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Darling in the FranXX é a aposta para Anime da Temporada

| Tiago Amorim | ,
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CUIDADO PILOTO: SPOILERS DOS TRÊS PRIMEIROS EPISÓDIOS DE DARLING IN THE FRANXX PELA FRENTE!

Quem me conhecia já sabia que eu tinha um hype bem altinho pra Darling in the FranXX desde o momento em que foi anunciado. “Um anime de mecha entre a Trigger, que fez Little Witch Academia (única coisa que assisti da Trigger até então), com aquela cena magnifica da Akko pilotando um mecha numa referência a Gurren Lagann, e a A-1 Pictures, que fez meus dois animes emocionais favoritos (Erased e Anohana)? COUNT ME IN BOIIIIIIIIIIII”, e fico muito feliz em poder dizer de boca cheia: Em seus 3 primeiros episódios, Darling conseguiu superar TODAS minhas expectativas e vai acabar essa temporada em 1º (desculpa Violet, eu te amo demais, mas o público não te dará todo amor que tu mereces [veremos no resto da temporada]).

É óbvio que preciso falar um pouquinho das inspirações de Darling. Não sei a proporção “quantidade de pessoas da Trigger/quantidade de pessoas da A-1” que trabalham em Darling, mas para quem assistiu LWA sabe que a Trigger adorou fazer MUITAS referências. Little Witch tinha referência de tudo quanto é coisa possível, desde Star Wars e Gurren Lagann até Meninas Super-poderosas e Harry Potter (não venha me dizer que não), e parece que esse foi um estilo que a Trigger gostou. Darling in the FranXX pega inspiração PESADA de Evangelion, é impossível dizer que não, mas não é nem de perto uma cópia. “Os humanos precisam destruir monstros “desconhecidos” para preservar a civilização, sendo o jeito mais eficaz robôs que cheguem a sua estatura para que possam destruir seus núcleos, sendo comandados por uma organização misteriosa e até mesmo pretenciosa, onde um dos pilotos é único de uma forma muito específica (Rei e Zero Two)” é exatamente a mesma premissa de Evangelion, mas atacam em pontos diferentes. Em Evangelion, a civilização ainda existe normalmente, claro, enfrentando os danos do Segundo Impacto, já em FranXX a humanidade parece ter precisado fugir para reestruturar toda sociedade. Não se tem informações sobre o mundo externo de Darling (pelo menos ainda), mas se sabe que as crianças foram privadas de qualquer conhecimento que seria de senso comum normalmente. Na opening pode se ver várias outras crianças, como se estivessem buscando abrigo, todas designadas apenas por um número (tive flashbacks do Bondrewd de Made in Abyss), sem nomes ou qualquer outra coisa. Desconheciam um dos atos mais normais para nós como um beijo, nunca haviam sequer entrado em uma das cidades subterrâneas como fica entendido pelo Hiro. Eu diria que até Pacific Rim influenciou um pouco, por mais que o Japão já tenha a cultura de kaiju’s há muito tempo, principalmente na sincronização constante entre os dois pilotos (em uma posição muito diferenciada) e na estética dos Klaxosaur’s.

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Quem me conhece também sabe que eu amo simbologia nas coisas, em diálogos, em imagens, uma cena, uma fala, e nem preciso dizer que a cena de abertura do pássaro com apenas uma asa é uma das melhores metáforas para resumir o que será Darling: uma história sobre relações. A batalha com robôs gigantes é legal? Muito, mas o que sempre mais me chama a atenção em qualquer anime de ação são os personagens e suas motivações. Eu amo o mistério que revolve na Zero Two, a inocência do Hiro, o mistério da organização por trás de tudo isso e porque as crianças chamam o mestre ou seja lá o que for de “Papa”, essas são as coisas que me motivam ver animes assim, e eu quero muito que foque nelas, principalmente no triângulo Zero Two-Ichigo-Hiro, eu sinto muito potencial para essa história, e com 24 episódios eles tem tempo de sobra para desenvolver isso muito bem.

Para o fan-service: Antes de assistir eu fiquei muito incomodado, muito mesmo, mas, depois que comecei a assistir, eu achei ok. É exagerado e sem sentido? Um pouco. É óbvio que eles iriam achar um jeito de justificar, mas é algo que vai funcionar para a narrativa. São moleques, estão se descobrindo. A última luta da Zero Two com o Mitsuru foi a prova disso para mim: se eles quisessem meter fan-service a torto e direito só pra atrair a atenção dos punheteiros, teríamos MUITAS imagens da Zero Two no cockpit, e não teve nenhuma. Isso foi algo muito importante para mim, é o que me deu muito mais esperanças para o resto da série nesse quesito. Ali só vimos a expressão do Mitsuru, e não era de prazer sexual, longe disso, ele queria se mostrar superior, se mostrar o melhor, se sentir superior, para depois perceber que era um bosta. Tenho esperanças para ele se redimir também.

Não tenho como ficar sem falar do estilo da animação e música: Se encaixam perfeitamente. As cores são vivas e exuberantes, principalmente na abertura e encerramento (digo que as melhores da temporada do que vi até agora), a música é forte e com significado, a animação é limpa e funciona muito bem, o uso de CGI foi muito bem feito e bem pensado (se é que usaram, porque só consegui notar em duas2 cenas e APENAS no cenário [Vamo lá Hideaki, eu confio que tu vai largar CGI pro Evangelion: 3.0+1.0, EU CONFIO]), enfim, era tudo que eu esperava e muito mais desses dois estúdios.

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