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Vingadores: Guerra Infinita é um balde de água fria | Review

| José Victor | ,

Em 2008, fomos apresentados ao primeiro longa do que viria a ser um extenso universo cinematográfico, mas na época não sabíamos – afinal, quem diria que uma simples cena pós-créditos com a presença de Nick Fury falando sobre a Iniciativa Vingadores iria dar certo e acabar resultando em 10 anos de Universo Cinematográfico da Marvel? Então, graças a essa iniciativa e anos de planejamentos, o MCU chegou no seu ápice com Vingadores: Guerra Infinita.

O filme começa no mesmo ponto em que termina Thor: Ragnarok, onde já somos apresentados ao ponto central da trama: Thanos e sua procura pelas Joias do Infinito. E como já era esperado, o enredo todo gira em torno disso e das consequências dessa busca, que envolvem todos os personagens apresentados até então. Realmente não dá para falar muito sobre a trama sem dar spoilers, pois o filme já começa mostrando pro que veio em sequências de tirar o fôlego. A partir disso, o longa só cumpre o que prometeu nos seus trailers e spots: nos dando um excelente vilão, uma ótima trama e um filme que certamente não será esquecido tão cedo.

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Antes de falar sobre qualquer outra coisa, precisamos conversar sobre Thanos. De longe, ele se torna um dos melhores vilões da Marvel (não que seja muito difícil ser, mas ele consegue facilmente) – isso se ele não for o melhor vilão do MCU. Todo o desenvolvimento dele ao longo do filme, sua relação com Gamora e sua motivação para conseguir concluir seu objetivo tornam o personagem marcante dentro desse universo. É inegável que Thanos rouba a cena durante toda a exibição e não tem elogios cabíveis para o personagem e nem para Josh Brolin pela excelente atuação.

Na verdade, o elenco inteiro merece elogios pelas suas respectivas atuações. Tom Holland prova mais uma vez que é o Homem-Aranha definitivo e Chris Hemsworth nos entrega novamente a melhor versão de Thor – o mesmo que fomos apresentados em seu terceiro filme solo. Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Patt, Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Chadwick Boseman, Robert Downey Jr. e todo o resto da equipe continuam com a mesma performance vista nos filmes anteriores. A interação entre todos os personagens ficou bem construída ao longo do filme – principalmente entre Thor, Rocket e Groot. Claro que, como havia dito acima, o grande destaque vai para o relacionamento entre Thanos e Gamora e como tudo flui ao longo do filme.

O interessante é que cada herói apresentado no filme tem a sua importância, nenhum é deixado de lado ou possui mais destaque que os outros. Todos são bem aproveitados, cada um fazendo a sua parte ao longo da trama.

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O CGI possui os mesmos defeitos vistos antes em Guerra Civil (no caso, quando aplicados na armadura do Homem de Ferro – mais especificamente quando o Tony está sem a máscara – e na armadura do Aranha). Tirando isso ele impressiona bastante nas cenas do espaço e principalmente na batalha de Wakanda. Inclusive, a construção de Thanos em CGI ficou tão bem feita que nem parecia ter sido realizada por efeitos visuais.

O único problema grave de Vingadores: Guerra Infinita é o mesmo de sempre – a Fórmula Marvel, que insiste em fazer piadas toda hora, mesmo quando o clima está tenso. Toda a tensão criada pelo longa consegue sumir com uma piada vinda de uma conversa entre o Doutor Estranho e o Homem de Ferro, por exemplo. Claro que o clima pesado volta logo em seguida, mas essa interrupção a todo o momento faz você se sentir numa montanha russa. Falando em montanha russa, a cena final é um claro exemplo disso.

Nos últimos dez minutos de filme é quando ele atinge o seu ápice. Veja bem, aqui nós temos um longa que trabalha totalmente com as emoções do telespectador e seu final é algo inesperado: quando começa os créditos você sente como se tivessem jogado água fria em seu rosto para acordar. Citando o exemplo da montanha russa novamente, imagine que quando você finalmente chega ao topo ela para sem motivo algum – esse foi o final, e você fica boquiaberto com isso.

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Vingadores: Guerra Infinita é tudo o que prometia ser e muito mais. Os irmãos Russo nos entregaram um filme incrível que marca esses dez anos de uma forma inesquecível e que mostra ser o começo de algo épico que está por vir. Algo que me agradou bastante foi ver vários momentos do filme idênticos ao da HQ na qual o filme foi inspirada, Desafio Infinito (onde a trama é basicamente a mesma: Thanos em busca das joias).

O que nos resta agora é esperar o próximo filme dos Vingadores, previsto para maio do ano que vem. E eu só espero que o tempo passe o mais rápido possivel.

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