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O melhor da fantasia e o pior da humanidade em Bright | Review

| Tiago Amorim | ,
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Você já imaginou se a fantasia de O Senhor dos Anéis se passasse nos dias atuais? Pois bem, Bright, o mais novo filme da Netflix trás de forma espetacular esse mundo para o que nós vivemos. O longa nos mostra a história do policial Scott Ward e seu parceiro Nick Jakoby, o primeiro policial orc, que precisam evitar que uma arma extremamente poderosa caía nas mãos erradas.

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A história do filme é boa, e funciona muito com a temática mística, tendo cenas muito bem dirigidas, com direito a vários plot twist’s que dão certo e algumas piadas, que às vezes podem ser bem má colocadas durante a cena, mas que podem tirar um sorriso do seu rosto da mesma forma que tirou do meu. Algo que senti falta é que o filme não explora muito bem certas coisas do passado e afins, e tem pontas para uma sequência, e acho que isso será explorado futuramente, o que me agrada.

Mas o ponto que me deixou muito contente foi que conseguiram trazer algo que é muito difícil ver em outros longas: Uma crítica social simplesmente sólida, muito bem abordada e sem ser tão agressiva. A forma que mostram a discriminação contra Nick e os orc’s é de uma maneira boa e muito atual, vemos comentários que mostram como é um filme onde denuncia o racismo e o preconceito, de forma onde você se sensibiliza e acaba entendendo a mensagem que o filme passa. Mostra como é difícil a vida de alguém que é oprimido por todos. É delicado e consegue ser tudo o que um longa precisa ser, ter uma moral no final, algo que te faça refletir. Você consegue ver as classes sociais dominantes e como as raças tem um ódio uma pelas outras, você se importa com os personagens e não quer que nada de mal aconteça com eles, isso é um ponto forte que só faz a experiencia de quem assiste melhorar cada vez mais.

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A fotografia do filme é boa, em geral consegue ser bonita, mas tem cenas, principalmente quando eles estão em lugares com pouca luz, onde tudo fica incrível. E junto temos uma trilha sonora impactante e que combina com o cenário do filme e seu ritmo. Eu tenho que apontar que no álbum do filme temos grandes nomes, mas em especial, já sendo uma recomendação, confiram a banda alt-J, que está presente.

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As maquiagens no filme estão excelentes, os atores ficam irreconhecíveis, um trabalho impecável. E os efeitos visuais também são o ponto alto do filme, ficaram muito bons e deram uma evoluída desde o último filme original do serviço de streaming.
Bright não é o melhor filme de David Ayer e nem um Corações de Ferro, mas consegue entregar um trabalho muito bem feito e que não me decepcionou, tem falhas que podem ser consertadas em um futuro filme, mas entretêm e diverte em um universo único e curioso, onde existem vilões, heróis e histórias muito ricas. Um acerto que pode se dizer que tem um grande futuro pela frente, se depender da Netflix. Eu acredito que esse universo poderia ser bem mais desenvolvido se fosse uma série, os erros do filme provavelmente bem menores se fosse assim.

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                     Bright lançou dia 22/12 e já está disponível na Netflix.
                        Confira o trailer do filme e logo abaixo sua nota

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