Kong | Uma reflexão sobre guerras

| Bruna Dorneles | ,

Novamente um clássico do cinema é trazido de volta às telonas. Seguindo os passos de Godzilla, Kong: A Ilha da Caveira pretende nos reintroduzir à uma das criaturas mais famosas do cinema. O filme todo se passa nos anos 70, quando, com o começo do lançamento de satélites no espaço, um pesquisador descobre uma ilha onde ele acredita que se encontrem criaturas antigas e não até então conhecidas pela humanidade. Então é formada uma equipe compostas por militares, pesquisadores, um especialista em sobrevivência e uma fotógrafa de guerra.

Kong não é um filme para estômagos fracos. Ele contém bastante cenas violentas o que é de se esperar de um filme tão repleto de ação: é bom vir preparado para ver cabeças rolarem. Dito isso, as cenas de ação são muito bem feitas. O impacto que elas tiveram se deve muito à atuação muito boa do elenco mas principalmente do CGI impecável. O próprio Kong é extremamente realista e as outras criaturas não ficam pra trás.

Não só isso mas os efeitos sonoros ajudam a construir toda a sensação de insegurança que um filme de sobrevivência poderia querer passar. E Kong, em pelo menos a sua primeira metade, é exatamente isso: Um filme de sobrevivência, focando mais nos personagens humanos e seus desafios na ilha do que em Kong em si. A história aborda tópicos importantes como guerras, no contexto da guerra do Vietnam, mas também em geral, lembrando-nos de como os seres humanos por vezes constroem os próprios inimigos e de como estamos constantemente em guerra. A dinâmica dos personagens com o próprio Kong é um bom espelho disso.

E é o aspecto dos malefícios da guerra e do que ela faz com as pessoas que é tão bem explorado pelos atores. Samuel L. Jackson como sempre dá um show com a sua interpretação de Preston Packard, um Coronel do exército, assim como os demais personagens militares durante o filme. Em meio à tantas cenas de ação e monstros gigantes, foi uma cena sobre perda que eu achei uma das melhores do filme. Genuinamente me deixou emocionada.

A trilha sonora é muito boa, acompanhando a época na qual a história é situada, muitas vezes como se os próprios personagens estivessem ouvindo as músicas. Se você gostou do estilo de trilha sonora de Guardiões da Galáxia, também vai gostar dela. Combinado com momentos de humor espalhados pelo filme, essas cenas com música ajudam a descontrair da intensidade e violência da guerra e dos horrores da ilha.

Se tenho alguma crítica é que a primeira metade do filme deixou um pouco à desejar em termos de história, fazendo-a ficar mais lenta ao acrescentar algumas cenas de ação à mais do que o necessário. De resto Kong foi exatamente o que deveria ser: um bom filme de reintrodução à um personagem clássico e um filme solo para preparar para o que futuramente será o filme que vai incluir Kong e Gozilla, as duas criaturas que agora compartilham um universo cinematográfico.

No final, Kong superou todas as minhas expectativas e é certamente um bom filme pra quem gosta de ação.

PS: Tem cena pós-créditos!

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