Review de Resident Evil: Village

Para ficar tudo mais simples de compreender, esse review será dividido em 4 partes. São elas: Direção artística, Gameplay, História e Conclusão. Então, vamos a elas.

Direção artística

Abro com este ponto porque, sem dúvidas, esse é um que não há nenhum ponto negativo. O trabalho artístico do jogo é magnífico.

O primeiro ponto que podemos ver nisso é, obviamente, os gráficos. E eles estão incríveis. O trabalho da Capcom com a RE Engine é sensacional, e, mesmo no PS4 base, posso dizer que é um dos jogos mais bonitos que joguei (Único defeito é textura de líquidos que parecem plástico, mas temos pouco disso no jogo, por isso nem vale a pena comentar).

Seguindo a linha visual, nós temos a ambientação. Afinal, não adianta os gráficos serem ótimos se forem usados de maneira medíocre. Mas, felizmente, não é assim. Nos trailers já podíamos ver um pouco do castelo, com diversos detalhes e uma grande imersão do jogador. E, basicamente, todos os outros cenários são tão bons quantos.

Review | resident evil: village – um dos melhores da franquia?
Foto Reprodução: Modo Foto De Resident Evil: Village

Mas devo dizer que, mesmo com outros cenários maravilhosos, o castelo ainda é o melhor para mim.

Assim como a ambientação, a luz do jogo é muito bem utilizada. Diferente de Resident Evil 7, em Village pouco usamos a lanterna. Pois o jogo se passa durante o dia, e quanto não temos luz, temos alguma iluminação própria do cenário. O que é muito bem utilizado para esconder inimigos, e causar um clima de pânico em diversos momentos.

E falando em pânico, a trilha sonora é um fator que ajuda muito nisso também. Sem bem balanceada entre aparecer e lhe espantar quando não tiver nenhum inimigo por perto, e não aparecer quando você está sozinho para que se assuste até com seus próprios passos. As músicas ambientes são ótimas, e sempre bem utilizadas para aumentar a tensão, ou o clima de batalha.

Assim, concluo este ponto dizendo que esse é um jogo com uma ótima direção de arte, sem nenhum ponto pelo qual eu possa reclamar.

Gameplay

Aqui temos algo que me assustou nos trailers, já que havia hordas de inimigos, Ethan chutando monstros e por aí vai. Imaginei que seria um jogo muito mais voltado para a ação. E ele é um pouco, mas sem abandonar o horror.

Quando eu descobri a ideia de RE 6 era agradar tanto os fãs do Survival Horros, quanto os de ação, imaginei que isso seria impossível. Mas Village faz isso. E faz muito bem.

No jogo temos os movimentos básicos. Andar, correr, se abaixar, interagir com objetos, mirar, atirar e se defender. Inclusive, os chutes que Ethan utilizava em trailers é resultante de um treinamento militar que ele teve, e funciona como um sistema de parry. Mas não achei tão prático de usar, e consegui acertar poucas vezes durante minha jogatina. Normalmente, usava só a defesa.

Assim como RE 7, Village é em primeira pessoa, e utiliza isso muito bem para inserir o jogador dentro do papel de Ethan. Diversas vezes me senti realmente dentro do jogo, enquanto me escondia de algum inimigo.

E aqui vem a minha primeira crítica ao jogo. Em RE 7 nós tínhamos um sistema de cover para nos escondermos da família Baker. Já em Village, esse esquema foi abandonado. Nós podemos nos esconder atrás de objetos e partes do cenário, mas não há um sistema de olhar de canto os inimigos.

Mas mesmo que Village não traga essa mecânica, não é algo que faz muita falta. Pois como eu disse, esse jogo mistura ação e horror, e não temos muitos inimigos que nos perseguem. Por isso, apesar de sentir falta, não me atrapalhou não ter isso no jogo.

Fora isso, o sistema do jogo é confortável e responsivo. Nós atalhos para armas e para utilizar a vida, e mais uma vez o sistema de maleta apresentado em Resident Evil 4. Assim como um Merchant, mais conhecido como Duque. Com ele podemos comprar armas e melhorias, munições, maletas maiores, vida, e ainda utilizar o sistema de caça do jogo para que o Duque prepare pratos com os ingredientes. Esses pratos servem como upgrade de personagem.

Quanto a dificuldade, morri algumas vezes para os boss do jogo, mas não mais que isso. O jogo não é difícil, desde que você utilize ao máximo os recursos e mecânicas que o jogo lhe propõe. Em momento algum estive sem munições ou vida, mas sempre cuidei para usar o menor número possível, e para não errar tiros. Pois como diz Joel: cada bala conta.

Então, se você já é experiente em Resident Evil, e gosta de um pouco dificuldade, indico que jogue Village no intenso. Mas vá por sua conta e risco, se não se sentir confortável, tente primeiro no padrão. Pois em Village não é possível mudar a dificuldade ao longo da jogatina.

No mais, não há nada de novo na gameplay de Village. Ele é um apanhado de coisas que já vimos, mas todas elas são bem executadas, nos levando a uma gameplay gostosa.

História

Aqui está o melhor ponto do jogo, a história. Na maioria dos RE’s, a maior parte da história se desenvolve em files. Em Village não é diferente, quase tudo sobre a vila e sobre os NPC’s dela se desenvolve através de files. Algo que eu particularmente gosto, me incentiva a explorar cada canto do jogo para descobrir mais.

Mas Village carrega um diferencial no meio disso: desenvolvimento de personagem. Basicamente em todos os jogos enumerados da franquia, os personagens são carismáticos, porém relativamente rasos. Seus sentimentos são ofuscados, e isso é uma das minhas grandes críticas a saga.

Um exemplo disso é o Leon, um dos personagens mais queridos. Após o fim de RE2 ele é obrigado a trabalhar para o governo, em troca de Sherry viver. Ele carrega um peso grande por isso, assim como carinho pela garota. Entretanto não existe nada disso apresentado em RE4. O único momento onde vemos um pouco disso é em RE6.

Review | Resident Evil: Village – Um Dos Melhores Da Franquia?
Foto Reprodução: Modo Foto De Resident Evil: Village

Personagens que acabam se envolvendo sem querer em algum problema. Como Ethan que vai atrás da esposa sem imaginar que encontraria a família Baker e Eveline. E após isso raríssimas vezes tem algum aprofundamento em quem eles são.

Mas Village vai contra isso. Ethan não tinha personalidade em RE7, mas isso muda completamente em Village. Sua missão foi apresentada nos trailers. Ele quer resgatar sua filha, após ter a esposa assassinada por Chris. Por isso ele acaba entrando na vila, porém esse é um local do qual ele poderia fugir a qualquer momento.

No entanto ele não o faz. Pois não cogita em momento algum abandonar Rose. E não é só no objetivo que ele melhorou. Em Village, Ethan tem mais falas, reações, e até mesmo desafia os seus inimigos. Em certo momento Dimitrescu ameaça o personagem, aos berros. E ele apenas lhe responde. “Então vem com tudo”. Arrepiei até os pelos do… Um exemplo simples, mas que é um dos muitos que deixa o personagem mais carismático.

Mas claro que não é só em falas que Ethan se destaca em Village. Suas ações e descobertas também o tornam muito mais humano e próximo do jogador. Afinal, ele é apenas um pai desesperado fazendo tudo que pode para salvar a vida de sua filha. Por isso, mesmo diante do medo, em momento algum ele hesita.

Todas essas coisas tornam o Ethan um personagem profundo e carismático. Por isso, para mim, agora ele divide o espaço de melhor protagonista da franquia junto do Chris Redfield. Esse que também é muito bem explorado durante o jogo, mesmo sem ter tanto tempo de tela.

Ao final do jogo, tudo é encerrado com chave de ouro. Vários plot twists seguidos, conexões com outros títulos e ganchos para novos. Um final perfeito para um jogo ótimo como esse. Mas sem spoilers aqui.

Porém existem alguns pontos negativos na história, que serão comentados no próximo ponto.

Conclusão

Se você é um fã de longa data da série, que entende sobre a essência do que é um Resident Evil, é inegável que esse é um dos melhores títulos da série. O jogo consegue misturar ação e survival horror com maestria, além de ter todos os principais elementos que tornaram essa franquia tão querida.

O famoso leva e traz de item, inimigos difíceis de matar, que muitas vezes se torna mais fácil fugir. O pavor de estar com pouca vida tentando desviar de ataques em um lugar fechado. Contar as munições e ficar bravo por errar todos os tiros num momento de susto. Ou atirar no nada com uma arma boa por escutar um barulho suspeito.

Esse é um jogo nostálgico para os que gostam há tempos da série. E, assim como todo bom jogo, nos deixa com um gostinho de quero mais ao encerrar com maestria esse arco da saga.

Aliás, Village foi a primeira vez que tivemos um arco encerrado tão rapidamente na franquia, sem se prolongar por vários jogos e se misturar com diversas histórias, quase se perdendo.

O que é um bom sinal para o futuro da série. Jogos com histórias mais fechadas e bem desenvolvidas, com personagens profundos e carismáticos, e não apenas os personagens que gostamos, mas que tem pouco foco emocional e histórias por vezes esquecíveis.

Mas claro que nem tudo são flores. E Village tem seus problemas. No entanto são coisas que poderiam ser melhores, e não que sejam ruins. Para aqueles que não querem spoiler, basta saber que tem uma parte que poderia ser mais longa, uma que é longa e poderia ser mais curta, além de algumas batalhas contra boss mal aproveitadas.

Nada que torne o jogo ruim, mas que deixa aquele gostinho de que poderia ser mais aproveitada. Mas para quem quer entender um pouco melhor, aqui vai a sessão com alguns poucos spoilers. Se você não quer ter eles, pode subir a tela até a tabela de conteúdos, e pular para o subtítulo “Nota Final”

Spoilers

Aqui eu não pretendo falar muito sobre os acontecimentos, mas sim explorar melhor minhas críticas quanto ao jogo. Então vamos a elas.

Minha primeira crítica está no castelo da Dimitrescu. Ele é a melhor parte do jogo, em minha opinião. No entanto poderia ser uma parte mais longa, já que é o único dos 4 lordes onde temos uma perseguição. Porém o que é feito é o contrário. A melhor parte é relativamente curta, e a mais chatinha (e digo chatinha em comparação as outras, porque não é chata) de Village, a Fábrica de Heisenberg.

Mas novamente digo que não é ruim, apenas essa fábrica se torna um pouco arrastada e repetitiva. Por isso acredito que seria melhor ser um pouco mais curta, cortando um dos andares da fábrica, e estendendo o castelo um pouco mais. Para que tivéssemos mais momentos de perseguição.

Afinal, nem mesmos tiros param Dimitrescu e suas filhas, já que as balas atravessam seus corpos sem as machucarem. O que, mesmo armado, lhe dá mais tensão. Porém encontramos elas somente nos andares principais do castelo, tornando esses um recurso pouco utilizado.

Minha segunda crítica está no aproveitamento de alguns personagens. Como você pode imaginar pelo que eu disse, a parte da Dimitrescu em Village não é tão longa. Ela é bem aproveitada, porém suas filhas não. E as batalhas contra elas são bem sem graças.

Village também conta com alguns inimigos chatinhos na Fábrica, mas entra mais uma vez no que eu disse de ser a parte mais longa, sem precisar. Mas reforço que isso não é algo ruim, só algo que poderia ser melhor.

Nota Final

Como eu disse ao longo dessa review, Village é um ótimo jogo, com pouquíssimos pontos negativos. Na verdade nem se encaixam como negativos, pois são apenas coisas que poderiam melhorar, não ruins.

Por isso, e por todo o peso emocional que temos ao longo da trama, posso dizer que esse se tornou o meu título favorito da franquia. Resident Evil: Village é uma obra prima, e deve ser jogado por todos amantes do horros, assim como todos aqueles apaixonados pelos jogos clássicos.

Nota: 9,5/10.

A esse jogo incrível, só digo uma coisa…

Veja também: Berserk | Entenda O Motivo Da Obra Ter Tanto Hiato

Review | resident evil: village – um dos melhores da franquia?
Foto Reprodução: Animes Wallpaper

O mangaká Kentaru Miura lançou Berserk pela primeira vez em 1989 em formato de one-shot na revista Monthly Animal House. Entretanto, a revista enfrentava problemas financeiros e, por conta disso, não tinha estruturas para lançar de forma periódica os capítulos dos títulos que ela publicava.

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