| Gabriel Galdino | | Deixe um comentário

Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro – Um “Terror Light”

Com o nome de Guillermo del Toro destacado em sua divulgação, o longa dirigido por André Øvredal nos entrega um estilo de terror mais leve.

Por ser mais leve, não quero dizer que seja infantil, e sim que há menos violência e contendo mais fáceis de se digerir.

O longa segue a famosa fórmula sobre um grupo de jovens tentando resolver um mistério, que nesse caso é sobrenatural, mesmo com uma explicação rasa de como tuda aquela mitologia funciona, essas informações e situações são apresentadas de maneira crível o suficiente para conseguirmos entender o que se passa. Mas o que chama a atenção, e o que chamou a atenção das pessoas para o filme, são os peculiares monstros que vimos nos trailers e teasers do filme, todos baseados nas artes clássicas do livro original que marcou ume geração pelos EUA.

“Jangly Man”

De longe o visual peculiar e único de cada criatura é a melhor coisa do filme, os efeitos práticos misturados com CGI funcionam fazendo aquilo tudo ser mais palpável e bizarro, seguindo assim, a fórmula do roteiro nos faz seguir a idéia de que a cada história, um novo tipo de criatura, assim instigando o telespectador o fazendo esperar ansiosamente pela próxima história e criatura. O problema seria se essa fórmula ficasse repetitiva ou cansativa, mas não é o que acontece, com cada situação podendo ter um fim diferente, temos uma ameaça verdadeira á vida dos personagens, e não só isso como também em cada momento que essa fórmula é usada, ela constrói mais certos personagens fazendo não só o roteiro mas como a mitologia do filme enriquecer.

O elenco principal é competente e entrega o requisitado para cada personagem, seus problemas mesmo estão no roteiro. No quesito de desenvolvimento, alguns personagens quase não saem do lugar, mesmo que o filme tente fazer. Alguns até mesmo com uma história mais explorada há de serem pouco cativantes, e os que cativam de certa forma são utilizados de forma menor no longa, apenas para fazer a trama continuar andando. E quem sabe para um gatilho de continuação.

Veja o elenco completo clicando aqui.

O terror no filme, como eu disse anteriormente, pode ser considerado mais “light”. Com pouca violência gráfica, o filme aborda assuntos sérios e a serem pensados após a sessão, mas nada que precise de esforço, até porque o filme faz questão em nos dizer certas coisas em diálogos expositivos ou que parecem realmente premeditados. Mas sim, o terror que eu chamo de “imediato”, que procura assustar ou desconfortar com perseguições ou sustos, e o horror que procura nos desconfortar ou causar repulsa, funciona aqui. São momentos bem dirigidos, aterrorizantes em sua proposta e as vezes sufocantes de se assistir, mantendo um ritmo agradável, mesmo não sendo á toda hora que isso é feito corretamente.

Em certos momentos, senti falta de uma trilha sonora, como por exemplo uma perseguição que prefere usar os sons ambientes, mas é algo que no fim não agrega em nada especial.

No fim, Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro é um bom filme de terror e horror que nos entrega criaturas peculiares e bizarras de maneira cativante junto a personagens principais não tão cativantes assim, com um ar mais leve que o comum dentre os filmes adultos de terror, funciona e consegue aterrorizar em sua proposta, mesmo não saindo do lugar comum.

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