Por que amamos a série Castlevania? | Uma Breve Retrospectiva (Seasons 1 e 2)

| Márcio Moreira | , , ,

Me lembro com clareza daquele tempo. Os turbulentos dias que precederam o lançamento da primeira temporada de Castlevania, série animada da Netflix baseada na icônica franquia homônima de jogos de ação e aventura. Confesso que eu não estava muito otimista. Na verdade, estava esperando pelo pior.

No remoto ano de 2017 as últimas grandes adaptações de videogames para as telas haviam sido Assassin’s Creed e Warcraft, ambos filmes com grandes ambições que não puderam ser realizadas devido a uma execução cheia de problemas. Nosso patamar de qualidade para produções desse estilo era o filme Mortal Kombat de 1995 dirigido por Paul W S Anderson, e o fato de que esse cara era tratado como patamar de qualidade pra algo já é prova suficiente de que o cenário era bem precário.

Naquele momento, Castlevania veio como um estrondo e trouxe consigo uma mensagem revolucionária: adaptações de videogames podem ser boas. Podem ser sensacionais, na verdade.

Atualmente, a série que ninguém esperava é uma das produções mais bem-sucedidas da Netflix, conquistando uma legião de fãs e colocando o estúdio Powerhouse Animation no mapa (ano passado eles lançaram na Netflix uma produção própria chamada Seis Punhos, que eu gostei muito). Pode-se dizer, também, que Castlevania revitalizou o conceito de séries animadas para o público adulto, visto que essas até pouco tempo antes se resumiam a comédias com humor impróprio.

Como um aquecimento para a terceira temporada que será lançada em breve no dia 5 de março, resolvi assistir a totalidade da série DUAS vezes (uma sozinho e a outra com a minha mãe porque ela é foda) com o intuito de fazer uma retrospectiva e detalhar o porquê de eu achar Castlevania uma produção incrível que merece toda a aclamação que possui.

Primeiramente: como esse fenômeno ímpar da cultura pop sequer foi possível? Bom, tudo começou com um homem bem excêntrico, que até então era mais conhecido por produzir alguns filmes de baixo orçamento e curtas satíricos não-autorizados para o Youtube…

Um Pouco de História Para Vocês

Esse rapaz indiano segurando um martelo e vestindo uma camiseta d’O Justiceiro enquanto ostenta uma maquiagem inspirada no personagem O Corvo é Adi Shankar, o gênio que nos trouxe Castlevania. Apesar de seu nome ter caído na boca do povo apenas nos últimos anos, esse cara tem atuado em Hollywood desde 2010 como produtor de diversos longas como Dredd, As Vozes e Bodied (este último produzido em parceria com o rapper Eminem).

Fora da esfera hollywoodiana, Adi Shankar mantém em atividade desde 2012 um curioso projeto pessoal conhecido como The Bootleg Universe. Esse projeto sem fins lucrativos consiste em uma série de curtas-metragens publicados no Youtube onde alguma franquia famosa é reinterpretada de forma satírica e sombria. O primeiro curta dessa série é o excelente Dirty Laundry, que estrela Thomas Jane como o anti-herói O Justiceiro (um papel que ele mesmo interpretou no filme de 2004).

Até esse ponto o jovem produtor já havia provado sua competência inúmeras vezes, mas foi só em fevereiro de 2015 que o nome “Adi Shankar” se tornou um verdadeiro tópico de discussão, graças ao polêmico “bootleg” POWER/RANGERS. Esse curta era uma reimaginação sombria e adulta da série Mighty Morphin’ Power Rangers, trazendo os heróis originais como adultos traumatizados pela guerra.

O vídeo de 14 minutos estrelado por James Van der Beek foi recebido de forma bastante positiva pelos fãs da franquia mas deixou o criador da mesma, Haim Saban, deveras irritado. O líder da gigante Saban Entertainment tomou conhecimento da homenagem e, ao invés de aceitá-la como qualquer ser humano decente faria, exigiu que o vídeo fosse retirado de todas as plataformas de distribuição. Como você pode ver logo abaixo, o vídeo foi eventualmente restaurado e pode ser visto em toda a sua glória:

Haim Saban é um idiota.

Foi nessa mesma época que Adi Shankar resolveu levar seu característico entusiasmo com franquias clássicas ao próximo nível, e tomou as rédeas de uma produção que se encontrava em development hell desde 2007.

Esse projeto envolvia um contrato com o ilustre roteirista Warren Ellis para desenvolver uma adaptação do jogo Castlevania III: Dracula’s Curse na forma de um longa-metragem a ser lançado diretamente em vídeo. Sob o comando de Shankar, o projeto evoluiu para uma série e eventualmente foi comprado pela Netflix. O resto, como vocês já sabem, é História.

Achei interessante falar sobre Shankar antes de mais nada nesse texto porque realmente considero ele uma pessoa digna de admiração graças à sua espontaneidade: algo que observei ser bem consistente em todas as facetas da vida desse cara é o fato de que ele simplesmente não liga para as opiniões alheias e faz o que lhe “dá na telha”.

Por um lado temos o fato de que ele gosta de se maquiar em homenagem ao seu personagem favorito, e por outro temos a abordagem peculiar dele em relação à indústria. Adi Shankar é um cara que genuinamente se preocupa com a arte nos projetos que ele financia e produz, dando total liberdade para os criadores conceberem as histórias mais sombrias e absurdas que conseguirem. Ele produz as obras que ele mesmo gostaria de assistir, e dane-se o público médio.

Uma dessas obras produzidas com uma paixão incontestável pela arte e sem a menor consideração pelo aspecto mercadológico é a obra-prima Castlevania.

ATENÇÃO: A PARTIR DESTE MOMENTO HAVERÃO SPOILERS PARA AMBAS AS TEMPORADAS DE CASTLEVANIA. SE VOCÊ PRETENDE ASSISTIR, FECHE ESSA JANELA E VOLTE QUANDO TIVER VISTO TUDO. ESTAREMOS AQUI TE AGUARDANDO!

Adaptando Castlevania

No primeiro episódio da série Castlevania todos os elementos integrais para a trama são estabelecidos: no ano de 1455, a mulher humana Lisa de Lupu vai ao castelo do vampiro Vlad Drácula Tepes na Valáquia, com o intuito de convencê-lo a ensiná-la medicina enquanto ela o ensina a respeitar a humanidade. Vinte anos se passam e cortamos para a cidade de Targoviste, onde Lisa está sendo executada pela Igreja sob acusações de bruxaria (que na verdade se referem à prática de medicina).

Descobrimos que Lisa e Drácula se apaixonaram durante esse período, se casaram e tiveram um filho juntos, e que Drácula havia passado um tempo fora “viajando como um homem” para aprender mais sobre a humanidade. Quando retorna à aldeia de Lupu e encontra a casa de Lisa destruída, Drácula descobre sobre a execução de sua amada e resolve se vingar da humanidade de uma vez por todas.

Drácula dá o prazo de um ano para as pessoas fazerem as pazes com seus próprios pecados, durante o qual ele mesmo juntaria um exército das profundezas do inferno para eventualmente fazer chover sua vingança quando o prazo supracitado expirasse.

É uma premissa intrigante que apresenta Drácula como um vilão trágico com quem você pode sentir empatia mesmo concordando que ele é um monstro irredimível, e foi uma adição completamente original para a adaptação da Netflix. Sim, confesso que todos esses parágrafos tiveram o intuito de introduzir o processo criativo de Warren Ellis ao criar o enredo da série Castlevania.

Antes de tudo, vale reiterar que as primeiras duas temporadas da série são teoricamente uma adaptação do jogo Castlevania III: Dracula’s Curse que foi lançado em 1989. Nos anos iniciais da franquia Castlevania, a narrativa não era uma preocupação muito grande e se estendia a uma breve sinopse para justificar o jogador andar por vários estágios destruindo candelabros e batendo em zumbis com um chicote.

Aí entra Warren Ellis (um dos melhores escritores de quadrinhos na minha nada humilde opinião) com a missão de transformar essa casca vazia em uma história digna de ser serializada. É bem claro que Ellis fez uma pesquisa extensiva sobre a franquia e teve uma boa dose de liberdade criativa, pois abordagem empregada por ele na adaptação não teria sido possível de outro modo.

Ao invés de se manter próximo à lore pré-estabelecida pelos jogos e manter as caracterizações fiéis, Ellis fez exatamente a mesma coisa que eu gostava de fazer quando criança ao jogar algum jogo arcade cheio de lacunas na trama: preencheu as lacunas e escolheu a dedo elementos de destaque (não necessariamente conectados entre si no material-base) para que a história resultante ficasse o mais interessante possível.

Além disso, o estilo de escrita característico de Warren Ellis (ácido, satírico e sem o menor pudor para lidar com tópicos mais sombrios) traz à série uma identidade própria que é bem diferente do clima de “romance gótico” que predominava nos jogos encabeçados por Koji Igarashi. Simplesmente genial.

Trevor Belmont: Um Herói Imperfeito

Com exceção do primeiro episódio, a primeira temporada de apenas quatro episódios é toda sobre o caçador de vampiros Trevor Belmont (Richard Armitage). Introduzido como um bêbado errante, Trevor é o último sobrevivente de uma família excomungada pela igreja devido à sua relação com as forças da escuridão.

A evolução do protagonista ao longo da temporada se dá por um arco bastante simples mas contado de forma que gera grande investimento emocional por parte de quem assiste: devido à forma como sua família foi escorraçada pela igreja e pelo povo da Valáquia, Trevor inicialmente só busca ir de um lugar a outro para beber e dormir enquanto espera a própria morte, fingindo não se importar com o mundo à sua volta. A palavra-chave nesse caso é fingindo.

O que torna Trevor Belmont um protagonista tão interessante é o fato de que seu arco não consiste em uma mudança na sua personalidade, mas sim na aceitação da mesma: através de suas interações com o povo, das suas descobertas referentes à corrupção na igreja, à verdadeira extensão da destruição causada por Drácula e à possibilidade de ainda haver bondade mesmo em tempos sombrios, Trevor finalmente perde o medo de ostentar sua identidade como um Belmont e assume o papel heróico que nasceu para desempenhar.

Mesmo essa transição ocorrendo em um curtíssimo espaço de tempo, ela se dá de uma forma surpreendentemente orgânica e completa, auxiliada por um visual storytelling sutil e impecável demonstrada pelas evoluções no character design e na linguagem corporal de Trevor ao longo da temporada.

Na segunda temporada de Castlevania, no entanto, Trevor Belmont perde todo esse protagonismo e dá espaço para que os demais membros do elenco possam se desenvolver melhor. Essa decisão não agradou a todos, mas eu pessoalmente achei ela bem acertada pois o arco de Trevor na primeira temporada já estava praticamente completo e não havia muito mais a ser explorado sobre ele durante essa fase da história, fora o desenvolvimento dos relacionamentos entre ele e seus companheiros.

Sypha e Alucard: Coadjuvantes Perfeitos

A equipe que Trevor forma ao longo da primeira temporada é composta por Sypha Belnades (Alejandra Reynoso), uma garota com habilidades mágicas, e Adrian Tepes (Alucard, dublado por James Callis), o único filho de Drácula e sua amada Lisa. Ambos já estavam presentes em Castlevania III: Dracula’s Curse como aliados de Trevor, e Alucard posteriormente retornou à franquia em 1997 como protagonista do icônico Symphony of the Night.

Na série da Netflix, Warren Ellis faz desses personagens mais do que meros coadjuvantes e adiciona camadas muito bem-vindas de personalidade a eles, tanto individualmente quanto no âmbito da conexão desenvolvida entre os três no breve espaço de tempo que passam juntos.

Sypha Belnades foi uma personagem basicamente construída do zero. Sypha é membro de uma tribo de Oradores, nômades cuja cultura gira em torno da transmissão e preservação do conhecimento através da oralidade, e conhece Trevor Belmont após este resgatá-la das mãos de um ciclope que a havia transformado em pedra.

Inicialmente irritada pelos modos grosseiros de Trevor, Sypha desenvolve um afeto pelo caçador à medida que observa seu companheiro abandonar essa postura desleixada e descobre mais sobre os fatores que o levaram a se tornar aquele homem amargo que ela conheceu na primeira temporada. Isso leva ao traço de personalidade determinante em Sypha: empatia.

Sypha possui uma capacidade sem igual para sentir empatia por seus pares e deduzir com precisão o que se passa no coração de cada um, mesmo que eles próprios desconheçam ou reprimam tais sentimentos. Não se trata de uma habilidade oriunda dos seus estudos mágicos, mas da própria índole dela e de sua criação como Oradora (uma cultura fundamentalmente baseada no diálogo e no entendimento), e essa característica dá a Sypha Belnades o papel fundamental de manter o grupo unido mesmo em face das adversidades.

Adrian Tepes, por outro lado, é um personagem mais complexo com uma história bem desenvolvida ao longo de suas aparições nos jogos. Adotando para si mesmo a alcunha de Alucard para simbolizar sua oposição a tudo que seu pai Drácula faz e representa, o Adrian que vemos aqui ainda não concluiu a jornada que o transformaria no estóico protagonista de Symphony of the Night.

O jovem Alucard mal teve tempo de viver o luto por sua mãe Lisa Tepes, sendo gravemente ferido por seu próprio pai durante um conflito ocorrido no mesmo dia da morte de Lisa, e logo em seguida se refugia em um sono profundo durante cerca de um ano antes de ser despertado por Trevor Belmont e Sypha Belnades. Ao despertar, Alucard imediatamente se depara com os exércitos de Drácula espalhando caos e destruição por Valáquia, e percebe que matar seu próprio pai é a única solução para o conflito.

É impossível não sentir pena de Alucard nessa situação. A vida de Adrian Tepes é uma constante sucessão de tragédias, e o rapaz mal tem tempo de chorar a morte da própria mãe, pois precisa honrá-la matando a única família que lhe restou. Pode-se ver que o personagem faz um tremendo esforço para reprimir sua raiva e manter seus ideais em primeiro plano, para proteger uma humanidade que não lhe trouxe nada além de dor e sequer demonstraria gratidão quando tudo acabasse.

Esse conflito transparece de forma bastante sutil ao longo da segunda temporada, recorrendo a poucas linhas de diálogo, cinematografia e linguagem corporal para comunicar esse tema, e culmina na cena final da segunda temporada, onde Alucard se senta sozinho em um quarto vazio e desaba em lágrimas ao lembrar dos momentos felizes que viveu com sua família. Um belíssimo soco no estômago.

A Corte de Drácula: Agentes da Vingança

A segunda temporada de Castlevania é, sem dúvida alguma, a temporada dos vilões. Nós passamos muito mais tempo explorando a corte de Drácula, conhecendo o dito cujo e os demais vampiros e humanos que compõem o exército da escuridão, do que acompanhando a jornada de Trevor Belmont e seus companheiros.

Antes de tudo, precisamos falar do próprio Drácula. Dublado pelo veterano Graham McTavish, o Conde Vlad Drácula Tepes nessaa adaptação animada entra facilmente na lista dos vilões mais complexos da atualidade graças às liberdades criativas que Warren Ellis tomou em sua caracterização.

Não se engane, Drácula ainda é um monstro irredimível, mas na série ele é muito mais que isso: um homem cujos preconceitos não o impediram de se abrir para enxergar o lado bom da humanidade; um monstro que desafia a própria natureza ao conhecer o amor, e acaba cedendo a ela quando perde aquilo que ama; um marido e pai que vive o luto da única forma que sabe; um líder carismático que cativou monstros e mortais para se unirem à sua causa; e um velho cansado que perdeu a vontade de viver e deseja levar o resto do mundo consigo.

São várias facetas de um vilão caracterizado de forma impecável, e há uma coesão na forma como cada uma dessas características é trazida à tona no clímax da segunda temporada. Por exemplo: durante sua batalha final contra Alucard, é a melancolia do próprio vilão que o leva à ruína. O súbito arrependimento de Drácula pode parecer súbito, mas não é abrupto, pois todas as informações trazidas pelo enredo até então apontavam para ele como uma conclusão inevitável.

A Corte de Drácula, por sua vez, é uma extensão da faceta imponente e carismática presente no vilão. Além dos vampiros de todo o planeta que se curvam à bandeira de Vlad Tepes, temos a inusitada inclusão dos Mestres Forjadores Hector (Theo James) e Isaac (Adetokumboh M’Cormack), respectivamente o protagonista e o vilão do subestimado Castlevania: Curse of Darkness para o Playstation 2. Admito que fiquei bem surpreso quando eles foram apresentados nessa adaptação como os responsáveis por reabastecer o exército das profundezas através da necromancia, e adorei o que fizeram com a caracterização deles.

Hector e Isaac possuem ideologias diametralmente opostas no que diz respeito à condição humana e aos rumos a serem tomados pela guerra, mas ocupam lugares igualmente importantes como confidentes de Drácula devido a uma característica em comum: ambos rejeitaram a humanidade e não se importam em guerrear contra a própria espécie. A pluralidade de perspectivas que Ellis apresenta, mesmo dentro de uma organização indiscutivelmente maligna, faz com que a audiência fique igualmente investida em todos os lados do conflito principal.

Hector (à esquerda) e Isaac (à direita) são reinterpretados de forma sensacional por Ellis

E por falar em conflito principal, precisamos mencionar Godbrand (Peter Stormare) e Carmilla (Jaime Murray). Ao longo da segunda temporada, a corte vampiresca é tomada por uma vocal dissidência representada pelo vampiro viking e pela monarca de Estíria, sendo que esta posteriormente arquiteta um complexo plano para manipular Hector, trair Drácula e tomar as rédeas da guerra contra os seres humanos.

Essa dissidência é justificada pelo fato de Drácula estar visando o completo extermínio da humanidade, sendo que os demais vampiros a consideram como uma valiosa fonte de alimentos (embora não seja a única). Godbrand revela suas intenções para Isaac, involuntariamente contribuindo para semear desconfiança na corte, e acaba morto pelo Mestre Forjador.

A traição de Carmilla no entanto se dá de forma incompleta pois, mesmo que as forças de Estíria tenham acabado com boa parte daqueles ainda leais a Drácula, um feitiço de teletransporte conjurado por Sypha Belnades impediu que Carmilla capturasse o castelo para si.

A construção de um elenco de vilões tão diverso a princípio me pareceu um pouco distrativa, mas a série não só consegue manter o foco na narrativa que pretende contar, como também trabalha em prol da sua longevidade e facilita para que futuras histórias situadas nesse universo tomem rumos inusitados e evitem repetir uma mesma fórmula.

O Futuro de Castlevania

No último episódio da segunda temporada, todas as peças são posicionadas para a terceira temporada de Castlevania, que com certeza trará um conflito inédito para a franquia como um todo. Warren Ellis, através de seu modus operandi onde escolhe a dedo diversos elementos conhecidos e os sintetiza em uma história coesa, conseguiu levar a série para além da clássica fórmula “Belmont versus Drácula” e abriu possibilidades para algo muito mais expansivo e interessante.

Ao final do último episódio, temos amostras do novo status quo dos protagonistas: Trevor Belmont e Sypha Belnades partem em sua jornada para combater os monstros que ainda vagam pela Terra e saber mais a respeito da corrupção que vem consumindo a Igreja em Valáquia; e Alucard decide, com a bênção de Trevor, permanecer no castelo de seu pai como guardião de todo o conhecimento contido tanto em sua biblioteca quanto no antigo santuário Belmont que fica logo abaixo do local para onde o castelo se transportou.

Enquanto isso, Carmilla toma Hector como seu escravo para que ele forje um exército sombrio para lutar sob a bandeira de Estíria; e Isaac, após ser transportado para uma terra longíqua por Drácula, decide começar seu próprio exército para vingar seu mestre e retomar sua campanha de extermínio.

Eu não faço a menor ideia de como essa trama pode continuar, pois não há precedente nos jogos para algo assim (embora haja vários elementos nessa premissa que remetam a Curse of Darkness), e isso é ótimo. Essa sensação de incerteza foi potencializada pelo trailer lançado duas semanas atrás, e se há qualquer certeza sobre o que veremos no próximo dia 5 de março, é a certeza de que Castlevania continuará surpreendente.

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