Rambo: Até o Fim – Nada a perder | Review

Rambo está de volta, mais ferido do que nunca.

Dirigido por Adrian Gunberg e estrelado por ninguém menos que Sylvester Stallone, o último filme da série vem para trazer uma despedida a um dos maiores heróis da ação na história dos cinemas, com filmes que marcaram gerações. E com toda a expectativa por trás desse desfecho, “Rambo: Até o Fim” consegue, em boa parte, entregar o que grande parte dos fãs deseja.

No filme, vemos que John Rambo tenta agora viver uma vida pacífica no Arizona. Apesar de ainda ter que lidar com os traumas de seus dias no exército, Rambo parece contente em viver com sua amiga Maria (Adriana Barraza) e sua neta Gabrielle (Yvette Monreal), com quem tem uma relação quase paternal. Mas quando Gabrielle é sequestrada, Rambo se mete em uma luta contra um cartel de drogas mexicano. Com a ajuda da jornalista independente Carmen (Paz Vega), o personagem se vê lutando contra um esquema de tráfico de pessoas na fronteira do México com os Estados Unidos. Ele agora deve usar suas habilidades e anos treinamento para proteger seus entes queridos e derrubar um grupo de pessoas extremamente perigosas.

A grande maioria do tempo do filme é usada para estabelecer onde Rambo está. Os personagens são apresentados e vemos que seu relacionamento com Maria e Gabrielle é essencial para o desenvolvimento da trama. Aqui, o filme mostra uma de suas fraquezas. O roteiro é um tanto quanto previsível e boa parte das cenas mais emotivas acabam não tendo o impacto necessário para criar mais expectativa pelo que vem a seguir. Com isso, essas sequências por vezes acabam nos deixando um tanto impacientes pelas cenas de ação que inevitavelmente virão.

Esse problema é um tanto remediado pelas boas atuações de Yvette Monreal e principalmente de Paz Vega como Carmen. Nas cenas onde a personagem aparece, temos um pouco mais da tão necessária profundidade para o personagem de Rambo e isso nos ajuda a nos identificar um pouco mais com suas motivações, embora elas sejam um tanto quanto óbvias. Infelizmente, o arco com a personagem acaba sendo um pouco apressado demais, o que é uma pena, considerando que o filme não é nem tão longo assim.

Outro destaque merecido está na atuação de Sergio Peris-Mencheta como o vilão Hugo. Um típico personagem “do mal”, que chega a ser caricato as vezes, mas que é cativante o suficiente para dar espaço para Sergio brilhar.

Sergio Peres-Mencheta e Oscar Jaenada interpretam a dupla de vilões do filme

Como mencionado anteriormente, o enredo de vingança é bastante previsível. Sabemos que é questão de tempo até que Rambo seja forçado a retornar aos seus antigos meios. Isso, no entanto, não é suficiente para tirar o brilho dos minutos finais do filme, que entregam cenas de ação com uma violência esperada de um tributo aos filmes de herói dos anos 80 que levaram Stallone ao estrelato e é aqui onde ele brilha. Em uma sequência de combate tão impressionante quanto absurda, o filme entrega em suas cenas finais aquilo que muitos fãs certamente esperam ao comprar seus ingressos.

Uma despedida um tanto agridoce, mas que certamente deixará muitos dos fãs mais nostálgicos em êxtase, “Rambo: Até o Fim” pode te deixar com um sentimento de que o filme poderia ter entregado mais em termos de desenvolvimento de personagem e enredo, mas não deixa a desejar nas cenas de ação. Embora o filme não tenha tido o impacto emocional que algumas cenas pareciam querer que tivesse, ainda é uma experiência essencial para os fãs do personagem e de sequências de combate bem coreografadas.

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