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Talvez Uma História de Amor: o amor é o maior talvez de todos

| Tiago Amorim | ,
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Esquecer um grande amor nunca é fácil, há pessoas que levam anos para superar o parceiro e voltar com suas vidas normais. Mas esse não é o caso de Virgílio, que ao se deparar com uma mensagem de uma mulher desconhecida terminando com ele em sua secretária eletrônica, percebe que talvez tenha apagado de sua memória uma pessoa importante: o amor de sua vida. Enquanto as peças do quebra-cabeça desse relacionamento, até então inexistente, de Virgílio (Matheus Solano) vão sendo ligadas durante sua busca incessante pela identidade de Clara (Thaila Ayala), as lembranças aos poucos vão retornando ao personagem e, enfim, o casal apresentado aos espectadores.

Mesmo sendo interessante, o filme é arrastado e poderia ter sido desenvolvido de forma mais rápida, dando mais espaço para o casal ao invés de, por grande parte da duração, o publicitário buscando por sua possível amada. Com isso, é possível entender que Virgílio ama Clara, mas a química do casal, se existia como os personagens coadjuvantes falam em tela, não é mostrada em suas poucas cenas conjuntas. O elenco, além dos protagonistas, conta com presenças notáveis como Nathalia Dill, Totia Meireles, Bianca Comparato, Marco Luque, Paulinho Vilhena, Dani Calabresa e até Cynthia Nixon, da série Sex and the City. Mesmo os personagens não sendo tão originais, os atores cumprem bem os respectivos papéis; com destaque para Totia Meireles, que interpreta a terapeuta do protagonista, trazendo um equilíbrio para as cenas dramáticas de Matheus Solano que só poderia ser trazida por alguém com sua experiência. Falando nisso, ator constrói satisfatoriamente o cômico personagem metódico do filme, mas quando Virgílio começa a se apaixonar novamente por Clara, a atuação fica exagerada demais – provavelmente proposital, já que assim cria-se um ar de “perdidamente apaixonado” – e os espectadores de coração menos mole definitivamente vão estranhar isso. Thaila Ayala não deixou a desejar e, de maneira sólida, deu vida a sua personagem: uma mulher decidida e forte, que infelizmente não ganha a visibilidade merecida, já que a maioria das cenas mostra Clara pelos olhos de Virgílio.

O ponto mais forte é a direção de Rodrigo Bernardo, que trouxe a sensibilidade que faltava nos filmes de comédia romântica brasileiros, abraçando a fotografia delicada e poética de Hélcio Alemão Nagamine. Um humor sutil, um romance leve e um colorido melancólico e elegante. De certa forma, nem parecia que era um filme brasileiro do gênero, principalmente quando a ambientação mudou para Nova Iorque e Matheus Solano começou a falar inglês com Cynthia Nixon. Outro destaque do filme é a trilha sonora, que inclui Of Monsters and Men, Hozier e Ed Sheeran em seu repertório e combinam bastante com a história e as cenas em que aparecem, adicionando um sentimento a mais.

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Talvez Uma História de Amor é um filme para quem quer dar umas risadas, mas não se incomodaria de ter o coração derretido com todas as incertezas do amor.

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