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Conheça a trajetória de Quino, criador e idealizador da personagem Mafalda

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Faleceu nesta quarta-feira o cartunista, Joaquin Salvador Lavado, ou simplesmente Quino, o criador da popular personagem Mafalda. Nascido em Mendoza (Argentina), Quino morreu aos 88 anos em decorrência de um acidente vascular cerebral, segundo a imprensa argentina.

Morre o cartunista argentino Quino, criador de Mafalda

É quase improvável quem nunca tenha se deparado com alguma tirinha da personagem Mafalda. Presente nas histórias em quadrinhos, nos livros didáticos e até mesmo nas redes sociais, a personagem foi criado por Quino em 1962, quando o cartunista estava em seu primeiro emprego como desenhista publicitário no seu país natal.

Após ter a personagem rejeitada para publicações naquele mesmo ano, Joaquin voltou a utilizá-la apenas dois anos mais tarde, em 1964. Naquele ano conseguiu que fosse publicada pela primeira vez uma tirinha de Mafalda em 29 de setembro, na revista portenha Primeira
Plana. E assim, iniciou a trajetória de Quino e de sua principal personagem Mafalda, que ao longo de mais de 50 anos já teve seus livros traduzidos para mais de 30 idiomas.

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Apesar de ter 6 anos, a personagem criada por Quino incorporava uma personalidade digna de dar inveja em qualquer adulto. Mafalda era uma criança extremamente inteirada das questões políticas, e utilizando de uma mescla de humor e ironia, avaliava as mais diversas questões políticas. Ela era contundente ao condenar tudo aquilo que não lhe agradava no mundo em geral. Questões como políticos corruptos, guerras e violência policial eram temas recorrentes nas suas tirinhas.

Associar Mafalda com Joaquin Salvador não se resume apenas ao fato dele ter sido o criador da personagem, mas sim porque através dela, o cartunista conseguia expressar todo o seu descontentamento com o rumo que as coisas tomavam. Para saber o que Quino pensava sobre algo, bastava ler o que Mafalda pontuou nas suas histórias. Isso fica bastante evidenciado em uma entrevista de Quino para a Revista Exame.

“As ideias que a Mafalda propaga são as minhas, e eu não sou um homem feliz a essa altura, vendo tudo que acontece no mundo (…). Estou bastante amargurado e transmiti à minha personagem as amarguras que eu sinto”, diz Quino.

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O fato da principal criação de Quino ter atravessado gerações foi algo que surpreendeu o próprio criador. Na visão de Quino, se geraria um desinteresse em torno da personagem com o advento das novas tecnologias. Mas ao contrário disso, Mafalda ganhou as redes sociais e até hoje suas críticas se fazem cada vez mais atemporais. Algo que também sempre o incomodou bastante.

Me surpreende que, cada vez, esteja mais atual. Me surpreende e me deprime um pouquinho também, porque quer dizer que (o mundo) não mudou grande coisa”, lamenta Quino, em videoconferência realizada na Argentina em 2014.

Quino sempre uma pessoa extremamente preocupada com o social, e soube traduzir isso muito bem em Mafalda. Tanto que o sucesso de sua personagem nunca fui realmente comemorado pelo criador, já que a existência dela significava que muitas injustiças no mundo ainda seguiam ocorrendo. Nos últimos anos algumas das situações que mais incomodavas o cartunista argentino eram conflitos do Estado Islâmico e a miséria que se instaurou ainda mais no mundo. 

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Com Mafalda, Quino conseguiu romper as linhas das publicações desenhadas e também chegou as telonas. Em 1979, sob a direção de Carlos Márquez, “Mafalda” chegou aos cinemas. A história que carregava no título o nome da protagonista, contava com outros personagens que também foram bastante populares na carreira de Quino. Na história estavam presentes personagens como Manolito, Susanita, Libertad, Guille e entre outros. O filme abordava uma visão crítica de Mafalda e sua turma ao mundo dos adultos. 

Apesar do filme ter sido lançado no final da década de 70, foi ainda no início dela que Quino resolveu parar de escrever novas histórias com Mafalda como protagonista. De 62 até 73 foram cerca de 2 mil tirinhas com a personagem. 

Após esse vasto período com produções com a sua principal personagem, Quino seguiu o restante da sua vida se dedicando a criações mais complexas, mas que seguiam fieis a muitos dos seus pilares já estabelecidos, como críticas a opressão imposta pelos mais poderosos.

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