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BGS 2018 | A vitória da OpTic Brasil no campeonato feminino é algo muito maior do que um troféu

| Tiago Amorim | ,
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Neste ano, dentro da programação da BGS 2018, tivemos a BGC (Brasil Game Cup), onde foram realizados campeonatos de Free Fire, DOTA 2 e Counter-Strike: Global Ofensive. Durante os 3 primeiros dias do evento, houveram várias partidas e vencedores, mas agora, focaremos na partida que merece muito reconhecimento: Optic Brasil x NTC.

Após partidas acirradas, sempre muito disputadas, as garotas fizeram jogadas incríveis e tiveram muita garra para ganhar o seu nome no troféu da BGC; o resultado das partidas finais: Cache: 16×08 –  Inferno: 16×06 – Mirage: 16×04. Quem ganhou o prêmio de melhor jogadora foi a Bruna “Bizinha” Marvila, que fez extraordinárias e memoráveis jogadas durante os jogos. A equipe vencedora em primeiro lugar também ganhou 20 mil reais, e a equipe em segundo ganhou 10 mil reais. A seguir as colocações finais:

  • 1º Colocado: OpTic Gaming – R$ 20 mil
  • 2º Colocado: Não Tem Como – R$10 mil
  • 3º/4º Colocado: Team oNe Red e Santos
  • 5º/6º Colocado: BootKamp e Isurus
  • 7º/8º Colocado: Team Wild e Number Six


Com essas grandes vitórias, nesse dia algo mais importante roubou a cena: A importância do cenário competitivo feminino nos video-games, algo que é tão subestimado e ignorado.

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Durante esse dia inteiro, com várias atrações, o campeonato lotou, quase não havia cadeiras e o público ia a loucura quando as garotas faziam suas incríveis jogadas. Ver um campeonato feminino com um grande público igual à de um jogo masculino é algo extremamente maravilhoso, ver os talentos crescendo e mostrando o que sabem.

Mas infelizmente, ainda temos algo que prejudica e muito esse cenário a crescer, o machismo que existe no mundo dos jogos online. Tanto dentro do jogo, quanto a comentários em streams e sites.

Ao longo dos anos, isso foi algo muito comentado na comunidade gamer, muito dos jogadores são extremamente machistas com mulheres, só por serem mulheres. Pesquisando no youtube, você encontra muitos vídeos mostrando os dois lados, o que pratica e o que sofre. Confira alguns exemplos:
Quem diariamente joga os modos competitivos, seja de League of Legends, CS:GO e outros, sabe muito bem como a comunidade trata as mulheres. Muito das vezes quem faz comentários de ódio contra elas tenta se justificar com a famosa frase “É apenas uma brincadeira”. Tente se colocar no lugar de alguém que sofre diariamente com isso e veja se é só mais uma brincadeira inocente.

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E como o cenário competitivo feminino muda isso? Por muitos anos, vimos que grande parte das pessoas subestimam as equipes e jogadoras por esteriótipos e preconceito. Com esses campeonatos em grandes eventos como a Brasil Game Show, o maior evento de jogos da América-Latina dá uma visibilidade enorme para as garotas, e mostra para quem tem tanto ódio e medo de jogar com tais, o quão errado estão. Muitas das vezes, elas jogam até melhor que os próprios jogadores de campeonatos masculinos.

Concluindo, a vitória da BGC pode ter sido da fenomenal Optic Brasil, mas as verdadeiras vencedoras aqui foram todas as mulheres da comunidade gamer, que ganharam uma visibilidade e representatividade enorme por parte dessas 8 equipes colocadas, que jogaram com tanto amor e garra. Ponto para a BGS, por criar e incentivar todos os apaixonados por games a participar, mostrando talentos natos, independente de gêneros.

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