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Vingadores: Ultimato, uma satisfatória conclusão | Review

| Marcus Vinicius | ,

Tudo começou em Abril de 2012, quando ‘Os Vingadores’ estreou nos cinemas. Ninguém sabia o que esperar dele, que prometia unir, no mesmo filme, todos os heróis já apresentados em longas anteriores. O resultado foi um deleite tanto para os fãs antigos quanto os novos e eu lembro até hoje daquela cena que fez todos do cinema gritarem em uníssono.

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Seis anos se passaram e muita coisa mudou, com novos heróis (e vilões) sendo apresentados e o MCU se expandiu consideravelmente. Então, em Abril de 2018, essa emoção foi novamente trazida à tona em Guerra Infinita, terceiro filme que carregava o nome do icônico grupo de heróis. Dividido em três atos, ele nos fez rir, nos fez sentir raiva e nos fez chorar, pavimentando o caminho para a épica conclusão que foi Ultimato. E é dele que irei falar agora.

Vingadores: Ultimato, assim como seu antecessor, também pode ser facilmente dividido em três atos, e vou fazer o meu melhor para descrevê-los enquanto evito dar qualquer spoiler para os leitores. O primeiro ato começa não muito tempo depois do estalar de dedos do Titã Louco, mostrando os heróis – e o mundo – lidando com a perda de metade da vida do planeta. Sob o ponto de vista dos heróis que sobraram, nos é transmitida sua dor e seus arrependimentos, como todos estão de coração partido e buscam uma chance de desfazer o que Thanos fez, pois devem isso aos que se foram.

A partir daí, o filme segue uma direção diferente dos demais. Não há heróis a serem apresentados, nenhum poder ou motivação nova a serem estabelecidos e nenhum novo personagem a ser desenvolvido. Os irmãos Russo passaram 11 anos fazendo isso, e estavam tão cientes disso quanto deste ser o adeus definitivo dos personagens. O importante já foi estabelecidos, nós já conhecemos muito bem os Vingadores, e podemos simpatizar com eles em seu objetivo e entender o que os move a cumpri-lo, e nenhum tempo além do necessário é gasto compondo o plano para derrotar Thanos, já este não é o foco do filme, e sim nos permitir ver uma última vez, Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk… e o mundo que lhes foi construído, uma última vez.

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É inevitável se sentir nostálgico, ainda mais se você, assim como eu, estava ansioso por algo assim desde que assistiu a cena pós créditos de Homem de Ferro em 2008. Foi uma longa década, afinal, recheada de aventura, referências e frases que foram repetidas por milhares, personagens que alguns de nós pode ter esquecido e tudo isso junto traz uma sensação prazerosa de conclusão, como se fosse o dia de sua graduação na escola. É triste saber que esse é o fim, o último passo na jornada desses heróis que adoramos acompanhar, o término de uma fase em nossas vidas, mas também é, ao mesmo tempo, um motivo para se ficar novamente ansioso e eufórico com o futuro do MCU.

Vingadores: ultimato, uma satisfatória conclusão | review

As atuações estão incríveis, como não poderia ser diferente. Chris Evans, incorporando tão bem o herói que se tornou símbolo dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, continua um Capitão América tão convincente que parece até que foi ele quem se tornou um super-soldado durante a Segunda Guerra , e não seu personagem. Robert Downey Jr., que parecia um pouco “automático” em Guerra Infinita, agora transmite todo o heroísmo e humanidade que Tony Stark escondia por trás de todo o sarcasmo e referências ao cinema. Rogers continua sendo o pilar central do grupo, sempre sabendo como manter a si mesmo, e os outros, de queixo erguido mesmo na pior das situações. Enquanto ele estiver de pé, todos estarão. Chris Hemsworth e seu Thor continuam sendo o alívio cômico do grupo enquanto ainda mantém a credibilidade de alguém digno e nobre o suficiente para ser um rei e um deus.


O restante do elenco também está impecável. A dor de Natasha Romanoff é silenciosa porém visível junto com seu sentimento de ter fracassado, que são transmitidos de uma forma sincera de doer o coração pela belíssima Scarlett Johansson. Em sua melhor interpretação na franquia, Jeremy Renner dá vida a um Gavião Arqueiro desesperado e Mark Ruffalo deve ter se divertido muito interpretando Hulk, que caso seja descrito mais aqui, se tornará um spoiler.

Apesar de já ter a função de concluir a saga, Vingadores:Ultimato também é o degrau para muitos outros começos. O filme deixa a porta aberta para muitas aventuras ainda não vistas, e a aquisição da Fox por parte da Disney não faz nada senão tornar isso mais fácil. O MCU está pronto para novos personagens, e , depois de Ultimato, seus fãs também estarão.

Entretanto, devo avisá-los que o Hype vai acabar sendo seu pior inimigo.
O último capítulo tem a tarefa árdua de corresponder a anos de expectativa, além de ter que carregar nas costas o hype gerado em seu favor com o final de Guerra Infinita no ano anterior. Ter expectativas demais para ele pode acabar se voltando contra você, principalmente se a maioria delas não for correspondida.
De todo jeito, tentar adivinhar o rumo que a história irá tomar é um “serviço de corno” e só aumenta a chance de decepção e choque após seu término.

Em conclusão, recomendo e muito Vingadores: Ultimato. Não é apenas um filme maravilhoso, com uma trilha sonora incrível e momentos que vão te fazer rir, gritar e talvez até chorar, como também é para os fãs dos quadrinhos o que Círculo de Fogo é para os fãs de Mecha: uma carta de amor, feita de quem ama para quem quer impressionar.

Vingadores: ultimato, uma satisfatória conclusão | review

Não sei que rumo a Marvel irá tomar com seu universo cinematográfico daqui em diante, mas aguardo ansiosamente pelo próximo filme.

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