Shaft – Quem o James Bond gostaria de ser | Review

Distribuido pela Netflix depois de ter sido lançado nos cinemas americanos, Shaft é uma continuação direta do último filme da franquia. Para quem não sabe, a franquia é composta de 5 filmes iniciada nos anos 70 levando o subgênero blaxploitation para os holofotes. Imagine você, negro nos anos 70 que estava cansado de ser representado como um coadjuvante enquanto todos os heróis cinematográficos de referência não te representavam, é daí que surge Shaft (1971).

Shaft – quem o james bond gostaria de ser | review
Pôster do primeiro filme da franquia

Shaft (2019) continua a história de John Shaft II que agora tem um filho, que é o ponto de partida da trama. JJ Shaft foi criado apenas pela mãe, nunca tendo algum contato direto com o pai, porém quando um amigo próximo morre de maneiras suspeitas, JJ vai atrás de sua ajuda. É criado a partir daí uma dinâmica de tiras parceiros bastante conhecida, porém nesse caso falamos de pai e filho, com JJ sendo um mauricinho criado pela mãe e Shaft sendo do estilo “machão” que resolve tudo com as mãos, bebe e não da a mínima para o sistema.

Shaft – quem o james bond gostaria de ser | review
John Shaft II e JJ Shaft

O longa é descaradamente uma comédia de ação, portanto, seu humor não advém apenas da dinâmica da dupla, mas sim de toda atmosfera do filme bastante oitentista com músicas de época, fotografia bem urbana e colorida, principalmente a noite, e com direito a ótimas cenas de ação em câmera lenta. Porém algumas sequências de ação perdem oportunidades de serem mais do que o treme-treme com cortes de costume, mas muitas conseguem se sobressair com ótimas tiradas. O longa também não se prende apenas a essa atmosfera e aproveita a também os tempos atuais, que é onde o longa foi produzido, para criar uma dinâmica muito divertida entre Shaft e a atual geração, podendo-se dizer que JJ é a personificação dessa geração e Shaft representa a clássica geração de acordo com o que o filme passa.

Shaft – quem o james bond gostaria de ser | review
Cena noturna em um clube

Samuel L. Jackson volta para seu antigo papel de John Shaft II roubando a cena, seu carisma é inegável sendo super divertido e trazendo as camadas dramáticas na medida certa para seu personagem, o mesmo contracena com Jessie Usher que faz seu filho JJ Shaft que mesmo com Jackson roubando a cena não chega a ser ofuscado, entregando um personagem digno de nosso apego e merecedor do legado de Shafts.

O roteiro é um tanto fraco e apenas faz a história andar enquanto a dinâmica principal e os personagens secundários nos carregam pelo caminho (Regina Hall e Alexandra Shipp), e quando tenta aprofundar sua camada dramática enquanto haviam sequências super descontraídas os levando para aquele momento, o que não acontece com naturalidade com poucos desses momentos sendo salvos por mais ótimas tiradas.

Shaft tem sido pouco falado após o lançamento na Netflix, mas com certeza diverte e vale seu tempo, principalmente para quem gosta de uma ação ou algo ainda mais descontraído. E caramba, foram muitos Shafts.


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