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| Yago Feitosa | ,

Luke Cage: A simplicidade de uma trama envolvente | Crítica (Sem Spoilers)

Na ultima sexta-feira a Netflix lançou sua nova série em parceria com a Marvel: Luke Cage. Pra quem não conhece o personagem, Luke Cage é um personagem criado em pleno anos 70, época em que o Blaxploitation dominava o cinema americano, portanto as histórias do personagem eram muito similares a esse gênero de filmes, com personagens na maioria negros, um bairro pobre, rixa com a polícia e muita criminalidade.

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Mesmo a série se passando nos dias atuais, conseguiram atualizar esse clima visto nos quadrinhos. Ao contrário do Demolidor, Luke Cage é um “herói do povão”, mostra o seu rosto com a intenção de ter a confiança das pessoas de seu bairro, mesmo com um alvo nele e nas pessoas que ama, ele ainda consegue lidar com diversos desafios no seu dia a dia.

Claire Temple está de volta, mas dessa vez com uma participação maior, já que originalmente ela era uma coadjuvante das histórias do Luke Cage. Como sempre uma das melhores personagens, não só pelo suporte médico, mas também com o seu dom de guiar os personagens ao caminho certo. Já estou ansioso pela sua participação em Punho de Ferro.

 Apesar da série ser focada em Luke Cage, outra personagem da Marvel tem uma grande participação: Misty Knight. Simone Missick deu um show de interpretação em vários momentos tensos e outros bem divertidos também. A partir dela pudemos ver  as coisas que uma policial tem de passar por ter de seguir as regras  do sistema. Espero que ela volte em Punho de Ferro, já que é uma importante personagem na historia do mesmo.

Como já visto anteriormente, as séries da Marvel com a Netflix costumam nos apresentar ótimos vilões, e dessa vez não foi diferente. O Boca de Algodão (Cottonmouth) é uma visão bem interessante de um gangster bem ao estilo blaxploitation nos dias atuais. Com um comportamento imprevisível e capaz de qualquer coisa pra conseguir o que quer, Cornell Stokes se mostrou uma grande surpresa. O seu envolvimento com a música nos trouxe uma ótima trilha sonora, além dos artistas vistos no Harlem’s Paradise.

Mariah Dillard se mostrou uma ótima surpresa também ao se revelar durante a série como uma pessoa a se temer, apesar de não ter muita participação em confrontos físicos, seu modo de dirigir a situação mostrou como essa personagem pode ser um grande problema na vida de Luke Cage. Junto com Mama Mabel, ela foi uma adaptação um pouco diferente da Tia Black(Black Mariah no original) mas funcionou muito bem na série.

Esse cara nem precisava ter cenas de ação pra mostrar o quão perigoso ele é, Shades é um grande mestre da manipulação, sempre se esquivando das pedras em seu caminho. Enquanto Claire Temple guiava Luke Cage, esse cara fazia o mesmo com os outros vilões. Apesar dos outros caras maus terem nomes de cobra, esse sim merecia ser chamado de cobra.

Netflix se preocupou em mostrar o Boca de Algodão em sua divulgação, pra desviar atenção desse que seria o grande desafio de Luke Cage na série. Kid Cascavel, assim como nos quadrinhos é um vilão ligado ao passado do protagonista, portanto a parada aqui é mais pessoal e se apresenta em uma boa trama envolvendo a origem dos personagens. Ele foi o que usou o visual mais próximo ao dos quadrinhos, apesar das diferenças das habilidades ainda podemos ver sua essência, que é o mais importante.

A música teve grande participação nessa série. Vários artistas importantes participaram da série com Method Man, Sharon Jones & the Dap-Kings, The Delfonics, o DJ D-Nice, Jidenna, Charles Bradley, Raphael Saadiq e Faith Evans, além da grande homenagem ao Gang Starr, um grande grupo de hip-hop do Harlem que infelizmente acabou devido a morte de Guru, o MC da dupla. Todo titulo de episódio era o nome de uma música do Gang Starr.

Pontos Negativos: Alguns episódios possuíam um clima meio monótono, e às vezes tínhamos a impressão de que a série não estava “avançando”. As investigações policiais davam impressão de serem feitas de qualquer jeito, as provas não pareciam suficientes na maioria das prisões.

Em suma, Luke Cage é uma série muito acima da maioria, conseguiu apresentar um herói negro de forma decente, sem precisar mudar a etnia de personagens, homenageou muitos negros importantes na história do seu país e mostrar a realidade de um bairro pobre.

NOTA 8/10

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