O nascimento da Liga da Justiça

| Tiago Amorim | , ,

“São trailers! Por que tanta animação?”, “É só um filme!”

Essas frases são quase normais, digamos assim. Um ano no cinema é algo estrondoso, a partir dessa era de filmes baseados em super heróis e quadrinhos grande parte dos blockbusters é voltada para filmes de super heróis, como esse ano onde Batman Vs Superman, Guerra Civil, Esquadrão Suicida (Super heróis, tsc) e vários outros tomam as telonas dos cinemas. A Comic Con, o maior evento de cultura pop mundial é um grande polo de divulgação desse material, trailers, novidades, fotos, todo o tipo de marketing nasce nas ruas de San Diego e foi isso que vivenciamos um dia atrás. No Sábado, dia 23 de Julho de 2016 foi divulgado inúmeras novidades sobre o futuro do chamado Universo Cinematográfico da DC Comics, além dos estrondosos fenômenos desse ano como Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, O UCDC promete inúmeros longas para o futuro, e para o ano de 2017 tem a volta de um sentimento morto há muito tempo.

O nascimento da Liga da justiça.

É engraçado como algumas pessoas classificam esse sentimento como “Coisa de nerd” “Idiotice de fã maluco”, “Eles realmente ficam assim por imagens?” É até triste pessoas que pensam assim, raramente existem pessoas que não tem um amor profundo por algo. Nós, fãs de quadrinhos temos esse amor e ódio pelas adaptações e a liga da justiça é o maior ícone disso. Para o fã ambientado com o universo DC desde criança, com seus quadrinhos no século XX, seu amor pelas séries antigas e talvez um torcimento de nariz pelos quadrinhos novos é uma porta nova, é a primeira adaptação viável desses personagens que tanto ficaram presos em sua mente e nos quadrinhos, para o fã da serie animada da Liga da Justiça que almoçava vendo aqueles personagens e suas  intermináveis lutas contra os vilões é a encarnação dos traços de Bruce Timm para as telonas, em live action. Para o fã de todo o material da DC é um sentimento de euforia, de alegria, é algo sem explicação de sentir diante alguns atores, diretores e roteiristas que carregam todo o sentimento de cuidado e amor que os fãs tem para passar isso para o cinema, é algo ridículo? Nem um pingo. Como um amor por um esporte, um amigo, um local ou uma pessoa, o amor por esses personagens e seus diversos modos de irem para as telonas é tão forte quanto.

Gal Gadot, Mulher Maravilha.

Os fãs exclamam alegria, euforia, é um sentimento enorme e ele precisa mostrar isso ao mundo, sua empolgação, seus infartos… Tudo isso é real, tudo o que sentimos no passado está de volta. Tudo retorna, nada fica para trás. Ano passado foi um ano de visitar antigos amigos, tivemos Mad Max, Jurassic World, Star Wars... E o Universo da DC Comics está aí, batendo a nossa porta. A Liga da Justiça não é só um filme, não é apenas um blockbuster. É um fenômeno, é um sentimento que fãs esperam, será que existe algum indivíduo no mundo (E além desses) que não conheça o Batman, o Superman ou a Mulher Maravilha? É um ícone de toda uma geração, não uma geração Y ou Z, é uma geração que no passado cultivou esses quadrinhos, é uma geração que viu esses quadrinhos em desenho, é uma geração que agora, jovem procura os clássicos do passado, procura ver essas adaptações e tem um senso crítico tão bom quantos aos nossos saudosistas amigos do passado.

A Liga da Justiça é algo único, é um nascimento de uma criança que todos os fãs de quadrinhos quer ter, quer cuidar e sentir o retorno. E essa criança está aí, batendo a nossa porta, nos esperando.

É preciso que todo o mundo tenha um gosto só? Claro que não! Vivemos em um mundo onde a representatividade é constate e isso é bom, mas infelizmente ainda existem pessoas que são vigias de gostos, por qual razão não é normal um homem ou mulher de 40 anos colecionar quadrinhos ou action figures por serem taxados de coisas de crianças? Ou crianças, adolescentes e adultos chorarem vendo filmes, a morte de um personagem marcante ou o desenrolar de algo que eles sempre esperaram tanto? Essas pessoas que padronizam as reações são infelizmente as fiscais de gostos, é como reclamar de alguém que vê gameplay de algo sendo que adora futebol, é a mesma coisa! “Chorar vendo algum caso emocionante pode? Claro que sim, mas chorar com a morte do ícone da esperança? Isso nem existe!”

Não tento relacionar as novidades da Liga da Justiça com qualquer tema polêmico na cultura pop, porém infelizmente é necessário pois  ainda há pessoas que não aceitam que sentimentos e desejos nasçam de filmes e quadrinhos e ainda taxa com infantilidade. Ontem mesmo foi um dia assim, em meio à comentários e euforia dos fãs da DC Comics ou de outras editoras ainda haviam pessoas rindo, se perguntando a razão daquilo. E eu digo a razão, é um filme, é um quadrinho, mas não é só isso. Se você não compreende tão bem o que significa aquilo, não reclame. Analise, veja com seus próprios olhos para determinar algo. Chorar com a morte do Superman em diferentes mídias? Por quê não? A criança que sempre se espelhou na figura daquele escoteiro ver ele perecer nas mãos do mão é algo emocionante, ou chorar de alegria em finalmente ver a imagem que carrega esse artigo: A Liga reunida. Todos nós acompanhamos esses personagens em locares diferentes, talvez em tempos diferentes da nossa vida, como um elo nos relacionamos com eles e então finalmente estamos prestes a vivenciar eles em ação, todos os nossos super amigos na tela do cinema.

O mundo, os fãs… Todos estão prestes a se reencontrar novamente com esses personagens, não veja como um reencontro triste, como se a esperança de uma Liga unida estivesse cinzenta há muito tempo. Veja como velhos ou novos amigos, que estão se reencontrando, em uma tarde ensolarada.

E sinta toda a alegria e euforia que isso pode transmitir.

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