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Seis Punhos (Season 1) – Ocultismo, Kung Fu e Muito Sangue | Review

| Márcio Moreira | | Deixe um comentário
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Você já assistiu “As Aventuras de Jackie Chan”, aquele desenho que passava na saudosa TV Globinho sobre uma família praticante de artes marciais que colabora com uma instituição do governo pra lutar contra organizações criminosas vinculadas a forças ocultas? Se já tiver visto, você vai se sentir em casa instantaneamente com a premissa de Seis Punhos, nova série de animação da Netflix.

Vendendo a si mesma como um “anime original Netflix”, em um esforço da plataforma de streaming para ressignificar o termo como referente a qualquer série tradicionalmente animada que tenha uma história mais madura e serializada. Pessoalmente, não acho que esse esforço possa vingar, mas a série Seis Punhos certamente irá agradar ao mesmo público que costuma se deleitar com as animações nipônicas.

Da esquerda para a direita, os heróis da série: Silencio, Jesus (Jonny Cruz) e Isabela (Aislinn Derbez).

Com uma mistura da estética “grindhouse” das décadas de 70 e 80 (sinalizada de forma bem óbvia por um filtro constante que simula as imperfeições de uma película cinematográfica) com uma trama que remete aos clássicos do cinema “wuxia”, Seis Punhos narra a história de uma família disfuncional de três órfãos no México dos anos 80, que foram criados como irmãos por um mestre de kung fu e partem em busca de vingança após seu pai adotivo ser assassinado sob ordem de um cartel vinculado à magia negra.

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Os três irmãos são Isabela (Aislinn Derbez), a líder do grupo; Jesus (Jonny Cruz), um alcoólatra com um coração de ouro; e Silencio, que não consegue falar e libera sua fúria através dos punhos. Na busca pelos responsáveis por matar Chiu (Vic Chao), seu pai adotivo, os órfãos se aliam à policial Garcia (Angélica Vale) e ao agente especial Brister (Mike Colter). O alvo dessa busca é o chefão do narcotráfico conhecido como El Balde (Danny Trejo), que utiliza uma substância misteriosa para transformar seus subordinados – e a si mesmo – em bestas sanguinárias.

Brister (Mike Colter) e Garcia (Angélica Vale), cuja química em cena rende alguns excelentes momentos de alívio cômico.

E por falar em sanguinário, já vou adiantando que essa série exige estômago. Durante as sequências de ação maravilhosamente coreografadas pela Powerhouse Animation (mesmo estúdio responsável pela adaptação fodástica da franquia Castlevania, também para a Netflix), sangue e tripas voam pra todo lado de uma forma que nem os exemplares mais violentos do grindhouse clássico conseguiriam realizar.

A predominância dessas lutas é inegavelmente um ponto positivo, porém receio dizer que isso acaba prejudicando um pouco o andamento da narrativa, visto que a primeira temporada tem apenas oito episódios para contá-la.

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Nesse espaço de tempo restrito, a série precisa equilibrar a introdução e desenvolvimento de um monte de personagens, tanto heróis quanto vilões, junto a todo um worldbuilding que mistura mitologia chinesa com cultura mexicana de uma forma autêntica e inusitada.

El Balde, o principal antagonista dessa primeira temporada, apropriadamente ameaçador graças à interpretação de Danny Trejo.

Em meio a essa miríade de elementos introduzidos em um espaço de tempo tão curto, Seis Punhos acaba não conseguindo arrumar tempo suficiente pra deixar o público absorver as informações e imergir no mundo da série. Com isso, alguns momentos de suposta catarse que ocorrem ao final da temporada não conseguem causar o impacto pretendido, pois exigem um investimento emocional que não havia sido apropriadamente cultivado ao longo dos episódios anteriores.

Excetuando-se essa falha pontual que pode facilmente ser corrigida por temporadas posteriores mais longas, acredito que Seis Punhos tenha todos os elementos necessários para, eventualmente, ocupar um lugar entre os melhores exemplares da animação ocidental. 

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Não me lembro de nenhuma outra série animada que tenha abraçado de forma tão consistente a estética grindhouse, muito menos que tenha utilizado essa estética em benefício de uma narrativa mais séria. Portanto, se você gosta de artes marciais, violência ou um trabalho de animação do mais alto nível, Seis Punhos é uma série praticamente perfeita pra você.

Seis Punhos está disponível na Netflix.

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