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Black Mirror 5º temporada, o futuro ainda é tão assustador? | Review

| Gabriel Galdino | , ,

A nova temporada de Black Mirror chegou, mas uma grande dúvida é: Ainda sobraram boas idéias?

Strinking Vipers: O episódio abre a temporada com um clima sóbrio e menos sombrio que o de costume, o foco aqui não é a tecnologia em si, e sim como aquilo afeta seus personagens e os faz se questionarem trazendo questões comportamentais, psicológicas e emocionais na sociedade contemporânea. A tecnologia central usada no episódio é um game de realidade virtual inspirado em “Street Fighter” do qual seu título nomeia o episódio. Anthony Mackie interpreta o personagem principal que é o centro dos questionamentos apresentados pela trama, dos quais seus processos de construção são geralmente bem executados, mas o decorrer da narrativa sofre ficando um tanto arrastado e a relação com sua esposa que é sempre mostrada como algo que pesa em si, algo que não parecia ter futuro, o que diverge da idéia final do episódio. Com um final interessante de se ver na mídia atual, algo que é visto com “olhos tortos” por muita gente, começa abrindo a temporada com o clima um tanto morno.

Black mirror 5º temporada, o futuro ainda é tão assustador? | review

Anthony Mackie e Yahya Abdul-Mateen II em Striking Vipers

Smithereens: Uma tragédia sobre os tempos contemporâneos. Andrew Scott estrela o episódio com seu estranho personagem que nos instiga mais e mais ao passar da trama, o suspense por trás de seus motivos paira no ar desde o desencadeamento de suas ações, que nos mantém presos se perguntado o porque daquilo tudo, já antes disso ficamos instigados com a estranheza de seu personagem que parece estar com um contínuo desconforto. Durante o passar do episódio ficamos não só curiosos como aflitos com a situação que é muito bem executada, enquanto parte de sua história é contada pelos arcos de investigação. O final pode parecer forçação de barra certo momento, mas ele não decepciona nos dando um bom “final black mirror” e assim sendo o destaque dessa nova temporada. (Recomendo não ler a sinopse da Netflix, pois ela entrega o primeiro arco que é bem legal de se assistir sem saber de nada).


Andrew Scott em Smithereens

Rachel, Jack e Ashley Too: Talvez o episódio mais fraco de toda série. A história sobre a jovem que idolatra seu ídolo é promissora mas sua execução é ladeira abaixo, com personagens tomando atitudes forçadas pelo roteiro sem muita coerência. A idéia de uma inteligência articial criada a partir de um cérebro existente já foi usada na série e de um modo bem melhor. O episódio tenta estabelecer duas tramas centrais, a de Ashley O (Miley Cirus) que aborda temas importantes sobre a indústria musical e a trama da jovem Rachel (Angourie Rice), onde sua proposta é completamente esquecida quando as duas histórias se encontram, além desse encontro não ser nada cativante. E a presença de Cyrus aqui é o que posso chamar de dispensável.

Black mirror 5º temporada, o futuro ainda é tão assustador? | review
Miley Cirus em Rachel, Jack and Ashley Too


Black Mirror realmente nos mimou, nos fazendo se surpreender e logo depois querer mais e mais, mas quando não faz isso, o valor de seus episódios é ofuscado pela expectativa inconsiente de quem acompanha a série.

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