Hajime No Ippo – 1 Real Crítica.

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Quando falamos de animes de mangás de esportes, a coleção hoje é bem vasta, tendo aí grandes séries fiéis ao próprio esporte, tentando te trazer o feeling de ser um esportista de verdade, como Kuroro no Basket, temos também alguns que acabam aumentando e trazendo elementos fantasiosos como super poderes, habilidades especiais e outras atribuições dadas como fantásticas como Inazuma Eleven dentre outros, ou até mesmo de esportes inexistentes, como nosso tão amado e comentado durante tanto tempo, Keijo!!!!!!! Após uma indicação sobre Megalo Box, recebi frequentes indicações seguintes sobre um tal de “Hajime no Ippo”, um lendário clássico anime de boxe, e meus amigos, ali temos uma obra de arte a ser cuidada.

Começando do começo, Hajime no Ippo  foi criado por George Morikawa em 1989, e nos apresenta a um rapaz tímido e com um péssimo traquejo social , Ippo Makunouchi, aquele nosso querido clássico e clichê na septagésima potência, salvo de bullies por um grande mentor (ou talvez nem tanto assim) Mamoru Takamura, que acaba por fascinar nosso jovem protagonista nas artes marciais pugilísticas e o insere nesse mundo um pouco mais cruel do que a gente pensa.

Hajime no ippo – 1 real crítica.


Certo, mas o que tem de tão especial assim?

Uma obra cautelosamente cuidada e desenvolvida, tendo no mangá mais de 1200 capítulos e com produção ainda frequente, na medida do possível (ao contrário de obras com hiatos nos hiatos), temos uma história envolvente não só do nosso protagonista, como de seus colegas de academia em busca dos sonhados cinturões de campeão, além de lutas maravilhosamente bem animadas, treinos que nos ensinam um pouco mais sobre os golpes e como funciona o universo de um pugilista profissional, momentos cômicos de um humor simplesmente ímpar, e também algumas das dificuldades que um atleta deste tipo enfrenta para chegar ao topo, como os treinos pesados, os temíveis controles de peso e até efeitos colaterais da pratica do esporte.

Hajime no ippo – 1 real crítica.


PROTOCOLO SPOILER, INICIAR!

Aviso para quem permaneceu até aqui e ainda não conhece nada: Os spoilers seguem em frente, manterei o mais gentil o possível e sem comprometer grandes acontecimentos. Se tiver interesse de manter sua experiência íntegra e o fator surpresa ainda ativo. Continue por sua conta em risco.

Hajime no ippo – 1 real crítica.

A História.

O plot desenvolvido para cabar nesta história acaba por ser bastante simples, então sorria meu jovem, você não verá orfãos, escravos, que querem salvar o mundo, com descendência ou poderes extraterrestres ou demoníacos e de ativação em momentos extremamente oportunos.

Temos de principal nosso jovem Ippo, filho de uma mãe com um falecido pai pouquíssimo citado, que desenvolve uma intensa paixão pelo esporte, após uma breve introdução dele por Takamura, e se apaixona por este louco e absurdo mundo de muitos socos, sangue, e beijos na lona.
No fim das contas, Ippo se diferencia bastante no quesito ambição de nosso querido Joe (Megalobox), que almeja ganhar e nada mais. A paixão de nosso protagonista é praticar o esporte, ser ovacionado e enfrentar novos inimigos mais fortes e mais habilidosos, aprender mais e ir o mais longe que ele puder.

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Em paralelo, Takamura luta com uma ambição maior que o próprio Japão. O prodígio, o diamante do Ginásio Kamogawa com um talento absurdo, e força destrutiva bizarra que não quer nada mais, nada menos, que TODOS os títulos mundiais possíveis, da sua base de peso, colecionando todos os cinturões.
Além dele, temos principalmente o Tatsuya Kimura, Masaru Aoki que representam em peso o alívio cômico, e Genji Kamogawa, nosso querido e marrento treinador.

Tá, mas e a história?

É basicamente uma subida de degrau por degrau de Ippo, Nakamura, Aoki e Kimura para o topo dos seus respectivos níveis de peso. Conforme novas lutas acontecem e os personagens adquirem maiores ranking e notoriedade, conseguem eventualmente a oportunidade de se tornarem campeõs do Japão, ou até do mundo.

As Lutas.

Como esperado, o carro chefe e o condutor, e o que define este como um dos meus favoritos, são as lutas. De fato, como podemos esperar classicamente de um shounnen, elas acabam se prolongando, tendo constantes milagres e tendo sempre um novo e mais forte inimigo a frente, mas, se for pra definir o que torna as lutas tão maravilhosas, fora a animação impecável, é facil citar a tensão pesada que você fica, a apreensão constante, que, tendo sempre a certeza de que os personagens principais de maneira ou outra vão ganhar, te levam a temer por sua segurança.
Os golpes são quase todos reais, tendo aí no máximo o Hawk que consegue lutar feito um babuíno aidético sem nenhum compromisso com a arte.
As lutas de Ippo quase sempre levam um mesmo padrão de desenvolvimento, um novo inimigo com especialização em algum tipo de estratégia e golpe, um treino pesado para tentar suprir sua falta, ou tentar pegar uma fraqueza do adversário. Sempre são sofridas, ganhas quase que na cagada, mas nunca ruins, como contra o Volg e Date Eiji, e seria basicamente um pecado falar de Ippo, sem citar seu tão temido e adorado, Dempsy Roll.

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 Quando falamos do Takamura o buraco é mais embaixo. Teremos lutas de segundos de duração no começo, ao bom estilo One Punch Man, coisa que dura até parte da terceira temporada do anime que acaba por focar muito mais no personagem. Quando encontramos o citado anteriormente Hawk, bom, sofremos com Takamura em seu pesadíssimo controle de peso, temos um inimigo que luta como um monstro selvagem sendo o pior tipo existente de pessoa, e temos uma luta que beira o insano, entre dois monstros e que faz seus calafiros terem calafrios. Se você veio até aqui mesmo com a alerta de spoiler meu caro, soque o botão foda-se e veja esta luta, te garanto, se não a melhor, será uma das melhores lutas que você verá em sua vida em uma animação.

Hajime no ippo – 1 real crítica.

O Humor.

Tá, aqui temos um ponto que difere muito fortemente entre o amor e ódio que você pode sentir. Ao contrário do costumeiro apelo sexual por tetas ou qualquer coisa envolvendo mulheres, o humor neste anime gira principalmente em torno da coisa mais masculina dentro das coisas masculas: A rola, a vara, a begola, o pau, o peru, o cacete, o malaquias, o ciclópe, a cóbra de um olho só, enfim, o pinto.

Hajime no ippo – 1 real crítica.
Hajime no ippo – 1 real crítica.

Em meu humor peculiar, confesso ter derrubado umas boas lágrimas com algumas das cituações envolvendo o Big Mara no Ippo (entendedores entenderão), mas também existem piadas excelentes de trollagens, principalmente envolvendo o sádico e doente Takamura, fazendo seus colegas frequentemente surtarem, ou simplesmente fazendo merda e se comportando como algo MUITO longe do que se esperaria de um prestigiado campeão de dois cinturões mundiais.
FIM DA ZONA DE SPOILERS 

Meus caros cruzados e cruzadas 1 realísticos, se você têm ainda alguma dúvida sobre se assistir ou não, eu só te digo. Vá, compre suas luvas de boxe, seu calção da loja de aluguel de barcos Makunouchi, e entre nessa epopéia violenta, emocionante e maravilhosa como poucos outros dentre minhas centenas de animes conseguiram me proporcionar.
Concluindo, se prepare para ter uma experiência fantástica em um anime muito próximo do real, para ir muito longe em um fantasioso mundo baseado num mundo real, em ver lutas insanas, porém sem uma gota de mana, ki, energia esperitual ou nada além de vigor e gotas másculas de suor e muito fôlego em casa soco.

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