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The Boys e a Filosofia | O verdadeiro poder é a impunidade

| Rodrigo Feitosa | , , | 1 Comentário

Recentemente, tivemos o lançamento da segunda temporada de The Boys.

Apesar de algumas pequenas polêmicas envolvendo a forma que ela foi lançada, a série continuou tendo o mesmo sucesso de crítica e público que teve na sua primeira temporada. 

O fator que mais se destaca na série é o fato de mostrar os super-heróis de forma bastante diferente que somos acostumados a ver.

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Ao invés de serem bastiões da moral e da benevolência, vemos um bando de trastes que aproveitam do seu poder somente para ter fama, poder e ficar impune as consequências da lei. 

Essa premissa fez com que várias pessoas se interessassem em acompanhar a série, fazendo até com que conseguissem fazer paralelos com a nossa realidade.

Se a gente substituir os heróis por políticos, ricos, celebridades ou qualquer outro ser humano que esteja em uma situação de alto “poder”, vemos que eles geralmente só usam do seu poderio para fazer coisas ruins, principalmente no âmbito privado se suas vidas.  

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Em tempos de cancelamentos em redes sociais e de descoberta de vários escândalos em Hollywood, como o famoso #MeToo, começamos a cada vez mais desconfiar sobre a benevolência das pessoas que pertencem ao “alto clero” da sociedade.  

Por conta disso, vimos que o que foi mostrado na série é condicente com a nossa realidade. Cada vez mais acreditamos que se existissem pessoas com superpoderes na vida real, elas seriam mais próximas dos heróis de The Boys do que os da Marvel e da DC. 

Pegando tudo isso como gancho, venho por meio deste artigo convidar os leitores para uma investigação filosófica sobre a relação entre poder e má conduta ética, além de mostrar do que tá por trás da máxima “o poder corrompe”. 

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The Boys

Platão Explica 

Platão no segundo livro da sua obra República de (359 anos antes de Cristo), conta uma anedota intitulada de “O mito do Anel de Giges”, que explica bastante essa relação citada anteriormente. 

A história fala sobre um pastor chamado Giges que acha um anel de ouro que, quando se movia o engaste para dentro do dedo, você acabava se tornando invisível; e quando se movia para fora, voltava a ficar visível. 

Com a magia do anel, que o fazia invisível perante a lei, seduziu a esposa do soberano do local onde ele vivia, e com seu auxílio, o assassinou e pegou o trono dele para si. 

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The Boys
Arte do Anel de Giges. Fonte

Reflexões tiradas desta história 

Esse conto demostra que a ética daquele que faz o mal somente quando ninguém está vendo, não é mais virtuosa que a daquele outro que o faz quando está dando nas vistas.   

Sendo assim, quando o indivíduo está em situação “invisível” à lei, tanto o justo como o injusto continuando seguindo o mesmo caminho, devido ao fato de que quer qualquer um pense que, por conta da sua invisibilidade, ele pode ser injusto com bastante segurança, assim ele pode agir de forma bastante injusta. 

O “Anel de Giges” em The Boys seria o poder dos “Supers”, que usam dele para conseguir fama com o intuito de serem impunes de suas atitudes ilegais.

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Uma boa demonstração disso foi no primeiro episódio da série, em que mostra o super-herói “Trem Bala” matando – sem querer – a namorada do personagem Hughie Campbell, e não sofrendo as consequências legais disso, por conta do fato dele ser um herói famoso. 

Em nossa realidade, o “Anel de Giges” mais conhecido seria o dinheiro, que é o “superpoder” capaz de trazer a segurança que nos impede de levar consequências pesadas dos nossos atos ruins.  Um exemplo cotidiano que mostra isso é uma pesquisa feita pelo jornal CNN que mostra que pessoas com possuem carros mais caros são as que agem de forma mais imprudente no trânsito.  

Até esse exemplo citado mostra que pessoas que possuem uma condição de mais segurança em relação a punição age de forma bem mais imprudente de quem não possui uma condição tão confortável assim. 

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Veredito 

The boys

Seja na Grécia antiga, em The Boys ou na vida real, notamos que o ser humano tem uma tendência de agir de forma eticamente errada quando está em uma situação de menor punibilidade.

Sendo assim, vale citar uma máxima da sabedoria popular: “o poder não corrompe, só mostra quem o indivíduo realmente é”. 

The boys
Pintura da Escola de Atenas feita pelo artista renascentista Rafael Sanzio.

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Fontes utilizadas no artigo: Lifestyle ao minutoHypnosUCLARevista Urutágua 

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