| Tiago Amorim | ,

Crítica: Game of Thrones “The Red Woman” S06E01

(Crítica com spoilers)

Como já é natural de Game of Thrones, a série já volta quebrando recordes de audiência (dados não oficiais de 10,7 milhões de espectadores) e deixando todo mundo ansioso pelo futuro da trama e no que irá divergir da história dos livros. Quem achava que Jon Snow já seria ressuscitado logo no primeiro episódio acabou se desapontando, pois o título do episódio “The Red Woman” não entregou quase nada do que iria acontecer – exceto o final.

Tivemos os apanhados gerais dos principais núcleos da série, sem muitos destaques e ainda com a ausência de Bran, que aparecerá no próximo episódio. A começar pela Patrulha da Noite, temos Sor Davos e membros simpatizantes de Jon Snow descobrindo seu corpo morto na neve e o levando para dentro de um lugar seguro a fim de proteger seu corpo dos patrulheiros traidores – que provavelmente queimariam o corpo do ex-comandante para que não virasse um white walker. O que não é nos informado é se Davos estaria protegendo o corpo de Jon por alguma coisa que Melisandre disse, ficou a dúvida sobre o motivo de tanta resistência em entregar o corpo do bastardo Stark.

Uma das melhores cenas foi a chegada de Brienne e Podrick para salvar Sansa e Theon, que deram um gosto amargo na boca dos espectadores ao serem capturados sem a menor esperança. Outro ponto forte foi a conversa de Ramsay com seu pai, Roose Bolton. Mais uma vez temos que reconhecer que, apesar de Ramsay ser um psicopata incontrolável, lord Bolton ainda consegue colocá-lo em seu devido lugar e até ameaça Ramsay a tirar seu título de primogênito caso falhe em capturar Sansa.

Outro questionamento que merece ser feito ao episódio é sobre toda a confusão que está acontecendo em Dorne. Nos livros, a região e os personagens pareciam bem mais carismáticos e enigmáticos que os que estão aparecendo na série. Então, o que está acontecendo com Dorne? Porque um dos núcleos mais aguardados das temporadas passadas e um lugar de onde saiu Oberyn Martell, aquela figura que conquistou o coração de quase todos os fãs de Game of Thrones se tornou palco de cenas tão patéticas e bisonhas? As serpentes de areia já haviam se tornado piada na temporada passada, graças às suas cenas de lutas totalmente mal coreografadas. Agora temos a primeira cena para tentar apagar da mente: A morte de Doran Martell e de seu chefe da guarda. A banalização da morte de personagens secundários é tamanha que permitiram que uma adaga nas costas gerasse uma morte instantânea naquele homenzarrão de dois metros de altura e pesando mais que o falecido rei Robert Baratheon. Doran teve uma morte miserável (e logo quando já estava melhorando da gota *feelssad*) e pelo visto, os produtores querem adiantar muita coisa fazendo isso.

Ainda na bagunça de Dorne, as serpentes de areia mais uma vez provam que estão além da linha temporal da série e se movimentam mais rapidamente que o bando de Khal Moro. Trystane Martell, que havia viajado para Porto Real com Jaime e Myrcella Lannister aparece num barco todo despreocupado com a vida – nem se deram ao trabalho de fazer uma cena dele encarando o corpo de Myrcella ou dele com a Cersei ao desembarcar em Porto Real – quando as serpentes misteriosamente chegam em seu quarto (dando a entender que já estavam ali, segundo a reação de Trystane) para mata-lo. Pelo menos a cena da morte não foi tão ruim de assistir quanto a de seu pai.

Do outro lado do Mar Estreito temos uma Daenerys que mesmo quando escapa de ser violentada por Khal Moro, terá que cumprir com seu dever como viúva de Khal Drogo, mas pelo menos já podemos imaginar que Sor Jorah e Daario irão conseguir seguir os rastros da horda Dothraki e resgatar a rainha deles (ou pelo menos é o que dá pra esperar caso nenhuma reviravolta aconteça). Cersei, abalada com a perda de sua filha conversa com um Jaime mais destemido e vingativo e podemos esperar grandes tensões entre os Lannisters e o Alto Pardal nos próximos episódios. Arya continua cega e ainda sente dificuldade com seu treinamento (não tem muito o que falar aqui) e Melisandre revela para o público um poder desconhecido daquele colar junto com uma forma idosa. Quantos anos será que a mulher de vermelho tem?

Mesmo deixando um mistério no ar, o episódio em geral foi bem morno; uma mistura de pontos altos e baixos contribuíram para isso. Provavelmente irão deixar um pouco de lado os assuntos entre Melisandre e Jon e focar antes na ida de Edd Doloroso para falar com os selvagens e convencê-los a ajudar seu antigo aliado (vai ser difícil convencer essa galera a salvar um corpo morto). Espero que a temporada não fique enrolando sobre a volta de Jon e não deixem o pobre Bran sem seu devido destaque, já que tivemos o suficiente de Dorne por uma vida inteira.

Nota: 6/10

 

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