Quando Deus dá uma suástica, Ele abre uma janela.

| Tiago Amorim |

O historiador John Emerich Edward Dalberg-Acton costumava dizer que o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus. Não foi diferente com Piper Chapman, logo após firmar o contrabando de calcinhas na Penitenciária Federal de Litchfield, a detenta começou a sentir as consequências de absorver o poder e começou a usá-lo da pior maneira possível.

Se pararmos para pensar, na maioria das vezes nós repetimos a maior mentira do mundo: “Eu jamais faria isso”, alguns irão ler esse texto e manter o mesmo pensamento, porém não estão errados ou muito menos corretos. O poder muda qualquer tipo de indivíduo, mas essa mudança é uma bifurcação, nessa bifurcação nós temos a caridade e a autoridade andando juntas.

Penitenciárias são conhecidas por conterem diversos grupos de pessoas com uma ideologia, em Litchfield não foi diferente. Da facção das latinas até a facção das neonazistas, Piper e seu ego inflado incomodaram todas as outras detentas. Imagine que você é como qualquer outra pessoa em um determinado ambiente social, porém em algumas horas você se torna respeitada e temida pela concorrência.

Piper escolheu o pior caminho, o caminho da autoridade, obrigando todas as outras detentas a realizarem “favores” que nada mais eram do que obrigações camufladas e por incrível que pareça, existe muito disso no mundo real. Algumas pessoas acham bobagem comparar a vida com a arte, mas é inenarrável a forma com que algumas situações que assistimos se encaixam perfeitamente em nossas vidas.

Quando tomamos o caminho errado, temos que procurar maneiras de reverter toda uma situação que muitas vezes parece ser irreversível, como foi o caso da suástica queimada no braço de Piper pela facção neonazista. Por mais que a gente tente esconder, sempre vai ficar visível de alguma forma, seja uma marca física (como foi o caso) ou até mesmo marcas sentimentais.

Logo após o ocorrido, Piper vai até sua namorada Alex e resolve pedir o apoio e ajuda dela para tentar ao menos esconder o simbolo que foi queimado em seu antebraço, com isso Alex aceita ajudá-la e a leva até Red que logo diz que não tem como retirar a queimadura, a única chance seria queimar as bordas do símbolo, sendo assim a suástica se transforma em uma janela. A analogia dessa situação é que por mais que a gente tente resolver tudo sozinha, é sempre bom ter o apoio daqueles que estão ali por nós, sem contar que para resolvermos situações difíceis que causamos, muitas vezes precisaremos sofrer o dobro para conseguir revertê-la.

Não é vergonhoso errar e pedir perdão, mais vergonhoso seria viver carregando o fardo de um erro por medo de tentar resolvê-lo. Sempre existe uma solução, mas isso não significa que ela não vá machucar.

Ynaê Couvo

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