Autor: Márcio Moreira

Legion Review

Legion — A próxima etapa evolutiva para as adaptações de super-heróis | Review da Série

Não é segredo algum que a década passada foi basicamente a era de ouro dos super-heróis no cinema e na televisão.

Embora filmes e séries desse gênero tenham existido desde muito antes (e continuarão existindo muito tempo depois), o período entre 2010 e 2019 foi o auge dos justiceiros mascarados no zeitgeist da cultura pop: durante esse intervalo tivemos aproximadamente 200 obras audiovisuais, entre filmes e seriados televisivos, estrelando tanto personagens clássicos das HQs quanto criações originais que buscavam explorar as possibilidades quase infinitas que o gênero proporciona.

Com uma produção tão extensiva (e intensiva) assim, é natural que as obras lançadas quase mensalmente ao longo desse período tenham sofrido com qualidade variável e um desgaste que se tornava mais evidente à medida que os anos passavam. 

Até a Marvel Studios, cujo sucesso e influência são reconhecidos até por seus detratores, começou a sofrer com esse desgaste por volta de 2015 quando o público percebeu os contornos da fórmula básica por trás de todos os filmes na colossal     franquia multimídia Marvel Cinematic Universe.

Nessa mesma época também vimos a ascensão de um “movimento” que buscava ir contra à saturação dos super-heróis na mídia através da produção de conteúdo, seja original ou adaptado, que aborda o gênero sob perspectivas inusitadas. Essa breve “contracultura” rendeu grandes sucessos do cinema como a comédia romântica Deadpool e o faroeste pós-apocalíptico Logan, além de séries de TV aclamadas como Umbrella Academy e Doom Patrol.

E isso nos leva ao seriado que me motivou a escrever este review, que por acaso também é uma verdadeira aula a respeito do potencial intrínseco às histórias de super-heróis, que está sempre à espera de mãos criativas o suficiente para trazê-las à vida no meio audiovisual: Legion.

A fim de evitar qualquer confusão com o filme de mesmo nome (que, cá entre nós, é bem ruinzinho) e dar uma ideia quanto ao que se esperar da primeiríssima tentativa de trazer o mundo X-Men para as telinhas, eis aqui um trailer oficial para a primeira temporada:

Mas o que é Legion?

Legion é uma série de TV exibida entre 2017 e 2019 no canal fechado FX. Trata-se de uma produção colaborativa da emissora com a Marvel Television inspirada no personagem David Haller (também conhecido como Legião), que por sua vez foi criado pelos deuses Chris Claremont e Bill Sienkiewicz para a revista Os Novos Mutantes em meados da década de 80.

Embora Legião nunca tenha chegado à categoria A-Lister em meio ao gigantesco elenco da editora, o personagem sempre chamou atenção devido a vários motivos, dentre os quais dois se destacam: o simples fato de ele ser filho de Charles Xavier, o icônico líder dos X-Men; e a maneira como Claremont e Sienkiewicz combinavam as aventuras do herói a uma exploração visual e narrativa de sua saúde mental.

Essa combinação teoricamente se traduz em potencial ilimitado para os quadrinhos, tirando vantagem da abstração de tempo que geralmente ocorre durante a leitura, mas como aplicar esse potencial a uma série de TV? Como trazer uma história tão surreal e abstrata a uma mídia que dita o próprio ritmo?

É aí que entra o showrunner Noah Hawley (também responsável pela sensacional antologia de humor negro Fargo), que decidiu romper com a maior parte das técnicas mais tradicionais de storytelling serializado e abraçar a caótica psicodelia da premissa. 

Legion Review
O protagonista David Haller (Dan Stevens) e sua irmã adotiva Amy (Katie Aselton) no primeiro episódio de Legion. O visual da série mistura elementos contemporâneos e uma estética típica dos anos 60, enfatizando o tom surrealista da trama.

Mas sobre o que é Legion?

A adaptação da FX estrela o ator britânico Dan Stevens (de Downton Abbey, The Guest e Apostle) como o “personagem-título” — que não recebe o título oficialmente em momento algum da série — David Haller, um rapaz esquizofrênico que está internado em uma ala psiquiátrica após uma tentativa malsucedida de suicídio.

Através de uma montagem no início do primeiro episódio que reconta diversos momentos da vida do protagonista, a série já deixa pistas de que a condição de Haller vai muito além de uma “simples” esquizofrenia. Durante o que parece ser apenas mais um dia maçante no sanatório, David conhece — e instantaneamente se apaixona por Sydney “Syd” Barrett (Rachel Keller), uma garota com uma aversão patológica a ser tocada.

Legion Review
A maravilhosa Rachel Keller como Syd Barrett, uma personagem introduzida como um simples “par romântico” mas cujo desenvolvimento rapidamente toma rumos inesperados.

Após se conhecerem ao longo de várias sessões de terapia em grupo, o casal desenvolve um desajeitado romance que é abruptamente interrompido no momento que a trama decide engrenar.

Infelizmente não sou capaz de adequadamente resumir a trama de Legion em palavras, tendo em vista a profusão e frequência dos “truques” pouco ortodoxos de storytelling que Hawley emprega ao longo da série. 

O episódio piloto faz um bom trabalho de dar uma amostra bem precisa do que se pode esperar da narrativa de Legion — em outras palavras, ele te bombardeia com informações e elementos que muitas vezes não farão sentido até os momentos finais da série (isto é, se o fizerem em algum momento).

Se você for capaz de suportar essa breve sobrecarga sensorial (que é apenas a primeira entre muitas), garanto que sua experiência com Legion será bastante positiva. Com 27 episódios, a série segue uma estrutura narrativa híbrida — onde diversas tramas episódicas contribuem para avançar um conflito principal que perdura até o final da série. 

Essa abordagem híbrida permite que Hawley conte sua excêntrica história através de um caos cuidadosamente construído que transforma as idiossincrasias de cada personagem em elementos fundamentais do enredo.

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Essa é Lenny ‘Cornflakes’ Busker (Aubrey Plaza, de Parks and Recreation), apresentada como nada mais que uma amiga de David na ala psiquiátrica. Como é de praxe nessa série, a natureza e a extensão do envolvimento de Lenny no enredo são imprevisíveis.

Cada membro do elenco principal de Legion, seja mocinho ou vilão (ou as duas coisas), é antes de tudo uma pessoa profundamente danificada, com visões de mundo levemente distorcidas moldadas por experiências traumáticas. 

Ao combinar essa ênfase a um enredo fragmentado e não-linear, todos os personagens principais acabam se tornando também narradores não-confiáveis. Os eventos mostrados em cena nunca equivalem ao que realmente aconteceu, mas à forma como certo personagem enxergou tal acontecimento.

Muitas vezes, a influência exercida pelos personagens — tanto através de suas visões de mundo quanto seus atuais estados de espírito — sobre suas respectivas cenas faz a série transitar entre gêneros sem qualquer aviso prévio.

Para se ter uma ideia das coisas que podem acontecer aqui: um episódio se iniciar como uma paródia da comédia romântica Se Enlouquecer, Não se Apaixone; incluir um número de dança estilo “Bollywood” do nada para sinalizar um momento-chave da narrativa; e então logo em seguida um thriller de conspiração.

Esse caos em Legion, e rapidamente somos condicionados a esperar o inesperado.

A última, mas não menos importante, vantagem principal existente nesse estilo de narrativa escolhido por Noah Hawley é o fato de tais técnicas permitirem contar uma história intimista e pessoal ao passo que tal história é revestida por um clima épico e emocionante. 

Legion Review
Mais alguns personagens que compõem o diverso (e deliciosamente bizarro) elenco de apoio em Legion. Prefiro não explicar essa imagem e deixar por sua conta.

Veja bem, essa série não tem interesse algum em construir um universo expandido ou se prolongar por tempo indeterminado. Desde o princípio, Legion faz questão de colocar em primeiro plano que sua prioridade é a jornada pessoal de David Haller, e que todos os demais elementos da série só estão lá a serviço dessa jornada.

Para dar a vocês uma ideia a respeito da coesão magistral que o showrunner foi capaz de criar, sem deixar escapar spoilers da história no processo, é interessante falar sobre o mecanismo narrativo da “Arma de Chekhov”: tipificado pelo dramaturgo russo Anton Chekhov através de cartas onde dizia que “ninguém deve colocar um rifle carregado no palco se ninguém estiver pensando em dispará-lo”, essa metáfora basicamente diz que nenhum elemento da história deve ser visto como descartável.

Aplicando o raciocínio de Chekhov a Legion, eu diria que a série gradualmente revela seu gigantesco arsenal à medida que efetua rápidos disparos com igual frequência para atiçar a curiosidade do espectador. Ainda nessa lógica, o clímax da terceira e última temporada é o equivalente a uma ensurdecedora saraivada de tiros onde todos os conflitos e mistérios se conectam e se resolvem.

Legion Review
O britânico Dan Stevens tira proveito de sua experiência no Teatro e se perde no papel do perturbado herói David Haller, realizando sem dificuldade as rápidas alternâncias entre os momentos de serenidade e explosão emocional exigidas pelo papel.

OK, e o que eu achei de Legion?

Talvez tenha a ver com minha fraqueza diante de produções audiovisuais com uma premissa esquisita e execução ainda mais surreal, mas posso dizer com segurança que minha experiência assistindo Legion foi a mais consistentemente positiva que já tive com qualquer seriado baseado em HQs.

Muitas outras adaptações televisivas dos quadrinhos começam de forma promissora mas sofrem uma brusca queda de qualidade em algum momento de sua duração. Isso acontece por um ou mais dentre vários motivos que eu mencionei por alto alguns parágrafos atrás, que podem ser resumidos à tentativa de emular aspectos superficiais do storytelling das HQs sem, contudo, traduzir os elementos que tornam essa mídia tão atemporal.

Legion escapa desses problemas graças à decisão do showrunner Noah Hawley de dissecar os conceitos que moldaram o personagem de Chris Claremont e Bill Sienkiewicz, usando a exploração desses conceitos como ponto de partida para uma trama original que presta homenagem às obras que vieram antes, ao passo que — assim como as melhores obras assinadas pelo lendário Claremont — pode ser apreciada até por quem não tem muita familiaridade com o cânone.

Legion Review
Algumas das explosões mencionadas na legenda da foto anterior são bem literais.

É uma história que mostra o universo dos mutantes sob uma perspectiva íntima, apresentando um protagonista cuja mente é ao mesmo tempo sua arma e seu pior inimigo, e realmente explorando as implicações desse cenário. 

A aventura vivida por David Haller e seus companheiros, por mais bombástica e psicodélica que seja, ganha um inesperado ar de realismo graças à ênfase dada a explorar a psique de cada personagem, assim como a jornada emocional à qual cada um deles se submete.

Por fim o estilo de narração simultaneamente episódico e serializado, que usa floreios literários — à la Neil Gaiman e o próprio Chris Claremont como o tecido conectivo entre as histórias independentes de cada episódio e o arco dramático que permeia toda a série, Legion consegue conquistar seu lugar de destaque em meio às suas contrapartes nesse gênero extremamente saturado.

Legion Review
Os character actors veteranos Jemaine Clement e Bill Irwin são agradáveis surpresas em Legion, vivendo respectivamente o sábio Oliver Bird e o divertido Cary Loudermilk.

Todas as três temporadas de Legion estão disponíveis na Netflix, e devo adiantar que a série não é para qualquer um. Mas então, para quem fica a recomendação? Se você estiver aberto a investir seu tempo em uma história contada de maneira atípica e tiver paciência suficiente para desvendar o enredo junto dos personagens, você irá se deparar com o que honestamente considero uma das melhores e mais inovadoras séries de televisão já feitas.

Legion é uma história de escopo relativamente pequeno que acaba sendo engrandecida por sua execução magistral, com reviravoltas que ficarão na sua cabeça mesmo muito depois dos créditos de encerramento do episódio final terminarem de rolar. E então, como sempre acontece com as melhores histórias, você irá querer vivenciar tudo de novo.

Power Rangers: Battle for the Grid

Power Rangers: Battle for the Grid — sua porta de entrada para os Fighting Games | Review

A meia dúzia de pessoas que regularmente lê meus artigos para este site (oi, mãe) deve me conhecer como “aquele doido fissurado em robôs gigantes e jogos de Estratégia em Tempo Real”, o que é uma descrição simplista demais na minha opinião. Pois então, acontece que também sou o mais próximo que o site possui de um “especialista” em jogos de luta. Ah, e também tem outra coisa… eu gosto de Power Rangers até hoje.

Power Rangers Battle for the Grid
GO GO POWER RANGERS!!!

Minha Experiência com Jogos de Luta

Eu sequer sabia ler quando me apresentaram (oi de novo, mãe) ao gênero das trocações francas virtuais através de Battle Arena Toshinden — só fui descobrir esse nome muitos anos depois — e desde então os jogos de luta têm sido uma presença quase constante na minha vida.

Embora quisesse ter tido a oportunidade de me aperfeiçoar em um jogo específico e entrar na cena competitiva durante a infância e adolescência, minha experiência com fighting games nessa época consistiam basicamente em conhecer cada uma das inúmeras adições ao gênero e o que elas tinham a oferecer. Podemos dizer que sou um “casual de longa data”.

Agora, se você for como eu, vai concordar com a afirmação de que os jogos de luta no geral não são muito acessíveis para iniciantes (isso quando eles têm um pingo de acessibilidade pra começo de conversa). Sei que não sou a primeira pessoa que diz isso e estou longe de ser a última, mas isso é algo que deve ser dito então tanto faz.

Esse problema não é de agora, mas vem ficando cada vez mais gritante com o passar dos anos e a evolução da tecnologia. Capítulos mais recentes de franquias já estabelecidas como Killer Instinct e Guilty Gear têm incluído mecânicas e tutoriais bastante elucidativos com o objetivo de facilitar o aprendizado dos novatos, mas isso não necessariamente torna esses jogos “casual-friendly“.

O que falta nesse cenário é um jogo que sirva como “porta de entrada” para o gênero como um todo. Um jogo com mecânicas simples e intuitivas, mas que ainda assim proporcione uma variedade praticamente ilimitada de estratégias a quem estiver interessado em descobri-las. Um jogo onde um iniciante possa desenvolver suas habilidades livremente, permitindo que seu aprendizado nos demais fighting games seja exponencialmente mais tranquilo.

Em outras palavras, o que faltava nesse cenário era um jogo como Power Rangers: Battle for the Grid.

Power Rangers: Battle for the Grid
Anubis “Cachorrinho” Cruger e Lorde Zedd são parte do primeiro Season Pass, que vem incluso na edição de colecionador de Battle for the Grid

Mas o que é Power Rangers: Battle for the Grid?

Power Rangers: Battle for the Grid é um jogo de luta originalmente lançado em 2019, desenvolvido pela nWay Inc. e baseado na franquia homônima criada pela Saban Entertainment — que por sua vez consiste em localizações de tokusatsus japoneses, mas isso não vem ao caso. Agora, meu amigo, vou te explicar por que um jogo dos Power Rangers é o jogo perfeito para você que deseja ingressar na FGC (fighting game community) mas se sente intimidado pela barreira de entrada que costuma ser bem alta nos jogos do gênero.

Em linhas gerais, Battle for the Grid (vou abreviar para BFTG de agora em diante) é um tag-team fighter nos moldes de Marvel vs Capcom onde você vai à luta com um grupo de três personagens e pode alternar entre eles — assim como chamar seus “reservas” para executar um golpe assist — a qualquer momento da luta com o toque de um botão.

Power Rangers: Battle for the Grid
Da esquerda para a direita: o Ranger Azul do período cenozóico; a Trini em uma armadura que nunca é explicada; e Udonna, da temporada Mystic Force (que não cheguei a assistir)

Mas qual a desculpa que a nWay inventou para colocar esses personagens no mesmo jogo e fazê-los lutarem entre si? Bom, a trama de BFTG é uma adaptação livre de Shattered Grid, um evento crossover das HQs de Power Rangers publicado pela editora Boom! Studios entre fevereiro e agosto de 2018.

Tanto no jogo quanto nos quadrinhos que o inspiraram, a trama começa quando Lord Drakkon — o Tommy Oliver de uma realidade alternativa onde os Power Rangers não conseguiram trazê-lo de volta ao lado do bem — conquista sua versão da Terra sob a liderança da vilã Rita Repulsa. Isso não basta para saciar a ganância de Lord Drakkon, então ele decide matar Rita e parte em uma cruzada para conquistar o multiverso e destruir (ou escravizar) todos os rangers existentes.

O Story Mode de BFTG, onde essa narrativa é vivenciada em primeira mão, tem uma duração bem curta e uma qualidade mediana (embora existam alguns lampejos de grandeza que sinalizam um potencial que não pôde ser realizado devido ao baixo orçamento do jogo), mas é uma ótima introdução às mecânicas do jogo e às coisas que você pode fazer com as diferentes composições de time possíveis.

E isso nos leva à jogabilidade, que é o principal atrativo de qualquer jogo de luta. Cada partida de um fighting game consiste em uma série ridiculamente rápida de decisões que envolvem estratégia e adaptação, e alguns veteranos da FGC argumentam que essa sequência de decisões começaria até antes da partida com a seleção de personagens. Eu concordo com essa perspectiva, e BFTG exemplifica muito bem o porquê.

Power Rangers: Battle for the Grid
O uso de “assists” pode deixar as batalhas bastante caóticas, com até seis personagens simultaneamente dando cambalhotas e soltando faíscas na tela.

Como eu falei antes, em BFTG você monta um time de três personagens para levar à luta. Atualmente o elenco do jogo é composto por 18 (12 inclusos no jogo base + 6 vendidos como DLC) heróis e vilões, desde aqueles que você certamente reconhecerá de algumas das 27 temporadas de Power Rangers até alguns que apareceram originalmente nas HQs.

Embora o esquema de controles simplificado do jogo teoricamente corra o risco de deixar os personagens muito parecidos uns com os outros, isso definitivamente não é o caso em BFTG. Cada personagem tem mecânicas e estilo de jogo únicos, sem falar nas inúmeras sinergias possibilitadas por cada uma das centenas de combinações diferentes.

Ah, vale mencionar também que alguns membros do elenco original da série Mighty Morphin’ Power Rangers — a saber, Jason David Frank, Austin St. John e David J. Fielding — voltaram como dubladores em BFTG, reprisando seus respectivos papéis de Tommy Oliver (Ranger Verde/Lord Drakkon), Jason Lee Scott (Ranger Vermelho) e Zordon.

Após escolher seu trio de lutadores, é hora de escolher um megazord. Esses gigantes que viraram sinônimo de Power Rangers não fazem aparições de corpo inteiro durante as batalhas, mas podem ser chamados uma vez por partida como um “botão de pânico”, habilitado a partir do momento que um dos seus personagens é nocauteado, e lançam ataques devastadores no seu oponente por um tempo limitado.

No momento há quatro megazords disponíveis no jogo (um quinto será adicionado de graça em breve), e cada um deles possui um arsenal diferente para te ajudar a mudar o rumo do confronto.

Power Rangers: Battle for the Grid
Megazords são armas poderosíssimas que podem mudar totalmente o rumo da batalha. Isto é, se você souber usá-los adequadamente.

Agora, sobre o combate em si, não há muito que eu possa dizer sem acabar repetindo o que já foi dito a respeito da simplicidade e versatilidade, mas lá vai:

Primeiramente, BFTG possui quatro botões de ataque (leve, médio, forte e especial), e os golpes são diferentes dependendo de qual botão direcional você estiver segurando ao ativar determinado ataque. Não há comandos complexos como na maioria dos jogos de luta, e o sistema de combos mais aberto também ajuda bastante.

Além disso, há dois botões dedicados a chamar outros membros do grupo para o combate. É bem simples: aperte uma vez para seu aliado usar um golpe assist, daí aperte novamente (enquanto ele ainda estiver na arena) para assumir o controle desse personagem. Pressionar os dois botões ao mesmo tempo ativa o megazord. Simples, né?

Por fim, há botões específicos para ataques devastadores que consomem o medidor “Super“, que é compartilhado entre todos do time: um deles é chamado “super”, e consiste basicamente em um auto-combo que consome um terço do medidor; o outro golpe é chamado EX Special, consome dois terços do medidor e tem uma animação única que remete àqueles bombásticos ataques finais dos Power Rangers nas séries de TV.

Apesar da facilidade em executá-los, nenhum desses super-golpes é uma vitória garantida, e podem ser bloqueados ou evitados por um oponente esperto. O uso inteligente da barra de Super é crucial para a vitória.

O EX Special do Lorde Zedd é basicamente chamar os Putty Patrollers pra descer a porrada no oponente enquanto ele senta no trono e assiste o espetáculo.

As lutas em BFTG são travadas em uma variedade de modos offline e online. Além do Story Mode que eu mencionei antes, a parte offline do jogo inclui o clássico modo Arcade e um Versus local para dois jogadores, além de modos de treinamento para quem quiser praticar combos e diferentes composições de time.

A parte online inclui duas opções de matchmaking — casual e “ranqueado” — e um sistema de lobbies simples mas eficaz, onde até 8 jogadores podem participar de uma sala e lutar uns contra os outros à vontade. Tudo isso é cross-platform e sustentado pelo sistema GGPO, que é o melhor netcode já criado para jogos de luta.

Enfim, o que eu achei de Power Rangers: Battle for the Grid?

Um trailer dos três personagens que serão lançados ao longo da Season 3, incluindo o tão aguardado retorno da vilã Scorpina para o meio audiovisual. Ela por acaso será a primeira personagem com animações faciais em BFTG, sinalizando que o jogo está de fato em constante evolução, e que podemos esperar coisas ainda melhores no futuro.

Todos sabemos que Power Rangers sempre priorizou o público infantil desde seus primórdios na década de 90, e até mesmo um fã que cresceu assistindo aquela mistura de tokusatsu e galhofa noventista todo sábado na saudosa TV Globinho não esperaria muito de um jogo de luta oficial.

Felizmente os caras da nWay sabem muito bem o que estão fazendo, e o design de BFTG traz um equilíbrio praticamente perfeito entre acessibilidade e profundidade. Além de ser uma experiência adequada para as crianças e pré-adolescentes que compõem o público-alvo almejado pela Saban, o jogo é igualmente divertido para adultos e pessoas que não são fãs de Power Rangers graças à versatilidade dos controles e da amplitude de estratégias que suas mecânicas possibilitam.

Power Rangers: Battle for the Grid é uma recomendação certa tanto para novatos e veteranos nos fighting games. Independentemente do seu grau de familiaridade com a franquia, se você estiver procurando um jogo de luta divertido e original, que seja ao mesmo tempo fácil de aprender e difícil de dominar, Battle for the Grid é o jogo pra você.

Power Rangers: Battle for the Grid está disponível para PC via Steam (hoje é o último dia da promoção de férias então você tem menos de 24 horas para pegar o jogo e as DLCs com 50% de desconto) e XBOX Game Pass, além dos consoles XBOX ONE, Playstation 4 e Nintendo Switch e a plataforma de streaming de jogos Google Stadia.

The Boys Season 2

Segunda temporada de The Boys acaba de ganhar mais um trailer sensacional

A essa altura do campeonato, todos podemos concordar que a série The Boys foi um sucesso instantâneo para a plataforma de streaming Amazon Prime Video. Aclamada pela crítica e pelo público, essa adaptação da HQ de Garth Ennis chama atenção logo de cara com sua maestria ao desconstruir o gênero dos super-heróis de forma irreverente e politicamente incorreta.

Todo esse prestígio obtido em uma obviamente renderia uma segunda temporada, que a propósito irá lançar nesse setembro. À medida que a data se aproxima, o marketing para The Boys vem aumentando sua intensidade e agora está a todo vapor.

Aliás, agora há pouco foi lançado um trailer inédito no Twitter brasileiro da Prime Video, que mostra mais do status quo que podemos esperar na nova temporada. Spoiler: o conflito entre os rapazes e os Sete está para assumir um novo grau de magnitude.

Sobre The Boys:

The Boys se passa num universo onde pessoas com superpoderes são reconhecidas como heróis pelo grande público e “patrocinadas” (leia-se: possuídas) pelo gigantesco conglomerado Vought International, que se assegura de que elas sejam agressivamente monetizadas e tenham seus rostos estampados no maior número possível de souvenirs. E não precisa nem falar que, por trás de suas fachadas heroicas, muitos desses super-humanos são corruptos e arrogantes.

A série divide seu foco primariamente em dois grupos: os titulares The Boys, uma gangue de justiceiros que buscam manter os heróis corruptos sob uma rédea curta; e Os Sete, uma espécie de “Liga da Justiça” controlada pela Vought International. Os Boys são liderados por Billy Bruto (Karl Urban), que despreza todos aqueles com super-poderes, enquanto o instável e egocêntrico Homelander (Antony Starr) comanda os Sete.

À medida que esses dois grupos antagônicos entram em rota de colisão, a série também acompanha os novatos de ambos os times: Hugh “Hughie” Campbell (Jack Quaid), que se junta aos justiceiros de Billy Bruto após sua namorada ser brutalmente “atropelada” pelo super-herói velocista A-Train (Jessie Usher), membro dos Sete; e Annie “Starlight” January (Erin Moriarty), uma jovem e esperançosa heroína que realiza um sonho de infância quando se junta aos Sete, sendo forçada logo em seguida a encarar a verdade sombria sobre seus ídolos.

A tão aguardada segunda temporada de The Boys será lançada na íntegra dia 4 de setembro de 2020, na Amazon Prime Video. Se você ainda não tem o Prime Video, faça um favor a si mesmo e comece sua assinatura, ganhando acesso a um acervo de altíssima qualidade pelo preço ridículo de R$ 9,90 ao mês.

Os melhores descontos da Promoção de Férias de 2020 na Steam, segundo a Redação | 1 Real Recomenda

Duas vezes ao ano, a magnânima plataforma Steam resolve dar aos pobres mortais uma chance de expandir suas bibliotecas com as infames Steam Sales, oferecendo uma profusão de descontos ridículos em jogos e DLCs que chegam a ser irrelevantes porque acabamos enchendo nosso carrinho de compras e gastando todas as nossas economias no processo.

Pois é, amigos, chegamos nessa época do ano novamente. A edição 2020 da Promoção de Férias da Steam começou no dia 25 de junho, apenas três dias atrás, e vai durar até dia 9 de julho de 2020.

Tendo em vista o número absurdo de jogos em promoção, resolvi encher o saco dos meus colegas aqui do 1 Real a Hora para que fizéssemos esse post colaborativo, onde indicamos alguns jogos bons e baratos que julgamos ser dignos do seu tempo (que temos de sobra devido à atual situação do país) e dinheiro (que está em falta pelo mesmo motivo).

A regra foi clara para todo mundo: cada um de nós deveria escolher três jogos que estão em promoção na Steam (e custando menos de 50 reais) daí descrevê-los brevemente, cada jogo tendo direito a um único parágrafo, enumerando os principais motivos pelos quais alguém gostaria de tê-los em sua coleção. Por fim, vamos lá:

Confira o que há de melhor na Promoção de Férias da Steam, segundo cada um de nossos redatores!

Steam Sale Junho 2020

Indicações do Alan:

Dark Souls 3 (R$ 39,97 com 75% de desconto) é a conclusão épica da saga revolucionária criada por Hidetaka Miyazaki, que combina os melhores elementos de todos os jogos anteriores e presta uma bela homenagem ao universo concebido em 2012. O jogo soma 35 premiações, incluindo “Melhor RPG” na Gamescom 2015, e é uma aquisição mais do que necessária tendo em vista o preço atual do mesmo na Steam.

LIMBO (R$ 2,54 com 85% de desconto) é um clássico contemporâneo, desenvolvido pelo estúdio dinamarquês Playdead. O game tem uma atmosfera sombria e claustrofóbica, e o enredo acompanha a jornada de um garoto que acorda no meio de uma floresta e parte em busca de sua irmã. O game traz vários puzzles e uma constante sensação de tensão que permeia cada momento da jogatina.

Dying Light (R$ 27,19 com 66% de desconto) é um sucessor espiritual para a breve franquia Dead Island. Ao tentar a sorte novamente em um survival horror com zumbis, a Techland resolve fazer uma upgrade total na fórmula ao adicionar movimentação livre baseada em parkour, além de belíssimos gráficos e um ciclo de dia/noite que afeta fundamentalmente a jogabilidade. Sem sombra de dúvida obrigatório para os amantes do gênero.

Steam Sale Junho 2020

Indicações do Galdino:

Gris (R$ 13,19 com 60% de desconto) é uma experiência transcendental, e a opinião que dei no meu review ainda vale. Levando a taça de Melhor Jogo Impactante no The Game Awards 2019, Gris consegue unir uma narrativa profunda e silenciosa explorando mecânicas super divertidas de plataforma em um universo artístico impecável.

Bioshock (R$ 7,49 com 75% de desconto) é um grande marco na indústria dos games, sendo o principal responsável por reviver os immersive sims e conquistando uma merecida legião de fãs que perdura até hoje. Com uma ambientação e uma narrativa igualmente densas e complexas, o sucessor espiritual do clássico System Shock 2 sustenta suas ambições artísticas com inúmeras mecânicas que te dão liberdade de lidar com adversidades da forma que bem entender, e pode agradar até quem não é fã de jogos de tiro.

Devil May Cry 5 (R$ 44,99 com 50% de desconto) é sem dúvida mais um grande acerto da CAPCOM nesta fase de “redenção” que a empresa se encontra. O character action game traz uma das experiências mais versáteis e eletrizantes dos últimos tempos. Tendo em vista o fotorrealismo da RE Engine e a jogabilidade incrível que faz do combate uma verdadeira forma de expressão artística, o atual desconto de DMC5 na Steam é uma piada.

Steam Sale Junho 2020

Indicações do Márcio (ou seja, minhas):

Titanfall 2 (R$ 29,37 com 67% de desconto) é basicamente, como eu falei antes de forma nem um pouco eufórica, um dos melhores FPS da atual geração e um jogo obrigatório para fãs do gênero. Com jogabilidade extremamente refinada que incorpora parkour e robôs gigantes à estrutura de um modern military shooter, Titanfall 2 é uma experiência de altíssima qualidade em todas as modalidades de jogo oferecidas.

Conan Unconquered (R$ 23,24 com 50% de desconto) é um “RTS de sobrevivência”, que incorpora elementos de construção de cidades e tower defense, situado no mundo de Conan: O Bárbaro e desenvolvido pela Petroglyph (estúdio formado pelos criadores de Command & Conquer). Embora tenha sofrido com um lançamento meio turbulento, Conan Unconquered hoje em dia é um jogo altamente viciante e divertido tanto no single-player quanto no modo cooperativo para dois jogadores.

Killer Instinct (R$ 18,24 com 75% de desconto) é um Mortal Kombat muito melhor do que qualquer coisa já feita pela NetherRealm Studios, com uma jogabilidade ao mesmo tempo acessível e hipnotizante, além da trilha sonora composta por Mick FUCKING Gordon. Essa versão para PC inclui todas as DLCs já lançadas, com uma variedade gigantesca de lutadores e modos de jogo single-player e multiplayer, por um preço ridiculamente baixo. Cada centavo investido aqui é um centavo bem-gasto. #BringBackKI

Steam Sale Junho 2020

Indicações da Pâm:

Pummel Party (R$ 19,13 com 34% de desconto) é um party game com suporte para multiplayer online e local, feito especialmente para curtir com os amigos. Pummel Party permite que até 4 jogadores se enfrentem numa grande variedade de minigames. Seja pessoalmente ou através da internet, esse jogo é perfeito para testar a força da sua amizade com aquele colega de espírito mais competitivo.

Dead by Daylight (R$ 14,79 com 60% de desconto) é um survival horror diferente com foco em multiplayer assimétrico (4 contra 1). No início de cada partida, um jogador assume o controle de um assassino (em terceira pessoa) enquanto os demais entram na pele de “sobreviventes” (controlados em primeira pessoa) que precisam fugir do local antes que o assassino… É autoexplicativo, né? Divertido, viciante e genuinamente medonho às vezes, Dead by Daylight certamente te agradará se você for fã do gênero.

The Forest (R$ 18,99 com 50% de desconto) é um jogo multiplayer de terror e sobrevivência em primeira pessoa. Com todo bom survival sim ambientado em mundo aberto, você pode: cortar árvores e utilizá-las para construir abrigos, armadilhas e fogueiras; explorar várias cavernas e lagos subterrâneos; fabricar armas e ferramentas; e enfrentar tribos de canibais e mutantes que estão loucos para te matar.

Steam Sale Junho 2020

Indicações do Raul:

Katana ZERO (R$19,42 com desconto de 33%) é certamente um dos melhores que já joguei. Com um estonteante visual em pixel-art e uma história surpreendentemente sensacional e imprevisível, Katana ZERO consegue facilmente cativar qualquer jogador ao longo de suas breves (mas inesquecíveis) 4 horas de duração.

DARK SOULS™ II: Scholar of the First Sin (R$19,99 com desconto de 75%) é visto com amor e ódio (e nada entre os extremos) por fãs da franquia e certamente merece essa reputação divisiva. Não quero dizer que o jogo seja ruim, muito pelo contrário. Trata-se de um jogaço, e há bons motivos para a recepção do mesmo pela crítica ser a maior de toda a saga. Está procurando uma experiência desafiadora na qual você pretende desperdiçar 242 horas da sua vida sem arrependimentos? Dark Souls II é o jogo pra você.

Sleeping Dogs: Definitive Edition (R$ 8,39 com desconto de 85%) é situado na Hong Kong dos dias de hoje (a propósito, #FreeHongKong), que é uma das poucas cidades no mundo onde alguém poderia olhar ao seu redor e pensar que está nos momentos iniciais de uma distopia cyberpunk (nos dois últimos anos a parte da distopia infelizmente se tornou real devido a ações do governo chinês). Sleeping Dogs não é particularmente inovador, mas é extremamente competente em tudo que se propõe a fazer, e a experiência resultante é uma das mais satisfatórias em qualquer jogo do subgênero.

Steam Sale Junho 2020

Indicações do Romero:

VA-11 Hall-A: Cyberpunk Bartender Action (R$ 18,47 com 34% de desconto) se descreve como um “booze ’em up” sobre waifus, tecnologia e uma vida pós-distopia, e isso deveria dizer o suficiente. Trata-se de uma visual novel e, embora haja uma mecânica legal de preparar drinks, esse definitivamente não é o foco do jogo: ele quer contar uma história, e conta uma excelente história. VA-11 Hall-A também tem uma bela trilha sonora e visuais inspirados nos antigos jogos japoneses do PC-98, criando uma experiência única que vale a pena conferir.

One Step From Eden (R$ 34,19 com 10% de desconto) mistura deckbuilding com ação em tempo real — uma forma muito complicada e chique de dizer que o jogo é fortemente inspirado em Megaman Battle Network. Ao trazer muitos bons elementos desse clássico (é uma das melhores séries da CAPCOM e não, isso não está aberto a discussão) e combiná-los com uma jogabilidade de ação frenética e desafiadora, mas justa, One Step From Eden é o sucessor espiritual que Battle Network merecia.

Touhou Luna Lights (R$ 26,41 com 25% de desconto) é um metroidvania que traz os personagens de Touhou à vida de uma forma muito original. Com muito respeito à obra de ZUN, mas ao mesmo tempo trazendo muitas novidades, Luna Lights é uma experiência válida tanto para os fãs de Touhou quanto fãs de metroidvanias em geral. No jogo, você joga como Sakuya com todas as suas conhecidas habilidades, como parar o tempo e atirar facas no que basicamente é uma grande fanfic que deu certo.

Steam Sale Junho 2020

Indicações do Vanilo:

Frostpunk (R$ 23,19 com 60% de desconto) é um jogo de sobrevivência e gerenciamento de crises, onde você governa uma cidade em um futuro pós-apocalíptico onde o frio e a escassez de recursos são seus piores inimigos. Quem já jogou This War of Mine se sentirá em casa com o clima sombrio e melancólico que é característico do storytelling da 11 Bit Studios, que também desenvolveu esse jogo.

Battle Chasers: Nightwar (R$ 13,99 com 75% de desconto) é um RPG baseado em turnos que mistura um pouco a jogabilidade dos JRPGs clássicos com a arte e storytelling do mundo ocidental. O jogo se baseia nos quadrinhos de Joe Madureira (criador de Darksiders), cuja arte dá uma atmosfera bem interessante para o jogo, e por esse preço vale muito a pena conferir.

Warhammer 40,000: Mechanicus (R$ 20,65 com 65% de desconto) é um jogo de estratégia tático que à primeira vista lembra a franquia XCOM em seu combate, e cujo sistema de exploração é similar a Darkest Dungeon. Se você gosta da lore de Warhammer 40k, Mechanicus é uma boa pedida já que foi escrito por Ben Counter — responsável por mais de quarenta títulos da Black Library, editora oficial da Games Workshop. O jogo apresenta mecânicas que recompensam sua engenhosidade, e (ao contrário daquela outra franquia) você não corre o risco de errar ataques à queima-roupa devido a um sistema falho de porcentagens aleatórias.

Menções Honrosas e Considerações Finais

Devido às regras do desafio, muitos jogos fodásticos em promoção na Steam não conseguiram ganhar descrições mais substanciais, mas isso não significa que eles foram esquecidos. Então, para fechar essa lista em uma quantidade razoável de 30 jogos, resolvi enumerar mais algumas coisas maravilhosas e baratas que nós da Redação também adoramos e achamos dignas da sua atenção:

Age of Empires II: Definitive Edition (R$ 27,74 com 25% de desconto)

Darkwood (R$ 9,99 com 60% de desconto)

Furi (R$ 15,19 com 60% de desconto)

Guilty Gear Xrd -REVELATOR- (R$ 11,19 com 80% de desconto)

Human: Fall Flat (R$ 11,19 com 60% de desconto)

Remnant: From The Ashes (R$ 45,29 com 40% de desconto)

RESIDENT EVIL 7: Biohazard (R$ 23,09 com 67% de desconto)

SoulCalibur VI (R$ 39,97 com 75% de desconto)

Warhammer: Vermintide 2 (R$ 14,49 com 75% de desconto)

Por fim é isso, pessoal! Nós daqui do 1 Real a Hora esperamos que este artigo tenha ajudado qualquer um dos nossos fiéis leitores que se encontravam indecisos sobre como investir seu dinheiro nesse evento tão aguardado pelos PC gamers ao redor do mundo.

A Promoção Especial de Férias da Steam acaba dia 9 de julho então vocês terão um tempinho bom para pensar a respeito, mas fiquem tranquilos pois garantimos que cada um dos jogos mencionados aqui será uma excelente aquisição de qualquer forma.

O Pacto dos Lobos

O Pacto dos Lobos — Quando estilo e substância são um só | Retro Review

Durante a presente “quarentena” prolongada, me encontro com frequência naqueles momentos de extremo ócio onde a única coisa que resta a se fazer acaba sendo vasculhar as profundezas dos acervos das plataformas de streaming (leia-se: Netflix e Amazon Prime) em busca de algo divertido o suficiente para ajudar o tempo a passar mais rápido, mesmo que seja por poucas horas.

Em um desses momentos me deparei com um filme francês no catálogo da Amazon Prime Video que chamou minha atenção imediatamente devido ao pôster, onde dois personagens encaravam a câmera de forma imponente e usavam trajes que me fizeram lembrar do jogo Bloodborne.

A sinopse, que descrevia uma história de terror e mistério situada na França do século XVIII e é inspirada por lendas urbanas desenvolvidas em torno de fatos reais, sem falar na semelhança superficial com aquele que é sem dúvida alguma o melhor exclusivo lançado para o Playstation 4 (opiniões discordantes são inválidas) me deixaram no mínimo curioso.

Exatamente duas semanas e meia dúzia de replays depois, sou capaz de tirar duas conclusões: nenhuma sinopse seria capaz de fazer jus ao que de fato acontece na história, e eu não me surpreenderia se o game designer Hidetaka Miyazaki dissesse publicamente que é fã desse filme.

O Pacto dos Lobos
Me corrijam se eu estiver errado, mas tenho uma forte impressão de que esse tipo de roupa não era usado na Inglaterra vitoriana que inspirou Yharnam.

Que filme é esse, afinal?

O Pacto dos Lobos, dirigido pelo tragicamente azarado Christophe Gans (Terror em Silent Hill) e lançado em 2001, é uma obra quase impossível de descrever sem esbarrar em spoilers ou bagunçar a linha de raciocínio, mas vou fazer um esforço porque o mundo precisa conhecer essa maravilha.

O que temos aqui é basicamente uma mistureba de diversos gêneros cinematográficos com a roupagem de um drama de época. Isso certamente resultaria em algo confuso e caótico nas mãos de cineastas menos ousados, mas os floreios característicos de Christoph Gans dão um ar de coesão às diferentes partes e fazem a obra no geral transbordar estilo a cada frame.

Esse estilo é visto logo nos primeiros segundos d’O Pacto dos Lobos, com uma breve tomada contínua na qual a câmera atravessa as janelas de vidro de um palácio. Essa primeira cena, situada no auge da Revolução Francesa, também introduz à audiência o framing narrativo e alude a alguns temas que serão explorados pelo filme mais adiante.

O narrador dessa história é o marquês Thomas d’Apcher (Jacques Perrin), que escreve um livro de memórias enquanto aguarda sua fatídica execução nas mãos dos revolucionários. As lembranças de Thomas levam ele (e a audiência) de volta ao ano de 1764, quando uma fera aterrorizava a antiga província do Gévaudan e deixava um rastro de cadáveres mutilados em seu encalço.

O Pacto dos Lobos
O índio Mani, personagem de Mark Dacascos, é fluente em francês e em meio milhão de formas de te descer a porrada.

Embora as suspeitas iniciais tenham levado as autoridades do Gévaudan a crer que a tal fera era apenas um lobo, relatos mais recentes sugeriam algo mais sinistro e sobrenatural. Como resposta ao pânico, o rei Luís XV envia seu biólogo oficial Grégoire de Fronsac (Samuel Le Bihan) com o objetivo de investigar as ocorrências, abater a fera e empalhá-la para a coleção real em Versalhes.

Grégoire chega ao Gévaudan acompanhado de seu parceiro e melhor amigo Mani (Mark Dacascos), um índio iroquês que imediatamente se revela um mestre em artes marciais — sim, um índio que luta karatê — ao derrotar um bando de rufiões que agrediam o velho Jean Chastel (um personagem que realmente existiu e é vivido aqui por Philippe Nahon) à beira da estrada.

Ao cair da noite os dois protagonistas chegam à mansão da família d’Apcher e são recebidos por um jovem Thomas (aqui interpretado por Jérémie Renier), que foi encarregado por seu pai (Hans Meyer) de fazer com que Grégoire e Mani se sintam em casa durante sua estadia.

No dia seguinte, o biólogo é levado por Thomas para conhecer o Conde de Morangias (Jean Yanne) e é apresentado à família: sua esposa Genevieve (Édith Scob) e seus filhos Jean-François (Vincent Cassel), que havia sido um aventureiro e caçador até ter o braço direito devorado por um leão, e Marianne (Émilie Dequenne), por quem Grégoire se interessa na hora.

O Pacto dos Lobos
Só deixando claro: o fato de Émilie Dequenne ser provavelmente a mulher mais bonita que já vi na minha vida não teve influência alguma no meu julgamento desse filme.

Ao longo da trama são introduzidos mais personagens interessantes como o padre Henri Sardis (Jean-François Stévenin) e a cortesã italiana Sylvia (Monica Bellucci), sobre os quais não há muito a ser falado sem entrar no território dos spoilers.

O que posso dizer, no entanto, é que cada membro do elenco de O Pacto dos Lobos transborda personalidade e cumpre um papel integral no filme, seja na trama em si ou nas muitas mensagens que ela busca passar.

Por falar nisso, agora é a parte na qual eu entro em detalhes sobre a abordagem de Gans e sua co-roteirista Stéphane Cabel na concepção desse enredo.

Em seu nível mais fundamental, a trama de O Pacto dos Lobos apresenta um bom equilíbrio entre elementos de drama, romance, mistério e sátira social com um pano de fundo histórico surpreendentemente autêntico. No entanto, esse aspecto está longe de ser tudo que o filme tem a oferecer.

O Pacto dos Lobos
Édith Scob dá vida à condessa Genevieve de Morangias com uma performance silenciosa e inteiramente sustentada por sua linguagem corporal, enquanto Vincent Cassel mastiga o cenário em todas as suas cenas como Jean-François.

Ao longo do filme acompanhamos majoritariamente as perspectivas de Grégoire, Marianne e Mani, e cada um deles é interessante e carismático à própria maneira. Por exemplo: enquanto Grégoire e Marianne têm uma química ácida e divertida que remete às interações entre Han Solo e Leia Organa em O Império Contra-ataca, Mani expressa sua personalidade através dos punhos.

O resto do elenco de O Pacto dos Lobos é apresentado através dos olhos dos três protagonistas, e com isso temos amostras tanto dos preconceitos e ignorância característicos da época quanto da forma com que os heróis dessa história respondem a esse status quo.

Contudo, isso não significa que os demais personagens existam apenas para servir à história dos três principais e não tenham qualquer personalidade além disso.

O Pacto dos Lobos
Correção: Mani expressa sua personalidade através dos punhos e de seu tomahawk

Devido ao tamanho do elenco e da quantidade de relações que o filme precisa introduzir e desenvolver ao longo de quase duas horas e meia de duração, é natural que alguns personagens — aqueles em quem o público deveria ter mais investimento emocional, mais especificamente — recebam tratamento preferencial e apareçam por mais tempo, mas os roteiristas de O Pacto dos Lobos se recusam a deixar qualquer personagem para trás.

O resultado desse esforço se manifesta como uma das melhores e mais atenciosas implementações de visual storytelling que eu já vi fora de algo dirigido pelo Guillermo Del Toro, que rompe os limites entre o roteiro e o design de produção para fazer com que cada detalhe do cenário e do figurino tenham um peso equivalente a qualquer frase entoada pelos personagens.

Como se isso não bastasse para constituir uma película sólida e digna de elogios por parte de qualquer um, Christophe Gans vai além e incorpora elementos de ação e aventura à narrativa, incluindo estilosas sequências de artes marciais e swashbuckling.

O Pacto dos Lobos
Cenas que não dá pra entender sem contexto então não conta como spoiler (parte 1)

Apesar do slow motion frequente que Gans emprega nessas cenas, todas elas têm a coreografia consistentemente legível e também contam com excelente stuntwork. Posso dizer com segurança que cada centavo gasto no cachê do Mark Dacascos (e nas aulas de francês) foi muito bem-aproveitado.

Vale também mencionar que a “Fera de Gévaudan”, trazida à vida com uma combinação de CGI (até razoável para a época) e marionetes animatrônicas feitas pelo icônico Jim Henson Creature Shop, é um dos designs mais geniais que já vi para um monstro no cinema.

Não posso dizer mais nada sobre a Fera nem postar imagens dela aqui (não pode olhar no google ok?) pois ela é uma das muitas surpresas que o filme guarda, sem falar que a força do design é diretamente ligada à questão do visual storytelling no filme daí o contexto é absolutamente necessário.

Mas o que achei de O Pacto dos Lobos?

O Pacto dos Lobos
Cenas que não dá pra entender sem contexto então não conta como spoiler (parte 2)

Não precisa ser especialista pra perceber que eu me tornei um grande fanboy desse filme ao longo das duas semanas que se passaram desde a primeira vez que o assisti. Também imagino que tenha ficado bem claro, pela estrutura errática desse review, que O Pacto dos Lobos é uma obra gloriosamente insano que corre o risco de ser arruinado por qualquer tentativa de descrevê-lo.

Sinceramente sou incapaz de me lembrar de qualquer outro filme que tenha me proporcionado uma experiência semelhante. A mistura entre gêneros — normalmente considerados incompatíveis — é impecável, e a história é elevada a outro patamar graças às atuações consistentemente sólidas do grande elenco e ao estilo visual que Christoph Gans faz transbordar de cada frame.

O Pacto dos Lobos é absolutamente obrigatório para qualquer pessoa que gostar de cinema (leia-se: qualquer um que teve a paciência e a curiosidade de chegar ao fim desse review) como um exemplo das possibilidades que a sétima arte proporciona a quem tem paixão pelo que faz.

Além disso, a incrível atenção dada aos detalhes e a preferência pelo visual storytelling como um complemento para a trama servem como ótimos incentivos para quem quiser ver o filme mais de uma vez pois há inúmeros detalhes a serem descobertos, que recompensam olhos atentos com uma narrativa muito mais rica do que parecia ser à primeira vista.

Titanfall 2

Por que Titanfall 2 é um dos melhores FPS da geração atual | 1 Real Recomenda

A essa altura do campeonato deve estar parecendo que sou o especialista residente aqui do 1 Real a Hora no que diz respeito ao gênero mecha (e, modéstia a parte, sou mesmo), pois aqui estou, mais uma vez, para falar sobre um jogo que envolve robôs gigantes.

Felizmente, ao contrário da minha última contribuição ao site, este artigo se propõe a recomendar fervorosamente um jogo fenomenal que acabou de chegar na Steam (com um excelente desconto que vai até dia 9 de julho) e não merece ser esquecido.

Titanfall 2 é um jogo de tiro em primeira pessoa (FPS) lançado em 2016, publicado pela Electronic Arts e desenvolvido pela Respawn Entertainment — que posteriormente viria a criar o popular battle royale Apex Legends (que por acaso é um spin-off da franquia Titanfall) e a aclamada aventura single-player Star Wars Jedi: Fallen Order.

Titanfall 2
Super-soldados e robôs gigantes dividem o campo de batalha em Titanfall 2, e você pode transicionar entre os dois modos de controle sem muita dificuldade.

Antes de mais nada, um pouco de História

Acho que o aspecto de Titanfall 2 que mais surpreendeu o público na época de seu lançamento (e de certo foi parcialmente responsável por seu fracasso financeiro naquele período) é o fato de que ele é a continuação para um jogo que não havia sido tão bem-recebido pra começo de conversa.

O primeiro Titanfall era um FPS exclusivamente multiplayer vendido como um jogo Triple-A sem ao menos oferecer conteúdo suficiente para justificar esse preço. O núcleo da jogabilidade, no entanto, era bastante sólido apesar de alguns pequenos defeitos, e a Respawn não teve qualquer dificuldade de acertar as coisas na sequência.

Titanfall 2 foi lançado em outubro de 2016 para Playstation 4, Xbox One e Microsoft Windows (através da plataforma Origin).

Mesmo na época, todos concordavam que a escolha dessa data foi bastante mal-pensada pois colocou o jogo em concorrência direta com Battlefield 1 e Call of Duty: Infinite Warfare, dois títulos de franquias já estabelecidas com um público cativo considerável (e inexplicável no caso de CoD).

Apesar de Titanfall 2 ter sido bastante aclamado pela crítica e pelos fãs, além de ter sido lançado quase sem nenhum bug (o que deveria ser a regra mas a indústria dos jogos têm se esforçado para fazer disso uma exceção), a EA Games julgou as vendas insatisfatórias e concluiu que os números não justificariam suporte prolongado ao FPS de ficção científica.

A última atualização se deu em 31 de outubro de 2017, e a Respawn seguiu em frente rumo a outro projeto que viria a se tornar Apex Legends. Apesar de os desenvolvedores já terem dito várias vezes que ainda planejam uma continuação para a franquia, não há qualquer previsão de lançamento para um possível Titanfall 3.

Mesmo assim, o jogo perdura até hoje graças a uma sólida comunidade de fãs leais e amigáveis (segundo o site Player Counter, há, no exato momento da publicação deste artigo, aproximadamente 25 mil pessoas ao redor do mundo jogando Titanfall 2), e agora é um momento mais que perfeito para fazer parte dela.

Titanfall 2
Tanto os mapas multiplayer quanto as missões single-player são muito bem-projetados, com inúmeros elementos que facilitam qualquer abordagem no combate.

Mas o que é Titanfall 2?

Resumidamente: Titanfall 2 é um FPS que mistura parkour e mecha em uma ambientação que parece ter sido concebida por Robert Heinlein num dia em que ele estava de bom humor.

Não sei se uma versão mais longa dessa descrição seria capaz de fazer jus à magnificência desse jogo, que por acaso é trazido à vida através da gloriosa Source Engine (a mesma engine que nos trouxe Half-Life 2, por incrível que pareça), mas vou tentar mesmo assim.

Situado em um futuro onde diversos avanços tecnológicos permitiram que a humanidade colonizasse mundos distantes, Titanfall 2 põe você na pele de um piloto encarregado de lutar na linha de frente das batalhas travadas entre facções que disputam o controle dos planetas e recursos localizados na região conhecida como “A Fronteira”.

O fato de eu ter escrito piloto dessa forma não é acidental: no universo de Titanfall, pilotos não são apenas os condutores dos robôs gigantes que dão à franquia o seu nome, mas também verdadeiros exércitos de um homem só mesmo fora da cabine de um titã.

Como um piloto, você adquire agilidade e resistência sobre-humanas: a capacidade de recuperar sua saúde fora de perigo (uma justificativa bem sólida para um sistema que é frequentemente inverossímil) e de resistir a grandes quedas; as habilidades de executar pulos duplos e correr pelas paredes graças a um jetpack integrado ao seu traje; sem falar em outras ferramentas táticas como um grappling hook e invisibilidade.

Titanfall 2
É possível atravessar toda a extensão de um mapa sem tocar o chão, pra você ter uma ideia.

Todos os aspectos de Titanfall 2, desde a gunplay até os mapas, foram projetados com isso em mente, e o jogo te incentiva a tirar proveito máximo de suas amplas mecânicas de mobilidade. Você precisa ficar em constante movimento para otimizar tanto seu potencial ofensivo quanto defensivo e, quanto mais ágil e eficiente você for, mais cedo você poderá entrar no cockpit do seu titã.

Ah, sobre isso: No começo de toda partida multiplayer, é iniciada uma contagem regressiva para cada jogador que culmina na disponibilização dos titãs para ajudar na luta, e a presença desses robôs gigantes transforma completamente o clima do campo de batalha.

Apesar de os titãs funcionarem autonomamente quando não estão sendo pilotados, apenas um piloto tem a capacidade de acessar o imenso leque de habilidades desses gigantes de metal.

Há um total de sete titãs disponíveis em Titanfall 2 (um número razoável que poderia sido maior se não fosse pela forma como a EA tratou o jogo), cada um com um arsenal e habilidades únicos (um deles dispara , sem falar no punhado de perks disponíveis que podem ser usados para modificar os robôs e melhor adequá-los ao seu estilo de jogo.

Titanfall 2
O controle das diferentes classes de titãs é rápido e preciso sem se esquecer da sensação de peso que é obrigatória em qualquer coisa envolvendo robôs gigantes, e isso sem falar que as batalhas entre eles são verdadeiros espetáculos visuais.

Além do robusto componente multiplayer, que inclui uma grande variedade de modalidades PvP para 12 jogadores além de um horde mode cooperativo para até quatro jogadores, Titanfall 2 possui provavelmente a melhor campanha já feita para um FPS de orçamento triple-A.

A história gira em torno do piloto novato Jack Cooper (um protagonista genérico que serve apenas como receptáculo para o jogador) e o titã BT-7274 (basicamente uma versão mais carismática e letal de Baymax, personagem do filme Operação Big Hero).

Cooper é apresentado como um soldado — e aspirante a piloto — que serve à Frontier Militia, um movimento paramilitar que luta para tirar a Fronteira das mãos do grande conglomerado industrial Interstellar Manufacturing Corporation (IMC).

A trama é inteiramente situada no planeta Typhon, que é alvo de uma invasão por parte da Militia no início do jogo. Pouco após aterrissar no planeta, Cooper e seu esquadrão são emboscados por membros do grupo mercenário Apex Predators, que exterminam todos os soldados com exceção do protagonista. O capitão Tai Lastimosa, piloto veterano e mentor do jovem soldado, aparece no último minuto e se sacrifica para protegê-lo.

Logo antes de morrer devido a ferimentos infligidos pelos Apex Predators, Lastimosa transfere a Cooper o status de piloto e o controle sobre seu titã, BT-7274. Agora, Cooper e BT precisam trabalhar juntos e dar continuidade à missão, pois essa é a única maneira de escapar do planeta.

Titanfall 2
O modo single-player de Titanfall 2 é tão bom que às vezes eu fico me perguntando como que a EA não tentou vendê-lo separadamente como DLC.

É uma trama bem curta (dá pra zerar em umas quatro horas se você não morrer nenhuma vez) e a história não vai ganhar nenhum prêmio, mas vale a pena ser jogada por dois motivos: o excelente desenvolvimento da relação de companheirismo entre Cooper e BT, que criam um vínculo bastante humano (o que é irônico visto que BT é um robô) em meio às inúmeras adversidades que os dois encaram; e o fato de e campanha em si ser um grande triunfo em questão de design dos níveis e da jogabilidade.

Apesar de apresentarem apenas etapas de uma história linear, cada missão de Titanfall 2 é projetada como uma verdadeira sandbox onde você pode adotar inúmeras abordagens diferentes para atingir seu objetivo, seja como o ágil piloto ou o como o poderoso titã.

As diferentes fases seguem uma estrutura semi-aberta cheia de diversos elementos com os quais você pode interagir, e isso abre margem para que nenhum playthrough seja idêntico ao anterior.

Minha única reclamação a respeito do modo single-player é algo mais pessoal que também diz respeito àquela coisa que mencionei alguns parágrafos atrás: é muito curto, apesar de ser uma experiência fodástica durante essas poucas horas.

Titanfall 2
A amizade que se desenvolve entre os dois protagonistas é refletida na jogabilidade da campanha. Ambos precisam um do outro e fazem o possível para se ajudar.

Imagino que a Respawn não ligou para questões como a duração do modo single-player, visto que Titanfall 2 foi desenvolvido desde o início como uma experiência multiplayer, sem falar que a adição de uma campanha se deu como resposta ao backlash que o primeiro Titanfall sofreu por não ter uma, mas a breve história de Cooper e BT cumpre o que se propõe a fazer.

Campanhas single-player em jogos desenvolvidos com o foco no multiplayer costumam ter o único propósito de introduzir o jogador ao universo e às mecânicas que ele precisa conhecer antes de cair de paraquedas no modo principal, e não há nada de errado nisso (contanto que elas sejam boas).

Por outro lado, o universo e o elenco de personagens são tão cheios de charme e personalidade que eu adoraria ter tido mais tempo para conhecer ambos, e torço para que a Respawn entregue isso em um possível terceiro jogo.

O estúdio já provou com o sucesso de Star Wars Jedi: Fallen Order que são mais do que capazes de criar uma narrativa extensa e envolvente, então por que não aplicar todo esse talento à série que colocou eles no mapa pra começo de conversa?

Titanfall 2
Essa mulher esvaziando o pente da pistola no tórax de um titã é Sarah Briggs, comandante da divisão miliciana Marauder Corps e um dos motivos pelos quais Titanfall merece mais visibilidade, além de um novo jogo para explorar mais do universo e dos personagens.

Infelizmente não temos a menor ideia de quando a franquia Titanfall vai ganhar seu aguardado próximo capítulo, já que os desenvolvedores andam bem ocupados com Apex Legends e tudo o mais. Entretanto, como foi dito no início do texto, eles mesmos disseram que não descartam a possibilidade de uma sequência.

Se você ainda não tem esse jogo maravilhoso na sua biblioteca e sempre evitou comprá-lo na Origin devido ao preço salgado, devo reiterar que Titanfall 2 está disponível na Steam por apenas 30 reais até dia 9 de julho.

Além de ser sem dúvida uma excelente aquisição que certamente lhe renderá dezenas (ou centenas, dependendo da sua disposição) de horas de diversão online, cada compra de Titanfall 2 ajuda a mandar à EA Games e à Respawn Entertainment a mensagem de que esse universo merece uma nova chance.

Iron Harvest

Iron Harvest: novo RTS é repleto de robôs gigantes e de péssimas decisões | Impressões da Demo

Quem já lê meus textos aqui no 1 Real a Hora há um tempo provavelmente já está cansado de saber que jogos de Estratégia em Tempo Real (RTS) e robôs gigantes são duas das minhas coisas favoritas na vida. Naturalmente vocês podem imaginar que um RTS com robôs gigantes seria a realização de um sonho para mim, certo?

Teoricamente, sim, mas nesse caso vou ficar devendo. Tenho aguardado ansiosamente por Iron Harvest desde seu anúncio em 2018 e, faltando pouco mais de dois meses para o jogo ser lançado, me deparo com ele em um estado muito aquém do prometido.

Nota: Os screenshots abaixo foram todos obtidos durante as minhas sessões de gameplay. Não há muitos (e não tenho a menor vontade de fazer mais), então vou colocar algumas artes do Jakub Różalski pra preencher espaço.

O que é Iron Harvest?

Iron Harvest é um RTS steampunk (tecnicamente é dieselpunk mas meu tempo com esse jogo causou um sério desgaste na minha paciência para explicar conceitos) desenvolvido pela King Art Games para Microsoft Windows, Playstation 4 e Xbox One, e publicado pela Deep Silver.

Uma demo gratuita está disponível na Steam até o dia 22 de junho, como parte do evento Festival de Jogos da Steam, onde desenvolvedores expõem jogos que estão prestes a lançar e permitem que os usuários da plataforma baixem versões demonstrativas desses jogos e as desfrutem por um tempo limitado. Aparentemente a demo de Undungeon também faz parte desse festival, e eu gostei muito de jogar aquilo.

Já peço desculpas antecipadas para o caso de, ao longo desse artigo, eu parecer atipicamente irritado e ansioso para terminar logo esse review. Isso se deve ao fato de eu estar realmente irritado e ansioso pra terminar logo esse review. Essa é a segunda vez que me sento para escrever a análise, pois a experiência de jogar a demo de Iron Harvest foi sinceramente cansativa e eu detesto ter que falar mal de um jogo (especialmente de um com o qual eu tinha altas expectativas).

Sem mais delongas, Iron Harvest é situado na ambientação fictícia de 1920+, que se originou em pinturas digitais do artista polonês Jakub Różalski e retrata uma história alternativa onde, após a Primeira Guerra Mundial, as potências europeias decidiram destinar seus recursos para o desenvolvimento e construção de robôs gigantes.

É uma premissa bem ridícula, eu sei, mas esse universo se apresenta com uma abordagem audiovisual que é honestamente cativante para qualquer um que abre o jogo pela primeira vez.

Nem preciso dizer que a direção de arte (pelo menos no que diz respeito às unidades) é um ponto fortíssimo desse jogo. Os soldados de ambas as facções (a República de Polania e o Império de Saxony) usam uniformes bastante autênticos para a época na qual o jogo se inspira, e os mechs de ambas as facções são bem diversos visualmente e você pode claramente ver que são produtos de culturas diferentes.

Também é digno de elogios o pouco que eu pude ouvir da trilha sonora de Iron Harvest, composta por Adam Skorupa (que também fez as incríveis trilhas dos dois primeiros jogos da série The Witcher). Tudo isso contribui para dar vida à ambientação de 1920+ e torná-la um lugar verossímil que poderia até ter existido um dia, permitindo que eu releve algumas falhas lógicas no worldbuilding.

O que não posso relevar, no entanto, é o jogo que acompanha tal universo. Sim, os pontos positivos acabaram por aqui, e agora vocês vão ter que me aguentar reclamando pelo restante deste texto.

Iron Harvest Screenshot
Os combates entre unidades de infantaria básica nesse jogo são tão lentos que é teoricamente possível cozinhar um miojo enquanto espera pelo resultado.

Apesar de se vender como um “RTS clássico”, é bem claro desde a primeira gameplay do pre-alpha que a King Art Games tentou na verdade emular a fórmula do aclamado Company of Heroes. Naturalmente, o clássico da Relic Entertainment será usado como ponto de comparação ao longo desta análise.

Não tenho nenhum problema com a obviedade dessa inspiração, até mesmo porque um RTS com robôs gigantes e a jogabilidade de CoH é teoricamente uma combinação perfeita, mas a forma como eles conduziram o design desse jogo aqui é no mínimo questionável.

A primeira coisa que (negativamente) chama a atenção ao iniciar uma partida de Iron Harvest é a interface de usuário feia e não-intuitiva, que eu esperava ter sido alterada depois dos primeiros alpha tests: todas as unidades que você possui estão dispostas no centro da tela, e apenas um contorno levemente mais claro distingue as que estão selecionadas em dado momento.

Logo em seguida você percebe que não há teclas de atalho para selecionar as construções da base, treinar soldados ou construir as estruturas disponíveis. Você precisa selecionar a unidade/estrutura manualmente em uma lista separada da interface. Definitivamente os desenvolvedores não sabem o significado de “qualidade de vida”.

A partida acaba seguindo basicamente o mesmo ritmo de Company of Heroes: você constrói uma “base”; treina unidades; captura pontos estratégicos para aumentar sua receita de recursos, além de locais especiais que conferem pontos de vitória ao jogador (ou time) que detiver o controle dos mesmos; e luta contra os esquadrões inimigos.

Iron Harvest Screenshot
Há sistemas de armas espalhados pelo mapa e seus soldados podem pegá-lo para ter uma vantagem extra contra o inimigo. O problema é que isso inutiliza um esquadrão inteiro, sendo que as máquinas são operadas por apenas três pessoas (os outros dois ficam parados sem fazer nada)

Todos esses aspectos têm sérios problemas, e vou entrar em detalhes sobre cada um deles nas sessões seguintes.

Construção de Base

Em todo RTS você precisa construir uma base com estruturas que têm o fim de produzir unidades para o seu exército, e Iron Harvest não é muito diferente, com uma exceção: a construção de base (que, a propósito, foi um dos pontos centrais do marketing) é extremamente rasa e desinteressante.

Você tem apenas três construções que não se diferenciam de uma facção para a outra: o Quartel-general (Headquarters), onde são treinadas as duas unidades básicas — engenheiro e Riflemen/Stormtroopers –, e que ocasiona a sua derrota caso for destruído; a Caserna (Barracks), que treina esquadrões de infantaria e equipes de armas pesadas como canhões e metralhadoras; e a Oficina (Workshop), onde os astros de Iron Harvest — os mechs — são construídos. Tanto a Caserna quanto a Oficina podem ser aprimoradas uma vez, desbloqueando unidades mais poderosas.

Você também pode construir algumas estruturas defensivas como sacos de areia, arame farpado, minas terrestres e bunkers. Enquanto os primeiros três itens enumerados têm pouquíssima utilidade e você raramente irá vê-los em uma partida (se chegar a vê-los em algum momento), os bunkers são fundamentais embora ainda sejam problemáticos devido a seus baixíssimos alcances com arcos de tiro ridiculamente estreitos.

Essas estruturas vêm em três variações: simples, com uma metralhadora, e com um canhão. A progressão entre essas variações é linear (se quiser colocar um canhão em um bunker simples, você precisa equipá-lo com uma metralhadora antes, o que não faz muito sentido) e um engenheiro só pode construir os bunkers simples enquanto não tiver veterancy suficiente (vou falar disso em breve).

Com exceção dos bunkers, que ainda têm sua utilidade ao fornecer proteção para grupos de infantaria ilhados em locais afastados no campo de batalha, a construção de bases em Iron Harvest é implementada de uma forma tão preguiçosa que me faz questionar por que os desenvolvedores colocaram isso no jogo pra começo de conversa.

Iron Harvest Screenshot
Independente da sua facção, sua base em Iron Harvest se resume a essas três construções e nada mais. Em outra nota, reparem como um soldado do Império de Saxony é mais alto que a Caserna onde ele foi treinado. Eu perdoaria esse problema de escala se fosse consistente em todo o jogo, mas só as construções do jogador sofrem disso.

Rol de Unidades

As facções de Iron Harvest são basicamente espelhos uma da outra, apesar das diferenças estéticas.

Tanto a República de Polania quanto o Império de Saxony têm conjuntos funcionalmente idênticos de 17 unidades militares divididos entre 11 tipos de infantaria e 6 mechs, o que pode parecer muito a princípio até você notar que uma parcela considerável delas poderia ser removida do jogo sem qualquer prejuízo.

Também vale mencionar que esse design espelhado escancara a falta de cuidado dos desenvolvedores no que diz respeito ao equilíbrio entre as duas facções.

Ao longo de umas boas horas testando os quatro cenários disponíveis na demo com ambas as facções, percebi que as unidades de Saxony são, em geral, objetivamente mais poderosas, mesmo funcionando essencialmente da mesma forma que suas contrapartes no exército de Polania.

Quanto aos outros detalhes, vamos por partes porque preciso organizar minhas reclamações nesse tópico.

Infantaria

Ao contrário dos mechs que pelo menos têm nomes e hitboxes diferentes, os esquadrões de infantaria nesse jogo não fazem o menor esforço para se diferenciar entre uma facção e outra, e algumas dessas unidades possuem funções que, quando não as tornam facilmente substituíveis por classes melhores, são altamente redundantes.

Para você ter uma ideia, os 11 tipos de unidades que você treina na Caserna (incluindo os 2 que podem ser treinados diretamente no Quartel-General) poderiam muito bem ser cortados pela metade.

O exemplo mais óbvio que eu consigo notar é a infantaria básica, que são os Riflemen para Polania e os Stormtroopers para Saxony. A partir do momento em que a Caserna (Barracks) é construída, você desbloqueia os Grenadiers, que são idênticos às infantarias básicas da respectiva facção, com a adição de uma granada. O próprio jogo ainda tem a audácia de descrevê-los dessa forma.

A mera existência do Grenadier é algo tão desnecessário que eu não ficaria surpreso se a King Art Games a tivesse concebido com o único propósito de inflar o rol de unidades de Iron Harvest. Qual o problema em fazer das granadas uma simples upgrade para a infantaria básica assim como foi feito em literalmente todos os outros jogos nesse subgênero desde 2004?

Iron Harvest Screenshot
Um esquadrão de Stormtroopers e um de Grenadiers. A única diferença entre os dois é que os Grenadiers podem lançar uma granada a cada 2 minutos.

A mesma crítica vale para outras infantarias especializadas que poderiam muito bem serem reduzidas a upgrades ou anexos para outros esquadrões de soldados, como os Anti-Armor Gunners (cumprem o mesmo papel do Canhão, só que mais fracos) e os Machinegunners (mesma coisa, só que em relação à Heavy Machine Gun). Sei lá, mesmo que essas upgrades fossem travadas por trás de veterancy ainda faria mais sentido lógico do que a abordagem adotada pelo estúdio.

E por falar nisso, vamos discutir veterancy: Um sistema bem comum no gênero de estratégia, que foi concebido para recompensar jogadores que conseguem manter suas unidades vivas no campo de batalha.

Na maioria dos jogos com esse sistema, níveis de veterancy adquiridos por uma unidade se convertem em aprimoramentos de dano, precisão e durabilidade. Em Iron Harvest, no entanto, o sistema de veterancy bloqueia o acesso a habilidades essenciais.

Por exemplo: Os Médicos de ambas as facções normalmente não são muito úteis no calor da batalha, mas eles também têm a habilidade de construir Estações de Pronto-socorro (Aid Stations) em qualquer lugar do cenário.

A construção de uma Aid Station consome a unidade, mas em troca fornece um local onde você pode repôr as baixas da infantaria sem precisar retornar à sua base no outro canto do mapa. Seria ótimo se a habilidade não fosse travada por trás de veterancy.

Em outras palavras, um esquadrão recém-treinado de Médicos precisa ser exposto ao perigo (porque causar dano a inimigos é a única forma de ganhar veterancy nesse jogo) por tempo indeterminado para ter acesso à única habilidade que justifica a existência da unidade.

Teoricamente isso pode ser contornado ao fazer um esquadrão veterano de outra classe pegar as ferramentas de Médicos abatidos, mas aí chegamos em outra decisão de design questionável: todas as unidades de infantaria simplesmente se “transformam” em outras ao pegar itens flutuantes que aparecem quando outras unidades de infantaria são eliminadas.

Do mesmo jeito que ocorre com as armas pesadas (falei disso na legenda de uma das imagens anteriores), a única forma de reaproveitar itens especiais deixados por inimigos é sacrificando as funcionalidades de uma das suas unidades. A pior parte desse sistema inverossímil e arcade, que contrasta com o clima de guerra realista ao qual Iron Harvest se propõe, é a provável influência do mesmo no design de muitas das outras mecânicas irritantes do jogo.

Iron Harvest Screenshot
Essa aranha de metal é o mech anti-infantaria de Polania e, assim como seu correspondente no arsenal de Saxony, torna tanto os machinegunners quanto a heavy machine gun obsoletos.

Mechs – Astros Injustiçados

Expliquei as muitas formas em que a infantaria de Iron Harvest fracassa e talvez vocês não tenham dado tanta importância, o que é compreensível visto que combates de infantaria estão longe de serem o grande atrativo do jogo.

Enfim, vamos falar sobre aqueles que são o grande motivo para as pessoas terem se interessado nesse jogo: os robôs gigantes de 1920+.

Não preciso nem dizer que essas carapaças de metal movidas a gasolina são maravilhosas. Isso se deve tanto à excelente direção de arte do jogo quanto ao exaustivo trabalho ao qual a equipe de animadores se submeteu para fazer cada mech se portar da forma mais realista possível, dando a cada movimento o devido peso e tendo o cuidado especial de “reproduzir” as imperfeições que certamente teriam existido na tecnologia rudimentar da época.

Mas belos visuais e animações realistas fazem robôs gigantes qualificarem como boas unidades de um RTS? Não necessariamente, e muito menos no caso de Iron Harvest. Os 6 mechs disponíveis para cada facção, assim como no caso da infantaria, são funcionalmente espelhados (com exceção de uns dois) e têm habilidades redundantes que tornam outras unidades obsoletas quando não os tornam inúteis.

Iron Harvest Screenshot
Esses dois mechs, cujo nome eu não consigo escrever com um teclado brasileiro, são descritos como “batedores velozes que podem lutar em combates corpo-a-corpo”. Na realidade eles são tão lentos quanto os outros e o modo corpo-a-corpo é puramente situacional, sem qualquer comando para isso (sendo que até a infantaria básica tem um comando assim)

Esses problemas, somados ao alto custo de produção e à (ridiculamente baixa) velocidade de movimento dos mechs em comparação com as outras unidades, acabam fazendo a única estratégia viável para a vitória ser simplesmente evitar produzi-los durante as primeiras etapas da partida, economizando os recursos para mais tarde construir as “unidades supremas”.

Embora seja provável que o PZM-24 “Tur” de Polania e o SKS-300 “Kaiser” de Saxony — mais uma vez, funcionalmente idênticos um ao outro — não tenham sido propositalmente criados com a intenção de serem “unidades supremas”, essa é exatamente a função que ambos desempenham em Iron Harvest.

Eles causam quantidades imensas de dano a qualquer unidade à medida que absorvem dano infligido pelos inimigos como se fossem esponjas, e não há como enfrentar esses gigantes sem antes debilitar severamente a sua economia sem fazer spamming de várias unidades do tipo mech destroyer (que teoricamente são feitas para fazer frente aos “titãs” mas ainda assim têm dificuldade em destrui-los).

Junte isso ao fato de que as todas as armas de artilharia desse jogo têm um alcance tão curto que tanto o Tur quanto o Kaiser podem alvejá-las antes que elas efetuem o primeiro disparo, e você tem uma clara estratégia dominante em um jogo cuja lista de atrativos na Steam inclui “poder usar uma ampla variedade de estratégias”.

Iron Harvest Screenshot
Pela minha breve experiência que eu não tenho a menor vontade de prolongar, a única forma eficaz de derrotar um Tur (à esquerda) sem perder várias unidades é usando dois Kaisers (à direita). É uma luta até bonita de se ver, mas não é tão emocionante quando você já sabe o resultado.

Considerações Finais

Este texto deve ter parecido mais um desabafo do que uma análise objetiva em alguns momentos, mas de qualquer forma fiz um esforço para ser o mais técnico possível no que diz respeito aos graves problemas que Iron Harvest apresenta em seu atual estado.

Eu realmente queria amar esse jogo. Na verdade eu estava torcendo por isso tendo em vista os motivos que mencionei lá no começo, e admito que o aspecto visual e o próprio conceito quase fizeram com que eu fosse mais nessa análise. No entanto, artes bonitas não fazem um bom RTS, muito menos quando esse RTS não tem o menor domínio sobre os fundamentos que tornam a jogabilidade do gênero tão envolvente.

Se eu fosse mais otimista, diria para todos ficarem tranquilos pois a King Art Games vai consertar tudo até a versão 1.0, mas a realidade é que falta pouco mais de dois meses até o grande lançamento de Iron Harvest em 1º de setembro de 2020, e um representante do estúdio confirmou que a demonstração que fora liberada durante o festival é de fato baseada na versão mais recente do jogo.

Apesar do modesto hype gerado em torno do jogo ao longo dos dois anos que se passaram desde seu anúncio, a demo revelou ao público um jogo que tenta emular Company of Heroes e fracassa ao não entender os aspectos fundamentais que fizeram de CoH um clássico.

Péssimas decisões de design, nenhuma diversidade entre as duas facções jogáveis (há uma terceira chamada Rusviet Union, que irá lançar junto à versão 1.0, mas esperar algo diferente a essa altura do campeonato já entra naquela definição de insanidade) e um pathfinding que consegue ser pior que o de Dune II (um jogo lançado em 1992), sem falar nos bugs e questões de otimização (que até dá pra perdoar), me fazem questionar o quanto esse jogo realmente progrediu desde os primeiros closed betas.

Por fim, eu vou fechar esse artigo com a conclusão de que Iron Harvest, se julgado com base no seu presente estado, precisa de no mínimo mais um ano de desenvolvimento até chegar a um estado razoável.

Sendo atualmente vendido pelo preço ridiculamente alto de R$ 109,99, é um jogo que com certeza não vale todo esse dinheiro.

Amazon Prime Animes

1 Real Recomenda: 5 animes excelentes na Amazon Prime que você (provavelmente) não assistiu ainda

A plataforma de streaming Amazon Prime Video é amplamente aceita como a principal rival da Netflix, especialmente no que diz respeito à alta qualidade de seu conteúdo original. O serviço criado pela maior empresa de varejo do mundo tem vários defeitos que vão desde um catálogo não muito extenso (que eles precisam inflar catalogando várias temporadas da mesma série como itens separados) à incômoda interface de usuário.

Eu diria que é até compreensível, já que a Amazon Prime é relativamente nova no mercado, mas tá passando da hora de o Jeff Bezos desembolsar alguns milhões e atualizar esse sistema. Ok, voltando ao assunto…

Esse acervo restrito, no entanto, abriga alguns excelentes exemplares entre os animes. Desde o clássico InuYasha (disponível apenas na versão dublada e censurada, infelizmente) até grandes sucessos contemporâneos como Fruits Basket, Fire Force e Vinland Saga, qualquer fã da animação nipônica pode encontrar centenas de horas de entretenimento aqui.

Mas e quanto àqueles animes menos conhecidos, que juntam poeira nos cantos obscuros da Amazon Prime e não são trazidos à tona com o mesmo fervor pela comunidade? Dando continuidade ao artigo de ontem onde revirei a Netflix em busca de bons animes, estou pronto para prosseguir no meu esforço de atrair mais atenção para produções merecedoras da sua atenção e que estão disponíveis a um clique de distância.

Lá vamos nós com uma breve lista, sem ordem de classificação específica porque sou péssimo nisso, de animes interessantes disponíveis na Amazon Prime que você provavelmente nunca fez questão de assistir, mas deveria.

Nota: As sinopses em itálico são traduzidas e adaptadas a partir dos textos contidos na página principal de cada anime no portal MyAnimeList.

Confira essas cinco pérolas encontradas nos confins da Amazon Prime:

1. Vampire Hunter: Darkstalkers (minissérie OVA em 4 partes)

Amazon Prime Darkstalkers

O mundo é um lugar sombrio e inquietante populado por humanos, mas que é na verdade governado por seres poderosos conhecidos como Darkstalkers, engajados em conflito constante à medida que tentam definir quem é o mais poderoso entre eles. Zumbis, vampiros, lobisomens — todas essas criaturas das sombras enfrentam umas às outras em disputas de força e determinação a fim de atingir seus próprios objetivos.

Tudo isso chega a um impasse quando uma raça de robôs astecas chamados Huitzil decidem que a humanidade não é digna de salvação e declaram guerra ao mundo, enquanto nos céus um deus solar vindo do espaço trama sua conquista do planeta. Em meio a esse caos, os Darkstalkers precisam se tornar relutantes aliados se quiserem salvar o mundo.

Você se lembra da franquia de jogos de luta Darkstalkers? Aquela lá que tinha cores tão vibrantes e animações tão ridiculamente vívidas que levava o hardware do CPS2 ao limite? Se sua resposta for “sim”, meus parabéns, pois você tem uma memória muito melhor que a CAPCOM. O fato de a plataforma Amazon Prime ter lembrado da existência dessa franquia me deixa igualmente satisfeito.

O que esperar desse anime? Admito que a nostalgia foi mais forte que meu senso crítico na hora que eu decidi incluir esse item na minha lista, porque essa minissérie não é lá muito boa objetivamente falando. Mas, de qualquer forma, a sensação de ver o elenco de Darkstalkers ganhando vida além dos pixels do fliperama certamente acenderá a sua nostalgia também.

2. Dororo (1 temporada, 24 episódios)

Amazon Prime Dororo

A terra do ganancioso lorde samurai Daigo Kagemitsu está morrendo e ele faria qualquer coisa por poder, até mesmo renunciar Buda em favor de um pacto com demônios. Suas preces são atendidas por 12 demônios que dão a ele o poder tão cobiçado e ajudam seu feudo a prosperar, mas a um preço. Quando o primeiro filho de Kagemitsu nasce, o garoto não tem membros, nariz, olhos, orelhas, e nem mesmo pele — ainda assim, ele vive.

Essa criança é abandonada em um rio e esquecida, mas tem a sorte de ser salva por um médico que fornece a ela próteses e armas que o permitem sobreviver e proteger a si mesma. O garoto chamado de Hyakkimaru cresce e, embora não possa ver, ouvir ou sentir qualquer coisa, ele deve partir em uma jornada para enfrentar os demônios para os quais ele foi entregue como sacrifício.

Com cada vitória, Hyakkimaru readquire uma parte de seu corpo que lhe havia sido usurpada muito tempo atrás. Por muitos anos ele vaga sozinho, até que certo dia um menino órfão chamado Dororo o encontra e se torna seu amigo. Essa dupla improvável de rejeitados agora luta pela própria sobrevivência em um mundo implacável e infestado de demônios.

A primeira entre duas produções do estúdio MAPPA nessa lista, Dororo é a segunda adaptação animada do mangá homônimo de Osamu Tezuka (aclamado como o pai dos mangás modernos) que, por sua vez, é uma das mais influentes histórias já produzidas para essa mídia.

O anime lançado ano passado e transmitido simultaneamente pela Amazon Prime no Brasil traz um estilo visual modernizado, além de adotar um tom mais sombrio — que o mestre Tezuka pretendia evocar na obra original mas foi incapaz de fazê-lo por diversos motivos. Alguns diriam que o resultado dessa modernização chegou perto de se tornar o melhor anime de 2019.

O que esperar desse anime? Atualmente, acho que Dororo é meio que um guilty pleasure para mim. Enquanto a primeira metade da série de apenas 24 episódios é indiscutivelmente fodástica em todos os aspectos, o enredo e a qualidade técnica sofrem uma queda brusca quando se chega na segunda metade.

Felizmente, entre os episódios 15 e 16, o anime consegue se recuperar (ainda que apenas parcialmente no que diz respeito às questões técnicas) dessa queda e entregar um desfecho satisfatório que conclui os arcos dos protagonistas Hyakkimaru e Dororo com uma maestria que deixaria o mestre Tezuka orgulhoso.

3. Banana Fish (1 temporada, 24 episódios)

Amazon Prime Banana Fish
Não posso ter sido o único que notou a semelhança entre esse cara e o James Dean

Aslan Jade Callenreese, conhecido também como Ash Lynx, era só mais uma criança que vagava pelas ruas de Nova Iorque, até que um dia foi apanhado e adotado pelo infame chefão da Máfia, Dino Golzine.

Agora com 17 anos e uma gangue sob seu comando, Ash põe as mãos em uma misteriosa droga chamada “Banana Fish” — coincidentemente as mesmas duas palavras que seu irmão mais velho Griffin tem murmurado desde que retornou catatônico da Guerra do Iraque. Essa investigação é abruptamente interrompida quando Dino envia seus homens para recolher a droga no bar subterrâneo que a gangue de Ash usa como esconderijo.

Nesse mesmo bar Skip, melhor amigo e braço-direito de Ash, apresenta a seu chefe o fotógrafo japonês Shuichi Ibe e seu assistente Eiji Okumura, que estão trabalhando em uma reportagem sobre gangues de rua americanas. No entanto, essa breve conversa é interrompida quando Shorter Wong, um dos aliados de Ash, liga para avisá-lo sobre Dino.

Logo em seguida, os homens de Dino arrombam o bar, raptando Skip e Eiji durante o caos subsequente. Agora Ash precisa encontrar uma forma de resgatá-los e prosseguir adentro em sua investigação sobre o Banana Fish, mas será que seu histórico de crimes e associação com a máfia permitirá que ele vá adiante nessa busca?

Olha só o que temos aqui: outra produção da MAPPA transmitida simultaneamente pela Amazon Prime, que por acaso também é uma adaptação modernizada de um mangá antigo.

Banana Fish foi lançado no ano de 2018 e adapta o mangá de mesmo nome, que por sua vez foi criado por Akimi Yoshida e serializado entre 1985 e 1994. Assim como ocorreu com o item anterior dessa lista, o estúdio tomou certas liberdades poéticas com a ambientação do anime, numa tentativa até bem-sucedida de modernizar o conteúdo da obra de Akimi Yoshida e torná-lo mais palatável para as audiências contemporâneas.

O que esperar desse anime? Resolvi assistir Banana Fish sem qualquer expectativa (e sem quaisquer informações prévias a respeito, pra ser mais preciso) e fui positivamente surpreendido pela qualidade da obra. É uma mistura caótica de vários gêneros diferentes que te mantém preso a todo instante.

O anime chama atenção logo de cara pela ambientação nova-iorquina e pela forma como ele aborda o conceito do “delinquente adolescente” — que estava em alta em meados dos anos 80, quando o mangá foi lançado — sob uma ótica ocidental visivelmente inspirada em clássicos do cinema norte-americano como Juventude Transviada e Sindicato dos Ladrões.

Além de um mistério central intrigante que coloca os personagens em risco cada vez maior à medida que a trama se aproxima de seu fatídico desfecho, Banana Fish é um sucesso graças ao seu elenco de personagens repletos de carisma e profundidade. No centro de tudo estão os dois rapazes que protagonizam a história, Ash e Eiji, cuja amizade — que eventualmente evolui para um romance — é um dos relacionamentos mais genuínos e bem-desenvolvidos que já vi em um anime.

Se você gosta de dramas criminais com mistério, ação, aventura e um pouquinho de romance, Banana Fish é a escolha perfeita para assistir na Amazon Prime.

4. Re:Creators (1 temporada, 22 episódios)

Amazon Prime Re Creators

Humanos têm projetado inúmeros mundos — cada um nascido da ímpar imaginação de seu respectivo criador. Souta Mizushino é um estudante de colegial que aspira se tornar um desses criadores ao escrever e ilustrar sua própria light novel. Certo dia, enquanto assistia anime para ter inspiração, ele é brevemente transportado para uma violenta cena de batalha. Quando retorna ao mundo real, o rapaz nota que algo está errado: Selesia Yupitilia, a obstinada protagonista do anime que Souta estava assistindo, de alguma forma voltou junto com ele.

Logo em seguida, outros personagens fictícios aparecem no mundo carregando as esperanças e traumas de seus lares. Um cavaleiro majestoso, uma garota mágica, um brigão impiedoso, e muitos outros agora lotam as ruas do Japão. No entanto, o mais misterioso desses personagens é uma mulher conhecida como “A Princesa do Uniforme Militar”, que sabe mais do que deveria sobre o mundo dos criadores. Apesar disso, ninguém sabe o nome verdadeiro dela, tampouco de onde ela veio.

Enquanto isso, Souta e Selesia trabalham juntos de Meteora Österreich, uma calma e educada NPC bibliotecária, para descobrir o significado por trás desses eventos anormais. Com forças poderosas agindo, o que antes era uma clara linha entre realidade e imaginação se torna cada vez mais tênue, culminando no fatídico encontro entre os criadores e suas criações.

Re:Creators é um anime original lançado em 2017 no meio da explosão de animes isekai, que trouxe alguns animes sensacionais como Re:Zero e Hai to Gensou no Grimgar, além de outros animes horrorosos não tão bons tipo aquele do smartphone e… sei lá, tem exemplos demais.

Tendo em vista o fato de a premissa do anime literalmente ressignificar o nome isekai (sem falar nesse prefixo Re: do título), não dá pra culpar quem teve a impressão de que isso se tratava de um spin-off de Re:Zero. As únicas semelhanças estão no nome e no fato de que Re:Creators ambiciona ser uma desconstrução do gênero em si.

O que esperar desse anime? Já devo adiantar que Re:Creators tem variados e inconstantes graus de sucesso no que se propõe a fazer, e o potencial da premissa é explorado de maneira bem mais rasa do que muitos gostariam de ver enquanto o acompanhavam (seja através da transmissão simultânea da Amazon Prime ou de certos sites de origem duvidosa).

Se você abaixar suas expectativas e não esperar que Re:Creators seja a subversão máxima dos isekai (pelo andar da carruagem, ninguém vai tirar essa coroa de Re:Zero por um bom tempo), vai acabar encontrando um anime bem divertido com bons personagens e um enredo envolvente que explora os aspectos do seu próprio gênero de forma surpreendentemente criativa.

5. Jormungand (1 temporada, 12 episódios)

Amazon Prime Jormungand

Criado em um ambiente assolado pela guerra, o criança-soldado Jonathan “Jonah” Mar odeia armas e aqueles que as vendem, mas quando a traficante internacional de armas Koko Hekmatyar escolhe Jonah para ser um de seus guarda-costas, ele não tem escolha a não ser usá-las.

Junto aos outros guarda-costas de Koko, em sua maioria ex-soldados das forças especiais, Jonah é encarregado de proteger Koko — assim como o objetivo ridiculamente idealista dela de trazer a paz mundial — dos incontáveis perigos trazidos por esse ramo de trabalho.

Como o trabalho de Koko é ilegal aos olhos da justiça internacional, ela é forçada a constantemente se esquivar de autoridades locais e internacionais ao passo que conduz negócios com exércitos, milícias e organizações paramilitares.

Com a CIA sempre no seu encalço e assassinos se esgueirando em todo canto, Jonah e a equipe de segurança devem proteger Koko e seu sonho de paz mundial com as próprias vidas — ou morrer tentando.

Ok, pessoal, eu admito que tenho um fraco por animes que lidam com temas anti-guerra. Se você se interessou por Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans, que eu indiquei na lista de ontem, há chances altíssimas de você se interessar também por Jormungand.

Lançado em 2012 e baseado no mangá homônimo de Keitarou Takahashi, o anime de Jormungand tem um pedigree invejável: animado pelo estúdio White Fox (de Steins;Gate e Re:Zero) e produzido pela Geneon Universal Entertainment (de Black Lagoon, Ergo Proxy e Hellsing Ultimate), essas informações são tudo que você precisa saber para ter uma ideia básica do nível de qualidade dessa produção.

O que esperar desse anime? A própria sinopse lá em cima já entrega que estamos falando de uma série que não tem medo de abordar temas pesados e atuais, a exemplo da indústria da guerra e do uso de crianças-soldado ao redor do mundo. Felizmente, como todo seinen de respeito, Jormungand apresenta essa reflexão em meio a uma trama frenética e violenta que irá deixar qualquer fã de ação vidrado na tela.

Vale mencionar que o anime ganhou uma segunda temporada, também exibida em 2012, que leva o título Jormungand: Perfect Order. No entanto, apenas a primeira temporada está disponível na Amazon Prime até o momento de publicação dessa matéria.

Considerações Finais

Amazon Prime

Eu juro que adoraria ter feito dessa lista um top 10 igual a de ontem, mas infelizmente não foi possível. O catálogo da Amazon Prime, especialmente no que diz respeito ao acervo de animes, ainda está em sua infância se comparado à gigantesca variedade de conteúdo proporcionada pela concorrência.

Felizmente, o “pouco” que está disponível na plataforma até o momento é de altíssima qualidade. Além dos cinco animes listados neste texto, o serviço dispõe de algumas das melhores séries originais da atualidade como The Boys, The Expanse e The Man in the High Castle, além de um catálogo de filmes e séries incríveis que você não consegue achar na Netflix.

Então escute o que eu digo: se você ainda não começou a assinar a Amazon Prime pelo preço ridiculamente baixo de R$ 9,90 por mês, faça um favor a si mesmo e assine. Quem sabe futuramente, graças ao apoio que você estaria dando à plataforma com sua assinatura, a Amazon pode expandir o acervo de animes no serviço e trazer mais produções sensacionais para as terras brasileiras?

Netflix Animes

1 Real Recomenda: 10 animes excelentes na Netflix que você (provavelmente) não assistiu ainda

Não é segredo que o popular serviço de streaming Netflix dispõe de um imenso acervo de animes. Esse catálogo, que abrange desde clássicos como Cavaleiros do Zodíaco e Street Fighter II Victory até verdadeiras obras-primas contemporâneas como Fullmetal Alchemist Brotherhood e Hellsing Ultimate, sem falar nas produções do Studio Ghibli que foram recentemente adicionadas à plataforma, proporciona centenas de horas de entretenimento para qualquer fã da animação nipônica.

Com uma variedade tão absurda de conteúdo, é bem comum que algumas obras menos conhecidas acabem passando batido para muitos usuários da Netflix. Apesar de esse fenômeno ser uma consequência lógica da natureza das plataformas de streaming, é bem lamentável vê-lo afetando animes que, na minha opinião, merecem mais reconhecimento.

Como um esforço para atrair mais atenção para tais produções injustiçadas disponíveis a um clique de distância, apresento a vocês essa lista (sem ordem de classificação específica porque sou péssimo nisso) de animes sensacionais na Netflix que você (provavelmente) nunca assistiu.

Nota: As sinopses em itálico são traduzidas e adaptadas a partir dos textos contidos na página principal de cada anime no portal MyAnimeList.

Confira essas jóias que encontramos lá nos confins da Netflix:

1. Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans (2 temporadas, 50 episódios)

Cerca de trezentos anos se passaram desde a Guerra da Calamidade, um grande conflito entre a Terra e suas colônias espaciais. Agora a Terra é dominada por quatro grandes blocos econômicos, com a organização militar Gjallarhorn encarregada de manter a paz. Marte, por sua vez, é fortemente dependente da economia terrestre.

Horrorizada pelas precárias condições de vida com que os habitantes de Marte devem lidar, Kudelia Aina Bernstein, uma jovem aristocrata da Região Autônoma de Chryse, se envolve no movimento de independência do Planeta Vermelho.

Ela contrata os serviços da companhia paramilitar local Chryse Guard Security (CGS) para escoltá-la em uma jornada até a Terra para negociar condições econômicas com o bloco terráqueo que controla a região. A Terceira Divisão da CGS — composta por Mikazuki Augus, Orga Itsuka, e muitas outras crianças e adolescentes que foram obrigados a trabalhar como mercenários por diversos motivos — é designada para proteger Kudelia.

Quando a Gjallarhorn ataca o quartel-general da CGS para assassinar a jovem revolucionária que ameaça seus interesses, Orga e seus companheiros devem impedir os agressores de cumprir seu objetivo — na verdade, as ações da Gjallarhorn podem acabar sendo acidentalmente a fagulha que levará as crianças da Terceira Divisão a tomarem as rédeas do próprio destino.

Uma das minhas paixões desde a infância são robôs gigantes, assim como as histórias que podem ser exploradas com esse conceito. A fenomenal série animada Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans está logo abaixo do filme Pacific Rim na lista de coisas que eu mostro para os meus amigos quando tento explicar o porquê de eu amar tanto esse subgênero, e a inclusão da mesma na Netflix vai facilitar muito o meu trabalho.

Assim como o título sugere, Iron-Blooded Orphans é parte da franquia seminal Mobile Suit Gundam, porém não exige qualquer conhecimento prévio pois é situada em uma ambientação inédita. A série foi criada como uma colaboração entre o diretor Tatsuyuki Nagai e a roteirista Mari Okada (a dupla que nos trouxe as aclamadas Toradora! e Ano Hana), e a sensibilidade característica de ambos é aplicada de forma impecável aqui.

O que esperar desse anime? Uma narrativa envolvente que não tem medo de abordar temas bastante sombrios, sem medir nenhum esforço ao fazer isso. O elenco da série é gigantesco e todos os personagens são carismáticos e dotados de profundidade, convicções e histórias próprias que afetam a forma como cada um enxerga o mundo à sua volta. O fato de Mari Okada estar encarregada do roteiro também entrega que Iron-Blooded Orphans é repleto de momentos capazes de fazer você chorar horrores.

2. Hi Score Girl (2 temporadas, 24 episódios)

O ano é 1991, e jogos de fliperama são a última moda. Se tornar um gamer profissional é um sonho bem distante em uma indústria que ainda tem de espalhar sua influência. Ainda assim, esse é o rumo que o pré-adolescente Haruo Yaguchi quer para sua vida. Sua aptidão para videogames o tornou respeitado em fliperamas locais e lhe rendeu confiança e orgulho, até que ambos foram destroçados quando sua colega de classe Akira Oono o derrota facilmente em Street Fighter II.

Akira é rica, linda e inteligente — o mais próximo possível de uma garota perfeita. Mas Haruo nunca ligou para essas coisas pois, apesar de seus múltiplos defeitos como pessoa, sua supremacia em videogames era, em sua cabeça, incontestável. Então, agora que apareceu alguém que pode fazer frente com ele, parte de Haruo não pode evitar odiá-la. Outra parte dele , no entanto, morre de vontade de ter alguém com quem possa competir em pé de igualdade, e Akira é mais do que capaz de cumprir esse papel.

E vamos de comédia romântica para o próximo item dessa lista que, como vocês podem ver, não tem nenhuma consistência! Hi Score Girl é uma adaptação do mangá homônimo de Rensuke Oshikiri produzida pela J.C. Staff em parceria com a Netflix, e acompanha o relacionamento entre os dois personagens principais ao longo de vários anos.

A parte que mais chama atenção é o pano de fundo para essa inusitada história de amor e ódio: a cena competitiva de fliperamas na década de 90. Ao longo da série são mostradas de forma precisa e realista as diversas etapas da evolução dessa era tão querida por muitos. Desde o primeiro Final Fight até o revolucionário Darkstalkers, vários clássicos dos fliperamas têm a oportunidade de brilhar.

O que esperar desse anime? Uma experiência divertida e cativante, que certamente vai causar um surto de nostalgia para qualquer um que viveu nessa época. A atenção para os detalhes conferida a cada um dos jogos verídicos retratados na série é excepcional, e dá um ar de realismo para essa história que não seria tão eficaz se não fossem pelos floreios estilísticos que apenas um bom anime pode proporcionar.

3. Guerras de Verão (filme, 114 minutos)

OZ, um mundo virtual conectado à internet, se tornou extremamente popular ao redor do mundo como um ponto onde as pessoas podem engajar em uma grande variedade de atividades, como esportes ou fazer compras, através de avatares criados e personalizados pelo usuário.

OZ também possui uma segurança quase impenetrável graças à sua forte criptografia, assegurando que quaisquer dados pessoais transmitidos pelas redes se mantenham seguros para proteger aqueles que a usam. Devido à variedade e conveniência proporcionada, a maioria da sociedade passou a depender dessa realidade simulada.

Kenji Koiso, um gênio matemático de 17 anos que trabalha meio-período como moderador da OZ, é convidado por sua amiga Natsuki Shinohara — por quem ele tem uma queda — para uma viagem de verão. No entanto, sem que ele soubesse, essa pequena aventura vai exigir que Kenji finja ser o noivo de Natsuki para a família da garota.

Pouco após chegar nas terras do clã Jinnouchi (do qual a família Shinohara faz parte), onde todos estão se preparando para o aniversário de 90 anos da bisavó de Natsuki, o celular de Kenji recebe uma estranha mensagem de um remetente desconhecido, que o desafia a solucionar um código criptografado. Kenji consegue facilmente decifrar a charada, mas mal sabia ele que seu talento em matemática acabou de colocar a Terra em grande perigo.

Todo mundo conhece os talentosos cineastas nipônicos Hayao Miyazaki e Makoto Shinkai, mas infelizmente não se fala tanto sobre o igualmente sensacional Mamoru Hosoda. Ele esteve envolvido na criação da primeira encarnação do amado anime Digimon Adventure, e chegou inclusive a dirigir os dois primeiros filmes da franquia (que foram localizados no ocidente como os primeiros dois segmentos de Digimon: O Filme). Não é como se ele não tivesse feito parte das nossas infâncias, então por que ele não recebe tanto reconhecimento quanto os demais?

Guerras de Verão, lançado em 2009, é o segundo longa-metragem onde Hosoda teve um maior controle criativo, e o primeiro com uma história que não é baseada em nenhuma outra propriedade intelectual existente. Para quem não conhece o trabalho do Hosoda, esse filme é uma ótima amostra do estilo visual e narrativo que ele emprega em todas as suas obras.

O que esperar desse anime? Apesar de estruturalmente semelhante ao excelente Digimon Adventure: Our War Game (dirigido por Hosoda), Guerras de Verão enriquece a fórmula de techno-thriller adolescente com um comovente drama familiar e alguns elementos de comédia romântica que se integram organicamente à narrativa.

A trama de Guerras de Verão tem diversas camadas interligadas, e um senso de urgência permeia todas elas à medida que o conflito principal do filme desdobra. Mesmo nos momentos mais silenciosos e introspectivos (uma especialidade de Hosoda), o enredo não para de se mover. É uma montanha-russa de emoções digna do seu tempo, e um dos melhores longas não-ghibli disponíveis na Netflix.

4. Kujira No Kora – Filhos das Baleias (1 temporada, 12 episódios)

Em um mundo coberto por um mar de areia sem fim, há uma ilha viajante conhecida como Baleia da Lama. Dentro dela há uma antiga cidade, onde a maioria de seus habitantes são “Marcados”, uma característica que os dá poderes sobrenaturais a custo de uma morte prematura.

Chakuro, o jovem arquivista do vilarejo, é um rapaz curioso que passa seu tempo documentando a descoberta de ilhas recém-avistadas. No entanto, cada ilha é igual à anterior — completamente vazia, salvo as ruínas de quem quer que as tenha abandonado muito tempo atrás.

Pela primeira vez em seis meses, uma nova ilha cruza o horizonte e então Chakuro e seus amigos se juntam aos batedores. Durante a expedição, eles encontram vestígios de uma civilização arcaica e, em meio a essas ruínas, Chakuro se depara com uma garota que mudará seu destino e abalará as fundações de seu mundo na Baleia da Lama.

Kujira No Kora – Filhos das Baleias é um daqueles animes que eu consigo recomendar com tranquilidade apenas baseado na direção de arte. Baseado no mangá homônimo de Abi Umeda, trata-se de mais uma parceria entre a J.C. Staff e a Netflix, e é sem dúvida uma das produções mais lindas que eu já assisti.

O que esperar desse anime? Admito que a trama exige certa paciência para funcionar, visto que Kujira No Kora não tem tanto interesse em movimentar seu enredo quanto o tem em comunicar suas ideias a respeito de emoções e vínculos que as pessoas formam entre si. Felizmente, essa premissa é entregue como parte de um verdadeiro banquete audiovisual, com um estilo de arte que remete a pinturas em aquarela e uma trilha sonora atmosférica e cativante.

5. Carole & Tuesday (2 temporadas, 24 episódios)

Fazem 50 anos desde que a humanidade começou sua migração para Marte, onde vivem sob o conforto proporcionado por inteligências artificiais. Carole vive na metrópole de Alaba City, trabalhando em meio-período pelo dia e tocando teclado durante a noite. Enquanto isso, Tuesday fugiu de sua casa em Hershell City para escapar da pressão sufocante de sua família rica, e espera seguir uma carreira musical com seu violão.

Após um fatídico encontro, Carole e Tuesday decidem compôr e apresentar juntas. Fazendo frente aos artistas auxiliados por IA que dominam a cena musical, as duas acreditam que juntas elas conseguem comunicar seus sentimentos através de suas canções. Será que trabalho duro e sorte serão o suficiente para a dupla criar o maior milagre já visto em Marte?

Me dói a alma precisar incluir um trabalho do Shinichiro Watanabe (que dispensa introduções) na lista de “animes que você provavelmente não viu”, até porque a simples participação desse mestre deveria bastar para fazer de qualquer anime um sucesso instantâneo, mas é necessário nesse caso.

Carole & Tuesday é uma co-produção original da Bones (o mesmo estúdio que nos deu Fullmetal Alchemist e Boku No Hero) junto à Netflix e também foi um dos meus primeiros trabalhos aqui no site, então estava precisando de uma desculpa para falar sobre essa maravilha novamente.

O que esperar desse anime? Antes de tudo, preciso deixar claro que isso não é um anime tradicional. Assim como qualquer coisa que envolve o mestre Watanabe, Carole & Tuesday tem uma vibe bastante ocidentalizada que o torna uma experiência agradável até para alguém que geralmente não gosta de animes.

A estrutura de “musical diegético” adotada por Watanabe corria risco de tornar o anime apenas um idol qualquer nas mãos de criadores menos talentosos, mas a sensibilidade dele e de seu co-diretor Motonobu Hori (de Beck) é capaz de elevar a premissa e tornar Carole & Tuesday um anime diferente de tudo que você já viu antes.

6. Redline – Perigo Nas Pistas (filme, 102 minutos)

A cada cinco anos, uma emocionante corrida chamada Redline acontece, e a competição mais aguardada do universo tem apenas uma regra: não há regras. Todos os competidores são levados ao seu limite, e o audacioso piloto JP conhece muito bem essa sensação.

Recém-qualificado para participar na Redline, ele está ansioso para lutar contra os outros altamente habilidosos pilotos — especialmente Sonoshee McLaren, a bela estrela em ascensão e única outra humana que se qualificou.

Mas a próxima edição da Redline pode ser muito mais perigosa do que normalmente é — foi anunciado que ela seria situada no planeta Roboworld, uma distopia com forças militares violentas e criminosos dispostos a tirar vantagem da corrida.

No entanto, o perigo em potencial não impede os competidores; na verdade, isso só aumenta a emoção. Confiando apenas na velocidade de seu carro, JP se prepara para o evento que se aproxima, a fim de obter o primeiro lugar na maior corrida de sua vida.

Até meados da década passada, a Madhouse costumava ser um dos estúdios mais aclamados da indústria dos animes, sendo uma referência de qualidade quando se falava sobre animação e direção de arte. Em nenhum lugar essa qualidade é mais evidente do que no longa-metragem de 2009 Redline – Perigo nas Pistas.

Iniciado como um passion project de Takeshi Koike (um dos melhores animadores da indústria), Redline passou 7 anos inteiros sendo produzido e usou aproximadamente 100,000 quadros de animação. O resultado é uma das obras mais estilosas que já deram o ar da graça nos cinemas.

O que esperar desse anime? Trata-se de um filme projetado desde o início para sobrecarregar os seus sentidos. Não espere uma trama complexa ou temas profundos, mas fique tranquilo pois o elenco diverso de Redline transborda carisma e eleva o simplório enredo do filme. Vá com uma mente aberta, fique confortável na sua poltrona, ligue a Netflix e prepare-se para uma verdadeira experiência sensorial.

7. Vidas ao Vento (filme, 126 minutos)

Embora a miopia do jovem Jirou Horikoshi o impeça de se tornar um piloto, ele deixa sua cidade natal para estudar engenharia aeronáutica na Universidade Imperial de Tóquio com um simples objetivo: projetar e construir aviões assim como seu herói, o revolucionário aviador italiano Giovanni Battista Caproni.

Sua chegada à capital coincide com o Grande Terremoto de Kanto de 1923, durante o qual ele salva uma empregada que serve à família de uma garota chamada Naoko Satomi; esse evento trágico marca o início de duas décadas de agitação e mal-estar social que culminam na eventual rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial.

Para Jirou, os anos que precedem a produção de seu infame caça Mitsubishi A6M Zero irá testar cada fibra de seu ser. Desde presenciar o crescente antissemitismo na Alemanha até fatidicamente se reencontrar com Naoko em uma colônia de verão, suas muitas viagens e experiências de vida só o impulsionam adiante — mesmo quando ele percebe tanto o papel de suas criações na guerra e a verdade sobre a saúde minguante de sua amada. Ao passo que o tempo marcha, ele deve confrontar uma questão impossível: a que custo ele está perseguindo seu maravilhoso sonho?

Todo ser humano que possui o mínimo de familiaridade com os animes conhece o trabalho do lendário Hayao Miyazaki, e as histórias trazidas à vida pela sensibilidade inigualável desse cara com certeza fizeram parte da infância de muitos de vocês. Vidas ao Vento, o último filme de Miyazaki antes de ele entrar na sua última “aposentadoria definitiva” que durou apenas cinco anos, não recebe tanta atenção quanto os clássicos do cineasta mesmo sendo uma das obras mais interessantes de sua filmografia.

O que esperar desse anime? Ao contrário dos outros filmes dirigidos pelo Miyazaki, que notoriamente escreve os roteiros enquanto está no processo de animação, Vidas ao Vento é a biografia de uma pessoa que realmente existiu. Eu diria que a forma como essa história foi contada é a melhor (e mais difícil) abordagem possível para se fazer um filme biográfico, e não consigo lembrar de nenhum outro filme que tenha sido bem-sucedido nessa abordagem com exceção de O Primeiro Homem, de Damien Chazelle.

A escolha da animação como o meio para narrar a trajetória de Jirou Horikoshi (1903-1982) dá ao cineasta total liberdade para dar vida não apenas aos eventos que aconteciam ao redor de Horikoshi, mas também ao que provavelmente se passava dentro da cabeça dessa figura histórica. A paixão de Miyazaki por aviação, assim como sua profunda reverência por Horikoshi, são visíveis em cada quadro de Vidas ao Vento, o que faz desse filme uma das produções mais íntimas do diretor.

8. Samurai 7 (1 temporada, 26 episódios)

No futuro distante, em um planeta que talvez já tenha sido chamado “Terra”, houve uma guerra entre samurais que mecanizaram seus próprios corpos. Após essa longa guerra, as pessoas aproveitaram uma modesta paz.

Encarando fome e sequestros nas mãos de temíveis bandidos mecanizados (Nobuseri), os fazendeiros da aldeia de Kanna fazem a perigosa escolha de contratar samurais para proteção.

A sacerdotisa da água do vilarejo, Kirara, sua irmã mais nova Komachin, e um aldeão de coração partido chamado Rikichi partem sem nada a oferecer além do arroz de suas escassas colheitas, na missão de recrutar samurais dispostos a ajudá-los.

Ao longo de perigosos confrontos e um pouco de sorte, sete samurais de diferentes especialidades e experiência são chamados para uma batalha épica contra os bandidos e os comerciantes que os influenciam.

O lendário filme Seven Samurai, de Akira Kurosawa, é uma das obras mais influentes na história de toda a mídia audiovisual. A narrativa dos sete guerreiros se juntando para proteger um vilarejo contra bandidos cruéis já foi remodelada de diversas formas, sendo os “remakes” semioficiais mais conhecidos o faroeste Sete Homens e um Destino e o longa-metragem de animação Vida de Inseto (eu estou falando sério, por incrível que pareça).

Apesar de o nome sugerir que Samurai 7 seria uma adaptação mais fiel do clássico em forma de anime, o caso aqui não é muito diferente dos outros “remakes” mencionados antes, no sentido de ser mais uma transposição da premissa básica do filme de Kurosawa para uma ambientação diferente.

O que faz dessa transposição em particular diferente das demais, no entanto, é o fato de que a ambientação futurista mantém a estética e o clima do Japão Feudal que eram predominantes no filme original, à medida que incorpora de maneira surpreendentemente verossímil elementos como tecnologia avançada e batalhas de robôs gigantes.

Sim, é um anime com samurais e robôs gigantes que por acaso também adapta a magnum opus do Akira Kurosawa. Parece bom demais para ser verdade, mas é real.

O que esperar desse anime? Primeiramente, essa é a única adaptação de Seven Samurai que consegue ser mais longa que o filme original (que tem mais de quatro horas de duração). Felizmente, esse tempo extra é muito bem gasto, pois a história de Samurai 7 é um ponto forte do anime. Cada personagem, seja ele um aldeão ou um dos sete guerreiros que dão o nome à série, recebe o devido espaço para desenvolver a própria personalidade e sua relação com os outros à sua volta.

Quem assistiu ao filme original não terá grandes surpresas no que diz respeito à progressão do enredo, mas recomendo de qualquer forma apenas pelo simples fato de se tratar de uma interpretação divertida e original de uma história atemporal.

9. Zankyou No Terror (1 temporada, 11 episódios)

Pintada em vermelho, a palavra “VON” é tudo que foi deixado para trás após um ataque terrorista em uma usina nuclear no Japão. O governo está devastado por sua incapacidade de agir, e a polícia desvairadamente busca por formas de encontrar e reprimir os autores do crime.

O público está sem noção do que acabou de acontecer — até que, seis meses depois, um estranho vídeo surge na internet. Nesse vídeo, dois garotos adolescentes que se identificam apenas como “Sphinx” diretamente desafiam a polícia, ameaçando causar destruição e caos por toda Tóquio.

Incapazes de conter o pânico em massa que rapidamente se espalha pela cidade e desesperados por qualquer pista em sua investigação, a polícia luta para agir de forma eficaz contra esses terroristas, e o Detetive Kenjirou Shibazaki é pego no meio de tudo isso.

A história gira em torno de Nine e Twelve, os dois rapazes que secretamente agem como as duas figuras mascaradas do grupo Sphinx. Eles não deveriam existir, mas ainda assim se mantêm fortes em um mundo de traições e segredos enquanto fazem a cidade desmoronar ao redor deles, esperando enterrar a verdade trágica por trás de si mesmos.

Zankyou no Terror é outro anime dirigido por Shinichiro Watanabe que não recebe o devido prestígio, e é produzido pelo estúdio MAPPA. Esse é um daqueles animes onde qualquer descrição mais aprofundada da minha parte pode caracterizar spoilers, então vou ser bem geral aqui.

O que esperar desse anime? Como de praxe, a sensibilidade do mestre Watanabe inspirada pelo cinema ocidental é algo que eleva qualquer anime onde ele estiver envolvido. No caso de Zankyou no Terror, o diretor quis emular a estrutura de um thriller político e usa tal estrutura como uma ferramenta na qual ele explora questões sociais que afetam diretamente o cotidiano nas grandes cidades japonesas.

Basicamente, esse é o anime perfeito para quem quiser uma experiência mais “cabeça” e tiver alguns dias livres para ficar refletindo sobre as ideias abordadas ao longo da narrativa.

10. Ergo Proxy (1 temporada, 23 episódios)

Ergo Proxy Netflix

Na cidade abobadada de Romdo vive uma das últimas civilizações humanas na Terra. Milhares de anos atrás, uma catástrofe ecológica global condenou o planeta; agora, vida fora dessas abóbadas é virtualmente impossível.

Para agilizar a recuperação da civilização humana, robôs humanoides chamados “AutoReivs” foram criados para auxiliar as pessoas em seu cotidiano. Contudo, AutoReivs começaram a contrair uma enigmática doença conhecida como “Cogito Virus”, que os dá auto-consciência.

Re-l Mayer, neta do governante de Romdo, é designada para investigar esse fenômeno junto a seu parceiro AutoReiv, Iggy, mas o que começa como uma investigação de rotina rapidamente escala para uma conspiração à medida que Re-l é confrontada pelos mais sombrios pecados da humanidade.

Em outro lugar de Romdo, um especialista em AutoReiv chamado Vincent Law também precisa enfrentar seus demônios quando eventos surreais começam a ocorrer ao seu redor. Re-l, Iggy, Vincent, e um AutoReiv criança chamado Pino, devem formar uma improvável aliança ao passo que eles lutam para desvendar os mistérios de Rondo e, finalmente, descobrir o verdadeiro propósito dos seres míticos conhecidos como “Proxies”.

Criado por Shukou Murase (que está atualmente encarregado de dirigir a trilogia de filmes Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash), Ergo Proxy é um exemplar interessante do subgênero cyberpunk nos animes. Eu poderia dizer que o anime, devido à sua estética e à forma como explora os temas do gênero sob um viés muito mais sombrio e alegórico, está mais próximo de uma obra “cybergoth” (se é que isso existe).

O que esperar desse anime? Tanto visualmente quanto pela sua estrutura semi-episódica, Ergo Proxy é mais próximo das HQs norte-americanas do que de qualquer outro anime lançado na mesma época. O exemplo mais claro dessa pegada ocidental é o próprio design da protagonista, que foi claramente criada à imagem e semelhança da cantora Amy Lee — vocalista do Evanescence — na capa de Fallen, o disco de estreia da banda.

Embora Ergo Proxy seja uma série imperfeita e demore um pouco para estabelecer uma identidade própria no que diz respeito à narrativa e aos personagens, a sua paciência será recompensada com uma obra que torra os seus neurônios e te envolve com um mistério que se torna gradualmente mais interessante a cada episódio que passa.

Considerações finais

Se você chegou até aqui eu agradeço bastante, até porque é raro alguém ter paciência suficiente pra ler um texto de quase 4.000 palavras. Como falei no início, o acervo de animes da Netflix é bastante substancial, e havia várias outras obras que eu gostaria de ter colocado nessa lista porém não pude porque isso tornaria o texto ainda mais longo do que já está.

Fiz o possível para que o resultado final pudesse retratar a imensa variedade de conteúdo que você pode encontrar na Netflix se vasculhar um pouco mais a fundo no catálogo, não se contentando com o que as sugestões iniciais te oferecem.

Claro, a Netflix não é a única plataforma de streaming popular que dispõe de ótimos animes que acabam ofuscados por produções mais populares, mas isso é uma história para outro dia…

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Undungeon: novo ARPG surrealista tem grandes ambições e estilo impecável | Primeiras Impressões da Demo

O que acontece se você misturar Diablo, Fallout e Dark Souls, daí colocar tudo isso numa ambientação psicodélica trazida à vida com um trabalho de pixel art de qualidade comparável à obra-prima Hyper Light Drifter? A resposta seria um jogo maluco demais para existir, certo? Ok, certo, mas esse jogo existe e uma mera demo dele foi capaz de devorar todo o tempo que eu tinha durante a última tarde.

Undungeon é um RPG de Ação (ARPG) de fantasia e ficção científica criado pela Laughing Machines e publicado pela TinyBuild Games (que também nos trouxe Graveyard Keeper e o tragicamente subestimado Pathologic 2), tendo sido originalmente anunciado em 2017 por meio de uma campanha de crowdfunding bem-sucedida no Kickstarter.

Desde aquela época eu tenho acompanhado por alto o desenvolvimento de Undungeon, assistindo alguns devblogs e tal, porém no dia 14 de junho a TinyBuild resolveu lançar uma demonstração gratuita na Steam e eu finalmente pude vivenciar em primeira mão esse mundo gloriosamente insano concebido pela Laughing Machines.

E se nós vivermos em um multiverso onde diferentes realidades são separadas por nada além de uma fina membrana? E o que aconteceria se essa membrana fosse rompida? Essas perguntas formam a base do enredo de Undungeon, que é situado em um futuro pós-apocalíptico onde um evento cataclísmico fez sete diferentes versões da Terra se fundirem.

Embora a humanidade tenha sido extinta no evento, diferentes civilizações que habitam aquelas outras realidades sobreviveram e agora são forçadas a coexistir entre si. Como se pode imaginar, tal coexistência não é nem um pouco pacífica. A trama do jogo se inicia milênios após o cataclisma, com o jogador assumindo o papel de um entre sete personagens conhecidos como heralds (arautos).

O único herald jogável nessa demonstração é Void, criado por uma entidade sombria com o único fim de encontrar os outros seis heralds e coletar seus selos ancestrais para que essa entidade possa tomar os demais mundos para si. Pelo menos é isso que eu pude entender durante o enigmático diálogo inicial do jogo, situado na “Dimensão do Vazio”.

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Não dá pra negar que o Void é um personagem muito foda.

Logo em seguida você é mandado ao mundo chamado Q-Dimension, uma terra devastada onde insetos gigantes e bandos de arruaceiros vagam pelo deserto. A zona inicial é razoavelmente linear, mas depois disso o jogo decide soltar sua mão de vez.

Enquanto a jogabilidade central não é muito diferente de outros jogos do gênero onde você luta contra monstros que se explodem em loot ao serem derrotados, a experiência de Undungeon se diferencia em dois fatores cruciais.

O primeiro fator é o foco em narrativa e imersão que remonta aos RPGs clássicos para computador, com diálogos densos que organicamente revelam ao jogador informações sobre o mundo — ou melhor, os sete mundos — do jogo e os personagens que os habitam.

O segundo fator é o sistema de combate mais deliberado do jogo, que valoriza a memorização dos padrões de ataque dos inimigos. Diferente dos outros ARPGs onde você pode sair clicando freneticamente sem culpa, em Undungeon é necessário adotar uma postura mais defensiva, pois tanto seus ataques quanto suas habilidades evasivas consomem stamina. (sim, igual em Dark Souls).

Ao sair do local inicial me deparei com um mapa overworld que até o momento estava completamente inexplorado, e havia apenas um ponto de interesse ao norte da minha posição porque um NPC que encontrei antes marcou o local no meu mapa.

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A movimentação pelo overworld de Undungeon é livre e, ao longo da sua exploração, outros locais podem ser revelados e ainda há uma chance de você se deparar com eventos aleatórios.

É uma versão bem simplificada do sistema visto nos dois primeiros jogos da série Fallout, e a falta de um ciclo de dia e noite nesse caso é contornada pelo fato de que explorar consome seu suprimento de Essence.

Essence é o recurso em torno do qual o elemento roguelike de Undungeon se desenvolve. Você adquire essence ao derrotar inimigos ou através de escambo com certos NPCs, e a quantidade de essence influencia a sua vida máxima.

Você perde essence ao morrer em combate ou ao viajar pelo overworld, então falhar muitas vezes deixará seu personagem mais fraco e dificultará sua vida até você conseguir recuperar seu suprimento.

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Nem preciso falar o quanto gosto desse estilo visual.

Esse sistema claramente busca emular a série Souls, mas sua presença transforma uma característica — que normalmente não importaria muito — em um defeito: os inimigos não ressurgem quando você morre, deixando o jogador com cada vez menos recursos para se recuperar após cada respawn.

Espero que isso seja um descuido por parte dos desenvolvedores ou uma alteração feita especificamente para a demo, até porque dominar o combate de Undungeon exige muita tentativa e erro contra os diferentes tipos de inimigos.

Uma coisa que você não perde ao morrer, no entanto, são os materiais coletados tanto dos monstros quanto do ambiente. Alguns desses materiais não servem para nada além de trocar com os mercadores por coisas mais úteis como itens de cura ou novas armas, mas outros materiais podem ser usados para confeccionar partes novas para seu personagem.

Pernas, olhos, entranhas, pele, cérebro, todas as partes do corpo de um herald podem ser personalizadas e substituídas por outras com funções diferentes caso você possuir os materiais e a quantia de essence necessária para confeccioná-las.

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Aspectos da arte em “raio-x” do seu herald mudam de acordo com as alterações instaladas em cada órgão do personagem.

Junte isso a um inventário até robusto e você tem um excelente e criativo sistema de customização de personagem, sem falar que dito sistema se encaixa perfeitamente na ambientação bizarra de Undungeon.

Por falar em bizarro, a narrativa introduzida nessa demo bastante generosa é um mistério que se ramifica de maneiras imprevisíveis à medida que você se depara com os NPCs e locais espalhados pela Q-Dimension.

Às vezes, um personagem encontrado numa zona secundária te guiará por uma trama quase tão interessante quanto o enredo principal — e que talvez trará alguma consequência no futuro.

Essa sensação de descoberta de novas histórias e possíveis escolhas que não foram entregues de bandeja para você é algo que faz falta nos dias de hoje, onde o design dos mundos em RPGs parece ter desistido de verossimilhança e aderido a uma tendência de criar “parques de diversões” onde tudo tem o objetivo de proporcionar “atividades” para o jogador.

O que achei de Undungeon Demo?

Com exceção de algumas pontuais frustrações devido à incongruência entre alguns sistemas, minha opinião sobre a demonstração de Undungeon é a de que ela é um início bastante promissor para o que pode ser potencialmente um novo clássico dos RPGs.

Fico feliz em poder dizer que a premissa surrealista, que me chamou a atenção inicialmente, atendeu às minhas expectativas. É bem óbvio pela altíssima qualidade do roteiro que a Laughing Machines leva muito a sério essa ambientação psicodélica que eles criaram.

Para você ter noção do quão cuidadosos eles foram ao criar esses mundos, preciso frisar que estamos falando de um jogo que faz conceitos de ficção científica clássica coexistirem com zumbis que foram reanimados por raízes amaldiçoadas, e nenhum dos dois elementos parece deslocado em momento algum.

Em consonância com a premissa de sua narrativa, a própria estrutura de Undungeon funde diversos estilos que por sua vez se originaram do mesmo lugar: um CRPG nos moldes dos clássicos da Infinity Engine que ostenta uma trama densa e cheia de ramificações, incorporando o ritmo constante de risco e recompensa dos ARPGs e o combate estratégico dos Souls-likes.

São estilos muito diferentes entre si, no entanto ainda são todos parte do gênero RPG, e é por isso que a mistura foi tão bem-sucedida. Provavelmente o fato de essa mistura ser literalmente espelhada na premissa narrativa foi uma coincidência, mas seria interessante se fosse proposital.

Se é proposital ou não, só saberemos quando Undungeon for lançado no quarto trimestre de 2020 exclusivamente para PC. Enquanto o jogo não lança, por que você não vai lá na página oficial de Undungeon na Steam e faz o download gratuito da demo? A história principal deve levar umas duas ou três horas para completar, mas explorar o mundo e conhecer todas as suas nuances facilmente consumirá muito mais do seu tempo.

Se você gosta de jogos assim, garanto que esse tempo será bem-gasto.

Star Wars Squadrons

Star Wars Squadrons é oficialmente anunciado e já tem data de lançamento!

Nos anos seguintes ao fiasco das loot boxes em Battlefront II, a Electronic Arts parece estar fazendo um esforço considerável para se redimir com os fãs da franquia Star Wars. Ano passado tivemos a bem-recebida aventura single-player Jedi: Fallen Order, e esse ano teremos o que aparenta ser o sucessor espiritual para a clássica série de simuladores X-Wing.

Isso mesmo, pessoal! Star Wars Squadrons promete ser uma autêntica simulação de combate espacial em primeira pessoa ambientada na galáxia atemporal originalmente concebida por George Lucas. O jogo está sendo desenvolvido pela subsidiária Motive Studios e anteriormente levava o nome “Project Maverick”, uma referência ao personagem de Tom Cruise em Top Gun: Ases Indomáveis.

Confira o reveal trailer que foi publicado agora há pouco, que infelizmente não contém amostras de jogabilidade mas sugere que Squadrons não negligenciará a porção single-player:

O Que é Star Wars Squadrons?

A descrição do Trailer diz o seguinte:

Aperte os cintos, assuma controle total de caças espaciais como X-Wing e TIE Fighter, e sinta a adrenalina de combates estratégicos multiplayer de 5 contra 5 em primeira pessoa junto ao seu esquadrão.

Em uma fatídica campanha ambientada próximo à conclusão da Guerra Civil Galáctica, aprenda o que significa ser um piloto nessa emocionante história single-player de STAR WARS™. A Nova República luta por liberdade. O Império demanda ordem. Nós precisamos que você se junte aos melhores pilotos da Galáxia.

Star Wars Squadrons estará disponível no dia 2 de outubro de 2020 nas plataformas Playstation 4, Xbox One e PC via Origin, Epic Games Store e Steam. O jogo também contará com cross-play entre todas as plataformas, sem exceções, além de suporte a dispositivos VR (Realidade Virtual) no PS4 e no PC.

Resident Evil Village

‘Resident Evil 8’ ganha título oficial e uma data estimada para lançamento

O impacto da franquia Resident Evil na indústria dos jogos pode ser comparado ao impacto da mesma no meu psicológico. Quando eu era uma criança de três anos, totalmente desavisado e sem supervisão da minha mãe, resolvi instalar a demo de Resident Evil 2 inclusa em um CD que acompanhava o jogo Twinsen’s Odyssey na saudosa CD Expert.

Como vocês podem imaginar pela idade que eu tinha na época, eu não fazia a menor ideia do que estava fazendo quando iniciei o jogo e me deparei com a protagonista Claire Redfield em meio a uma multidão de zumbis nas ruas devastadas de Raccoon City. Menos de um minuto depois testemunhei a tela de game over, e os gritos de Claire sendo devorada pelo que na época eu pensava serem “pessoas esquisitas” foram responsáveis pelas constantes crises de pesadelos que tive ao longo das semanas seguintes.

Atualmente Resident Evil é uma das minhas franquias favoritas, então naturalmente fico muito feliz ao escrever sobre o anúncio oficial do que será o próximo capítulo dessa saga de sucesso: Resident Evil Village. Confira o trailer revelado durante a transmissão ao vivo realizada hoje pela Sony Computer Entertainment:

Se eles não tivessem destacado o VIII no título, eu teria me enganado achando que o jogo se trata de um spin-off e não de uma continuação da franquia principal.

O que esperar de Resident Evil Village?

A atmosfera de Village não é muito diferente do que a franquia de survival horrors da CAPCOM tem trazido nos últimos anos, continuando a tendência de “volta às origens” iniciada em Resident Evil 7 e tirando proveito da estética ridiculamente fotorrealista proporcionada pela RE Engine. Dessa vez, a ambientação do jogo será — e isso me lembra muito Resident Evil 4, por algum motivo — um vilarejo europeu situado nas proximidades de um castelo que, julgando pelo trailer, o jogador também irá explorar ao longo da narrativa.

E por falar em narrativa, o trailer dá uma ideia de alguns personagens e eventos que participarão da trama de Village. Ethan Winters, o mesmo protagonista sem rosto do jogo anterior, é mais uma vez arrastado para uma “aventura” sombria que — como é de praxe na série — envolve mutantes assassinos e conspirações do governo em meio a lugares isolados.

Outro personagem importante que retorna em Village é o icônico Chris Redfield, que vem trabalhando para a Umbrella Corporation desde antes dos eventos de Resident Evil 7 e está com uma cara bastante diferente se comparado à sua última aparição no jogo anterior.

A aparição de Chris no trailer se desdobra em um momento chocante e sombrio que poderia ser um spoiler mas, como a CAPCOM decidiu jogar na mesa logo no primeiro trailer, imagino que deve se tratar de um evento que ocorre nos primeiros momentos do jogo. Além de chocar, a cena traz à tona diversas perguntas ecoadas no grito de Ethan ao final do trailer: Por quê?

Resident Evil Village

Há muitas outras coisas sobre as quais não falei devido ao fato de serem completamente inéditas, e sinceramente não tenho muita vontade de entrar em detalhes e especulações sobre isso pois espero ser surpreendido em 2021, quando Resident Evil Village for lançado para o recém-revelado Playstation 5, assim como XBOX Series X e demais plataformas da próxima geração.

Space Force

Space Force (Season 1) – Promissor, mas não decola | Review

A experiência de assistir Space Force, a nova série original Netflix criada por Steve Carell e Greg Daniels, é como ver mais ou menos quatro histórias completamente diferentes que foram remendadas umas nas outras ao longo de seis episódios: uma buddy comedy onde duas figuras extravagantes estão em constante conflito; um drama familiar; uma narrativa de hard science fiction; e uma workplace comedy que bebe da fonte de The Office. Uma dessas partes é muito boa, enquanto as outras são… bom, acho melhor explicar ao longo deste review.

Mas sobre o que se trata Space Force? Apesar de a série, em diversos momentos, parecer não ter ideia da resposta para essa pergunta, a premissa é bem simples e ancorada em eventos contemporâneos: em junho de 2018, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou a criação da “Força Espacial” como um novo ramo das forças armadas estadunidenses. A organização começou a operar em 2019 e ostenta o ambicioso objetivo de “pôr os pés na lua até 2024”.

O seriado da Netflix nos apresenta uma versão fictícia dessa mesma organização, que é comandada pelo General Mark Naird (Carell) e cujo braço científico é liderado pelo Dr. Adrian Mallory (John Malkovich), e esses dois são efetivamente os “heróis” de Space Force. Enquanto Naird foi concebido como uma paródia direta do general John W. Raymond (comandante da Força Espacial na vida real), Mallory é curiosamente inspirado no personagem-título do filme Dr. Strangelove, lançado em 1964.

Aparentemente só o John Malkovich, ao confrontar os floreios mais pueris de Steve Carell com seu charme estoico, consegue fazer Space Force se aproximar daquilo que pretende ser.

Isso nos traz à primeira das várias partes mencionadas no parágrafo introdutório deste texto: a dinâmica entre Naird e Mallory ao longo de Space Force é facilmente o ponto alto dessa série, assim como o principal motivo de eu estar escrevendo sobre ela. Os dois personagens apresentam personalidades fortes que são elevadas pelas excelentes atuações de Carell e Malkovich, e os inúmeros conflitos oriundos do contraste entre o “patriotismo emocionado” de Naird e a “racionalidade insensível” de Mallory são algo bastante divertido de se ver.

Mas aí temos as outras partes.

Apesar de as interações entre Naird e Mallory serem integrais para a trama, é o personagem de Steve Carell que assume o posto incontestável de protagonista de Space Force. Em algum momento, os roteiristas resolveram que essa série também deveria conter uma exploração da vida pessoal de Naird e de como o General tem se esforçado para manter a família unida (e a própria cabeça no lugar) apesar das atuais circunstâncias. 

Ao longo da primeira temporada de seis episódios, é revelado que: Naird sofre com transtorno de estresse pós-traumático devido a experiências na Bósnia; sua esposa Maggie (Lisa Kudrow em uma atuação que não me distrairia tanto se a personagem simplesmente se chamasse “Phoebe Buffay”) foi presa por um crime bem sério que nunca é revelado, deixando-o encarregado de cuidar da filha adolescente Erin (Diana Silvers) por conta própria; e os esforços de Naird não são suficientes para conter o gradual distanciamento de Erin.

Preciso dizer quem é quem? Literalmente todo mundo já deve ter ouvido falar de F.R.I.E.N.D.S. em algum momento da vida.

Essas linhas de enredo tentam adicionar uma camada de drama familiar à série e, como vocês podem imaginei, eu não gostei muito de como isso foi implementado. 

Algo que gostei ainda menos foram os vários momentos em Space Force onde o enredo adota um tom mais sério, introduzindo drama militar e hard science fiction na equação. Eu geralmente adoro a combinação de drama militar com comédia satírica e uma história assim que incorpora elementos de hard science fiction, se bem executada, se tornaria um clássico instantaneamente. Infelizmente, nessa série em particular, não é o caso.

Embora essa justaposição tenha potencial para amadurecer em temporadas futuras, inclusive partindo de algumas ideias introduzidas nesses primeiros episódios, aqui ela simplesmente não funciona porque exige tempo e sutileza. Como já mencionei antes, a primeira temporada de Space Force possui apenas seis episódios, o que dá a Carell e Daniels pouquíssimo tempo para equilibrar seu humor extravagante (que é marca registrada de ambos, mas deveria ser suavizado se eles decidirem persistir nessa abordagem) com os temas mais sérios que eles pretendem tratar.

Acho que eu deveria falar sobre os outros personagens do elenco, que geralmente seguem suas próprias tramas secundárias paralelamente aos conflitos principais dos episódios, mas eu sinceramente achei eles tão esquecíveis que literalmente só me lembrei de escrever esse parágrafo quando eu já estava no meio da formatação.

Só não esqueci do Ben Schwartz (o Sonic do filme live-action) porque ele se comporta como um personagem de Looney Tunes e exemplifica o quão deslocado o humor dessa série é.

Resumindo, Space Force é…

Uma série mediana que (assim como a organização da vida real que dá o nome à mesma) ainda está tentando entender seu propósito, mas que (ao contrário de dita organização) é elevada pelas excepcionais atuações de Steve Carell e John Malkovich.

Apesar da experiência fragmentada e do fato de o humor não casar muito bem com a estrutura da série (muito menos com a excelente trilha sonora que merece acompanhar uma história melhor), acredito que ela merece uma chance pois tem potencial para se tornar algo realmente bom futuramente.

Também acredito que vários desses problemas sejam sintomáticos de uma tendência nociva entre as séries produzidas para streaming, onde os showrunners aparentemente acreditam que se deve “serializar para ser levado a sério”. É preocupante que Greg Daniels, criador de The Office (uma das melhores comédias já produzidas para a televisão, que segue uma estrutura episódica sem abrir mão de desenvolvimento dos personagens), tenha sido vítima disso.

Mas enfim, quem sabe nas próximas temporadas tais problemas sejam resolvidos e nossa geração tenha uma M*A*S*H para chamar de sua?

(Se você não conhece M*A*S*H, faça um favor para si mesmo e assista)

Command & Conquer Remastered Collection terá código-fonte aberto ao público

Command & Conquer Remastered agora entrou no panteão de games que possuem mods, pois não importa se você é adepto da magnífica PC Master Race™ ou um mero plebeu dos consoles, todos precisamos concordar que os computadores são indiscutivelmente superiores em um quesito específico: mods.

Desde uns pequenos ajustes gráficos e implementação de funções básicas negligenciadas pelos criadores originais (alô, Bethesda?) até ambiciosas total conversions que criam jogos totalmente novos a partir da estrutura de outros (a exemplo dos fenômenos Counter-Strike e Team Fortress), a arte do modding tem sido uma presença constante na vida dos gamers desde sempre, chegando inclusive a proporcionar para muitos uma porta de entrada para a indústria dos jogos.

Nesse cenário, é sempre ótimo quando desenvolvedores profissionais abertamente encorajam modding, o que é exatamente o motivo por trás da presente notícia.

O produtor Jim Vessella (ou Jimtern para os íntimos), da Electronic Arts, anunciou via Reddit que irá liberar o código-fonte da aguardada compilação Command & Conquer Remastered Collection para todos. Essa iniciativa tem o objetivo de incentivar o modding completamente livre e irrestrito.

O suporte ao código aberto opera sob a licença GNU General Public License 3.0 e, junto a um robusto editor de mapas incluso nos jogos, promete fazer de Command & Conquer Remastered Collection uma das plataformas mais flexíveis para jogos de estratégia em tempo real (CnCNet e OpenRA estariam com os dias contados?).

E por último, mas não menos importante, o uso da GNU GPL significa que a EA Games não terá total propriedade sobre todo e qualquer conteúdo criado por usuários da plataforma. Se todo remaster de um RTS clássico fosse assim, eu perderia meu pavor debilitante por programação.

Command & Conquer Remastered Collection estará disponível tanto na Steam quanto na Origin a partir do dia 5 de junho por um preço que me parecia bem esdrúxulo até eu lembrar que se trata de um lançamento da EA Games. Nada é perfeito, infelizmente.

A versão Steam contará com todas as funcionalidades do Steam Workshop, então tanto modders quanto arquitetos de mapas multiplayer poderão compartilhar suas criações sem passar por nenhuma dor de cabeça durante o processo.

Sobre Command & Conquer Remastered

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Command & Conquer Remastered Collection é uma coletânea composta pelos dois primeiros games da série, o C&C original (também conhecido como Tiberian Dawn) e Red Alert, que conta tanto com seus gráficos originais quanto remasterizações visuais e em áudio.

Para mais novidades sobre games fique atento ao nosso site e redes sociais. E não esqueça de seguir o 1 Real no Twitter e Instagram!

Fonte: EA

Snowpiercer

Snowpiercer agora é uma série da Netflix, e o anúncio já veio com um trailer

A essa altura do campeonato, todos vocês já devem saber daquelas façanhas históricas que o diretor sul-coreano Bong Joon-ho realizou com Parasite. Além de ser a primeira produção sul-coreana indicada a qualquer categoria nos Academy Awards, estrangeira a levar o Oscar de Melhor Filme, sem falar que marcou a primeira ocasião em que toda a equipe do 1 Real concordou com um review do Galdino.

A premiação transformou o cineasta em uma sensação global, e logo no dia seguinte a prestigiada emissora de TV por assinatura HBO anunciou que adaptaria Parasite como uma minissérie estrelando Mark Ruffalo e produzida pelo próprio Joon-ho. Aparentemente a emissora TNT também tinha planos para o cineasta, que dizem respeito a uma obra não tão notória mas igualmente sensacional.

Como a própria manchete já disse, estamos falando de uma nova versão de Snowpiercer.

Isso mesmo, o cult classic de ficção científica O Expresso do Amanhã (Snowpiercer) — baseado na graphic novel francesa O PerfuraNeve (Le Transperceneige), de Jacques Lob — se tornou uma série que contará com o próprio Bong Joon-ho na produção e será distribuída internacionalmente pela Netflix. Eu sinceramente não fazia a menor ideia de que isso estava acontecendo, mas o trailer oficial me deixou curioso de uma forma até positiva. Confiram por si mesmos:

Além do envolvimento do Bongy Boy como produtor executivo, esse trailer mostra diversos fatores que aplacaram (ainda que parcialmente) meu medo dessa nova adaptação de Snowpiercer servir apenas para renovar o meme “Netflix Adaptation” por mais três meses: a equipe de produção claramente está fazendo o possível para que a nova série tenha uma identidade visual própria, incorporando elementos tanto da graphic novel e do filme original a uma estética art deco que me lembra o último Prey; a sugestão de que os temas alegóricos do filme original serão abordados com mais nuance pela nova obra; e a presença da deusa Jennifer Connelly porque sim.

Sobre Snowpiercer

A premissa de todas as encarnações de Snowpiercer pode ser resumida como a resposta para a pergunta “como seria uma distopia situada em um único trem?”

Após uma catástrofe climática causar uma nova Era do Gelo, o que restou da humanidade foi confinado à gigantesca locomotiva autossuficiente que dá nome à obra. A sociedade formada dentro dessa locomotiva é altamente estratificada: enquanto os ricos habitam os vagões dianteiros e são tratados de uma forma que faria a primeira classe em voos internacionais parecer a classe econômica, a população pobre fica amontoada nos insalubres vagões traseiros e tem que se contentar com rações de procedência duvidosa sem direito de reclamar. Naturalmente, os habitantes dos vagões traseiros decidem dar um basta nisso e começam uma violenta cruzada rumo à ponta do trem.

Não posso falar mais que isso sem dar spoilers, então recomendo que vocês leiam a graphic novel (que está disponível na Amazon) ou assistam o filme de 2013 (que por algum motivo não está mais disponível na Netflix).

Quanto à nova versão de Snowpiercer, felizmente não teremos que esperar muito tempo. O primeiro episódio da série sai na Netflix dia 25 de maio, e podemos esperar lançamentos semanais a partir daí.

Evil Genius

RTS clássico Evil Genius está de graça por tempo limitado!

Você já assistiu a algum filme de espionagem estilo James Bond ou Kingsman, ficou impressionado com aqueles vilões extravagantes e megalomaníacos, e se imaginou na pele de um desses gênios do mal em uma engenhosa busca pela dominação mundial? Eu também, e sei de uma solução perfeita para você.

O jogo de estratégia em tempo real Evil Genius, originalmente lançado em 2004 pela defunta Elixir Studios, dá aos jogadores uma oportunidade única de assumir o papel do vilão em uma dessas narrativas, e você pode viver essa fantasia de graça neste exato momento!

Espiões charmosos com certeza tentarão invadir sua ilha e expôr sua malevolência ao mundo. Como lidar com isso? Treinando seus capangas no melhor do Kung Fu, lógico!

A Rebellion está realizando um giveaway do jogo original por tempo limitado (porém não especificado) para comemorar o futuro lançamento da aguardada continuação Evil Genius 2: World Domination e “pôr um fim em qualquer resquício de produtividade em casa, levando o mundo ao seu inexorável ponto mais baixo de ócio em massa!” durante a quarentena que está atualmente em curso.

Para obter Evil Genius e finalmente ter uma desculpa válida para rir de forma diabólica em frente à tela do seu PC, basta fazer o seguinte: entrar aqui neste site, criar uma conta da Rebellion, sincronizá-la com o seu perfil na Steam e voilà! Você agora tem acesso a um meio perfeitamente saudável de cometer crimes internacionais em um ambiente virtual.

Para os novatos, a Rebellion também lançou um vídeo com dicas sobre como construir seu império da forma mais eficaz possível. Se o Blofeld tivesse visto isso, provavelmente não teria apanhado tantas vezes.

O tão aguardado lançamento de Evil Genius 2 por sua vez acontecerá ainda este ano (pelo menos isso não foi adiado por conta daquele motivo que todo mundo já está cansado de saber), e você pode adicionar o jogo à sua lista de desejos através da Steam.

Duna

Contemple as primeiras imagens da aguardada adaptação de ‘Duna’

Antes de Game of Thrones ou Star Wars, havia Duna. O lendário romance de ficção científica escrito por Frank Herbert revolucionou o gênero com seu universo extremamente detalhado e sua trama que aborda inúmeros temas como ecologia, guerra e espiritualidade. Nem preciso dizer pra vocês que uma obra tão densa e complexa é algo quase impossível de se adaptar para os cinemas, mas se alguém tem a capacidade pra fazer isso, esse alguém é o cineasta canadense Denis Villeneuve.

Ontem mesmo, o Alan trouxe a vocês a primeira foto de Timothée Chalamet como Paul Atreides, protagonista de Duna. Hoje teremos aqui uma versão adaptada da excelente cobertura feita pela Vanity Fair para o longa-metragem programado para lançar em dezembro deste ano. O texto original é de Anthony Breznican e as fotos são de Chiabella James.

Bem-vindos ao universo de Duna

Timothée Chalamet e Rebecca Ferguson na Jordânia, onde “Duna” foi filmado. Chalamet diz que a experiência de filmar no local foi “bastante surreal”.

Timothée Chalamet se lembra da escuridão. Era o verão de 2019, e o elenco e a equipe de Duna se aventuraram pelas profundezas dos canyons de arenito e granito no sul da Jordânia, saindo ainda no meio da noite para poder capturar a aurora nas câmeras. A luz derramando sobre os abismos deu à paisagem um aspecto sobrenatural. Era pra isso que eles tinham vindo aqui.

“Foi bastante surreal,” diz Chalamet. “Essas são paisagens monstruosas, que você pode até imaginar existindo em planetas no nosso universo, mas não na Terra.”

Zendaya como Chani

Eles não estavam mais na Terra, de qualquer forma. Eles estavam no mortífero e árido campo de batalha também conhecido como o planeta Arrakis. No épico romance de ficção científica de Frank Herbert lançado em 1965, Arrakis é o único local conhecido onde se pode extrair o recurso mais vital da galáxia: a substância milagrosa que expande mentes e distorce o próprio tecido do espaço-tempo, chamada comumente de “especiaria”.

Na nova adaptação cinematográfica dirigida por Denis Villeneuve (de Arrival e Blade Runner 2049), Chalamet estrela como o jovem nobre Paul Atreides, o proverbial estrangeiro numa terra muito estranha, que luta para proteger seu hostil novo lar mesmo quando este ameaça destruí-lo. Humanos são os invasores em Arrakis. A espécie dominante nesse mundo são imensos e vorazes vermes da areia que se entocam nas correntezas áridas do planeta como dragões subterrâneos.

Para os infinitos mares de areia que dão à história seu título, a produção se deslocou para regiões remotas pelos arredores de Abu Dhabi nos Emirados Árabes Unidos, onde as temperaturas rivalizavam com a ficção na narrativa de Herbert. “Lembro que eu saía do meu quarto às 2 da manhã e parecia estar uns 100 graus,” diz Chalamet. Durante a filmagem, ele e os outros atores estavam vestindo aquilo que o mundo de Duna se refere como “trajestiladores”— uma grossa e emborrachada armadura que preserva a umidade do corpo, coletando até pequenas partículas liberadas pela respiração através do nariz.

Na história, os trajestiladores dão vida. Na vida real, eles eram pura agonia. “A temperatura das filmagens às vezes era 120 graus,” segundo Chalamet. “Eles colocam um limite máximo lá, pro caso de ficar quente demais. Esqueci o número exato desse teto, mas você não conseguia continuar trabalhando.” As circunstâncias alimentavam a história que eles estavam lá pra contar: “De uma forma bem fundamentada, ajudou muito estar dentro dos trajestiladores e estar naquele nível de exaustão.”

A corte da Casa Atreides, da esquerda para a direita: Timothée Chalamet como Paul Atreides, Stephen Mckinley Henderson como Thufir Hawat, Oscar Isaac como o Duque Leto Atreides, Rebecca Ferguson como Lady Jessica Atreides, Josh Brolin como Gurney Halleck e Jason Momoa como Duncan Idaho.

Se fosse fácil, não seria Duna. O romance de Herbert se tornou um pilar da ficção científica nos anos 60, aclamado pela sua construção de mundo e subtexto ecológico, assim como sua complexa (alguns diriam que é até impenetrável) trama focada em duas famílias digladiando por supremacia sobre Arrakis. O livro causou uma reação em cadeia cujos efeitos podem ser vistos em grandes sucessos como Star Wars, Alien – O Oitavo Passageiro e Game of Thrones. Mesmo assim, durante décadas, o romance em si resistiu a ser adaptado.

Na década de 70, o vanguardista e experimental cineasta Alejandro Jodorowsky embarcou em uma jornada para adaptar o livro (uma história registrada no aclamado Jodorowsky’s Dune, que nós aqui do 1 Real a Hora recomendamos a todos que curtem um bom documentário), mas Hollywood achou o projeto arriscado demais. David Lynch trouxe Duna às telonas como um longa-metragem em 1984, mas o resultado foi visto como uma bagunça incompreensível e uma mancha na filmografia de Lynch. Em 2000, uma minissérie de Duna foi exibida no canal SyFy e foi considerada um sucesso para a emissora na época, mas atualmente beira o esquecimento.

Eu não aceitaria fazer essa adaptação do livro com um único filme,” diz Villeneuve. “O mundo é complexo demais. É um mundo que ganha sua força através dos detalhes.”

Villeneuve pretende criar um Duna que até então só existiu na imaginação dos leitores. A chave, segundo ele, foi partir ao meio a gigantesca narrativa. Quando Duna chegar aos cinemas no dia 18 de dezembro, irá corresponder apenas à primeira metade do romance, com a Warner Bros. concordando em contar a história em dois filmes, semelhante à abordagem do estúdio com a obra de Stephen King em It – A Coisa e It – Capítulo Dois. “Eu não aceitaria fazer essa adaptação do livro como um único filme,” diz Villeneuve. “O mundo é complexo demais. É um mundo que ganha sua força através dos detalhes.”

Para Villeneuve, essa história de 55 anos sobre um planeta sendo minerado até a morte não era apenas uma aventura espacial, mas uma profecia. “Não importa o que você acredita, a Terra está mudando, e temos que nos adaptar,” ele diz. “Acho que é por isso que Duna, esse livro, foi escrito no século 20. Foi um retrato distante da realidade do petróleo, do capitalismo e da exploração abusiva do nosso planeta. Hoje em dia, as coisas estão bem piores. É uma história sobre amadurecimento, mas também um apelo à ação para a juventude.”

Denis Villeneuve e Javier Bardem no set de filmagens.

O personagem de Chalamet, Paul, pensa ser apenas um garoto lutando para achar seu lugar no universo, mas ele na verdade possui a habilidade de mudá-lo. Graças à sua criação e outros motivos que não podem ser ditos aqui porque spoilers, Paul possui uma habilidade sem igual de manipular a energia do próprio corpo, influenciar e liderar outras pessoas, e se integrar ao coração do planeta que agora chama de lar.

Paul vem de uma poderosa família nobre da galáxia cujo nome remete à mitologia grega — a Casa Atreides. Junto de seus pais, Duque Leto (Oscar Isaac) e Lady Jessica (Rebecca Ferguson), o jovem Paul se despede do exuberante planeta-natal Caladan para supervisionar a extração de especiarias em Arrakis. O que se segue é um embate com a influente e inescrupulosa Casa Harkonnen, liderada pelo monstruoso Barão Vladimir (Stellan Skarsgård), um gigante com apetites impiedosos. O Barão, trazido à vida graças a próteses de corpo inteiro, é como um rinoceronte em forma humana.

Essa versão do personagem está menos para um psicopata e mais para predator. “Por mais que eu ame profundamente o livro, senti que o Barão estava frequentemente beirando uma caricatura,” diz Villeneuve. “E eu tentei dar a ele um pouco mais dimensões. É por isso que eu escolhi Stellan. Stellan tem algo nos olhos dele. Você sente que ele está constantemente pensando, e pensando, e pensando — isso gera tensão e dá a ele um aspecto frio e calculista. Eu estou de prova, ele consegue ser bem assustador.”

O diretor também expandiu o papel da mãe de Paul, Lady Jessica. Ela é um membro das Bene Gesserit, uma organização composta exclusivamente por mulheres que é uma das forças políticas mais poderosas no universo de Duna. Através de um treinamento físico e mental conduzido desde a infância, as Bene Gesserit adquirem domínio absoluto sobre os próprios sentidos, abrindo caminho para habilidades consideradas “mágicas” aos olhos de um leigo.

No roteiro que Villeneuve escreveu a seis mãos junto a Eric Roth e Jon Spaihts, Lady Jessica é ainda mais temível do que nunca. A sinopse do enredo feita pelo estúdio a descreve como uma “sacerdotisa guerreira.” Como dito por Villeneuve aos risos, “é bem melhor que ‘freira espacial’.”

A missão de Lady Jessica é trazer um “salvador” ao universo — e agora ela tem um papel maior em defender e treinar Paul também. “Ela é uma mãe, uma concubina e uma guerreira,” diz Rebecca Ferguson. “Denis foi muito respeitoso ao trabalho de Frank no livro, mas a qualidade dos arcos dramáticos de muitas das mulheres em Duna foram trazidos a um novo patamar. Houveram algumas alterações que ele fez, e essas personagens são retratadas maravilhosamente.”

Jason Momoa como Duncan Idaho. Um bom nome para carregar a franquia caso o estúdio decida por eventualmente adaptar as sequências de Duna.

Em uma intrigante alteração do material-base, Villeneuve também quis atualizar o personagem Liet-Kynes, o planetólogo encarregado de Arrakis e um mediador independente em meio às várias facções inimigas. Embora tendo sido sempre retratado como um homem branco (Kynes foi vivido por Max Von Sydow em 1984 e Karel Dobrý em 2000), o personagem agora é interpretado por Sharon Duncan-Brewster (Rogue One), uma mulher negra. “O que Denis havia me falado era que faltavam personagens femininas no elenco dele, e ele sempre foi muito feminista, pró-mulheres, e queria escrever o papel para uma mulher,” Duncan-Brewster diz. “Essa pessoa praticamente consegue manter a paz entre um monte de pessoas. Mulheres são ótimas nisso, então por que não tornar Kynes uma mulher?”

Sharon Duncan-Brewster como Liet Kynes.

Como os fãs já sabem, há uma vasta coleção de outros personagens populando Duna. Existem humanos chamados “mentats”, treinados desde cedo para desenvolver habilidades cognitivas e analíticas comparáveis às de um computador (as “máquinas pensantes” nesse universo são proibidas). Paul é orientado pelos dois bravos guerreiros Duncan Idaho (Jason Momoa) e Gurney Halleck (Josh Brolin). Dave Bautista interpreta o sinistro executor Harkonnen Glossu Rabban, e Charlotte Rampling desempenha um papel-chave como a Reverenda Madre das Bene Gesserit. A lista não para por aí: Nos inóspitos desertos de Arrakis, , Javier Bardem lidera o povo Fremen como Stilgar, e Zendaya co-estrela como a misteriosa Chani, uma mulher de brilhantes olhos azuis que assombra Paul em seus sonhos.

A monumental escala de Duna é o que fez a obra ser tão difícil para os outros adaptarem. “É um livro que aborda política, religião, ecologia, espiritualidade — e com muitos personagens,” diz Villeneuve. “Acho que é por isso que é tão difícil. Sinceramente, essa é de longe a coisa mais difícil que eu fiz em toda a minha vida.” E depois que Denis terminar o trabalho no primeiro filme, ele simplesmente vai ter que fazer tudo de novo.

Essa foi a matéria da Vanity Fair sobre o que é provavelmente o filme de ficção científica mais ambicioso de todos os tempos, e agora eu gostaria de fazer umas observações pessoais e explicar o porquê de estar tão ansioso para dezembro (e por que você também deveria estar).

Obviamente, sou o fã de Duna residente aqui do 1 Real a Hora. Conheci o universo através dos jogos produzidos pela Westwood, considerados por muitos como pioneiros do gênero de Estratégia em Tempo Real. Os jogos seguiam uma trama própria sem relação com a saga de Frank Herbert, e buscavam inspiração tanto na estética industrial do filme de David Lynch (por mais que aquele filme tenha sido horroroso, não dá pra negar que ele tinha uma identidade visual extremamente marcante que de certa forma influenciou todas as adaptações posteriores de Duna) quanto na lore mais aprofundada da série.

Daí resolvi conferir os livros e fui imediatamente sugado para aquela que até hoje consta como uma das mais incríveis experiências literárias que eu já vivenciei. É algo íntimo e épico ao mesmo tempo, onde a ação situada nos vastos cenários do planeta Arrakis divide espaço com a exploração da psiquê dos personagens envolvidos. É uma narrativa que não tem medo de questionar a si mesma sem dar respostas definitivas, porque confia na sua capacidade de encontrá-las. É uma aventura emocionante com eventos grandiosos, mas que também te obriga a refletir sobre o que tais eventos significam.

Se Denis Villeneuve, através de sua adaptação cinematográfica, conseguir trazer às telas do cinema essas e outras inúmeras nuances da obra original (e estou bem confiante na capacidade do cara), tenho certeza que teremos em mãos um dos melhores filmes já produzidos.

Duna será lançado em 18 de dezembro de 2020 nos Estados Unidos. Se você não consegue segurar a ansiedade e quer conhecer o intrigante universo criado por Frank Herbert, fique sabendo que a Editora Aleph publicou os cinco primeiros volumes da saga literária em um luxuoso formato de capa dura. Os livros estão todos disponíveis na Amazon.

Invasão Zumbi

Confira o primeiríssimo teaser de Invasão Zumbi 2: Península

Se você ainda não assistiu ao terror sul-coreano Invasão Zumbi, cujo título nacional basicamente explica a premissa, eu lhes recomendo que o faça imediatamente (se você não o tiver feito no último halloween). No saturado subgênero do “apocalipse zumbi”, o longa-metragem de 2016 dirigido por Sang-Ho Yeon trouxe uma tocante história sobre família, egoísmo e sacrifício, trazendo também uma crítica pungente à hierarquia social e ao corporativismo presentes na Coréia do Sul.

Aparentemente, aquela não era a única história que Sang-ho pretendia contar naquele universo, pois temos uma continuação marcada para sair esse ano. Denominado Península, o novo filme se passará quatro anos após seu antecessor em um mundo já completamente dominado pelos zumbis (ao contrário do primeiro onde o apocalipse estava em seu princípio).

Confira aqui o teaser lançado ontem no youtube, que traz um clima que parece se diferenciar do primeiro Invasão Zumbi da mesma forma que Aliens: O Resgate se diferenciava de Alien: O Oitavo Passageiro, aumentando exponencialmente a escala do conflito e expandindo os temas introduzidos no seu antecessor.

Sobre Invasão Zumbi 2: Península

A sinopse do novo longa-metragem de Sang-ho Yeon diz o seguinte: “Quatro anos após o surto de zumbis que atingiu os passageiros de um trem-bala com destino a Busan, a península coreana ficou devastada. Jung-seok, um ex-soldado que conseguiu fugir do país, tem a missão de retornar e surpreendentemente encontra alguns sobreviventes. Ele será capaz de sobreviver novamente ao desastre?”

A estreia de Invasão Zumbi 2: Península está marcada para o dia 27 de agosto aqui no Brasil.

Friday Night Magic

“Friday Night Magic” terá versão online em Magic: The Gathering Arena

A partir de sexta-feira (27 de março), a comunidade de Magic: The Gathering Arena ao redor do mundo experimentarão o bom e velho Friday Night Magic de uma forma inédita. Engajada no combate à pandemia do COVID-19, a Wizards of the Coast criou o FNM em Casa, versão online do tradicional ritual da comunidade de Magic que semanalmente reúne fãs em lojas especializadas para confraternizar e (obviamente) disputar qual deck é melhor.

Agora, com o FNM em Casa, os jogadores continuam apoiando suas lojas favoritas igual já fazem no Friday Night Magic tradicional, sem precisar desobedecer as recomendações da OMS a respeito do distanciamento social para jogar o card game mais célebre do mundo.

Além de se divertirem em casa, os participantes do FNM em Casa serão recompensados com três ilustrações exclusivas para o verso (sleeve) dos cards digitais de MTG Arena. Os códigos para acessar as artes alternativas serão distribuídos apenas pelas lojas locais, conforme disponibilidade – e não pela equipe do Magic: The Gathering.

O Friday Night Magic em Casa vai funcionar da seguinte maneira:

  • Cadastre-se no evento através do menu principal do Arena e jogue umas partidas (não importa se seu desempenho é baixo, o importante é participar);
  • Tire uma screenshot de sua página de evento;
  • Vá até o locator.wizards.com e encontre o site de sua loja local favorita;
  • Junte-se à rede social da loja escolhida;
  • Compartilhe sua screenshot com uma bela mensagem na Linha do Tempo deles;
  • A loja lhe enviará uma mensagem com o código para receber a recompensa.

Os eventos estão marcados para os dias 27 de março, 3 e 10 de abril. Cada evento terá duração de 24 horas, começando às 4h de sexta-feira, horário de brasília, até as 4h do sábado.

Confira as três artes exclusivas que os jogadores poderão adquirir para suas card sleeves, uma para cada dia do evento:

Mais informações sobre o FNM em Casa estão no site da Wizards of The Coast e no site oficial de Magic The Gathering Arena. Olha, não é por nada não, mas presumo que esse evento será um sucesso gigantesco.

Mobile Suit Gundam

Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash ganha data de lançamento e material promocional inédito!

Todo fã de robôs gigantes com o mínimo de respeito por si mesmo já ouviu falar de Mobile Suit Gundam. Conhecida por ser praticamente a mãe do subgênero Real Robot, a franquia criada por Yoshiyuki “Matei Mais Que o Martin” Tomino ao final da década de 70 perdura até os dias de hoje como uma das mais influentes no Mecha e na cultura nipônica como um todo, tendo inclusive desempenhado um papel fundamental para fazer do estúdio Sunrise (Cowboy Bebop, InuYasha e Code Geass) essa força da natureza que temos hoje.

Pelo primeiro parágrafo dessa reportagem vocês devem ter percebido que eu sou um grande fã de Gundam (o apelido carinhoso pelo qual me referi ao Tomino provavelmente entregou). Como um grande fã dessa franquia, fico extremamente empolgado para anunciar que o longa-metragem Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash, o próximo capítulo na história do Universal Century (cronologia principal de MSG), ganhou uma data de lançamento definitiva e um monte de material promocional para acompanhá-la. Confira o teaser inédito disponível no canal GundamInfo:

https://www.youtube.com/watch?v=sPUwk7tRCM8

A animação do novo filme parece impecável, e remete mais à estética presente na fenomenal minissérie de OVAs Mobile Suit Gundam Unicorn do que àquela vista no péssimo filme Mobile Suit Gundam Narrative (que sinceramente espero que seja excluído do cânone).

Além desse trailer, foi lançado um poster que mostra o RX-104FF Penelope, Mobile Suit pilotada pela antagonista Lane Aime, em uma ambientação que me leva a deduzir que Hathaway’s Flash dará prioridade a batalhas em terra firme e deixará de lado os extravagantes combates espaciais de seus antecessores.

Mobile Suit Gundam

Esse pôster também deixa uma coisa bem clara: o filme será lançado no dia 23 de julho desse ano, e mal posso esperar por essa data.

Sobre Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash

Situado no ano 105 da cronologia Universal Century, cerca de 12 anos após os eventos do filme Char’s Counterattack e 9 anos após os eventos do “Incidente Laplace” em Unicorn, Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash é a primeira parte de uma trilogia de adaptações dos romances homônimos escritos por Yoshiyuki Tomino entre 1989 e 1990.

Poucos anos após a Federação Terráquea finalmente aceitar a República de Zeon como um estado soberano, a ganância e preconceito dos terráqueos levaram à formação de unidades “Man Hunter” com o intuito de expulsar violentamente da Terra qualquer cidadão considerado “desprivilegiado” ou “indesejável”, deportando-os para as colônias espaciais.

Aí entra o grupo terrorista Mafty, liderada pelo herói de Hathaway’s Flash: Hathaway Noa (filho do capitão Bright Noa, um dos personagens mais importantes da franquia), que usa o pseudônimo Mafty Navue Erin e fundou a organização como uma vingança contra a Federação, pois ela traiu os ideais daqueles que morreram para salvar a Terra.

O Hathaway que vemos aqui carrega inúmeros traumas. Tendo em vista que em Char’s Counterattack ele tinha apenas treze anos, e mesmo assim lutou na linha de frente da Segunda Guerra Neo Zeon e testemunhou as mortes de muitas pessoas importantes para ele, não é nada surpreendente.

Agora, considerando a si mesmo herdeiro dos ideais dos lendários Amuro Ray e Char Aznable, o jovem Hathaway Noa pretende lutar para trazer à vida os sonhos de ambos os seus heróis. A determinação de Hathaway pode ser a nova esperança da humanidade, assim como a fagulha que mudará o mundo.

Como dito anteriormente, o filme Mobile Suit Gundam: Hathaway’s Flash será lançado em 23 de julho de 2020 nos cinemas japoneses, sem previsão para a estreia no ocidente.

Asterix

Morre Albert Uderzo, um dos criadores de Asterix

O personagem Asterix é praticamente um Mickey Mouse europeu, em questão de influência cultural. Embora não seja tão conhecido em terras tupiniquins quanto deveria, as aventuras do gaulês bigodudo que se recusava a se render diante da tirania do Império Romano fizeram a alegria de muitas crianças ao redor do mundo desde o final da década de 50.

Como uma das crianças que se divertiam vendo Asterix e seu companheiro brutamontes Obelix casualmente descendo a porrada em legiões inteiras (mais especificamente no jogo The Gallic War e no longa-metragem de 1999 estrelando Gerard Depardieu, já que as graphic novels eram caras demais), é com grande tristeza que anuncio que o desenhista Albert Uderzo, um dos gênios responsáveis por conceber esse universo tão único, veio a falecer na manhã de hoje (24 de março), aos 92 anos.

Em relato para o periódico francês AFP, Bernard de Choisy (genro de Uderzo) disse que “Albert Uderzo morreu enquanto dormia em sua casa em Neuilly, após um infarto sem ligação com o coronavírus. Ele tem andado extremamente cansado ao longo das últimas semanas”. Choisy frisou a ausência de relação da morte de Uderzo com o COVID-19 pois a pandemia recentemente atingiu a França com tudo, e o quadrinista estava em um dos grupos de risco.

Em outubro de 1959, Uderzo criou o personagem junto ao argumentista René Goscinny (1926-1977), e a criação da dupla rapidamente se tornou um grande sucesso na França e em países vizinhos, assumindo o status de “cult” no continente americano. Desde aquela época, as HQs de Asterix foram traduzidas para 111 idiomas e venderam cerca de 380 milhões de cópias no total.

Asterix
Albert Uderzo (à esquerda) junto ao seu parceiro René Goscinny, com quem divide a autoria de 26 das 38 histórias do bravo aventureiro gaulês.

Para Quem Não Conhece Asterix

As histórias em quadrinhos de Asterix são ambientadas naquela época na qual o Império Romano se encontrava em seu auge: O reinado de Júlio César. Tendo conseguido conquistar quase todo o mundo conhecido, César encontra problemas para anexar uma aldeia gaulesa específica, que por acaso é o lar de nossos protagonistas.

A resistência implacável dos gauleses se deve a uma poção mágica criada pelo druida Panoramix (todos os gauleses nesse universo têm o nome terminado em -ix, acostume-se), que confere habilidades sobre-humanas a quem bebê-la. Obelix é o único que não precisa da poção para desfrutar de seus poderes, pois caiu acidentalmente em um caldeirão da mesma quando criança.

No total há trinta e oito volumes canônicos das aventuras de Asterix, sendo alguns deles situados nas proximidades do vilarejo e outros que consistem em grandes jornadas para terras distantes onde os heróis interagem com figuras históricas da época. O último volume A Filha de Vercingétorix, criado pela dupla Jean-Yves Ferri e Didier Conrad (que estão no comando da série desde 2013), foi lançado em outubro de 2019 para celebrar o 60º aniversário da primeira edição.

Tom Hanks

Tom Hanks e Rita Wilson São Diagnosticados com o Coronavírus

Oh, não! Não o Tom Hanks!

Provavelmente metade das notícias publicadas neste site desde o início do ano falaram sobre o coronavírus de alguma forma (hoje mesmo já tivemos outra). Essa reportagem agora não é diferente, e é acompanhada de certa apreensão devido às pessoas envolvidas. Ok, lá vai: O ilustríssimo ator Tom Hanks e sua esposa, a também atriz Rita Wilson, acabaram de receber diagnóstico positivo para o Coronavírus.

A notícia veio através do perfil oficial do ator no Instagram, onde Tom postou uma foto de uma luva de látex acompanhada do anúncio. O casal atualmente se encontra na Austrália, onde Hanks participa dos preparativos para as filmagens de uma biopic musical de Elvis Presley, que será dirigida por Baz Luhrmann e ainda não tem um nome oficial. no filme, Tom Hanks interpretará Colonel Tom Parker, que foi empresário de Presley por uma boa parte da carreira do cantor.

“Olá, pessoal. Rita e eu estamos aqui embaixo na Austrália. Nos sentíamos meio cansados, como se estivéssemos resfriados, e algumas dores no corpo. Rita tinha uns calafrios que vinham e iam. Leves febres também. Pra deixar as coisas bem claras, do jeito que o mundo precisa agora, nós fomos testados para o coronavírus, e o resultado foi positivo.”

“Ok, e agora? O que fazer a seguir? Os Oficiais Médicos têm protocolos que devem ser seguidos. Nós Hanks seremos testados, observados, e isolados por quanto tempo a saúde e segurança pública exigirem. Não há muito mais a fazer do que viver um dia de cada vez, certo?”

“Manteremos o mundo atualizado.”

“Se cuidem!”

Tom Hanks
Tom Hanks como o apresentador infantil Mr Rogers na cinebiografia “A Beautiful Day in the Neighbourhood

Sobre a doença contraída por Tom Hanks

Descoberto no início desse ano na província de Wuhan, na China, o Coronavírus é um patógeno causador de infecções respiratórias como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

Apesar da transmissão ser bastante fácil, as taxas de letalidade são comparativamente baixas, e todas as vítimas fatais já se encontravam com o sistema imunológico debilitado antes de contrair o vírus. A OMS e o governo chinês estão fazendo um rápido progresso em suas pesquisas para contenção da epidemia, e torcemos para que dê tudo certo.

Para mais informações confiáveis, recomendamos visitar as páginas oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que contêm dados e recomendações essenciais para entender melhor o Coronavírus e desmentir quaisquer especulações de teor alarmista.

E3 2020

E3 2020 é Cancelada Devido a “Preocupações Esmagadoras” Com o Coronavírus

Não posso dizer que estou surpreso com o cancelamento da E3 2020. Após vários eventos terem sido cancelados ou adiados devido a preocupações com o coronavírus, era apenas uma questão de tempo até a maior exposição da indústria dos jogos sofrer um destino semelhante.

Desde que o site Ars Technica trouxe à tona rumores ontem à noite, nós aqui do 1 Real a Hora ficamos atentos e apreensivos para saber o que iria acontecer com a E3 2020. Hoje de manhã, infelizmente, a pior das hipóteses se confirmou quando a ESA (Associação dos Softwares de Entretenimento, responsável pela organização da convenção) lançou uma declaração oficial confirmando o cancelamento.

“Depois de cuidadosa consideração com nossas companhias-membros a respeito da saúde e segurança de todos na nossa indústria – fãs, empregados, expositores e parceiros de longa data na E3 – nós tomamos a difícil decisão de cancelar a E3 2020, agendada para 9 a 11 de junho em Los Angeles,” diz a ESA na declaração.

“Seguindo crescentes e esmagadoras preocupações sobre o vírus COVID-19, sentimos que essa seria a melhor forma de proceder durante tal situação global sem precedentes. Estamos muito decepcionados por sermos incapazes de sediar esse evento para nossos fãs e apoiadores. No entanto, sabemos que é a decisão certa com base nas informações que temos hoje. Nossa equipe entrará em contato diretamente com expositores e participantes com informação para providenciá-los reembolsos integrais.”

E3 2020

Essa triste notícia para a E3 2020 marca a primeira vez desde 1995 que o evento precisa ser cancelado. Ao contrário do cancelamento anterior, no entanto, as tecnologias disponíveis hoje em dia permitem que as empresas contornem esses contratempos. A Microsoft, por exemplo, decidiu por fazer uma série de livestreams para substituir sua participação na GDC desse ano (que fora adiada por tempo indeterminado), e é possível que ela faça algo parecido referente à E3.

Na melhor das hipóteses, os outros expositores anteriormente confirmados para a E3 2020 poderiam seguir as dicas da Microsoft e fazer seus grandes anúncios da mesma forma.

Sobre o responsável pelo cancelamento da E3 2020

Descoberto no início desse ano na província de Wuhan, na China, o Coronavírus é um patógeno causador de infecções respiratórias como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

Apesar da transmissão ser bastante fácil, as taxas de letalidade são comparativamente baixas, e todas as vítimas fatais já se encontravam com o sistema imunológico debilitado antes de contrair o vírus. A OMS e o governo chinês estão fazendo um rápido progresso em suas pesquisas para contenção da epidemia, e torcemos para que dê tudo certo.

Para mais informações confiáveis, recomendamos visitar as páginas oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que contêm dados e recomendações essenciais para entender melhor o Coronavírus e desmentir quaisquer especulações de teor alarmista.

Horizon Zero Dawn

Horizon Zero Dawn — Complete Edition será lançado para PC em breve

Em minha defesa, juro que nossa demora para publicar esta notícia referente à confirmação do lançamento de Horizon Zero Dawn — Complete Edition para PC se deve ao fato de os redatores terem passado várias horas rindo das piadas postadas no nosso grupo envolvendo sonyistas raivosos. Teve gente registrando queixa formal no Reclame Aqui, teve gente quebrando o próprio quarto… Vocês sabem, histeria em massa.

Mas voltando ao tópico principal, essa é a primeiríssima vez que um jogo anteriormente exclusivo para os consoles da Sony (e produzido por um estúdio interno da empresa) será lançado para uma outra plataforma. Nos últimos anos temos visto um grande esforço da Microsoft para revitalizar sua fanbase nos PCs paralelamente aos consoles, através dos ports de jogos antes exclusivos para o XBOX, e aparentemente a Sony também quer aproveitar essa tendência.

A confirmação se deu em uma sessão de perguntas e respostas com Hermen Hulst, o ex-chefe do estúdio Guerrilla (que produziu Horizon Zero Dawn) e atual diretor da Playstation Worldwide Studios (subdivisão responsável por gerenciar e coordenar os diversos desenvolvedores de jogos que operam sob a bandeira da Sony).

Horizon Zero Dawn

Isso, no entanto, não significa necessariamente que a Sony abrirá mão da exclusividade de todos os jogos já produzidos para o PS4 e lançará todos no PC. Durante a sessão, Hulst afirmou: “Na minha opinião, Horizon Zero Dawn foi apenas uma ótima opção neste caso específico. Não temos planos para outros lançamentos de PC e continuamos 100% comprometidos com o hardware dedicado [PS4].”

Sobre Horizon Zero Dawn

O jogo é um Action-RPG situado em um futuro pós-apocalíptico onde perigosas criaturas-máquinas vagam pela terra, enquanto a civilização humana regressou a um estado primitivo. A protagonista jogável é Aloy, uma jovem caçadora que foi ostracizada pela própria tribo ao nascer, e a trama se desenrola em um mundo aberto cheio de possibilidades sobre como proceder nas diversas situações com as quais você se deparar.

Horizon Zero Dawn — Complete Edition já está listado na Steam com data de lançamento não especificada, e a versão para PC incluirá (assim como o subtítulo sugere) todas as DLCs já lançadas.

Final Fantasy

Yoshinori Kitase gostaria de desenvolver um remake de Final Fantasy V

O tal do Final Fantasy V é provavelmente o capítulo menos lembrado da franquia dentre os jogos lançados para o Super Nintendo. Não estou dizendo que ele seja ruim (isso não poderia estar mais longe de ser o caso), mas o último jogo dirigido por Hironobu Sakaguchi foi vítima da infeliz circunstância de se encontrar enfiado no meio do clássico Final Fantasy IV e da monumental obra-prima Final Fantasy VI.

Apesar da fanbase de FF não se lembrar tão carinhosamente das aventuras de Butz Bartz quanto do arco de redenção vivido por Cecil ou da distopia steampunk habitada por Terra, o ilustre produtor Yoshinori Kitase (veterano dos JRPGs que dirigiu Chrono Trigger e o célebre Final Fantasy VII, cujo remake está para lançar em breve) não pensa duas vezes antes de externalizar seu amor por FFV.

Em entrevista ao site GameReactor, foi perguntado a Kitase qual remake ele gostaria de produzir caso tivesse todos os recursos necessários à sua disposição. O produtor, então, respondeu:

“(Risos) Ok, então antes de mais nada você deve prometer que não vai escrever um artigo dizendo que a Square Enix tá fazendo um remake de Final Fantasy alguma-coisa… Essa é uma opinião puramente pessoal, entenda isso”, Kitase deixou as coisas bem claras. “Com esse embargo estabelecido, o primeiro Final Fantasy no qual eu mesmo trabalhei foi Final Fantasy V, que ainda não foi refeito nessa abordagem mais realista, então acho que seria bem interessante fazer um remake de FFV eventualmente”.

Final Fantasy
Imagem do remaster extremamente levemente decepcionante de FFV para iOS e Android

Apesar de não ter uma história tão memorável quanto seus irmãos do SNES, FFV marcou a última vez onde um jogo da franquia era ambientado em um universo puramente high-fantasy, além do que seria a última implementação do clássico sistema de jobs em um jogo single-player da série principal (o sistema retornaria na Edição Especial de FFXII como o Zodiac Job System).

Não nego que adoraria ver uma nova versão desse jogo tão subestimado, de preferência recebendo um tratamento similar àquele que seu predecessor teve ao ser refeito para o Nintendo DS em 2007.

Mas enquanto não temos um remake de Final Fantasy V…

Você pode jogar a demo de Final Fantasy VII Remake, que está disponível gratuitamente para Playstation 4 através da PSN. A versão completa do jogo estará disponível no dia 10 de abril de 2020 (felizmente isso não foi adiado devido ao coronavírus, ao contrário de outras coisas) exclusivamente para o console da Sony, e posteriormente será lançada também para outras plataformas.

007: Sem Tempo Para Morrer é adiado para NOVEMBRO devido ao Coronavírus

Não, você não leu errado. 007: Sem Tempo Para Morrer, a última aventura de Daniel Craig como o icônico espião James Bond, acaba de ser adiada em SETE MESES devido a preocupações a respeito da epidemia do Coronavírus. O filme já está basicamente finalizado e teria sua estreia no início de abril desse ano.

O adiamento foi informado pelo twitter oficial da franquia e os motivos citados são basicamente o que qualquer um pode esperar: bilheteria. É um fato notório que a China, país onde se originou epidemia do Coronavírus, é basicamente o maior mercado para a indústria cinematográfica ocidental, e grandes produções dos últimos anos têm feito diversas concessões (tanto na frente das câmeras quanto atrás delas) para cair nas graças desse mercado.

A decisão de adiar o lançamento de Sem Tempo Para Morrer não foi abrupta, visto que duas semanas atrás tivemos a notícia de que tanto a premiere do filme em Beijing, capital da China, quanto a turnê promocional que seria feita pelo país haviam sido canceladas pelo mesmo motivo. Como todos os cinemas chineses foram fechados devido à epidemia, não há nada mais natural para os grandes estúdios do que simplesmente adiar a estreia e não correr o risco de perder mais de 20% da bilheteria mundial.

007
Daniel Craig como James Bond

Se quiserem saber mais sobre as concessões feitas pela indústria em nome da bilheteria chinesa, recomendo esse breve artigo do South China Morning Post listando nove filmes onde tais concessões foram especialmente óbvias.

Sobre 007: Sem Tempo Para Morrer

Sem Tempo Para Morrer é o vigésimo-quinto filme da franquia 007 e, como dito anteriormente, marca a última vez que Daniel Craig interpretará o personagem-título. Situado cinco anos após James Bond se aposentar no final de 007 Contra Spectre, o filme mostra o espião voltando à ativa após seu velho amigo Felix Leiter (Jeffrey Wright) vir a ele pedindo ajuda para encontrar um cientista da CIA desaparecido. Como se pode esperar de toda situação onde Bond se mete, essa busca o levará a enfrentar uma ameaça em uma escala nunca antes vista.

Craig estreou como Bond em 2006 no aclamado Casino Royale, que também marcava um reboot da franquia em todos os aspectos (mas manteve Judi Dench como M porque sim), e então estrelou em mais três filmes do icônico espião britânico, incluindo o fenomenal Operação Skyfall em 2012.

O novo filme dirigido por Cary Joji Fukunaga (criador da ótima minissérie Maniac da Netflix) marca o retorno de Lea Seydoux e Christoph Waltz aos seus papéis de 007 Contra Spectre (respectivamente, a doutora Madeleine Swann e o vilão Ernst Stavro Blofeld), e introduz Rami Malek (protagonista da série Mr Robot) como o sinistro e misterioso antagonista Safin.

Ana de Armas (que contracenou com Craig em Entre Facas e Segredos) e Lashana Lynch (a Maria Rambeau em Capitã Marvel) também irão interpretar personagens inéditas na franquia.

007: Sem Tempo Para Morrer terá sua estreia (se não acabar ocorrendo outro imprevisto) em algum momento não-especificado de novembro de 2020.

The Batman

Matt Reeves revela o design do Batmóvel em The Batman

Pessoalmente, não me faltam motivos para confiar na competência de Matt Reeves. O diretor escalado para dirigir The Batman, a mais nova encarnação do homem-morcego nas telonas que terá Robert Pattinson na pele do personagem-título, é aclamadíssimo pelo seu trabalho em filmes como Cloverfield, Deixe-me Entrar e os dois últimos capítulos da trilogia reboot de Planeta dos Macacos.

No entanto, Reeves ainda precisa atestar essa competência para os fãs de HQs com sua nova produção cuja estreia está marcada para 2021. Após nos provocar com um teste de câmera que mostra o incomum design da batsuit que será vestida por Pattinson durante o filme, o cineasta publicou em seu Twitter oficial imagens da nova (e igualmente inusitada) encarnação do Batmóvel. Confira:

Por que dizer que esse design é inusitado? Ora, porque The Batman será a primeira vez desde 1997 (embora todos concordemos que é melhor para nossa saúde mental fingir que aquele filme nunca aconteceu) que as telas de cinema serão agraciadas por um Batmóvel cujo design realmente se assemelha a um carro (mais especificamente, um muscle car envenenado que não ficaria deslocado na garagem do Dominic Toretto).

Não me leve a mal, não tenho nada contra o visual “tanque de guerra” que temos visto em todos os filmes do homem-morcego desde Batman Begins até o fracassado DCEU (e que também serviu de inspiração para Arkham Knight), mas fico muito feliz com o empenho de Reeves para fazer com que The Batman tenha uma identidade visual própria e inconfundível.

The Batman
Quem gosta de carros deve ter adorado essa imagem em particular.

Sobre The Batman

O diretor Matt Reeves nos prometeu que The Batman será uma história completamente inédita, um suspense de investigação com fortes influências do film noir de antigamente.

Além de Robert Pattinson no papel-título, o filme contará com um grande elenco de vilões e coadjuvantes do homem morcego. Eis a pequena lista: Zoë Kravitz como Selina Kyle/Mulher-Gato; Paul Dano como Edward Nashton/O Charada; Jeffrey Wright como o Comissário James Gordon; John Turturro como o mafioso Carmine Falcone; Andy Serkis como o mordomo (e pai substituto) Alfred Pennyworth; e a escolha de elenco mais louca até agora, Collin Farrell como Oswald “O Pinguim” Cobblepot.

The Batman tem a estreia prevista para 25 de junho de 2021.

Quer ficar atento para mais notícias desse filme e de tudo que há de melhor na cultura pop? Curta a página do 1 Real a Hora no Facebook, e também não se esqueça de nos seguir no Twitter e no Instagram!

GDC 2020 é cancelada devido ao Coronavírus

Eu amo a Game Developers Conference. O evento conhecido no mundo todo pela sigla GDC reúne anualmente, desde 1988, grandes nomes da indústria dos jogos para discutir e compartilhar conhecimento a respeito das diversas nuances da mais versátil e distinta modalidade de expressão artística do mundo contemporâneo.

Fachada da GDC 2017, onde Mick Gordon apresentou a excelente palestra detalhando como concebeu a aclamada trilha sonora de DOOM (2016)

É por isso que fico bem triste em anunciar que a edição 2020 da GDC, que ocorreria entre 16 e 20 de março na cidade de San Francisco nos EUA, foi oficialmente adiada por tempo indeterminado e ainda há a possibilidade de o evento ser definitivamente cancelado este ano. O motivo (como vocês viram na manchete) é a epidemia do Coronavírus, que assola o mundo desde o início do ano e vem causando preocupação em diversas áreas da sociedade.

A sequência de eventos que culminaram nesse adiamento oficial começou quando a Sony Interactive Entertainment (que já havia cancelado sua aparição na PAX East pelo mesmo motivo) e a Facebook Gaming, além de expositores chineses, anunciaram que não participariam da GDC 2020 devido a preocupações com a saúde e segurança de seus funcionários. Logo em seguida, grandes produtoras como Activision e Kojima Productions seguiram o exemplo e retiraram a participação do evento.

Originalmente no dia 20 de fevereiro, a organização da GDC assegurou ao público que a adesão às políticas e regulações governamentais a respeito da prevenção de contágio pelo coronavírus possibilitaria “um evento seguro e bem-sucedido para a comunidade”. O cancelamento de muitos outros expositores posteriormente, no entanto, tornou o adiamento necessário.

Sobre a Game Developers Conference (GDC)

Ao contrário dos demais grandes eventos da indústria, que trazem em primeiro plano a faceta mais espetacular e mercadológica dos jogos, a GDC tem um caráter mais técnico e educativo, onde os próprios desenvolvedores discutem o processo de criação e apresentam soluções interessantes e inovadoras para auxiliar os demais profissionais e iniciantes nessa área.

As palestras dadas nas várias edições da GDC ocorridas ao longo dos anos são disponibilizadas gratuitamente no canal oficial do evento no Youtube e são divididas entre as categorias de design, programação, arte, narrativa, empreendedorismo e animação.

A organização do evento espera que, caso a epidemia do Coronavírus seja controlada nos próximos meses, eles consigam realizar a edição 2020 da Game Developers Conference entre maio e agosto desse ano.

Baldur's Gate 3

Confira a Primeira Gameplay de Baldur’s Gate 3!

Quando foi anunciado que a Larian Studios havia feito uma parceria com a Wizards of the Coast para produzir Baldur’s Gate 3, confesso que fiquei ridiculamente ansioso. Como não ficar ridiculamente ansioso quando se descobre que a continuação para a franquia mais importante da história dos CRPGs estaria nas mãos dos criadores de Divinity: Original Sin 2, que muitos consideram ser o melhor CRPG da atualidade?

No evento PAX East 2020, finalmente tivemos nossa curiosidade saciada por uma revelação bastante substancial a respeito do que podemos esperar da próxima aventura ambientada no mundo mais icônico da franquia Dungeons & Dragons.

Além do vídeo de abertura logo acima, a Larian nos trouxe mais de uma hora de gameplay de Baldur’s Gate 3, onde podemos ver a altíssima qualidade dos gráficos e das diversas mecânicas apresentadas.

O Que Esperar de Baldur’s Gate 3?

O vídeo de abertura mostrado na PAX East mostra que uma nova ameaça está à espreita na Costa da Espada: os Illithid (ou Esfoladores de Mentes). Muitos anos se passaram desde que os heróis originais derrotaram o diabólico Jon Irenicus ao final de Baldur’s Gate II: Shadows of Amn, e o novo capítulo será situado na era atual da ambientação Forgotten Realms.

Antigos governantes do Plano Astral desde tempos imemoriais, os aterrorizantes Illithid se tornaram habitantes do Underdark após serem expulsos de seu império milenar pelos Githyanki.

Após muitos anos no exílio, os Esfoladores de Mentes redescobriram o segredo por trás das colossais embarcações Nautiloides e resolveram partir na ofensiva para reconquistar o que é deles por direito.

Naturalmente, os humanos e demais raças que habitam a superfície vão ficar no fogo cruzado e serão usados como alimento e matéria-prima para produzir novos Esfoladores de Mentes. É aí que você entra, como parte da “matéria-prima” que conseguiu escapar da conversão.

No momento que você vai criar um personagem, notamos que a Larian está aplicando um pouco da própria experiência disponibilizando personagens pré-montados com Origin Stories específicas para si, bem semelhante ao que vimos em Divinity: Original Sin 2.

Para quem prefere fazer um personagem totalmente novo, Baldur’s Gate 3 possui um sistema de criação bastante detalhado, tanto no que diz respeito aos atributos e habilidades que se espelham na Quinta Edição de Dungeons & Dragons, quanto nas questões estéticas que tiram vantagem da alta fidelidade gráfica.

Baldur's Gate 3
Sim, você pode jogar como um Tiefling e deixá-lo assustadoramente parecido com o personagem de Tim Curry no filme “A Lenda”.

Por falar na Quinta Edição de D&D, vale mencionar que esse sistema irá permear todas as facetas da experiência no jogo: o combate baseado em turnos, as mecânicas de diálogo com NPCs, interação com objetos no cenário, tudo que você faz em Baldur’s Gate 3 envolverá os sistemas com os quais você está acostumado no RPG de mesa.

Por fim, a Larian Studios se certificou de fazer com que todas as linhas de diálogo fossem acompanhadas pelo melhor que o estúdio pode oferecer em questão de dublagem e captura de movimento. Antes que vocês pensem que isso é apenas uma promessa vazia, eu gostaria de lembrá-los que Divinity: Original Sin 2 foi lançado com cerca de 74.000 falas totalmente dubladas por alguns dos melhores dubladores e atores teatrais no Reino Unido.

Baldur’s Gate 3 será lançado na Steam ainda esse ano através do programa de Acesso Antecipado. Para mais notícias sobre esse jogo e muito mais a respeito da cultura pop, fique atento ao nosso site e às nossas redes sociais!

Plague Inc

Plague Inc. é Removido da App Store Chinesa

É oficial, meus amigos! Plague Inc. se juntou ao seleto grupo de coisas que ofendem o orgulho da República nem um pouco Popular da China. O (realmente) popular jogo de estratégia em tempo real, que recentemente tem feito bastante sucesso no país, agora divide um espaço privilegiado com ilustres conceitos como o Ursinho Pooh, a liberdade de expressão e os direitos humanos básicos.

A desenvolvedora de Plague Inc, a Ndemic Games, lançou hoje mesmo uma declaração oficial explicitando os motivos que teriam levado o Governo Chinês a remover o jogo da App Store do país. Segundo eles, a remoção se deve ao fato de que Plague Inc. “inclui conteúdo que é ilegal na China de acordo com as disposições da Administração Ciberespacial da China.”

Ainda no texto da declaração oficial, eles seguem dizendo que não é claro se a remoção do jogo nas lojas virtuais chinesas se deve à recente epidemia do Coronavírus que vem assolando o país (embora todos saibamos que existe sim uma correlação entre as duas coisas).

Sobre Plague Inc. e o Coronavírus

Para quem não sabe, Plague Inc. é um jogo 4X de Estratégia em Tempo Real onde os jogadores são encarregados de evoluir um patógeno fictício, escolhendo a dedo as características do mesmo, e posteriormente exterminar a população mundial antes que alguém possa desenvolver uma cura.

Em janeiro desse ano, foi observado um pico na demanda de Plague Inc. graças ao surto do Coronavírus, que se iniciou em Wuhan devido a uma curiosa iguaria da região. As pessoas tanto dentro da China como de fora do país foram compelidas a procurar esse jogo por curiosidade a respeito das propriedades do Coronavírus.

A demanda foi tão grande que a desenvolvedora Ndemic Creations precisou lançar uma declaração em seu Twitter oficial esclarecendo que o jogo não se tratava de um modelo científico.

Plague Inc
Declaração oficial da Ndemic sobre o Coronavírus

Para informações confiáveis sobre o Coronavírus, recomendamos visitar as páginas oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que contêm dados e recomendações essenciais para entender melhor o novo patógeno e evitar o contágio.

Agora, se você não está na China e ainda não conseguiu juntar dinheiro suficiente para se refugiar na Groenlândia, fique sabendo que Plague Inc. está disponível gratuitamente para Android e iOS. Uma versão premium do jogo chamada Plague Inc: Evolved (que inclui gráficos aprimorados e um modo multiplayer competitivo) está disponível na Steam por R$27,99.

Por que amamos a série Castlevania? | Uma Breve Retrospectiva (Seasons 1 e 2)

Me lembro com clareza daquele tempo. Os turbulentos dias que precederam o lançamento da primeira temporada de Castlevania, série animada da Netflix baseada na icônica franquia homônima de jogos de ação e aventura. Confesso que eu não estava muito otimista. Na verdade, estava esperando pelo pior.

No remoto ano de 2017 as últimas grandes adaptações de videogames para as telas haviam sido Assassin’s Creed e Warcraft, ambos filmes com grandes ambições que não puderam ser realizadas devido a uma execução cheia de problemas. Nosso patamar de qualidade para produções desse estilo era o filme Mortal Kombat de 1995 dirigido por Paul W S Anderson, e o fato de que esse cara era tratado como patamar de qualidade pra algo já é prova suficiente de que o cenário era bem precário.

Naquele momento, Castlevania veio como um estrondo e trouxe consigo uma mensagem revolucionária: adaptações de videogames podem ser boas. Podem ser sensacionais, na verdade.

Atualmente, a série que ninguém esperava é uma das produções mais bem-sucedidas da Netflix, conquistando uma legião de fãs e colocando o estúdio Powerhouse Animation no mapa (ano passado eles lançaram na Netflix uma produção própria chamada Seis Punhos, que eu gostei muito). Pode-se dizer, também, que Castlevania revitalizou o conceito de séries animadas para o público adulto, visto que essas até pouco tempo antes se resumiam a comédias com humor impróprio.

Como um aquecimento para a terceira temporada que será lançada em breve no dia 5 de março, resolvi assistir a totalidade da série DUAS vezes (uma sozinho e a outra com a minha mãe porque ela é foda) com o intuito de fazer uma retrospectiva e detalhar o porquê de eu achar Castlevania uma produção incrível que merece toda a aclamação que possui.

Primeiramente: como esse fenômeno ímpar da cultura pop sequer foi possível? Bom, tudo começou com um homem bem excêntrico, que até então era mais conhecido por produzir alguns filmes de baixo orçamento e curtas satíricos não-autorizados para o Youtube…

Um Pouco de História Para Vocês

Esse rapaz indiano segurando um martelo e vestindo uma camiseta d’O Justiceiro enquanto ostenta uma maquiagem inspirada no personagem O Corvo é Adi Shankar, o gênio que nos trouxe Castlevania. Apesar de seu nome ter caído na boca do povo apenas nos últimos anos, esse cara tem atuado em Hollywood desde 2010 como produtor de diversos longas como Dredd, As Vozes e Bodied (este último produzido em parceria com o rapper Eminem).

Fora da esfera hollywoodiana, Adi Shankar mantém em atividade desde 2012 um curioso projeto pessoal conhecido como The Bootleg Universe. Esse projeto sem fins lucrativos consiste em uma série de curtas-metragens publicados no Youtube onde alguma franquia famosa é reinterpretada de forma satírica e sombria. O primeiro curta dessa série é o excelente Dirty Laundry, que estrela Thomas Jane como o anti-herói O Justiceiro (um papel que ele mesmo interpretou no filme de 2004).

Até esse ponto o jovem produtor já havia provado sua competência inúmeras vezes, mas foi só em fevereiro de 2015 que o nome “Adi Shankar” se tornou um verdadeiro tópico de discussão, graças ao polêmico “bootleg” POWER/RANGERS. Esse curta era uma reimaginação sombria e adulta da série Mighty Morphin’ Power Rangers, trazendo os heróis originais como adultos traumatizados pela guerra.

O vídeo de 14 minutos estrelado por James Van der Beek foi recebido de forma bastante positiva pelos fãs da franquia mas deixou o criador da mesma, Haim Saban, deveras irritado. O líder da gigante Saban Entertainment tomou conhecimento da homenagem e, ao invés de aceitá-la como qualquer ser humano decente faria, exigiu que o vídeo fosse retirado de todas as plataformas de distribuição. Como você pode ver logo abaixo, o vídeo foi eventualmente restaurado e pode ser visto em toda a sua glória:

Haim Saban é um idiota.

Foi nessa mesma época que Adi Shankar resolveu levar seu característico entusiasmo com franquias clássicas ao próximo nível, e tomou as rédeas de uma produção que se encontrava em development hell desde 2007.

Esse projeto envolvia um contrato com o ilustre roteirista Warren Ellis para desenvolver uma adaptação do jogo Castlevania III: Dracula’s Curse na forma de um longa-metragem a ser lançado diretamente em vídeo. Sob o comando de Shankar, o projeto evoluiu para uma série e eventualmente foi comprado pela Netflix. O resto, como vocês já sabem, é História.

Achei interessante falar sobre Shankar antes de mais nada nesse texto porque realmente considero ele uma pessoa digna de admiração graças à sua espontaneidade: algo que observei ser bem consistente em todas as facetas da vida desse cara é o fato de que ele simplesmente não liga para as opiniões alheias e faz o que lhe “dá na telha”.

Por um lado temos o fato de que ele gosta de se maquiar em homenagem ao seu personagem favorito, e por outro temos a abordagem peculiar dele em relação à indústria. Adi Shankar é um cara que genuinamente se preocupa com a arte nos projetos que ele financia e produz, dando total liberdade para os criadores conceberem as histórias mais sombrias e absurdas que conseguirem. Ele produz as obras que ele mesmo gostaria de assistir, e dane-se o público médio.

Uma dessas obras produzidas com uma paixão incontestável pela arte e sem a menor consideração pelo aspecto mercadológico é a obra-prima Castlevania.

ATENÇÃO: A PARTIR DESTE MOMENTO HAVERÃO SPOILERS PARA AMBAS AS TEMPORADAS DE CASTLEVANIA. SE VOCÊ PRETENDE ASSISTIR, FECHE ESSA JANELA E VOLTE QUANDO TIVER VISTO TUDO. ESTAREMOS AQUI TE AGUARDANDO!

Adaptando Castlevania

No primeiro episódio da série Castlevania todos os elementos integrais para a trama são estabelecidos: no ano de 1455, a mulher humana Lisa de Lupu vai ao castelo do vampiro Vlad Drácula Tepes na Valáquia, com o intuito de convencê-lo a ensiná-la medicina enquanto ela o ensina a respeitar a humanidade. Vinte anos se passam e cortamos para a cidade de Targoviste, onde Lisa está sendo executada pela Igreja sob acusações de bruxaria (que na verdade se referem à prática de medicina).

Descobrimos que Lisa e Drácula se apaixonaram durante esse período, se casaram e tiveram um filho juntos, e que Drácula havia passado um tempo fora “viajando como um homem” para aprender mais sobre a humanidade. Quando retorna à aldeia de Lupu e encontra a casa de Lisa destruída, Drácula descobre sobre a execução de sua amada e resolve se vingar da humanidade de uma vez por todas.

Drácula dá o prazo de um ano para as pessoas fazerem as pazes com seus próprios pecados, durante o qual ele mesmo juntaria um exército das profundezas do inferno para eventualmente fazer chover sua vingança quando o prazo supracitado expirasse.

É uma premissa intrigante que apresenta Drácula como um vilão trágico com quem você pode sentir empatia mesmo concordando que ele é um monstro irredimível, e foi uma adição completamente original para a adaptação da Netflix. Sim, confesso que todos esses parágrafos tiveram o intuito de introduzir o processo criativo de Warren Ellis ao criar o enredo da série Castlevania.

Antes de tudo, vale reiterar que as primeiras duas temporadas da série são teoricamente uma adaptação do jogo Castlevania III: Dracula’s Curse que foi lançado em 1989. Nos anos iniciais da franquia Castlevania, a narrativa não era uma preocupação muito grande e se estendia a uma breve sinopse para justificar o jogador andar por vários estágios destruindo candelabros e batendo em zumbis com um chicote.

Aí entra Warren Ellis (um dos melhores escritores de quadrinhos na minha nada humilde opinião) com a missão de transformar essa casca vazia em uma história digna de ser serializada. É bem claro que Ellis fez uma pesquisa extensiva sobre a franquia e teve uma boa dose de liberdade criativa, pois abordagem empregada por ele na adaptação não teria sido possível de outro modo.

Ao invés de se manter próximo à lore pré-estabelecida pelos jogos e manter as caracterizações fiéis, Ellis fez exatamente a mesma coisa que eu gostava de fazer quando criança ao jogar algum jogo arcade cheio de lacunas na trama: preencheu as lacunas e escolheu a dedo elementos de destaque (não necessariamente conectados entre si no material-base) para que a história resultante ficasse o mais interessante possível.

Além disso, o estilo de escrita característico de Warren Ellis (ácido, satírico e sem o menor pudor para lidar com tópicos mais sombrios) traz à série uma identidade própria que é bem diferente do clima de “romance gótico” que predominava nos jogos encabeçados por Koji Igarashi. Simplesmente genial.

Trevor Belmont: Um Herói Imperfeito

Com exceção do primeiro episódio, a primeira temporada de apenas quatro episódios é toda sobre o caçador de vampiros Trevor Belmont (Richard Armitage). Introduzido como um bêbado errante, Trevor é o último sobrevivente de uma família excomungada pela igreja devido à sua relação com as forças da escuridão.

A evolução do protagonista ao longo da temporada se dá por um arco bastante simples mas contado de forma que gera grande investimento emocional por parte de quem assiste: devido à forma como sua família foi escorraçada pela igreja e pelo povo da Valáquia, Trevor inicialmente só busca ir de um lugar a outro para beber e dormir enquanto espera a própria morte, fingindo não se importar com o mundo à sua volta. A palavra-chave nesse caso é fingindo.

O que torna Trevor Belmont um protagonista tão interessante é o fato de que seu arco não consiste em uma mudança na sua personalidade, mas sim na aceitação da mesma: através de suas interações com o povo, das suas descobertas referentes à corrupção na igreja, à verdadeira extensão da destruição causada por Drácula e à possibilidade de ainda haver bondade mesmo em tempos sombrios, Trevor finalmente perde o medo de ostentar sua identidade como um Belmont e assume o papel heróico que nasceu para desempenhar.

Mesmo essa transição ocorrendo em um curtíssimo espaço de tempo, ela se dá de uma forma surpreendentemente orgânica e completa, auxiliada por um visual storytelling sutil e impecável demonstrada pelas evoluções no character design e na linguagem corporal de Trevor ao longo da temporada.

Na segunda temporada de Castlevania, no entanto, Trevor Belmont perde todo esse protagonismo e dá espaço para que os demais membros do elenco possam se desenvolver melhor. Essa decisão não agradou a todos, mas eu pessoalmente achei ela bem acertada pois o arco de Trevor na primeira temporada já estava praticamente completo e não havia muito mais a ser explorado sobre ele durante essa fase da história, fora o desenvolvimento dos relacionamentos entre ele e seus companheiros.

Sypha e Alucard: Coadjuvantes Perfeitos

A equipe que Trevor forma ao longo da primeira temporada é composta por Sypha Belnades (Alejandra Reynoso), uma garota com habilidades mágicas, e Adrian Tepes (Alucard, dublado por James Callis), o único filho de Drácula e sua amada Lisa. Ambos já estavam presentes em Castlevania III: Dracula’s Curse como aliados de Trevor, e Alucard posteriormente retornou à franquia em 1997 como protagonista do icônico Symphony of the Night.

Na série da Netflix, Warren Ellis faz desses personagens mais do que meros coadjuvantes e adiciona camadas muito bem-vindas de personalidade a eles, tanto individualmente quanto no âmbito da conexão desenvolvida entre os três no breve espaço de tempo que passam juntos.

Sypha Belnades foi uma personagem basicamente construída do zero. Sypha é membro de uma tribo de Oradores, nômades cuja cultura gira em torno da transmissão e preservação do conhecimento através da oralidade, e conhece Trevor Belmont após este resgatá-la das mãos de um ciclope que a havia transformado em pedra.

Inicialmente irritada pelos modos grosseiros de Trevor, Sypha desenvolve um afeto pelo caçador à medida que observa seu companheiro abandonar essa postura desleixada e descobre mais sobre os fatores que o levaram a se tornar aquele homem amargo que ela conheceu na primeira temporada. Isso leva ao traço de personalidade determinante em Sypha: empatia.

Sypha possui uma capacidade sem igual para sentir empatia por seus pares e deduzir com precisão o que se passa no coração de cada um, mesmo que eles próprios desconheçam ou reprimam tais sentimentos. Não se trata de uma habilidade oriunda dos seus estudos mágicos, mas da própria índole dela e de sua criação como Oradora (uma cultura fundamentalmente baseada no diálogo e no entendimento), e essa característica dá a Sypha Belnades o papel fundamental de manter o grupo unido mesmo em face das adversidades.

Adrian Tepes, por outro lado, é um personagem mais complexo com uma história bem desenvolvida ao longo de suas aparições nos jogos. Adotando para si mesmo a alcunha de Alucard para simbolizar sua oposição a tudo que seu pai Drácula faz e representa, o Adrian que vemos aqui ainda não concluiu a jornada que o transformaria no estóico protagonista de Symphony of the Night.

O jovem Alucard mal teve tempo de viver o luto por sua mãe Lisa Tepes, sendo gravemente ferido por seu próprio pai durante um conflito ocorrido no mesmo dia da morte de Lisa, e logo em seguida se refugia em um sono profundo durante cerca de um ano antes de ser despertado por Trevor Belmont e Sypha Belnades. Ao despertar, Alucard imediatamente se depara com os exércitos de Drácula espalhando caos e destruição por Valáquia, e percebe que matar seu próprio pai é a única solução para o conflito.

É impossível não sentir pena de Alucard nessa situação. A vida de Adrian Tepes é uma constante sucessão de tragédias, e o rapaz mal tem tempo de chorar a morte da própria mãe, pois precisa honrá-la matando a única família que lhe restou. Pode-se ver que o personagem faz um tremendo esforço para reprimir sua raiva e manter seus ideais em primeiro plano, para proteger uma humanidade que não lhe trouxe nada além de dor e sequer demonstraria gratidão quando tudo acabasse.

Esse conflito transparece de forma bastante sutil ao longo da segunda temporada, recorrendo a poucas linhas de diálogo, cinematografia e linguagem corporal para comunicar esse tema, e culmina na cena final da segunda temporada, onde Alucard se senta sozinho em um quarto vazio e desaba em lágrimas ao lembrar dos momentos felizes que viveu com sua família. Um belíssimo soco no estômago.

A Corte de Drácula: Agentes da Vingança

A segunda temporada de Castlevania é, sem dúvida alguma, a temporada dos vilões. Nós passamos muito mais tempo explorando a corte de Drácula, conhecendo o dito cujo e os demais vampiros e humanos que compõem o exército da escuridão, do que acompanhando a jornada de Trevor Belmont e seus companheiros.

Antes de tudo, precisamos falar do próprio Drácula. Dublado pelo veterano Graham McTavish, o Conde Vlad Drácula Tepes nessaa adaptação animada entra facilmente na lista dos vilões mais complexos da atualidade graças às liberdades criativas que Warren Ellis tomou em sua caracterização.

Não se engane, Drácula ainda é um monstro irredimível, mas na série ele é muito mais que isso: um homem cujos preconceitos não o impediram de se abrir para enxergar o lado bom da humanidade; um monstro que desafia a própria natureza ao conhecer o amor, e acaba cedendo a ela quando perde aquilo que ama; um marido e pai que vive o luto da única forma que sabe; um líder carismático que cativou monstros e mortais para se unirem à sua causa; e um velho cansado que perdeu a vontade de viver e deseja levar o resto do mundo consigo.

São várias facetas de um vilão caracterizado de forma impecável, e há uma coesão na forma como cada uma dessas características é trazida à tona no clímax da segunda temporada. Por exemplo: durante sua batalha final contra Alucard, é a melancolia do próprio vilão que o leva à ruína. O súbito arrependimento de Drácula pode parecer súbito, mas não é abrupto, pois todas as informações trazidas pelo enredo até então apontavam para ele como uma conclusão inevitável.

A Corte de Drácula, por sua vez, é uma extensão da faceta imponente e carismática presente no vilão. Além dos vampiros de todo o planeta que se curvam à bandeira de Vlad Tepes, temos a inusitada inclusão dos Mestres Forjadores Hector (Theo James) e Isaac (Adetokumboh M’Cormack), respectivamente o protagonista e o vilão do subestimado Castlevania: Curse of Darkness para o Playstation 2. Admito que fiquei bem surpreso quando eles foram apresentados nessa adaptação como os responsáveis por reabastecer o exército das profundezas através da necromancia, e adorei o que fizeram com a caracterização deles.

Hector e Isaac possuem ideologias diametralmente opostas no que diz respeito à condição humana e aos rumos a serem tomados pela guerra, mas ocupam lugares igualmente importantes como confidentes de Drácula devido a uma característica em comum: ambos rejeitaram a humanidade e não se importam em guerrear contra a própria espécie. A pluralidade de perspectivas que Ellis apresenta, mesmo dentro de uma organização indiscutivelmente maligna, faz com que a audiência fique igualmente investida em todos os lados do conflito principal.

Hector (à esquerda) e Isaac (à direita) são reinterpretados de forma sensacional por Ellis

E por falar em conflito principal, precisamos mencionar Godbrand (Peter Stormare) e Carmilla (Jaime Murray). Ao longo da segunda temporada, a corte vampiresca é tomada por uma vocal dissidência representada pelo vampiro viking e pela monarca de Estíria, sendo que esta posteriormente arquiteta um complexo plano para manipular Hector, trair Drácula e tomar as rédeas da guerra contra os seres humanos.

Essa dissidência é justificada pelo fato de Drácula estar visando o completo extermínio da humanidade, sendo que os demais vampiros a consideram como uma valiosa fonte de alimentos (embora não seja a única). Godbrand revela suas intenções para Isaac, involuntariamente contribuindo para semear desconfiança na corte, e acaba morto pelo Mestre Forjador.

A traição de Carmilla no entanto se dá de forma incompleta pois, mesmo que as forças de Estíria tenham acabado com boa parte daqueles ainda leais a Drácula, um feitiço de teletransporte conjurado por Sypha Belnades impediu que Carmilla capturasse o castelo para si.

A construção de um elenco de vilões tão diverso a princípio me pareceu um pouco distrativa, mas a série não só consegue manter o foco na narrativa que pretende contar, como também trabalha em prol da sua longevidade e facilita para que futuras histórias situadas nesse universo tomem rumos inusitados e evitem repetir uma mesma fórmula.

O Futuro de Castlevania

No último episódio da segunda temporada, todas as peças são posicionadas para a terceira temporada de Castlevania, que com certeza trará um conflito inédito para a franquia como um todo. Warren Ellis, através de seu modus operandi onde escolhe a dedo diversos elementos conhecidos e os sintetiza em uma história coesa, conseguiu levar a série para além da clássica fórmula “Belmont versus Drácula” e abriu possibilidades para algo muito mais expansivo e interessante.

Ao final do último episódio, temos amostras do novo status quo dos protagonistas: Trevor Belmont e Sypha Belnades partem em sua jornada para combater os monstros que ainda vagam pela Terra e saber mais a respeito da corrupção que vem consumindo a Igreja em Valáquia; e Alucard decide, com a bênção de Trevor, permanecer no castelo de seu pai como guardião de todo o conhecimento contido tanto em sua biblioteca quanto no antigo santuário Belmont que fica logo abaixo do local para onde o castelo se transportou.

Enquanto isso, Carmilla toma Hector como seu escravo para que ele forje um exército sombrio para lutar sob a bandeira de Estíria; e Isaac, após ser transportado para uma terra longíqua por Drácula, decide começar seu próprio exército para vingar seu mestre e retomar sua campanha de extermínio.

Eu não faço a menor ideia de como essa trama pode continuar, pois não há precedente nos jogos para algo assim (embora haja vários elementos nessa premissa que remetam a Curse of Darkness), e isso é ótimo. Essa sensação de incerteza foi potencializada pelo trailer lançado duas semanas atrás, e se há qualquer certeza sobre o que veremos no próximo dia 5 de março, é a certeza de que Castlevania continuará surpreendente.

Batman Ninja

Batman Ninja ganhará uma adaptação para o teatro!

Ninguém pode negar que Batman Ninja é o filme mais bizarro em todo o repertório das animações originais da DC. O longa-metragem lançado em 2018 foi roteirizado por Kazuki Nakashima (de Gurren Lagann e Kill la Kill) e conta com personagens desenhados por Takashi Okazaki (de Afro Samurai), e isso já bastaria pra qualquer fã de animes ter uma ideia do quão excêntrica é essa experiência mesmo sem tê-la vivenciado.

Agora parece que a experiência de Batman Ninja será levada para além das telas: a aventura do cruzado encapuzado no Japão Feudal com lutas de “megazords” será adaptada para uma peça de teatro! O perfil da Otaku USA Magazine no Twitter compartilhou ontem (20 de fevereiro) a notícia de que essa nova versão da inusitada história será exibida entre outubro e dezembro de 2020.

Lembremos que essa prática de adaptações teatrais para produções animadas não é algo tão incomum: animes de sucesso têm um histórico bastante extenso de serem trazidos para o teatro na forma de espetáculos de alto orçamento, a exemplo da série Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba que recebeu esse tratamento recentemente.

Cartaz de anúncio da peça

Sobre Batman Ninja

Batman Ninja é uma produção totalmente original do repertório de longas animados da DC, que mistura CGI e — por um breve momento — animação tradicional em aquarela para criar uma narrativa diferente de tudo que você já viu do Cavaleiro das Trevas.

A história se inicia quando Batman, durante um confronto com o Gorila Grodd, acaba transportado de volta no tempo para o Japão Feudal junto à sua icônica galeria de antagonistas e coadjuvantes. Vilões como o Coringa, o Pinguim e o Duas-Caras se tornaram poderosos senhores feudais que detêm o controle de diferentes regiões do país, e então o homem-morcego precisa se adaptar à nova (antiga?) situação e partir para a guerra, pois só assim conseguirá voltar para casa e restaurar o curso da História.

Batman Ninja está disponível para assistir agora mesmo na plataforma de streaming Netflix.

Sonic

Sonic: O Filme — Lá Vem, Com Todo o Gás | Review

Você com toda a certeza já ouviu falar do Sonic. Sabe o raio azul, que vai de norte a sul e é o mais veloz que há? Então, estamos falando dele mesmo. Aparentemente algum executivo na Paramount achou que seria uma boa ideia produzir um filme live-action estrelando o icônico ouriço alienígena da SEGA, e essa ideia foi concretizada.

Sabendo o histórico… imperfeito… das adaptações de jogos eletrônicos para as telonas do cinema, fui assistir Sonic: O Filme com os dois pés atrás esperando um desastre. Na pior das hipóteses, pelo menos o balde de pipoca que veio junto ao combo do filme era legal. Ele tem um LED azul na base, achei muito bonitinho e não resisti. Ok, onde estávamos?

Credo.

OPA, SONIC ERRADO!

Esqueci de mencionar uma última coisinha sobre esse filme antes de começar: originalmente, o design do Sonic era (por falta de um termo melhor) horroroso, como vocês podem observar na imagem acima.

A reação do público foi ridiculamente negativa, como vocês podem imaginar, e o diretor Jeff Fowler respondeu às críticas adiando o lançamento do filme e mobilizando a equipe de efeitos visuais para fazer um redesign completo do personagem. O esforço extra rendeu bons frutos, como dá pra ver na imagem em destaque desse review.

Por falar em review, já está passando da hora de começar, então mãos à obra!

Bem melhor agora, né?

Comecemos resumindo minha experiência com uma revelação bombástica que provavelmente mudará toda a sua percepção sobre o universo: Sonic: O Filme é um ótimo blockbuster produzido com evidente amor pelo material-base e que conta com uma narrativa divertida e bem-executada que pode ser apreciada por toda a família. Aposto que vocês não esperavam por essa, né?

O filme começa in medias res com o nosso herói azul fugindo do maligno Doutor Ivo Robotnik (interpretado por ninguém menos que Jim Carrey) nas ruas de San Francisco. Antes que você possa terminar de formular a pergunta “como as coisas chegaram a esse ponto?”, o próprio Sonic nos dá a resposta e conta sobre como foi parar na Terra.

Basicamente, o velocista azul nasceu com um poder cobiçado por “criaturas do mal” dotadas de uma espantosa semelhança com outro personagem da franquia e precisou fugir para o nosso planeta ainda criança através de um “anel-portal” (a forma que eles arrumaram pra adaptar os “anéis de pontuação” dos jogos clássicos).

Ele podia muito bem estar recitando Shakespeare nesse momento.

Aqui na Terra, o ouriço azul se escondeu nos arredores da pacata cidade de Green Hills (temos que admirar a sutileza desse fan service) e literalmente vive na companhia de si mesmo desde então, limitando suas interações com os habitantes a “amizades” unilaterais. Certo dia, Sonic fica bem frustrado com sua solidão e provoca um blecaute gigantesco. O governo dos EUA fica preocupado com a natureza desse apagão e aciona o Doutor Robotnik para encontrar a fonte porque motivos.

Ao descobrir que está sendo perseguido, Sonic vai à casa do xerife Tom Wachowski (James Marsden), que acidentalmente atira no ouriço com um dardo tranquilizante e faz com que ele tropece e derrube sua bolsa de anéis através de um portal (também criado por acidente) para a cidade de San Francisco. Com essa premissa, você já pode imaginar praticamente tudo que acontece posteriormente no enredo.

É uma narrativa simples, sem muitas surpresas e que opera sob uma lógica flexível que pode ser comparada a desenhos matinais, mas a sinceridade e a consistência na execução dessa narrativa são justamente o que torna Sonic: O Filme uma experiência tão prazerosa no cinema.

Sonic e Tom “Lorde Donut” Wachowski viajam para San Francisco sem a menor ideia do que está logo atrás deles.

Nesta época onde uma profusão de blockbusters baseados em propriedades intelectuais icônicas sofrem com os mesmos problemas graves de ritmo, Sonic surpreende ao destilar a fórmula road trip ao máximo, resultando em um enredo que se move em um ritmo rápido (até por que se não fosse rápido seria bem irônico) e constante ao longo de todas as suas “viradas”.

Claro, o mero fato de ser um filme road trip com uma estrutura sólida não basta para te convencer a assistir Sonic. Mas se você já não for fã da franquia e ainda está em dúvida sobre assistir o longa, deixe-me dizer duas palavras para te motivar: Jim Carrey.

Essa é provavelmente a performance mais hilária do cara desde que ele protagonizou O Máskara, e é visível que Jim está se divertindo horrores como o maquiavélico Dr Robotnik. Cada cena protagonizada pelo vilão transborda energia, e é impossível não sorrir quando Jim Carrey prova com tranquilidade que, aos 58 anos, ainda é capaz de atuar com uma fisicalidade comparável à que ele possuía no auge de sua carreira.

Esse cara sozinho já justifica o preço do ingresso. Sim, ele é bom DAQUELE tanto.

Resumindo: O Que Achei de Sonic?

Não há muito mais a se dizer sobre Sonic: O Filme. É uma história simples para ser apreciada com toda a família, que dá vida a um personagem clássico de forma que respeita os fãs e o material-base mas não proporciona grandes surpresas, se sustentando nas interações entre os personagens e (principalmente) no carisma magnético de Jim Carrey para carregar a história.

O fato de terem optado por uma estrutura mais simples certamente funcionou a favor desse filme, abrindo margem para que a Paramount decida assumir maiores riscos em uma eventual sequência.

No entanto, aconselho uma coisinha: se você for assistir a esse filme, aguarde até depois dos créditos para algo capaz de levar qualquer fã de Sonic à loucura. Digo isso porque o fanboy dentro de mim veio à loucura instantaneamente (quando cheguei em casa para escrever esse texto, acabei reinstalando Sonic Mania sem querer), e também porque aquela revelação é uma maravilhosa promessa para o futuro tanto dessa franquia quanto das demais adaptações de jogos para o cinema.

Diablo

Diablo irá ganhar série animada para a Netflix!

A Blizzard Entertainment está passando por um momento difícil no que diz respeito à credibilidade com os fãs. Entre o anúncio controverso de Diablo Immortal e o fiasco que foi o lançamento de Warcraft III: Reforged, pode-se dizer que a empresa precisa desesperadamente fazer um esforço a mais para recuperar parte da sua outrora ilibada reputação.

De acordo com informações que a Gamespot descobriu através do perfil de Nick van Dyk (co-presidente da Activision Blizzard Studios, favor não confundir com Dick van Dyke) no Linkedin, a gigante desenvolvedora de jogos está de fato fazendo esse esforço (e parece estar no caminho certo).

De acordo com a descrição de van Dyk em seu perfil, a quintessencial franquia de ARPGs Diablo receberá um tratamento “em estilo anime” na forma de uma série que se encontra até o momento em pré-produção e será lançada mundialmente através da plataforma de streaming Netflix. Havia uma profusão de rumores a respeito disso há um bom tempo, mas o que temos agora é o mais próximo de uma confirmação oficial que poderemos testemunhar no momento.

Arte conceitual de Diablo IV, o próximo capítulo da franquia.

E não é só Diablo!

Mais abaixo na descrição, é mencionado que van Dyk “desenvolveu e vendeu uma série animada baseada na franquia Overwatch da Blizzard“, junto ao seu parceiro criativo. Nada formal foi anunciado a respeito dessa série, e a descrição não indica a quem essa série teria sido vendida. Imagina-se que ela siga a linha dos curtas-metragens frequentemente publicados pela Blizzard Entertainment para desenvolver a história e os personagens do jogo.

Vídeo de anúncio de Overwatch 2

A Activision também vem trabalhando em um “universo cinematográfico” baseado na franquia Call of Duty, que segundo notícias recentes foi posto em espera. O primeiro filme desse universo seria dirigido por Stefano Sollima (Sicario: Dia do Soldado) e roteirizado por Scott Silver (Coringa).

Magic: The Gathering

XXVI Campeonato Mundial de Magic: The Gathering acontece neste fim de semana no Havaí

Os mais de 40 milhões de membros da colossal comunidade de Magic: The Gathering, o card game mais jogado do mundo, estarão com seus olhos voltados para a paradisíaca cidade de Honolulu, famosa por suas ondas perfeitas, durante o próximo fim de semana. A capital do Havaí, no período de 14 a 16 de fevereiro, será palco do Magic World Championship XXVI, que reúne 16 jogadores que almejam conquistar o título de campeão mundial de Magic: The Gathering e um prêmio individual de US$ 300 mil, o maior em toda a história do evento.

A premiação total do Magic World Championship, promovido pela Wizards of the Coast, será de US$ 1 milhão.

Confira o trailer oficial do evento:

Entre os competidores dessa edição está o brasileiro Paulo Vitor Damo Rosa (vulgo PV), vencedor de diversos eventos competitivos aqui nas terras tupiniquins que agora arrisca seu primeiro título mundial. Além de PV estão na disputa outros três membros da Magic Pro League (MPL) que, como ele, obtiveram a melhor classificação na Liga em 2019; os quatro melhores colocados pelo sistema de ranking de Mythic Points (pontuação obtida em eventos competitivos físicos e digitais do jogo); os vencedores de cada um dos sete campeonatos do circuito Mythic Championships; e o vencedor da última edição, o espanhol Javier Dominguez.

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Lista completa dos participantes.

A competição será realizada nos formatos standard e booster draft de Theros Beyond Death, e todas as partidas do Magic World Championship XXVI serão transmitidas pelo canal oficial da Wizards na Twitch. Para mais informações sobre o XXVI Campeonato Mundial de Magic: The Gathering, clique aqui.

Sobre Magic: The Gathering Arena

Magic: The Gathering Arena é o primeiro jogo eletrônico desenvolvido internamente na Digital Games Studio, da Wizards of the Coast. O jogo consiste em uma experiência completa de Magic: The Gathering, que adapta fielmente as regras do card game original, e conta com suporte constante de conteúdo para as novas coleções de cards. O jogo foi projetado e construído para o ambiente digital sem que comprometesse a essência do gameplay.  Todos os elementos do design do jogo têm como foco proporcionar uma experiência dinâmica e engajadora, para oferecer aos jogadores e espectadores partidas rápidas, empolgantes e descomplicadas. Para mais informações, visite o site oficial e também assista às nossas livestreams lá na nossa página do facebook.

Warcraft III: Reforged

Presidente da Blizzard culpa expectativas da comunidade pelo fracasso de “Warcraft III: Reforged”

O ano de 2020 mal começou e já temos uma história que certamente estará no top 10 de maiores fiascos da indústria dos games nessa década: Warcraft III: Reforged, o muito aguardado remaster/remake de um dos jogos de Estratégia em Tempo Real (RTS) mais aclamados de todos os tempos.

O lançamento de Reforged foi um desastre tão monumental que os fãs furiosos até quebraram o recorde para a maior recepção negativa da história do Metacritic, levando a user score para 0.5 (até o momento dessa matéria). Como foi a reação da Blizzard a respeito disso? Bom… vejamos…

Segundo reportagem do gamesindustry.biz, durante uma teleconferência de resultados referentes ao quarto trimestre de 2019, o presidente da Blizzard J. Allen Brack foi perguntado a respeito das controvérsias que giram em torno do remake, que (além de apresentar diversos problemas em um nível fundamental) fracassou em cumprir as ambiciosas promessas feitas pelos desenvolvedores quando o jogo foi anunciado em 2018.

Comparação feita pela IGN entre as cutscenes mostradas no demo da Blizzcon 2018 e as presentes na versão de lançamento.

“No que diz respeito a Warcraft III: Reforged, honestamente, tem sido uma semana meio difícil”, diz Brack durante a conferência. “Nossa comunidade veio a esperar coisas realmente incríveis de nós, e ouvimos deles que não atingimos esse patamar. Mas nós confiamos em nossos jogos, e temos consistentemente mostrado que não só mantemos nosso suporte a eles, mas também continuamos a aprimorá-los mesmo depois do lançamento, e nós nos comprometemos a fazer isso aqui também. Então vamos continuar atualizando o jogo, e continuaremos mantendo a comunidade atualizada com nossos planos daqui pra frente”.

O tom da declaração não foi muito diferente do pedido público de desculpas que a empresa deu no último dia 3 de fevereiro, no qual o gerente da comunidade da Blizzard também detalha algumas fixes mais imediatas que a equipe pretende implementar a curto prazo. Será que em algum momento, Warcraft III: Reforged se tornará um remake digno? Nunca se sabe.

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Entenda melhor a polêmica envolvendo Warcraft III: Reforged

Pode-se resumir todas as controvérsias que giram em torno de Warcraft III: Reforged agrupando-as em três categorias.

A primeira categoria é a faceta mais simples e mais evidente da polêmica, embora seja apenas a ponta do iceberg no que diz respeito à insatisfação dos fãs. Claro que estou falando do fato (já mencionado anteriormente) de que Reforged não cumpriu nenhuma das promessas mais ambiciosas que fez durante sua campanha publicitária.

Primeiro trailer de Reforged

Entre outras melhorias, foram prometidos uma interface melhorada (que não ocupa 25% da tela) e um rework completo da campanha single-player. O rework incluiria alterações na narrativa do jogo de modo a conectá-la melhor ao cânone do MMORPG World of Warcraft, acompanhadas de aproximadamente quatro horas de cutscenes completamente refeitas, dando vida à história épica de Warcraft III de uma forma que não foi possível fazer em 2002.

Como podem imaginar, isso não foi cumprido e tanto a campanha quanto a interface em Reforged são essencialmente as mesmas do jogo original, com mudanças mínimas (e segundo alguns usuários, alguns downgrades no que diz respeito à performance e ao áudio). No patch 1.32 foram restauradas três missões do Prólogo que até então estavam presentes apenas na demo original de Reign of Chaos, o que é interessante de se ver mas, mesmo assim, não caracteriza conteúdo inédito.

A segunda categoria envolve a alteração feita pela Blizzard nos termos de serviço de Warcraft III: Reforged, especialmente no que tange à criação de conteúdo pelos jogadores. É aqui que a polêmica deixa de ser simplesmente decepção generalizada e passa a envolver comportamentos genuinamente ofensivos e que estabelecem precedentes nocivos para a indústria.

Talvez os leitores mais novos não saibam, mas o subgênero MOBA se originou com um custom map criado para The Frozen Throne chamado Defense of the Ancients (ou DOTA). Como a Blizzard não detinha os direitos para o nome DOTA, estes foram adquiridos pela Valve, que posteriormente desenvolveu DOTA 2 e se tornou um dos jogos mais populares do mundo nesse gênero.

A Blizzard não quer perder essa oportunidade novamente, então junto ao lançamento de Reforged eles alteraram os termos de serviço para que todo e qualquer conteúdo criado por usuários em Warcraft III a partir daquele momento se tornasse automaticamente propriedade intelectual da empresa, e isso inclui a abdicação dos direitos morais sobre o conteúdo.

Para exemplificar: se você criar um mapa ou modo de jogo para Reforged e sua criação fizer muito sucesso, a Blizzard é automaticamente capaz de reivindicar total propriedade sobre ela, tendo direito a todos os lucros provenientes de uma eventual monetização e sem qualquer obrigação de dar crédito a você.

Por fim, a terceira categoria diz respeito à retrocompatibilidade de Reforged com a versão clássica de Warcraft III. Você leu as duas categorias anteriores e decidiu que prefere continuar com a versão clássica porque assim é melhor? Bom, esse não é seu dia de sorte, porque as modificações de Reforged foram implementadas na versão clássica automaticamente.

Ou seja, todos os problemas relacionados à performance e à nova arquitetura da battle.net (sem falar no menu principal que é um web app rodando no navegador Google Chrome) foram retroativamente aplicados ao jogo clássico.

Desta forma, a experiência clássica de Warcraft III foi efetivamente morta pela Blizzard, e não há mais forma legal de apreciar o jogo em seu estado original.

Esse foi o resumo de toda a controvérsia que envolve a Activision Blizzard e o desastroso Warcraft III: Refunded Reforged. Naturalmente, a redação recomenda evitar gastar dinheiro com esse jogo em seu estado atual, mas se você caiu no conto do marketing e se arrependeu, ficará reconfortado em saber que a Blizzard está oferecendo reembolsos automáticos. Basta entrar nesse link aqui e pedir pelo reembolso, que estará disponível por um tempo limitado sem quaisquer restrições.

Coronavírus

Coronavírus pode fazer com que PS5 e XBOX Series X sejam adiados

Muitos de vocês já sabem sobre a epidemia do Coronavírus na China. O misterioso patógeno originado na região de Wuhan já infectou cerca de 28.000 pessoas, com aproximadamente 560 mortes até o momento. Há um grande esforço tanto por parte de profissionais chineses quanto da OMS para tratar e conter o vírus, e o fenômeno rapidamente encontrou seu lugar em meio ao zeitgeist cultural dessa década.

Também é sabido que a China contém um dos maiores pólos de produção de aparelhos eletroeletrônicos do mundo, o que inclui a manufatura em massa de consoles de jogos. Em um estudo recente, foi constatado que 96% dos consoles vendidos nos Estados Unidos são importados de lá.

Tendo em vista a gravidade da epidemia do Coronavírus, é possível que a nova geração de consoles (liderada pelo PlayStation 5 da Sony e pelo XBOX Series X da Microsoft) tenha seu lançamento adiado. Anteriormente era previsto que os novos consoles estariam disponíveis às vésperas do Natal desse ano.

Até o momento não se pode ter certeza disso, já que ainda faltam dez meses para a temporada do Natal, porém não é uma ideia tão improvável. Ontem mesmo (dia 6 de fevereiro), a gigante Nintendo afirmou em uma declaração que a produção de hardware para o Switch sofreria uma redução drástica devido ao Coronavírus, mas assegurou que essa redução afetaria apenas o mercado doméstico da empresa.

Segundo uma matéria do Nikkei Asian Review, o Coronavírus também terá impacto negativo na produção de iPhones e outros gadgets para a Apple, fazendo com que fornecedores sejam incapazes de atender a demanda da empresa norte-americana, que por sua vez exigiu um aumento de 10% na produção desse semestre.

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Sobre o Coronavírus

Descoberto no início desse ano na província de Wuhan, na China, o Coronavírus é um patógeno causador de infecções respiratórias como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

Apesar da transmissão ser bastante fácil, as taxas de letalidade são comparativamente baixas, e todas as vítimas fatais já se encontravam com o sistema imunológico debilitado antes de contrair o vírus. A OMS e o governo chinês estão fazendo um rápido progresso em suas pesquisas para contenção da epidemia, e torcemos para que dê tudo certo.

Para mais informações confiáveis, recomendamos visitar as páginas oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que contêm dados e recomendações essenciais para entender melhor o Coronavírus e desmentir quaisquer especulações de teor alarmista.

Crash Bandicoot

Vaza novo jogo da franquia “Crash Bandicoot”

Todo mundo que já teve um PS1 provavelmente guarda boas memórias da trilogia Crash Bandicoot. Os platformers produzidos pela Naughty Dog (sim, a mesma que fez Uncharted e The Last of Us) são frequentemente listados como alguns dos melhores jogos já produzidos para o console. Bom, parece que os fãs de Crash têm algo a comemorar com o vazamento de um novo jogo da franquia (embora não seja exatamente o tipo de jogo que eles esperavam).

Um usuário do Twitter chamado “JumpButton” postou ontem à noite imagens de um jogo para celulares baseado em Crash Bandicoot. O jogo é desenvolvido pela companhia King (produtora de Candy Crush e subsidiária da Activision) e segue um estilo semelhante aos endless runners de celular popularizados no início da década passada por Temple Run.

Uma das respostas ao tweet resume perfeitamente o sentimento da redação: quando Temple Run foi lançado, nós não conseguíamos parar de pensar no quanto a jogabilidade daquele negócio se assemelhava aos jogos originais de Crash Bandicoot. Ao fazer um jogo do personagem clássico seguindo essa fórmula, a King está basicamente restaurando a ordem natural das coisas.

Mas admito que o design do protagonista tá meio estranho, parece um ator aposentado que precisava de um emprego para manter a relevância daí optou por participar de um revival do seu papel mais icônico vinte anos depois.

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Arte promocional da compilação de remasters Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

Mas e se eu quiser jogar Crash Bandicoot e não gostar de jogos para celular?

Se você é fã do marsupial mais querido na quinta geração dos consoles, não lhe faltam opções para desfrutar da jogabilidade que deu tanto sucesso à série.

Primeiramente, temos a coletânea Crash Bandicoot™ N. Sane Trilogy, que remasteriza os três jogos originais de PS1 para a nova geração (de forma bastante competente, ao contrário do trabalho horrendo da Blizzard em Warcraft 3) e está disponível não apenas para todos os consoles atuais mas também para PC através da Steam.

Também temos Crash Team Racing Nitro-Fueled, um remake do querido spin-off que dava à franquia um tratamento inspirado em Mario Kart. Ao contrário de sua inspiração, Team Racing abre mão da abordagem amigável e traz uma experiência mais frenética e hardcore que valoriza a habilidade individual do jogador para dominar as mecânicas de direção, que são consideravelmente mais complexas. O jogo está disponível para todos os consoles atuais, mas não há nenhum indício de que ele será lançado para PC.

Não há previsão de lançamento para a versão mobile de Crash Bandicoot, mas podemos esperar um anúncio em breve.

Castlevania finalmente tem uma data de estreia para sua próxima temporada!!

Perdoem o excesso de exclamações na manchete, mas ver a máquina publicitária de Castlevania começando a funcionar propriamente é algo que me anima bastante.

Sei que ontem mesmo o Warren Ellis provocou a gente com uma amostra da title card, dando a entender que a publicidade para a terceira temporada da aclamada série de animação finalmente engataria, mas não esperava que tivéssemos outra notícia no dia seguinte (considerando o ritmo da Netflix, achei que fosse demorar mais uns dois meses pra termos a data de lançamento).

Atendendo aos anseios da fanbase sedenta por uma continuação da saga dos Belmont dois anos depois daquele cliffhanger absurdo no final da segunda temporada, a Netflix FINALMENTE nos trouxe uma data definitiva através de seu Twitter oficial: 5 de março de 2020.

Além disso, temos um maravilhoso pôster que dá mais detalhes sobre o elenco da terceira temporada: Além do trio de heróis que viemos a admirar ao longo do arco anterior – Trevor Belmont (Richard Armitage), Sypha Belnades (Alejandra Reynoso) e Alucard (James Callis) – vemos o retorno dos Forge Masters, Hector (Theo James) e Isaac (Adetokumboh M’Cormack), e da provável big bad da temporada, Carmilla (Jaime Murray).

Há outros personagens novos nesse pôster cujos nomes não foram revelados ainda, porém pode-se especular a respeito da relação deles com os demais personagens e do papel que eles virão a desempenhar na trama.

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Sobre Castlevania

Considerada pelos membros aqui da redação como a melhor coisa que já aconteceu com a franquia Castlevania desde o Koji Igarashi, a série narra a saga épica da família Belmont, que jurou lutar até o fim contra as forças da Escuridão lideradas por ninguém menos que o próprio Conde Drácula.

A primeira e a segunda temporada, compostas por 4 e 8 episódios respectivamente, estão disponíveis na Netflix. A terceira temporada terá dez episódios e será lançada na plataforma de streaming no dia 5 de março de 2020.

Castlevania

Roteirista de Castlevania dá uma breve (porém animadora) amostra da terceira temporada!

Já faz uma eternidade desde a última vez que tivemos um jogo decente da franquia Castlevania (ou qualquer jogo, pra ser mais exato), mas felizmente a saga do clã Belmont está recebendo um excelente tratamento nas mãos da Netflix através de uma aclamadíssima adaptação animada.

Hoje mesmo, o showrunner Warren Ellis foi ao Twitter provocar os fãs, que eu imagino estarem ridiculamente ansiosos pela terceira temporada, com uma amostra do que está por vir. O breve vídeo de 9 segundos é apenas uma title card, mas a legenda sinaliza que o marketing para Castlevania está prestes a engatar de vez.

“oi estamos apenas terminando um negócio aqui”

Como se isso não bastasse, o próprio diretor Sam Deats compartilhou o tweet, dando a entender que de fato teremos conteúdo promocional da série nos próximos dias. Considerando que estamos há quase dois anos esperando por uma resolução para aquele cliffhanger absurdo no final da segunda temporada, algumas amostras como essas são mais que suficiente para reacender o hype.

Carmilla, vilã principal da terceira temporada, junto a três personagens inéditas (uma das quais é assustadoramente parecida com a Lisa Lisa de JoJo’s Bizarre Adventure) na primeira imagem promocional para o novo capítulo da saga.

Sobre Castlevania

Considerada pelos membros aqui da redação como a melhor coisa que já aconteceu com a franquia Castlevania desde o Koji Igarashi, a série narra a saga épica da família Belmont, que jurou lutar até o fim contra as forças da Escuridão lideradas por ninguém menos que o próprio Conde Drácula.

Embora o jogo que serviu de inspiração primária para a série (Castlevania III: Dracula’s Curse) não tenha tido uma história tão detalhada, a mão de Warren Ellis conseguiu dar à ambientação e aos personagens um grau surpreendente de profundidade e nuance.

O trabalho conjunto da Powerhouse Animation (que também fez o subestimado Seis Punhos) e da Frederator Studios (sim, o mesmo grupo que nos deu o clássico Padrinhos Mágicos) para dar vida ao mundo de Castlevania também é impecável, com uma direção de arte que remete às ilustrações da Ayami Kojima para os jogos da série e diversas sequências de ação fluidas e dinâmicas.

A primeira e a segunda temporada, compostas por 4 e 8 episódios respectivamente, estão disponíveis na Netflix. A terceira temporada, que terá dez episódios, ainda não tem data definida para a estreia (a empresa nos trollou brevemente ano passado, mas era um alarme falso) porém é esperado que ela seja lançada em um momento próximo do Halloween assim como foram as anteriores.

Remake de Final Fantasy VII ganha novo trailer, com Cloud vestido de mulher!

Desde o momento que a Square Enix anunciou oficialmente o remake de Final Fantasy VII, todos os fãs (sim, TODOS) se perguntavam em uníssono: Como eles vão recriar a parte onde o protagonista Cloud é obrigado a se vestir de mulher para seduzir um mafioso?

Finalmente tivemos a resposta no recém-lançado trailer. Tá que o foco desse trailer na verdade é revelar a música-tema cantada por Yosh (vocalista da banda Survive Said The Prophet), mas quem liga pra isso quando temos uma amostra da reprodução da melhor parte do Disco 1? Confira:

Para quem não se lembra dessa parte ou só conhece Final Fantasy VII através de recaps ou do péssimo filme Advent Children, vamos refrescar sua memória: Em um momento nas primeiras horas de jogo, Cloud é obrigado por Aerith (ou Aeris para os íntimos) a se vestir como uma garota para se infiltrar no palácio do mafioso Don Corneo (que nessa versão é dublado pelo inigualável Mark Hamill).

É uma das partes mais divertidas não só do Disco 1 mas do jogo inteiro, e mal podemos esperar para ver a nova interpretação dela.

Ah, e o trailer também revela o novo design do cachorro/leão/edgelord falante Red XIII, para a alegria dos furries fãs!

Sobre Final Fantasy VII Remake

Uma completa reimaginação do capítulo mais icônico da franquia que se tornou basicamente um sinônimo do gênero JRPG, Final Fantasy VII é situado em um mundo distópico que une ficção científica cyberpunk (não sei se dá pra encaixar mas preciso de uma desculpa pra incluir esse jogo na minha tese de mestrado) e fantasia mitológica. O remake seguirá um formato episódico, sendo que a versão de lançamento cobrirá a parte da história que é ambientada na metrópole de Midgar.

O protagonista é Cloud Strife, ex-membro de uma organização paramilitar que atualmente trabalha como mercenário para um grupo eco-terrorista chamado Avalanche. Nessa equipe que conta com a presença de Barrett Wallace, um brutamontes com um coração de ouro, e Tifa Lockhart, amiga de infância de Cloud, os heróis compram uma briga com a quase onipotente corporação Shinra, que extrai a força vital do planeta para gerar energia.

Conforme a trama avança e os personagens descobrem mais sobre o mundo e sobre si mesmos, a história se torna gradualmente mais complexa e sombria. Mais detalhes que isso seriam spoilers.

Final Fantasy VII Remake será lançado exclusivamente para o Playstation 4 no dia 10 de abril de 2020. O Taroco aqui do site teve a sorte de jogar uma versão demonstrativa do jogo na BGS 2019, e você pode ver as impressões dele aqui.

Ishuzoku Reviewers

Ishuzoku Reviewers é cancelado pela Funimation

Fiquem calmos, amigos da comunidade weeb brasileira! O cancelamento dessa notícia não se refere ao anime Ishuzoku Reviewers como um todo, essa notícia se refere à dublagem norte-americana que costumava ser disponibilizada na plataforma de streaming da Funimation. Sim, estamos falando de mais um caso de conteúdo censurado por não refletir os core values da empresa.

Usuários do serviço notaram, no dia 31 de janeiro, que o popular anime de comédia não estava mais no catálogo. Em uma discussão no subreddit r/anime, um usuário revelou ter entrado em contato com a empresa para ver se a ausência do anime não se tratava de um problema técnico.

A resposta da empresa foi algo bem… Bom, vamos ao print:

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Um representante da empresa foi procurado pelo AnimeNewsNetwork e repetiu a mensagem dada no e-mail.

“Após pensar com cuidado, determinamos que essa série não se adequa aos nossos padrões. Temos o maior respeito pelos nossos criadores então ao invés de alterar substancialmente o conteúdo, sentimos que cortá-lo seria a escolha mais respeitosa.”

É uma notícia bastante infeliz para os fãs norte-americanos do anime, mas é importante entender que a decisão da Funimation não foi algo gratuito, e de fato teve respaldo em algumas “liberdades criativas” que a série decidiu tomar em relação ao material-base durante seu terceiro episódio.

Apesar de o mangá e o anime serem bastante sinceros em sua premissa e ambos abraçarem o ecchi sob um ângulo mais cômico, o episódio recente acrescentou sequências originais que têm conteúdo muito mais explícito do que qualquer coisa mostrada no mangá.

Por fim, não podemos assumir uma postura acusatória e dizer que foi simplesmente uma questão de a empresa não gostar de Ishuzoku Reviewers, até porque nos dois episódios anteriores a equipe de dublagem demonstrou um claro empenho em reproduzir com bastante fidelidade as piadas de teor sexual presentes na trama.

No entanto para a alegria de todos o estúdio HIDIVE, concorrente da Funimation, revelou no Twitter que não descarta a possibilidade de adquirir os direitos da série para dar continuidade à localização.

Sobre Ishuzoku Reviewers

Adaptação de um popular mangá de comédia/ecchi escrito por Amahara e ilustrado por masha (sim, são pseudônimos, como você descobriu?), Ishuzoku Reviewers tem a seguinte sinopse:

“Os humanos constantemente debatem sobre assuntos importantes, como por exemplo: qual garota é a melhor? Qual é o melhor material para fapar e qual é o fetiche mais sexy? Acompanhe estes bravos guerreiros enquanto eles nos apresentam diferentes garotas, diferentes opiniões e diferentes idiotas e nos mostram que o mundo de fantasia deles não é tão diferente do nosso.”

A primeira temporada da série atualmente tem três episódios (de um total de doze a serem exibidos todo sábado) e foi promovida de forma bastante inusitada na época de seu lançamento.

Loki

“Loki” ganha um novo membro para seu elenco: Owen Wilson

Vou começar essa notícia sendo sincero: até o presente momento eu havia me esquecido completamente de que teríamos uma série sobre o Loki. Pronto, voltemos à notícia.

Pois é, pessoal, o popular ator Owen Wilson (que ultimamente tá aparecendo mais em memes de “wow” do que em filmes propriamente ditos) acabou de ser escalado para a série Loki.

A nova produção da Marvel Studios terá Tom Hiddleston (obviamente) no papel do personagem-título e será exclusivamente exibida na plataforma de streaming Disney+ como parte de um line-up de produções originais para o serviço ambientadas no Marvel Cinematic Universe (MCU).

A revelação da participação de Owen Wilson na série foi dada pelo portal comicbook.com e posteriormente confirmada por grandes sites como Variety e Deadline. Apesar de os agentes tanto da Disney quanto do próprio ator terem se recusado a comentar sobre o assunto, é dito que Owen Wilson terá uma participação importante na série.

Sobre Loki (tanto a série quanto o personagem)

Ok, todo mundo que já vem acompanhando o Universo Cinematográfico da Marvel pelos últimos doze anos (não acredito que passei metade da minha vida acompanhando filmes de super-heróis) deve saber o estado no qual o personagem Loki se encontrava até sua aparição mais recente na saga, que no caso seria o épico levemente decepcionante Os Vingadores: Ultimato.

O Loki que vimos evoluir ao longo dos últimos anos, de um caçula rancoroso para um vilão extravagante até finalmente se sacrificar para salvar o próprio irmão, está morto. O que sobrou é uma versão do Loki que surgiu na cronologia alternativa criada pelas viagens no tempo que os Vingadores fizeram em Ultimato.

Essa encarnação do Deus da Mentira ainda está na fase do vilão extravagante, não tendo passado por nenhuma das provações que o teriam transformado no heróico e sarcástico Loki que vimos em Thor: Ragnarok ou no início de Guerra Infinita.

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Logotipo oficial da série (observar essa imagem por longos períodos de tempo não é recomendável para portadores de TOC)

Como dito anteriormente, a série Loki será lançada junto a outros projetos do MCU para a Disney+, que incluem WandaVision (estrelando a Feiticeira Escarlate e o Visão) e Falcon and the Winter Soldier (cujo título é autoexplicativo).

Haverá conexão direta entre essas séries e a próxima leva de filmes da Marvel Studios no cinema, tais como Os Eternos e Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura.

Para mais informações, fiquem atentos ao nosso site e às nossas redes sociais!

Velozes e Furiosos

Velozes e Furiosos 9 ganha primeiro trailer!

Hoje é um dia de celebração para todos os fãs da franquia Velozes e Furiosos, pois acabamos de receber nossa primeira amostra do nono capítulo na saga de Dominic Toretto (provavelmente um papel que Vin Diesel continuará interpretando até a artrite não o permitir mais).

Com um tweet acompanhado pela frase de efeito “not all blood is family”, prevendo mais uma série de comas alcoólicos oriundos de drinking games associados ao uso do termo “família” ao longo da franquia, o trailer de quase quatro minutos estabelece a trama de F9, que é sequência direta do último capítulo lançado em 2017. Confira:

Sobre Velozes e Furiosos 9

Dominic Toretto vem levando uma vida calma no anonimato junto a Letty e seu filho Brian, mas eles sabem que o perigo está sempre à espreita logo além de seu pacífico horizonte. Desta vez, essa ameaça forçará Dom a confrontar os fantasmas de seu passado se quiser salvar àqueles que ele mais ama. A gangue se reúne novamente para impedir uma trama capaz de abalar o mundo que é comandada pelo mais habilidoso assassino e piloto que eles já encontraram: um homem que por acaso é o irmão distante de Dom, Jakob (interpretado por John Cena).

Velozes e Furiosos 9 marca o retorno de Justin Lin à cadeira de diretor, tendo encabeçado a transição da franquia para um estilo mais extravagante de ação através de seu trabalho no quinto e no sexto filme. James Wan substituiu Lin para dirigir o aclamado sétimo capítulo da série, que serviu como uma despedida para o protagonista Brian O’Conner (interpretado pelo ator Paul Walker, que faleceu em um trágico acidente de carro em 2013).

Apesar daquele spin-off péssimo que tivemos ano passado, a franquia parece estar mais forte do que nunca, inclusive entrando no mercado das animações através de uma nova produção da DreamWorks em parceria com a Netflix. Para os fãs da série, quanto mais Velozes e Furiosos, melhor!

Velozes e Furiosos 9 tem a data de lançamento confirmada para 21 de maio de 2020 aqui no Brasil, e promete ser um dos maiores blockbusters do ano.

Festival Medieval ocorrerá em São Paulo no mês de maio

Você mora na capital paulista e se considera um admirador da cultura e da gastronomia no período medieval? Se a resposta for “Sim”, o Festival Medieval São Paulo é sem dúvida alguma o evento perfeito para você.

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Criado com o intuito de celebrar esse emblemático período histórico que até hoje cativa a imaginação tanto dos historiadores quanto daqueles que engajam na produção artística, a quarta edição do Medieval São Paulo ocorrerá na capital paulista no próximo dia 09 de maio no Espaço Dom Pedro. O Espaço é localizado dentro do Zoológico de São Paulo e conta com uma espaçosa área verde e um salão construído com arquitetura clássica, o que certamente contribuirá para a autenticidade do evento.

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O evento é aberto a todos os públicos e terá oito horas de duração.

O que esperar do IV Festival Medieval São Paulo?

  • Bandas com repertório inspirado na época (os nomes confirmados até agora foram Oaklore e Eldhrimnir, mas não serão os únicos);
  • Área Gastronômica com direito a cervejas artesanais, churrasco, hidromel, vinho, etc. Tudo com o intuito de trazer a culinária da idade média de modo a agradar as sensibilidades do paladar contemporâneo;
  • Banquete dos Nobres, que consiste em uma área exclusiva onde será servido um banquete especial inspirado naqueles feitos pela nobreza de antigamente. Comprar o convite para essa área também dará ao frequentador do evento uma identificação especial como “nobre”, que é acompanhada por outros benefícios;
  • Batalhas medievais;
  • Feira Medieval com produtos artesanais de diversos expositores;
  • Grupo de Danças Medievais e Workshop Livre de Dança;
  • Arquearia;
  • Cartomantes;
  • Demonstração de Forja;
  • Lançamento de machados;
  • Jogos Medievais;
  • E muito mais a ser anunciado!
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Quem estiver interessado poderá comprar os ingressos aqui, que são divididos entre cinco categorias principais (chamadas de “reinos” pela organização) de R$ 45,00 cada e o convite de “Nobre” por R$ 89,00 (que dá acesso ao banquete e atendimento preferencial). Também há adicionais como a participação nos jogos medievais (um evento interno) por R$35,00.

Se quiser acompanhar as novidades do IV Festival Medieval São Paulo, fique atento à página oficial do evento no Facebook.

Scott Pilgrim 2? Mary Elizabeth Winstead tem suas ideias para uma sequência

Não é segredo que o filme Scott Pilgrim Contra o Mundo, adaptação da HQ homônima de Bryan Lee O’Malley dirigida pelo gênio Edgar Wright, é um dos cult classics que definiram a nossa geração. Apesar de, em 2010, não ter arrecadado uma quantia satisfatória nas bilheterias, Scott Pilgrim cativou uma legião de fãs que perdura até os dias de hoje devido ao estilo surreal empregado pelo filme para contar uma história simples e divertida que pareceria banal nas mãos de um diretor menos talentoso.

Embora os quadrinhos e a adaptação tenham se encerrado de maneira bem definitiva, muitas pessoas ao longo da última década ficam imaginando como a narrativa de O’Malley poderia continuar. Parece que a atriz Mary Elizabeth Winstead, que interpretou a primeira e-girl personagem Ramona Flowers no filme de 2010, também tem algumas ideias.

Em uma coletiva de imprensa para promover o filme Aves de Rapina, no qual ela também estará participando, Winstead revelou ao comicbook.com suas ideias para uma hipotética continuação para Scott Pilgrim, que envolveria os mesmos personagens 10 anos após os eventos do filme original, de forma a espelhar a passagem do tempo no mundo real.

“Sabe de uma coisa? Eu acho que seria o máximo. Eu teria tanta curiosidade de saber o que aconteceu com esses personagens quando eles estivessem na faixa dos trinta ao invés daquela coisa de slackers com vinte e poucos,” Winstead explicou. “Daí eu acho que seria muito interessante. Sempre falávamos de uma continuação enquanto estávamos rodando o filme, mas sempre imaginávamos que seria tipo, onde eles estariam um ano depois? Mas acho muito mais fascinante rever eles dez anos depois. Toparia demais.”

A parte mais interessante dessa declaração da atriz é a parte que ela demonstrou total interesse em participar dessa continuação caso tal projeto eventualmente se concretizasse. As chances disso acontecer são remotas, mas não custa nada sonhar né?

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Mary Elizabeth Winstead como Ramona Flowers no filme de 2010

Sobre Scott Pilgrim Contra o Mundo

Baseado na obra homônima de Bryan Lee O’Malley, Scott Pilgrim Contra o Mundo conta a história do personagem-título (vivido por Michael Cera), um desocupado de 23 anos que toca baixo em uma banda de garagem e namora uma garota do colegial. Certo dia, Scott encontra a entregadora Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead) e se apaixona perdidamente por ela, mas essa paixão vem com um grande problema: uma liga de sete ex-namorados malvados que estão extremamente determinados a eliminar Scott de uma vez por todas.

Já que uma continuação é improvável, vocês poderão matar a saudade da Ramona (ou quase isso) no filme Aves de Rapina, que está programado para lançar dia 6 de fevereiro de 2020.

Inaugurado no Japão o primeiro “cat cafe” habitado por uma capivara!

Você já ouviu falar de um negócio chamado cat cafe? É um conceito muito interessante (que deveria ser mais popular aqui no Brasil) que consiste em um bar ou cafeteria onde clientes ficam cercados por gatos durante sua estadia, podendo interagir com eles da forma que quiserem.

No Japão, onde há centenas de locais como esses, temos inúmeras variações que vão desde decorações inspiradas na Era Edo, prateleiras lotadas de mangá ou até mesmo spas decorados como antigas casas de banho. O site SoraNews24, no entanto, revelou hoje mesmo o advento de uma revolução no conceito: um cat cafe onde você pode curtir a companhia de uma capivara!

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Chamado Capy Neko Cafe, o espaço recém-inaugurado no distrito de Kichijoji em Tóquio permite que clientes brinquem à vontade com diversos gatinhos, não muito diferente dos demais estabelecimentos do gênero. A estrela da vez, no entanto, é uma dócil capivara chamada Tawashi (cujo nome pode ser traduzido para “escova de esfregar”, em homenagem à cor de sua pelagem).

Capivaras são os maiores roedores do mundo, nativos da América do Sul porém muito amados no Japão. Embora capivaras geralmente sejam um pouco ariscas e mantidas em zoológicos, a amigável Tawashi gosta de comer e cochilar no sofá enquanto é cercada por gatos e humanos.

Como funciona um cat cafe?

A popularidade dos cat cafes no Japão se deve principalmente a dois fatores: uma grande maioria dos cidadãos nos grandes centros urbanos vive em apartamentos onde animais de estimação são proibidos, e os felinos são considerados excelentes companhias anti-estresse.

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Claro que os cat cafes devem seguir regras bastante rígidas de modo a promover o bem-estar dos animais que vivem por lá: além de ser obrigatório aos clientes deixarem seus pertences e lavarem as mãos na entrada de modo a manter a higiene do local, os animais devem ter seu espaço pessoal preservado. Os gatos não podem ser tocados a menos que eles se aproximem do cliente por livre e espontânea vontade, e têm um espaço próprio para dormir sem que os humanos os incomodem (vide a imagem acima).

Os bichanos que moram nesses estabelecimentos são geralmente animais resgatados que aguardam adoção, e o Capy Neko Cafe não foge à regra. A equipe que trabalha lá inclusive relatou ao SoraNews24 que espera que, através da convivência, algum cliente possa formar um vínculo com um dos gatinhos e adotá-lo permanentemente.

Se você, meu caro leitor, estiver no Japão e tiver algum interesse em passar um tempo em companhia de uma capivara, eis aqui todas as informações disponibilizadas pelo SoraNews24 sobre o local:

Capy Neko Cafe / カピねこカフェ
Endereço: Tokyo-to, Musashino-shi, Kichijoji Minami-cho 1-5-10 PLATANO 2F
東京都武蔵野市吉祥寺南町1-5-10 PLATANO 2階
Aberto do meio-dia às 6 da tarde (horário local)
Fecha às quartas.

Uma reserva de uma hora para adultos custa 2.200 ienes, com extensões de trinta minutos disponíveis por 1.100 ienes cada.

Elden Ring

Elden Ring terá inspiração em Shadow of the Colossus segundo rumores

Não é segredo que um dos lançamentos futuros mais intrigantes da atualidade é o misterioso Elden Ring. A ambiciosa parceria entre Hidetaka Miyazaki (presidente da From Software e criador da série Souls) e George R. R. Martin (autor d’As Crônicas de Gelo e Fogo) é basicamente aquilo que os fãs de ambos os gênios não faziam a menor ideia de que precisavam.

Até o momento não temos muita coisa oficial além daquele breve teaser revelado em junho do ano passado que eu já vi precisamente 946 vezes e contando, mas recentemente um notório insider da From Software conhecido apenas como “Omni” trouxe à tona diversos detalhes deveras interessantes sobre o jogo, que foram compilados pelo site WCCFTech.

O que se sabe sobre Elden Ring

Inicialmente, Omni revelou que o design do mundo aberto de Elden Ring estaria um patamar acima da série Souls em diversos quesitos. O jogador interagirá com a ambientação inspirada na Escócia através de um mundo aberto – descrito pelo insider como “campo aberto” – cujo design busca inspiração em Shadow of the Colossus, um jogo que possui um incrível senso de escala.

Muitos dos elementos encontrados nesse mundo serão dinâmicos e mudarão por conta própria, tal como posicionamento de inimigos, e também haverá um sistema – não muito inovador – referente ao ciclo de dia e noite e ao clima. Lógico que também haverão locais menores ao estilo da série Souls, então pode-se esperar um altíssimo nível de variedade. Todos estes locais serão habitados por inimigos mais inteligentes do que nunca, capazes de inventar estratégias elaboradas para matar o jogador.

“Como alguém que geralmente não é muito chegado aos jogos de mundo aberto contemporâneos (especialmente os de alto orçamento, incluindo Legend of Zelda: Breath of the Wild), eu diria que se você estiver no mesmo barco que eu não precisa se preocupar com a forma que a Fromsoft vem projetando o mundo aberto deles, e esse é o motivo de eles estarem se distanciando do termo ao adotar a nomenclatura “campo aberto”.

Isso visa denotar uma maior liberdade do que era proporcionado pelos jogos anteriores deles à medida que o estúdio passa longe das tendências populares e saturadas dos demais jogos de mundo aberto. Claro, isso também não quer dizer que eles estejam apenas fazendo um Dark Souls com áreas grandes o bastante para você andar a cavalo nelas, mas os elementos do design e da direção, especialmente quando se fala sobre um mundo aberto, são algumas das coisas que pretendo falar mais sobre e me aprofundar futuramente.”

Omni também confirmou que multiplayer será incluído em Elden Ring, mas não pode revelar as especificidades dessa inclusão.

“Vai ter MP sim mas pra falar a verdade não sou bem um jogador de MP então nem me dei ao trabalho de me atentar aos detalhes desse modo.”

Quanto a informações mais detalhadas, Omni não quis compartilhar mais coisas no momento, visto que o jogo está longe de ficar pronto e quase sempre as mecânicas de jogabilidade são sujeitas a mudanças drásticas ao longo do processo de desenvolvimento.

“Mas não quero fazer nenhuma promessa que não puder cumprir, então mesmo que coisas tipo a ambientação como um todo sendo inspirada na Escócia ou o jogo sendo inspirado em Shadow of the Colossus, ciclos de clima e dia/noite e outras coisas gerais sejam coisas ‘macro’ que não irão mudar, detalhes a nível ‘micro’ como cada área, ativo, NPC presente no jogo ou como cada sistema de jogabilidade funciona é algo em desenvolvimento e não são uma certeza até o jogo ficar pronto.

Algo que é verdade agora em janeiro não será mais verdade em maio, por exemplo, e é por isso que tento evitar e gostaria de não receber perguntas a respeito de coisas super-específicas como essas (e vocês deveriam tomar cuidado com qualquer pessoa que disser que tem informações detalhadas desse tipo).”

Teaser de Elden Ring mostrado na E3 2019

Repetindo a recomendação dada pela WCCFTech na reportagem original, é importante ficar com um pé atrás a respeito dessas informações até termos uma confirmação oficial, mesmo que Omni seja uma fonte com certa credibilidade. De qualquer forma, esses vazamentos corroboram a ideia vendida pela FromSoftware de que Elden Ring é de fato um projeto bastante ambicioso, que demonstra a determinação do estúdio em sair de sua zona de conforto e evoluir a fórmula Soulsborne.

Elden Ring está em estágios iniciais de desenvolvimento para PC e consoles, mas não tem previsão de lançamento até o momento.

“Cavalheiro vitoriano” moderno conhece a dama dos seus sonhos

Você já ouviu falar de Michael Koropisz? Esse pintor britânico e cavalheiro vitoriano moderno de 24 anos é conhecido na Grande Manchester por seu estilo de vida bastante peculiar, que leva os estereótipos de “hipster” ao seu extremo lógico: o rapaz vive literalmente como um cavalheiro do período vitoriano.

Michael se veste com roupas que remetem ao Século 19, decora sua casa com antiguidades, se recusa a assistir televisão, escreve com pena e tinta e (até ser roubado) andava por todo lado em uma bicicleta vintage. Esse comprometimento com os “velhos tempos” tornou Michael um dos solteirões mais cobiçados da Inglaterra. Até agora.

Após declarar ao tablóide Metro que gostaria de se apaixonar por “uma mulher que vista um bustle e use penas no chapéu”, ele conheceu a garota que se encaixava nos seus critérios através do Instagram (não é exatamente vitoriano, mas duelos até a morte não são mais permitidos atualmente então acho válido).

Em meio a uma “inundação” de ofertas, o pedido da aspirante a atriz Charlotte Brindley, de 21 anos, chamou a atenção do cavalheiro anacrônico devido ao comprometimento que a garota tinha com os valores vitorianos.

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Sobre sua empreitada, Michael disse ao Metro o seguinte:

“Ela é brilhante – temos muito em comum. Ela é uma atriz e eu sou um pintor de retratos, o que são carreiras bem ‘vitorianas’. Charlotte também é muito bela e bastante madura para sua idade, ela é bem eloquente e é uma flor delicadíssima. Essa é uma qualidade que eu realmente busco em uma jovem donzela.

Ela é uma ótima companhia e também ama História. Ambos também vestimos de acordo com a moda não apenas da mesma era, mas também da mesma década, a de 1880 – muito específico! Mal posso esperar pelo futuro em que receberei ela no meu lar vitoriano para uma partida de croquet e um chá da tarde.”

Cavalheiro vitoriano do século XXI encontrou o seu par perfeito

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Charlotte compartilha da opinião de seu pretendente, e os dois planejam se encontrar novamente e continuar cortejando um ao outro.

“Michael parece ser o solteiro mais adequado para mim – sua carreira criativa foi um grande atrativo, particularmente seus retratos e sua inclinação para a música. Sua devoção por tudo que é Vitoriano também me encantou visto que é raro encontrar alguém da minha idade interessado em tais coisas.

Ele é um cavalheiro – é evidente que ele é bem-versado em etiqueta e respeitabilidade; duas qualidades que tornam um homem desejável para qualquer mulher. Nunca saí com um homem como Michael, que compartilha meu amor ela era – é bastante raro se deparar com alguém como ele, a menos que se esteja passando na frente de um cemitério! Será interessante observar como nosso relacionamento irá se desenvolver.”

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O amor não é lindo, meus amigos? São histórias emocionantes como essa que fazem adultos desvirtuados e infelizes como boa parte do pessoal aqui da redação as pessoas mais céticas voltarem a acreditar no amor e na possibilidade de todo mundo eventualmente encontrar sua alma gêmea.

Por fim, encerro esta notícia tão açucarada que me deixou com diabetes enquanto escrevia apaixonante com um recado para você que está sem fé: se um rapaz que vive como se estivesse no Século 19, mantendo os costumes (em boa parte) de um verdadeiro cavalheiro vitoriano consegue encontrar por total acaso uma namorada que possui exatamente os mesmos costumes, você não precisa se desesperar pois certamente encontrará aquela pessoa 10/10 em algum momento.

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Kobe Bryant

Astro do basquete Kobe Bryant morre em acidente de helicóptero na Califórnia

Kobe Bryant, um dos mais célebres astros da NBA conhecido por jogar no L.A. Lakers por cerca de 20 anos antes de sua aposentadoria, faleceu hoje de manhã em um acidente de helicóptero na cidade de Calabasas, Califórnia. Ele tinha 41 anos.

De acordo com a reportagem do site TMZ, Kobe estava em um passeio no seu helicóptero particular com ao menos três outras pessoas. A equipe de emergência respondeu ao acidente o mais rápido que pôde, mas confirmou que ninguém sobreviveu ao acidente.

O TMZ confirma que Vanessa Bryant, ex-modelo e esposa do atleta, não está entre as vítimas.

O jornal Los Angeles Times confirmou que o acidente ocorreu às 10 da manhã (horário local), e teria sido provocado devido à neblina densa que cobria a região.

Sobre Kobe Bryant

Em sua carreira que durou vinte anos e um total de 1,346 partidas, Bryant é conhecido como um dos maiores jogadores de todos os tempos na NBA. O ex-jogador do Lakers foi nomeado um NBA All-Star dezoito vezes, e participou de cinco times de campeonato. Ele usou dois números (8 e 24) ao longo de sua carreira, tendo estes sido “aposentados” quando Bryant deixou o esporte. Ele se encontra em quarto lugar na lista de maiores pontuações da NBA.

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Kobe Bryant deixa para trás sua esposa Vanessa, assim como suas quatro filhas, Gianna, Natalia, Bianca e Capri.

Star Wars

Star Wars: Confira o incrível roteiro original do Episódio IX!

Acho que uma grande maioria dos fãs de Star Wars está de acordo que A Ascensão Skywalker, o capítulo final da saga lançado em dezembro do ano passado, não foi muito bom. O esforço da Disney para reverter as decisões mais arriscadas do filme anterior (Os Últimos Jedi, que foi bastante divisivo mas eu pessoalmente achei sensacional) em detrimento de qualquer coesão temática culminou em uma narrativa extremamente vazia no que deveria ter sido um clímax de proporções épicas.

Claramente, A Ascensão Skywalker não é a história que eles pretendiam contar. Mas quais foram os planos da Lucasfilm originalmente? O cineasta Robert Meyer Burnett teria supostamente obtido uma cópia do roteiro original e fez uma leitura e análise do mesmo ao vivo em seu canal no Youtube no último dia 13. Em um primeiro momento parecia um hoax, porém o popular site de cultura pop AVClub indiretamente confirmou a veracidade do roteiro vazado.

Antes de ser demitido do projeto por diferenças criativas, Colin Trevorrow já havia idealizado uma história completa para o capítulo final da saga dos Skywalker, e o resultado é surpreendentemente bom! Tenha em mente que o documento é datado do dia 16 de dezembro de 2016 (uma semana antes do falecimento da Carrie Fisher), então o roteiro contava com uma maior participação da General Leia Organa.

Segue aqui minha tentativa de traduzir e transformar os plot points enumerados por Burnett em uma narrativa coesa, com auxílio de artes conceituais vazadas recentemente no reddit (que tiveram sua veracidade confirmada pelo próprio Trevorrow em seu twitter pessoal).

Lembrando que precisei usar um pouco a minha imaginação pra preencher algumas lacunas e deduzir como alguns nomes seriam soletrados (quando a transcrição do Reddit parecer inverossímil).

Aperta play em uma playlist do John Williams aí e se prepare para viver uma aventura que ocorreu há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante…

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Episódio IX – O Confronto dos Destinos

O punho de ferro da PRIMEIRA ORDEM se espalhou para os confins mais distantes da galáxia. Apenas poucos planetas isolados permanecem livres de ocupação. Atos de traição são castigados com a morte.

Determinado a sufocar uma crescente inquietação, o Líder Supremo KYLO REN silenciou toda comunicação entre sistemas vizinhos.

Sob a liderança da GENERAL LEIA ORGANA, a RESISTÊNCIA planeja uma missão secreta para evitar sua aniquilação e forjar um novo caminho rumo à liberdade…

O filme então começa nos estaleiros de Kuat, durante a missão mencionada no texto de abertura. O dróide BB-8 e a soldado Rose Tico (que nessa versão teria um papel muito mais importante do que ela teve em Ascensão) estão infiltrando a Lua Kuat, onde a Primeira Ordem mantém um grande pólo industrial.

Na superfície da lua, há uma extensa operação de mineração onde o trabalho braçal é conduzido por escravos das mais diversas espécies, enquanto a construção de naves propriamente dita ocorre no anel orbital que circunda a lua.

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Finn e Poe Dameron também fazem parte dessa equipe, e se comunicam remotamente com Rose. A infiltração é coordenada em duas frentes e o ousado plano consiste em plantar um explosivo no gigantesco elevador de carga que transporta minério da lua para o anel orbital, o que prejudicaria bastante a capacidade da Primeira Ordem de reabastecer sua frota.

“Vamos explodir esse negócio e ir pra casa!”, diz Poe Dameron em um momento de fanservice bastante orgânico (especialmente em comparação com o que vimos no cinema).

Após uma sequência bastante intensa que lembra filmes de espionagem clássicos, o plano fracassa. A Primeira Ordem já havia antecipado a tentativa de sabotagem e conseguiu conter a explosão.

Em sua sala de comando no anel orbital, um personagem chamado Almirante Vahn comenta que as táticas ultrapassadas da Resistência são “lamentáveis” (isso seria um meta-comentário para tirar do público a sensação de segurança que muitos provavelmente estariam sentindo por achar que esse início lembra muito O Retorno de Jedi).

Após serem pegos pelos stormtroopers da Primeira Ordem, os quatro personagens são forçados a trabalhar juntos para mudar os planos. Nesse momento, Rey (que estava disfarçada como um Tusken Raider em meio aos escravos) se revela e corre para salvar seus amigos.

Nesse momento vemos a nova arma de Rey, feita a partir do sabre quebrado de Anakin Skywalker em combinação com o cajado de estimação da protagonista: um sabre de luz duplo.

A presença de Rey chama a atenção dos escravos próximos, principalmente das crianças, que ouviram inúmeras histórias sobre Jedi e a Força e ficaram maravilhadas ao ver com os próprios olhos um dos lendários guerreiros da justiça.

Após uma frenética batalha ao longo do elevador, os heróis roubam um Destróier Encouraçado da Primeira Ordem (Eclipse-Class) e fogem para o hiperespaço.

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Logo após os protagonistas escaparem com sucesso, uma nave menor chamada de Knife-9 deixa o hiperespaço próximo a Kuat. É imediatamente revelado que essa nave abriga os Cavaleiros de Ren (que nessa versão seriam personagens de verdade ao invés de meros figurantes), e eles provavelmente vieram em resposta a um chamado de Vahn.

Os Cavaleiros se encontram com o Almirante, que perde toda a pretensão de autoridade próximo às misteriosas figuras de preto, e anuncia seu fracasso em conter os prisioneiros. Ath’Oska (?) Ren, um dos cavaleiros, mata o Almirante em um acesso de fúria.

CORTA PARA um lugar familiar para muitos fãs da saga: Coruscant. Não mais aquela próspera e vibrante megalópole que conhecíamos nas prequels, o planeta agora é formado por inúmeras “camadas sedimentares de progresso”, com construções erguidas por cima da clássica arquitetura art-deco da Velha República e que se tornam cada vez mais antigas e decrépitas conforme se aproximam do solo, onde as ruas são abarrotadas de carniceiros que vivem de migalhas despejadas pelas camadas superiores.

O planeta é ocupado pela Primeira Ordem, que impõe o medo sobre todos os habitantes indiscriminadamente e mantém sua presença através de uma gigantesca nave-cidadela que paira sobre o planeta.

Hux (agora se autodenominando chanceler) aparece exibindo o traidor Bisc Kova, que forneceu informações e recursos para que a Resistência pudesse infiltrar Kuat, em frente a uma multidão.

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Kova é executado publicamente com uma “guilhotina de lâmina luminosa”.

Hux e seu braço-direito Comandante Selleck logo em seguida se dirigem a uma sala de reuniões onde se encontra um conselho composto por senhores da guerra de várias espécies, que são aliados da Primeira Ordem (semelhante a uma cena situada na Estrela da Morte em Uma Nova Esperança).

O conselho está ciente da existência de Rey, assim como o está diante do fato de ela ser “o último Jedi”, e todos os membros se encontram bastante exaltados devido ao desaparecimento do Líder Supremo Kylo Ren, que segundo Hux “partiu em busca de algo, em busca de um grande poder”.

CORTA PARA outro local bastante conhecido: Mustafar, onde estão as ruínas do castelo de Darth Vader. Aqui vemos Kylo Ren caminhando sozinho, acompanhado apenas por um dróide silencioso cuja aparência se assemelha a Darth Maul e ostentando uma barba por fazer (o que indica que ele passou um bom tempo sozinho).

Provavelmente o único interlocutor de Kylo ao longo de sua busca tem sido o fantasma de Luke Skywalker, que vem assombrando Kylo desde pouco após os eventos do filme anterior (em concordância com as últimas palavras de Luke).

“É assim que sua jornada sombria acaba; em um túmulo vazio”, diz Luke a Kylo, que retruca perguntando “E como foi que a sua jornada acabou?”.

Ao longo da caminhada, Luke tenta convencer Kylo a voltar para sua mãe Leia, mas a obstinação do Líder Supremo da Primeira Ordem é inabalável. “Me tornarei mais poderoso do que qualquer Jedi”, diz Kylo, “incluindo você”.

Após chegar ao seu destino, a estrutura abandonada que costumava ser o templo de Darth Vader, Kylo encontra um Holocron Sith que revela um holograma do falecido Imperador Palpatine quando ativado. Em uma mensagem originalmente endereçada a Vader, Palpatine detalha um plano de contingência para seu aprendiz.

“Lorde Vader, o jovem Skywalker estará em breve em nossas mãos, supondo que minhas premonições estejam corretas. No entanto, é necessário que nos preparemos para o pior. Caso alguma tragédia me atingir e sua tentativa de converter Skywalker fracassar, deixo-lhe encarregado de leve o jovem Skywalker ao sistema Rem-Na-Kor, onde você encontrará Tor Valum, mestre dos Sith e aquele que me instruiu.

Após o fim da mensagem, o Holocron escaneia Kylo Ren e observa que ele não é a pessoa para quem a mensagem foi destinada. Uma explosão de energia vermelha é liberada pelo Holocron e eletrocuta Kylo, que solta gritos de profunda e insuportável agonia enquanto a descarga de energia “se espalha por sua pele como um câncer”, deixando-o completamente desfigurado.

CORTA PARA a base da Resistência em Koralev, onde a General Leia Organa é introduzida ao sentir um “eco” da dor de seu filho Ben. Chewbacca e a Tenente Connix (personagem interpretada por Billie Lourd, filha da Carrie Fisher na vida real) informam Leia que a equipe de infiltração retornou sã e salva, e logo depois ficam chocados ao se deparar com o destróier aterrissado na superfície do planeta.

Aí temos um breve momento cômico onde Rey usa a mind trick em alguns oficiais da Primeira Ordem (que ainda estavam na nave no momento da fuga) para mantê-los sob controle.

Pouco depois temos uma cena onde Rey desabafa para Finn sobre não ter as qualidades necessárias para ser um Jedi, e que tem medo de ser um símbolo de esperança para os outros pois inevitavelmente vai acabar decepcionando a todos.

Após alguns segundos de silêncio, Finn (sabendo da conexão que Rey e Kylo desenvolveram no filme anterior) pergunta a sua amiga se ela tem sentido algo de Kylo recentemente.

Rey confessa que tem tido pesadelos, e que não há uma noite desde a batalha de Crait que ela não tenha acordado aos gritos. Finn pergunta se há alguma relação, e Rey não sabe responder pois a própria conexão ainda é misteriosa para ela.

“Você precisa calá-lo, Rey. Ele não pode mudar. É tarde demais”, diz Finn, preocupado.

“Nunca é tarde demais para mudar,” Rey responde, “você me ensinou isso.”

Na cena seguinte, vemos a Resistência checando o destróier roubado e observando que ele possui um imenso arsenal (de tanques, TIEs, etc). A única coisa que falta é um exército grande o suficiente para fazer tudo isso funcionar.

Rey recorda durante uma reunião que, enquanto pesquisava os textos Jedi que furtou em Ahch-To, descobriu que havia um sistema de comunicação (chamado de Force Beacon) no subsolo do Templo Jedi em Coruscant.

Esse sistema é conectado a outros cinquenta planetas em vários cantos da galáxia, e teria um propósito parecido com os faróis de Gondor em Senhor dos Anéis. Surge a ideia de invadir Coruscant com uma equipe reduzida e usar o mecanismo para transmitir para toda a galáxia uma versão editada do holograma da princesa Leia no filme original de 1977, de forma a disseminar uma mensagem para unir as pessoas contra a tirania da Primeira Ordem.

Finn demonstra certo ceticismo tendo em mente o quão antiga é essa tecnologia, porém Poe o assegura que “a tecnologia da Velha República é muito melhor que o lixo que temos hoje em dia”, e aponta a possibilidade de o sinal transmitido pelo Force Beacon ser imune ao bloqueio da Primeira Ordem.

Em meio à incerteza de todos ao seu redor, Rey lembra: “esperança é tudo que ainda temos” e se retira da sala à medida que o pessoal concorda em prosseguir com o plano.

CORTA PARA um local vazio onde Rey está treinando e meditando sob supervisão do fantasma de Luke Skywalker. Ao contrário da caracterização absurda que ela teve em Ascensão, a Rey que vemos aqui é uma pessoa mais vulnerável e em constante conflito consigo mesma.

Também vale mencionar que, nessa versão da história, Luke conversa com Kylo e Rey ao mesmo tempo, encorajando Rey a se tornar mais poderosa na Força enquanto tenta forçar Kylo Ren a trazer Ben Solo de volta para a luz.

O fantasma de Luke Skywalker supervisiona o treinamento de Rey.

CORTA PARA Coruscant. Kylo Ren retorna ao planeta com a pele totalmente desfigurada devido à descarga de energia do Holocron. A pedido do Líder Supremo, dróides pegam placas de armadura mandaloriana e a soldam diretamente na pele de Kylo, criando uma máscara permanente.

Ao se levantar da maca e se deparar com Hux questionando-o sobre seu sumiço e suas responsabilidades como Chanceler Supremo da Primeira Ordem, Kylo explode para cima de Hux dizendo que não liga para títulos políticos.

CORTA PARA Rey em uma discussão acalorada com Luke, durante o treinamento, falando sobre o suposto equilíbrio pregado pela ordem Jedi.

“Equilíbrio? As trevas sufocam a luz e a luz extingue a escuridão, e assim vai se repetindo pela eternidade. Como você pode dizer que existe equilíbrio na Força?!”, diz Rey furiosa.

“Eu conheço essa raiva, meu pai também a tinha”, Luke responde de forma condescendente.

“Assim diz meu mestre, e assim dizia o mestre dele”, Rey ironiza, “centenas de mestres tão dispostos a nos dizer como devemos viver.”

A discussão entre os dois personagens continua basicamente com Rey tentando abrir mão de assumir o manto de Jedi e toda a bagagem que esse título carrega.

“Durante toda a minha vida eu quis uma família. Agora que finalmente encontrei uma, não quero… não posso abandoná-la”, diz Rey em prantos.

“Mas a Força fala com você”, insiste Luke.

“Talvez eu não seja quem a Força pensa que eu seja”, Rey responde secando as lágrimas.

Luke, então, pergunta: “Então quem é você?”

Rey, em tom seco, repete uma afirmação feita no filme anterior: “Eu não sou ninguém”.

“Ora, se você realmente acredita nisso, então talvez o último Jedi esteja mesmo morto”, Luke constata de forma cínica.

“Talvez ele esteja”, Rey responde no mesmo tom, se referindo a Luke.

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A nave-cidadela da Primeira Ordem orbita Coruscant, antiga capital da República

CORTA para Coruscant, com Kylo e Hux ainda fuzilando um ao outro com o olhar. Kylo parece não se importar nem um pouco com a Primeira Ordem e constata que não deveria se importar, já que aparentemente não houve nenhum problema em sua ausência.

Kylo diz que está de saída mais uma vez, e Hux fica nervoso ao reparar nas queimaduras que descem o pescoço de seu chefe e rival, assim como as pústulas formadas próximo às arestas da armadura que foi soldada na pele de Kylo Ren.

“E quanto àquele poder nos pergaminhos Sith? Você encontrou?”, pergunta o Autodeclarado Chanceler.

“Está no meu alcance”, Kylo Ren responde com indiferença, “e a capacidade de destruir planetas se tornará insignificante quando esse poder estiver em minhas mãos”.

Kylo vira as costas e se dirige aos seus aposentos pessoais, mas não sem dar uma última ordem: “Encontre a Resistência. Acabe com eles. Deixe a garota comigo.”

Em seu quarto, logo antes de partir em sua jornada rumo a Rem-Na-Kor, Kylo Ren segura a máscara retorcida de Darth Vader mais uma vez. “Eu te entendo agora”, Kylo fala consigo mesmo, “você deixou o amor nublar seu julgamento”. Em mais um acesso de fúria, Kylo atira a máscara de seu avô para fora da sacada, e o artefato se despedaça ao cair no solo de Coruscant.

CORTA PARA a base secreta da Resistência, onde são realizados os preparativos para as duas missões decisivas que nossos heróis terão que enfrentar: Rose, Finn, R2-D2 e C3P0 vão a Coruscant para acender o Force Beacon e transmitir sua mensagem para o resto da galáxia; enquanto Rey, Poe e Chewbacca precisam ir a um planeta chamado Bonadan, onde Poe diz haver uma pessoa “capaz de dizer a Rey o seu destino”.

Antes de Rey partir, ela tem uma conversa com Leia que provavelmente seria um dos momentos emocionais mais impactantes do filme.

“Eu acho que consigo salvar seu filho”, Rey afirma, parcialmente ciente de que vai receber uma resposta negativa.

“Já acreditei nisso antes. Você acredita que há bondade nele, assim como Luke acreditava que havia bondade em Vader”, Leia responde. “Olha, sei que há bondade em todos nós, mas o garoto que eu conheci se foi há muito tempo”.

“Mas Luke me treinou bem”, Rey a assegura.

“Não há como treinar para certas coisas”, Leia retruca.

Mais adiante na conversa, há um trecho que Burnett decidiu destacar:

“Mas os ensinamentos Jedi-“, Rey começa a falar antes de ser interrompida.

“Ensinamentos de quem? De algum velho que viveu milênios antes de você nascer?”, Leia levanta o tom de voz, mas logo depois volta a falar mais calmamente. “Durante toda a minha vida ouvi falar de ‘equilíbrio’, e eu não faço a menor ideia do que isso significa”, a General Organa termina com um conselho: “Você não é como meu pai ou meu irmão. Você é algo novo. O que quer que aconteça, lembre-se que a Força escolheu VOCÊ. Sua história não é escrita por nenhuma outra pessoa“.

Após os heróis partirem em suas respectivas missões, a Primeira Ordem consegue rastrear o destróier roubado até a base da Resistência. Leia e os demais soldados usam o encouraçado para escapar, e a nave se torna efetivamente a nova base de operações da Resistência.

CORTA PARA o planeta Rem-Na-Kor. Kylo pousa próximo a uma fortaleza dilapidada, onde cadáveres decompostos de humanóides e bestas gigantescas estão empilhados tanto nas proximidades quanto entre as ameias de pedra gasta. Essa cena remete a uma batalha que se encerrou milênios atrás, e o que sobrou dos uniformes e dos estandartes não tinha nada que pudesse indicar a identidade de quem participou dessa luta. Tal decadência é um lembrete de que, enquanto os Jedi perduram, a sina dos Sith é voltar às cinzas.

Em seu dispositivo de rastreamento, Kylo detecta uma única forma de vida em meio a esse ambiente que fede a morte, e se dirige à fortaleza que se ergue em meio à terra devastada. Ao chegar em um salão cheio de partes mecânicas desgastadas, uma voz começa a sussurrar no ouvido de Kylo.

“Revele-se”, a voz ordena e Kylo imediatamente acende seu sabre de luz em resposta.

“Eu procuro o mestre Sith, Tor Valum”, Kylo responde.

“Eu não sou nenhum mestre”, a voz retruca. Nesse momento, a montanha de sucata se desfaz e uma figura não exatamente humanóide com aspecto lovecraftiano se ergue. “Mas já fui chamado de Tor Valum.”

“Você treinou Darth Plagueis?”, Kylo pergunta, cada vez mais impaciente.

“Esse nome não tem significado algum para mim”, Tor Valum trata o rapaz com a indiferença de quem já viu coisas demais para se preocupar com a curiosidade de outrem.

Kylo então explode em fúria e aponta seu sabre para Tor Valum: “E a sua vida, tem algum significado para você?”

“Você me ameaça com a morte ao ficar bravo, que divertido”, a entidade milenar parece brincar com as emoções de Kylo Ren.

“Você é fraco. Não sinto nada”, Kylo claramente tenta desviar o foco da conversa.

Tor Valum então diz, em tom condescendente: “Você sente o que eu permitir que você sinta, criança.”

Durante o diálogo que se segue, Kylo tira o capacete e vemos parte das queimaduras, que estão ainda pior do que lembrávamos. Tor Valum parece estranhamente entretido com isso.

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O misterioso Tor Valum

CORTA BREVEMENTE PARA a Millennium Falcon, onde Rey, Poe e Chewbacca estão a caminho do planeta Bonadan. Mal sabem eles que os Cavaleiros de Ren estão em seu encalço.

CORTA PARA Coruscant. A equipe composta por Finn, Rose, R2 e 3P0 consegue descer para a superfície do planeta-cidade. Burnett destaca uma cena divertida entre C3P0 e R2-D2 onde o dróide de protocolo diz “Temo que meu conhecimento sobre a infraestrutura de Coruscant está limitado apenas aos níveis superiores, mestre Finn”. O astromecânico responde com bipes, e logo em seguida 3P0 diz “elitista? Onde você aprendeu essa palavra?”.

Os quatro entram no templo Jedi, que atualmente serve como abrigo para um monte de pessoas sem-teto e tem as paredes e teto remendados com sucata. Um triste lembrete de que já houve uma época melhor.

“Isso não parece o Templo Jedi pra mim”, diz 3P0 confuso enquanto anda pelos corredores imundos sob olhares das pessoas que se encolhem de frio em torno de barris usados como fogueira.

R2 solta alguns bipes, e 3P0 fica ofendido. “Como assim eu me destaco?”, 3P0 pergunta antes de ouvir mais bipes. “Ouro não é pomposo! Deixe questões de vocabulário comigo, seu mecânico glorificado!”

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CORTA PARA Rem-Na-Kor, continuando o diálogo entre Kylo Ren e Tor Valum.

“Ah, então desejas o poder daqueles que vieram antes?” Tor Valum pergunta em tom de desafio. “Desejas ocupar o seu legítimo lugar entre os deuses de Mortis?

Kylo responde com uma determinação quase pueril: “Sim, é isso que desejo.”

“Para que possa comandar a galáxia sem a necessidade de exércitos ou frotas estelares?” Tor Valum continua.

“Sim. Sim!” Kylo parece cada vez mais seduzido pela proposta.

“Mas você teme a fragilidade de seu recipiente”, Tor Valum observa, se referindo ao corpo danificado de Kylo. “Você precisa desse poder… Ajoelhe-se diante de mim.”

Kylo se ajoelha prontamente.

“Você quer se comparar com os ‘Sith’, mas os Sith são impenitentes e sem qualquer remorso. Você por outro lado é atormentado pelo seu próprio passado, pela sua própria existência.”

“Não tenho arrependimentos”, Kylo fala entre dentes cerrados como se estivesse fazendo força para convencer a si mesmo disso.

“Você mente”, Valum responde. “Até você se desvencilhar do passado, seu destino será o mesmo deles”, diz o mestre ancestral enquanto aponta para as montanhas de cadáveres decompostos no campo de batalha.

“A Força da vida é alimento. Quanto mais você a consome, mais forte você se torna, e tomar a vida de outros é como trapacear a própria morte.”

Kylo então faz o pedido decisivo: “Me ensine.”

Assim, Kylo treina com Tor Valum para se tornar uma espécie de “vampiro da Força”, que rouba a energia vital de outros seres vivos para fortalecer a si mesmo.

CORTA PARA Coruscant. Os heróis conseguiram com sucesso encontrar o Force Beacon no subsolo do templo Jedi e realizaram a transmissão do holograma. Nesse momento temos uma montagem semelhante àquela cena em “O Senhor dos Anéis” que mostra vários povos pela galáxia recebendo a mensagem e reagindo a ela.

Acredite, isso não é nem a metade do roteiro.

Entre os lugares que receberam o sinal, Burnett destaca os seguintes: os monges Bendu em um templo num mundo remoto; a aparição especial de Bossk (um caçador de recompensas da trilogia original), que está vivendo uma vida luxuosa num palácio em Trandosha, mas começa a questionar sua passividade ao ouvir a mensagem projetada em seu droide-servo; e uma fazenda de umidade em Tatooine onde um garoto e sua irmã observam fascinados o holograma em sua unidade R6.

De alguma forma, a Primeira Ordem consegue cortar a mensagem antes da transmissão se encerrar, e os heróis assustados precisam fugir para as ruas de Coruscant. Rose fica para trás e é capturada.

Como dito anteriormente, o solo do planeta é um lixão, com ruas abarrotadas de sucata e a população vivendo em estado de extrema miséria.

Lá eles descobrem que há toda uma população oprimida pela Primeira Ordem, e que essas pessoas estão prontas para se rebelar após ouvirem a mensagem. Entre esses sem-teto, Finn encontra alguns de seus antigos colegas stormtroopers, e percebe que não está sozinho.

CORTA PARA Bonadan. Rey e Poe descem da Millennium Falcon em um local afastado enquanto Chewie permanece na nave. Os dois protagonistas pegam um veleiro militar (chamado Vela-Navalha) que estava atracado nas proximidades e começam seu percurso.

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A Millennium Falcon sobrevoa o planeta Bonadan.

Na cidade eles encontram uma vidente que confecciona um mapa estelar a partir das visões e sonhos que Rey vem vivenciando. Assim, Rey descobre seu destino: Mortis. Rey se pergunta qual a razão de ela ter um destino assim, sendo que ela não é ninguém.

“Ninguém é ninguém”, diz Poe em uma tentativa de aliviar o peso da situação.

CORTA PARA Rem-Na-Kor, onde Kylo Ren enfrenta uma gigantesca criatura selvagem chamada Gronk’Bor e a drena de sua força vital. Kylo se sente mais poderoso do que nunca com os ensinamentos de Tor Valum, mas ainda não é o suficiente para ele. Ele precisa de mais.

Kylo e Valum caminham juntos até uma caverna que o mestre descreve como uma “convergência da Força”, dizendo que “há muito mais lá dentro”. Kylo Ren põe seu capacete e se dirige rumo à caverna, e lá ele encontra uma visão de ninguém menos que Darth Vader.

Após lutar com essa visão, Kylo é derrotado e deixa a caverna furioso. Ele quer saber a todo custo onde está Mortis. Onde está esse lugar onde ele poderia superar o Poder daqueles que vieram antes?

“Você não é digno”, diz Tor Valum, “não ainda”.

Mas Kylo não quer saber de ser digno, ele quer respostas. Em uma explosão de ódio, Kylo Ren usa as habilidades que aprendeu para subjugar e drenar toda a Força vital de Tor Valum, eventualmente matando o mestre.

Graças a esse ato (ou seria à sua conexão com Rey?) Kylo agora sabe onde fica Mortis, e sobe em sua nave para se dirigir rumo ao mundo misterioso.

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Kylo e Vader se enfrentam na caverna.

CORTA PARA o rio em Bonadan ao pôr-do-sol. Enquanto Rey e Poe retornam para a Millennium Falcon, um disparo na água próxima ao barco causa uma enorme explosão e chama a atenção dos heróis. É a Knife-9, e os Cavaleiros de Ren querem a cabeça de Rey. Poe ordena que Rey manuseie o canhão rudimentar acoplado à proa do veleiro para tentar desabilitar as armas dos Cavaleiros de Ren, enquanto ele pilota o barco para esquivar dos disparos e retornar em segurança à Millennium Falcon.

Nessa versão, os Cavaleiros de Ren tem um pouco mais de desenvolvimento do que tiveram em Ascensão, visto que todos têm nomes e deixam transparecer um senso de camaradagem e lealdade entre eles.

A perseguição termina com uma intensa batalha em terra firme, onde Rey luta contra todos os seis cavaleiros e os derrota. Apesar da vitória, Rey não se sente nada bem com o fato de tê-los matado, pois não teve escolha.

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Aproveitaram esse conceito parcialmente naquela cena de Ascensão Skywalker.

Poe tenta confortá-la, dizendo “Jedi fazem isso… certo?”. Rey não consegue se livrar dessa sensação de que matou pessoas que ela conhecia, mesmo nunca tendo visto eles pessoalmente antes. Então Rey diz que deve ir a Mortis sozinha, e se recusa a embarcar na Millennium Falcon.

Poe a questiona porque o plano não era esse, mas Rey diz que a Resistência precisa de Poe e não quer que mais ninguém se machuque nessa missão. Em face da teimosia de Poe, Rey começa a usar a mind trick nele para persuadí-lo a deixa-la ir sozinha. Poe (que nessa versão sente uma atração por Rey, brevemente insinuada em Os Últimos Jedi) resiste à habilidade de Rey, que fica cada vez mais intensa à medida que Chewie uiva de preocupação.

Para quebrar a resistência de seu amigo ao poder, Rey beija Poe e ele finalmente sucumbe à mind trick. Poe, Chewie e BB-8 embarcam na Millennium Falcon e vão para se juntar à Resistência. Enquanto isso, Rey rouba a Knife-9 e parte rumo a Mortis.

CORTA PARA a órbita de Rem-Na-Kor. Kylo está calculando seu percurso para Mortis quando o Chanceler Hux entra em contato com ele.

“A Resistência tentou burlar nosso bloqueio de comunicações”, Hux informa Kylo, “mas felizmente não conseguiram transmitir a mensagem completa”.

“Você ainda tem dúvidas sobre quem os impediu?” Kylo faz uma pergunta retórica, insinuando que foi ele o responsável por cortar a transmissão.

“Uma perfídia dessa magnitude não pode ser tolerada, devemos responder o mais rápido possível”, diz o Chanceler.

“Nosso império é forte, basta demonstrar isso a eles”. Kylo responde desinteressadamente.

“Sua ausência os encoraja”, Hux afirma fazendo esforço para não explodir de raiva. “Se você encontrou esse poder de que tanto fala, mostre-o de uma vez por todas!”

“Snoke estava certo sobre você, Hux. Te falta fé”, Kylo finaliza antes de cortar a comunicação, “e sem fé, você não serve a ninguém além de si mesmo.” Assim, Kylo engaja o hiperespaço rumo ao planeta ancestral onde a Força teve sua origem.

Esses eventos marcam o fim do segundo ato, e todos os participantes do conflito estão finalmente se posicionando para a batalha decisiva.

CORTA PARA Coruscant, onde Rose Tico está sendo torturada por Hux, sem resultado. Hux está tentando obter os códigos necessários para desabilitar o destróier roubado pela Resistência.

“A Tenente Connix me pediu para escolher algo simples, como ‘Dia da Vida’ ou algo do tipo, mas acho melhor não.”

“Acha que isso é engraçado?” Hux grita e rapidamente estende a mão para Rose.

Nada acontece e a sala de tortura é tomada por um silêncio constrangedor.

“Deixa eu ver se entendi… Você acabou de tentar usar a Força em mim?”

Hux dá um tapa no rosto de Rose e se retira da sala em passos pesados. A porta se fecha atrás dele, e Rose observa que não há guardas protegendo a sala por algum motivo.

Rose consegue escapar na primeira oportunidade e foge rumo à cidade baixa para encontrar Finn e os droides.

Isso não foi muito difícil de fazer, pois Finn conseguiu mobilizar os cidadãos pobres de Coruscant a se rebelarem contra a Primeira Ordem em uma tentativa de “assustá-los” e desestabilizar suas forças.

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CORTA PARA uma breve cena no planeta Alafor (?), em uma boate gerida por Lando Calrissian. O expediente já está encerrado e os funcionários estão apenas fazendo a limpeza. Lando está em seu balcão contando o dinheiro obtido ao longo do dia, quando uma silhueta lança uma sombra sobre a pilha de créditos na sua frente. É a General Leia Organa.

“Você não devia estar aqui”, diz Lando.

“Pelo meu bem ou pelo seu?”, retruca Leia.

“Acho que os dois”, Lando responde esboçando um sorriso. “Mas sério, minha clientela é maioria da Primeira Ordem, é uma péssima ideia você estar aqui”.

“É o seguinte: eu tenho naves, preciso de pilotos, e ouvi dizer que você conhece bons contrabandistas”, Leia continua sem dar a mínima para o que Lando está falando.

“Olha, princesa, eu prometi ao Han que cuidaria de você caso alguma coisa aconteces-“

“Você cuidar de mim?”, Leia interrompe.

“Eu sei que você merece coisa melhor, mas ajudar uma velha amiga em uma missão suicida não é o que ele gostaria que eu fizesse”.

Leia tenta convencer Lando dizendo que a galáxia precisa dele, mas o velho vigarista persiste em sua recusa. Os dois descem para um atracadouro onde o transporte de leia está à sua espera, e Leia insiste uma última vez para que seu velho amigo a ajude a vencer essa guerra.

“Nós já vencemos uma guerra antes”, Lando diz, amargurado, “mas o que ganhamos com isso? Me desculpe, mas não posso fazer esse sacrifício de novo.”

CORTA PARA uma região desconhecida do espaço. Rey está seguindo o mapa estelar feito pela vidente, quando chega a uma região onde não há estrelas visíveis e um planeta solitário flutua em meio ao vazio. Este é Mortis.

Quando Rey se aproxima para pousar, a energia da Knife-9 subitamente se esgota e a nave colide com o solo. Kylo Ren chega no planeta pouco tempo depois, e sua nave sofre da mesma interferência.

Rey escala um penhasco gélido, sob constantes pancadas de neve e vento, até chegar ao cume. No cume, ela se depara com estátuas de seres antigos cujos rostos são ocultados pelos seus capuzes. Burnett deixa claro que as figuras retratadas nessas estátuas não são Jedi.

Em meio à nevasca, Rey subitamente tem uma visão, e ela está de volta às dunas de Jakku. Ela ouve uma voz infantil gritar e, ao se virar para ver de onde essa voz veio, Rey enxerga a si mesma sendo vendida para Unkar Plutt e abandonada por seus pais. A mãe de Rey pede aos prantos para a garota esperar, pois eles voltarão em breve.

Rey acorda da visão e imediatamente acende seu sabre de luz, gritando de desespero e brandindo a arma para todos os lados.

CORTA PARA outro canto em Mortis. Kylo Ren está andando por uma floresta quando se depara com uma cabana aparentemente habitada, a julgar pela fumaça saindo pela chaminé. Do canto de seu olho, ele observa uma figura coberta em mantos pretos se dirigindo a essa cabana.

Essa figura é uma versão mais jovem de Kylo, e ele conclui que aquilo é alguma alucinação provocada pelo planeta. A figura abre a porta da cabana e se depara com Han Solo. Kylo apenas observa.

“O que você está fazendo aqui, Ben?”

“Esse não é mais meu nome.”

“Sua mãe não pode ver você aqui. Não dessa forma!”

“Eu não vou voltar, há um destino bem maior me esperando.”

“Isso são mentiras, filho. Promessas vazias. Você tem tudo que precisa aqui conosco!”

“O quê? Você? Ela? Meu mestre diz que tenho um poder inigualável, nenhum de vocês entenderia.”

“Sua mãe entende mais do que qualquer outro.”

“A mesma mãe que me empurrou para longe?”

“Ela quis que você aprendesse, amadurecesse. Sua mãe ama você, Ben!”

“Ela tem medo de mim!”

Han observa o sabre de luz na mão do filho, e pede para que ele lhe dê a arma. O que se segue é um reprise da morte de Han Solo em O Despertar da Força, e logo em seguida Kylo volta a si. A intuição de Kylo o leva à mesma montanha na qual Rey estava, e assim ele começa a escalá-la.

CORTA PARA Coruscant, nos arredores da cidadela. Finn e Rose tiveram sucesso em organizar a revolta popular e inclusive roubaram alguns veículos da Primeira Ordem, mas ainda estão em grande desvantagem. Felizmente, a Resistência chega a bordo do encouraçado e começa um ataque aéreo para aliviar um pouco da pressão. Poe e Chewbacca estão pilotando X-Wings e essa cena é (nas palavras de Burnett) do caralho.

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O clímax do filme é semelhante ao Retorno de Jedi: uma batalha em três frentes. Leia comanda a frota da Resistência de dentro do gigantesco Destróier roubado, enquanto Finn e Rose lutam para manter o controle das ruas de Coruscant; enquanto isso, Rey e Kylo se enfrentam no remoto planeta Mortis.

CORTA PARA o interior do templo em Mortis. Rey está em frente à gigantesca entrada quando Kylo Ren chega no recinto. Ambos usam seus sabres de luz como tochas para enxergar melhor na penumbra projetada pelas estátuas e colunas de pedra.

“A Força é poderosa neste lugar. Pode senti-la?”, Kylo pergunta.

“Você sente dor por baixo dessa máscara”, Rey comenta observando o grotesco emaranhado de placas mandalorianas que cobre o rosto de seu inimigo.

“Saia da minha cabeça. Você não vai gostar do que pode encontrar.”

Rey e Kylo começam a usar seus poderes da força um contra o outro.

“Eu me tornei mais forte que Anakin Skywalker, Kylo se gaba, “mais forte que o filho dele.”

“E ainda sente medo”, Rey debocha.

“Medo do quê? De você?”

“Do que você se tornou”, Rey continua. “O Lado Sombrio lhe deixou sozinho, lhe transformou em uma casca vazia.”

“Ah, mas eu não preciso continuar sozinho,” diz Kylo, “com o poder que reside neste lugar, podemos controlar a galáxia e moldá-la tal como os Antigos o fizeram. As Trevas e a Luz juntas!”

“Você acha que eu ainda me juntaria a você?”, Rey responde, “depois do que você fez com a minha família?”

Nesse momento, Kylo perde o equilíbrio e recua.

“Esperava me contar aqui? Abaixar minha guarda com a verdade? Eu sei o que você fez. No fundo, eu sempre soube”, Rey revela, “que meus pais não me venderam em troca de bebida, eles estavam fugindo… de você!”

Kylo Ren está claramente abalado, mas disfarça. “Então você se lembra.”

Por um instante vemos um flash da visão que Rey teve em O Despertar da Força, com os sete Cavaleiros de Ren sob a chuva. De longe ouvimos os gritos de uma criança.

Kylo então começa a explicar: “Snoke deixou suas ordens claras. Encontrar e matar qualquer um com potencial para destruí-lo. Não demorou muito até acharmos você.”

A verdade é revelada. Kylo e os Cavaleiros de Ren foram os responsáveis por matar os pais de Rey.

“Pode me culpar pela sua vida em Jakku, mas você deveria me agradecer por ela. Pelo menos estava segura”. Apesar de bradar que não seria abalada pela verdade, Rey foi claramente afetada ao ouvi-la dessa forma.

“Diga… você os matou?”, Rey pergunta.

“Sim, eu matei.”

“Você matou Han Solo, seu próprio pai.”

“Eu não estou aqui por sua causa, garota.”

“Você matou milhões de pessoas!”

“O que eu quero está atrás daquela porta”, Kylo gesticula para o gigantesco portal de pedra atrás de Rey, cuja aresta superior não pode sequer ser vista em meio à escuridão.

“Você vai ter que me matar pra isso.”

“Eu sei.”

Os dois erguem seus sabres e começam a lutar.

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CORTA PARA a batalha em Coruscant. Assim como o duelo em Mortis, o confronto entre a Resistência e a Primeira Ordem chegou ao seu ponto mais violento. As forças terrestres da Resistência, compostas até o momento pelos sucateiros de Coruscant, estão acuadas e não conseguirão segurar por muito tempo a não ser que um milagre ocorra.

3P0 e R2 estão caminhando atrás das trincheiras e (com sorte) desviando dos tiros de blasters quando vêem um droide astromecânico da Primeira Ordem (chamado no script de R8-08) junto a um tanque revirado. O droide se pluga ao tanque e tenta enviar um pedido de socorro.

“Oh céus! Se ele terminar de enviar essa mensagem estamos perdidos! Alguém faça alguma coisa!” 3P0 grita, sem resposta.

R2 começa a bipar furiosamente, chamando a atenção de 3P0.

“Como assim eu preciso fazer algo? Eu não sou programado para violência, é muito mais fácil você usar alguma bugiganga sua!”

Mais bipes furiosos.

“Ah, mas é claro que você teria uma desculpa!”

3P0 começa a dar passos rápidos em direção ao droide inimigo, em meio ao tiroteio, e arranca o painel traseiro do astromecânico com as próprias mãos.

“Eu sinto muito por isso”, 3P0 diz em um tom triste e começa a puxar os circuitos do droide enquanto repete “oh céus” várias e várias vezes.

R2 começa a bipar e 3P0 fica aterrorizado com o sadismo do colega.

“Por favor, não sofra. Por favor”, 3P0 implora e desativa o droide.

Pouco depois Finn e Rose chegam a bordo de um veículo roubado e vêem 3P0 próximo à carcaça do astromecânico.

“Eu fiz coisas horríveis hoje. Acho que nunca serei o mesmo.”

CORTA PARA a ponte de comando do Destróier da Resistência. Leia observa o campo de batalha preocupada, temendo que seu plano tenha sido de fato ousado demais e suas forças não são capazes de executá-lo. Então ela recebe um sinal estranho saindo do hiperespaço.

“Precisa de ajuda?” diz a voz do outro lado.

Lando Calrissian e os demais contrabandistas da Galáxia vieram para auxiliar no ataque a Coruscant. Todos aqueles que vivem às margens da sociedade, incluindo Bossk (que foi visto anteriormente recebendo a mensagem de Leia), se uniram à Resistência para combater a tirania da Primeira Ordem. Alguns transportes atracam no hangar do Destróier, cheios de pilotos capazes de manusear o arsenal adquirido pelos heróis no começo do filme.

CORTA PARA o templo em Mortis. A luta é extremamente violenta. Ambos os combatentes nutrem um ódio gigantesco pelo outro. Em determinado momento, Kylo e Rey começam a tentar sugar a Força vital um do outro (é subentendido que Rey sabe dessa habilidade devido à conexão com Kylo).

Essa luta não é algo tão bombástico quanto o que tivemos em Ascensão Skywalker, optando por uma abordagem que reflete o conflito interno dos personagens, assim como a oposição entre suas ideologias.

“Eu poderia ter sido seu professor. Poderia ter acabado com sua dor”, Kylo diz antes de desferir um ataque que acerta em cheio o rosto de Rey, fazendo um corte que atravessa o rosto da garota.

Rey derruba seu sabre de luz no chão de pedra e cai de joelhos, gritando de dor enquanto aperta seus olhos tentando ver alguma coisa. Rey está cega. Em sua agonia pontuada por lágrimas de sangue, a garota tropeça em um degrau e cai escada abaixo.

Kylo adentra o templo de Mortis.

CORTA PARA as ruas de Coruscant. A Resistência parece ter virado o jogo, e voltou para a ofensiva. Chewbacca agora está ajudando as forças terrestres pois seu lugar nunca foi no cockpit de um caça.

No calor da batalha, R2 é atingido na cabeça por um tiro de blaster. 3P0 protagoniza uma cena inesperadamente emocional. Finn e os outros ficam sem palavras. Chewbacca pega o corpo de R2 e o carrega de volta para a base.

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CORTA PARA o interior do Templo de Mortis. Kylo Ren caminha entre as estátuas dos Antigos, que o observam de cima em meio à completa escuridão do salão interno. Nesse salão ele encontra uma espécie de túmulo selado por uma placa de pedra (que Burnett compara com a Arca da Aliança no primeiro Indiana Jones).

Ao mover a placa de pedra para ver o conteúdo desse túmulo, Kylo se surpreende ao não encontrar nada lá dentro. Após vasculhar as runas escritas na parede em busca de respostas, sem nenhum resultado, Kylo acende seu sabre e golpeia as estátuas violentamente.

Quando já não há mais nada na sala que ainda possa ser reduzido a pó, o fantasma de Luke aparece e diz: “Você perdeu, Ben”.

“Vader era um homem fraco, mas o amor dele por sua família o salvou”, Luke confronta Kylo mais uma vez. “Esperava que você também pudesse ser salvo dessa forma.”

“Eu fiz o que precisava fazer.”

“Você não é um Skywalker.”

Durante o confronto entre Kylo e Luke, o fantasma diz, em tom desafiador: “Você não pode nos derrotar. Não estou sozinho. Obi-Wan estava certo”.

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ENTRECORTA COM o exterior do Templo, onde Rey se levanta aos tropeços e tenta lidar com o fato de não conseguir mais enxergar. Ela rasga um pedaço de tecido de sua roupa e improvisa uma venda para seus olhos.

Luke então faz um discurso para Kylo, parafraseando a fala de Obi-Wan Kenobi para ele em Uma Nova Esperança. Enquanto ele fala, são mostradas as perspectivas de todos os personagens envolvidos na batalha de Coruscant, que não estão ouvindo o discurso mas são de alguma forma “tocados” por ele.

“A força está ao nosso redor e dentro de nós. Ela mantém a galáxia unida. Nós somos todos unidos pela Força, e essa união jamais será rompida.”

Assim, Rey se levanta e começa a caminhar rumo ao seu inimigo. A cegueira não é mais um problema para Rey, e ela está determinada a derrotar Kylo a qualquer custo.

Luke desaparece e Rey entra no salão vazio. Ela e Kylo estão frente a frente mais uma vez.

“Nosso mestre está errado. Não vou negar minha raiva, nem rejeitar meu amor pelos outros. Eu sou as trevas, e eu sou a luz.”

“Você não é nada”, diz Kylo, “você não é ninguém”.

Lembrando de algo que Poe lhe disse antes, Rey acende seu sabre de luz e diz: “Ninguém é ninguém.”

Rey e Kylo se preparam para uma última batalha.

CORTA PARA a batalha de Coruscant. O Chanceler Hux, em seus aposentos pessoais, observa enquanto a Primeira Ordem é massacrada pelos insurgentes. Hux foi confiante demais, apostando tudo em superioridade tecnológica e na promessa de um poder incomparável.

No fundo, o Chanceler invejava Kylo. Não apenas por seu rival ter sido paparicado por Snoke quando ele mesmo precisou lutar para alcançar um posto no alto escalão da Primeira Ordem, mas também porque Kylo tinha a Força.

Hux sempre quis usar a Força e sua incapacidade de fazê-lo o deixava extremamente frustrado. Com essa derrota da Primeira Ordem e a galáxia inteira se unindo para destruí-la, Hux agora não tinha mais nada.

O Chanceler abre um armário, revelando uma extensa coleção de sabres de luz, e comete suicídio usando uma das armas.

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CORTA PARA a batalha em Mortis. Kylo Ren e Rey estão em pé de igualdade em suas habilidades, mas Kylo consegue revidar todos os ataques de sua oponente com certa facilidade. Nesse duelo até a morte, fica claro que os rivais são dois lados da mesma moeda, e que a chama emanada por uma é equivalente à sombra projetada pelo outro.

Quando Rey desfere um golpe especialmente agressivo, o cabo do sabre de Kylo Ren se despedaça e o rapaz perde alguns dos dedos de sua mão direita. Kylo olha incrédulo para o que sobrou de sua mão e logo em seguida volta seus olhos para Rey, que está parada de pé à sua frente. A raiva flui entre os dois.

Kylo cerra os dentes, revoltado pela existência de um ser tão poderoso como aquele que está diante dele emanando pura Força. Em uma demonstração de ódio e fúria nunca vista desde Anakin, Kylo ergue sua mão esquerda e começa a sugar a Força vital de Rey tal como ensinado por Tor Valum.

Rey é levitada por Kylo e começa a se debater, gritando de agonia enquanto a venda se solta de seus olhos. Conforme a Força deixa o corpo de Rey e é absorvida por Kylo, as placas de metal presas ao rosto dele começam a se soltar e a pele do vilão se regenera.

“Eles estavam todos errados. O poder que reside neste lugar não pode ser tomado”, diz Kylo olhando para o salão escuro. “Mas não é nada comparado a você.”

Rey está à beira da morte, Kylo a drenou quase completamente. “Ben, por favor”, a garota usa a força que lhe sobrou para suplicar.

ENTRECORTA COM a nave-capitânia da Resistência em Coruscant. Leia sente um distúrbio na Força e tenta entrar em contato com seu filho.

“Ben, volte para casa”, Leia implora.

Kylo Ren se pergunta como que, mesmo depois de tudo que ele fez, as pessoas ainda se dispõem a perdoá-lo. Kylo sente a mesma coisa que ele acreditava ser a fraqueza de Vader, mas esse sentimento não o enfraquece. De qualquer forma, é muito tarde para voltar a viver como Ben Solo e esperar que a galáxia se conforme com isso, então Kylo… Não, Ben… faz uma última escolha.

Rey cai no chão. Ben se ajoelha e segura a mão da garota, para devolver toda a Força que lhe foi tomada. Um turbilhão de luz e trevas se forma dentro de Rey, à medida que Ben se reduz a uma casca vazia.

Ben dá a própria vida para que Rey possa viver. Em seu último suspiro, Kylo diz a Rey que o sobrenome dela é “Selana”. A garota fica chocada ao ouvir esse nome que até agora era uma vaga e distante lembrança, e Ben Solo morre.

CORTA BREVEMENTE PARA a batalha de Coruscant. A Resistência triunfou, graças à ajuda tanto de aliados ao redor da galáxia quanto de cidadãos marginalizados de Coruscant e stormtroopers desertores.

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CORTA PARA o salão escuro do Templo de Mortis. Rey está deitada sobre o que sobrou do túmulo coberto pela placa de pedra. Em meio ao breu e ao silêncio, partículas de luz inundam o local e erguem Rey junto a elas. A luz se intensifica até ofuscar tudo, e de repente estamos em um lugar diferente de tudo que conhecíamos. O Plano Astral.

As partículas de luz tremeluzem na escuridão disforme em torno de Rey, e diante da garota aparecem os fantasmas de Yoda, Luke Skywalker e Obi-Wan Kenobi. Eles explicam que tentaram salvar Ben Solo, mas que ele infelizmente “se extinguiu” em seu sacrifício.

“Isso é a morte?”, Rey pergunta.

“Onde estamos, não existe morte”, Obi-Wan responde.

“Mas eu posso enxergar.”

“Seu eu verdadeiro está livre de sofrimento, livre de dor”, continua Obi-Wan.

“Muito você tem nos ensinado”, Yoda interrompe com risadinhas.

“Eu? Ensinando vocês?”

“Hmm… Teve sucesso onde fracassamos,” Yoda responde. “Limitada era nossa perspectiva.”

Luke então explica: “Você escolheu abraçar tanto o lado sombrio quanto a luz. Escolheu buscar pelo equilíbrio dentro de si.”

“Coexistir eles devem”, Yoda completa, “assim como tais emoções o fazem dentro de todos nós.”

“Mas se eu estou aqui com vocês…”

“Uma decisão você deve tomar”, Yoda propõe à garota, “entre retornar ou permanecer.”

“Aqui há serenidade, sabedoria e paz,” Luke continua, “tudo que foi perdido mas não esquecido.”

“E do outro lado?”

“Lá você irá encontrar uma galáxia em desordem”, Obi-wan responde. “Dor, sofrimento, a perda daqueles que você ama.”

“Mas vivendo você estará,” Yoda interrompe de novo, “e amar você irá.”

Rey escolhe voltar ao mundo dos vivos, e agradece por ter tido a oportunidade de escolher.

Conforme os espíritos dos grandes mestres do passado desaparecem e a luz nos cega novamente, podemos ouvir a voz de Obi-Wan ecoando e dizendo: “Você é uma Jedi, Rey Selana, mas você não será a última.”

CORTA PARA Coruscant depois da batalha. Chewbacca e um droide de reparos estão trabalhando em R2-D2 enquanto 3P0 observa. Leia entra na sala e pergunta como estão as coisas.

“Apenas uma varredura pelos circuitos de memória dele e ele estará de volta a si. Eu espero”, responde 3P0.

“Ele vai ficar bem, 3P0”, Leia reconforta o droide.

“Não consigo imaginar o que faria sem ele”, 3P0 lamenta. “Eu sei que ele é teimoso, mas eu… eu…” É quase como se o droide de protocolo fosse começar a chorar nesse momento.

“Eu sei”. Leia fala isso e BB-8 entra na cena para entregar à general o disco de memória recuperado de R2. Leia pega o disco (de maneira semelhante à sua primeira aparição em Uma Nova Esperança) e o insere em R2, trazendo-o de volta à vida.

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Conforme R2 realiza a checagem do disco em ordem cronológica, vemos projeções de vários eventos da saga do ponto de vista do droide: Luke comprando os droides em Tatooine; Obi-Wan entregando o sabre de luz de Anakin; as trincheiras da Estrela da Morte durante a batalha de Yavin; Han Solo recebendo a medalha; Yoda erguendo a X-Wing do pântano em Dagobah; Luke na barca de Jabba; Han e Leia na casamata em Endor; entre outros eventos.

Leia recua maravilhada com a enchente de memórias, em um momento de catarse tanto para a personagem quanto para a audiência. “Obrigado, R2”, a eterna princesa diz ao dróide, que responde com bipes em tom de afeto.

CORTA PARA um planeta novo, chamado de Modesta. Há uma fazenda em um campo bastante bucólico, e Finn está lá em meio a um grupo de pessoas mais jovens, incluindo crianças.

Então, Rey Selana sai de uma cabana. Ainda cega e contando com a ajuda do cajado para caminhar no terreno acidentado, Rey é uma pessoa muito mais sábia do que era no início da trilogia. Ela finalmente encontrou seu propósito.

É nesse planeta que a heroína, que descobriu o verdadeiro significado do Equilíbrio da Força, irá instruir uma nova geração de Jedi para manter a paz e a ordem na Galáxia.

Fim.

Um bom final para Star Wars?

É isso, pessoal. Essa foi a nossa tentativa de remendar as informações vazadas e trazer a vocês um gostinho do Star Wars que poderia ter sido.

Pessoalmente, achei que teria sido um excelente encerramento tanto para a nova trilogia quanto para a saga como um todo. Ao contrário da determinação agressiva de Ascensão Skywalker em “voltar atrás” nas decisões arriscadas feitas em seu predecessor para dar aos fãs “aquilo que eles querem ver”, O Confronto dos Destinos abraça a temática dos filmes anteriores e a desenvolve de maneira surpreendente.

O que temos aqui não é uma narrativa bombástica com uma ameaça a nível galáctico, mas sim uma história sobre pessoas profundamente danificadas que lutam com o objetivo de achar um lugar para si mesmas nessa galáxia onde todos são aparentemente obrigados a refletir o legado daqueles que vieram antes.

É um roteiro com defeitos, claro, mas lembre-se que se trata de um mero rascunho e provavelmente sofreria diversas alterações antes de ser filmado. A maior dessas modificações obviamente diria respeito à General Leia, visto que a atriz Carrie Fisher faleceu apenas uma semana depois desse rascunho ter sido finalizado, e a personagem desempenharia um papel importante na narrativa.

A essa altura do campeonato, a probabilidade da Disney voltar atrás e fazer um novo “Episódio 9” que conclui a história da série de maneira satisfatória é nula. No entanto, a existência desse roteiro me dá uma sensação meio agridoce pois, em algum momento, teríamos visto uma conclusão digna para Star Wars.

Coronavírus

Coronavírus pode ter sido disseminado por… Sopa de morcego?

Sei que uma notícia sobre o Coronavírus é algo inusitado para esse site, visto que nosso conteúdo é mais voltado para a cultura pop ao invés de pandemias que ameaçam acabar com a humanidade coisas do mundo real, mas essa revelação é tão inusitada que merece um lugar por aqui.

Na última terça-feira havia sido publicado um estudo a respeito do misterioso vírus descoberto na China, no qual era estabelecida a ligação entre o patógeno e determinadas espécies de morcegos e cobras. O estudo afirma, no entanto, que a transmissão só se daria com o auxílio de um “intermediário desconhecido”.

Mas parece que o Daily Star conseguiu solucionar o enigma, e ontem (22 de janeiro) revelou ao mundo a identidade desse intermediário desconhecido: uma SOPA DE MORCEGO bastante consumida na região de Wuhan (principal foco da epidemia que fora recentemente isolado pelo governo chinês).

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Imagens da estranha iguaria haviam sido publicadas nas redes sociais

Durante o preparo dessa sopa letal, o morcego é cozido inteiro e com a barriga aberta.

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O sorriso maligno e vingativo do morcego cozido.

Não posso dizer que estou surpreso, tendo em vista a gastronomia bastante peculiar da China, mas é de fato uma reviravolta interessante.

Sobre o Coronavírus

De acordo com o estudo científico publicado no início da semana, a nova epidemia tem a mesma origem dos vírus SARS e Ebola, sendo ligada a cepas específicas de morcegos frutívoros. A epidemia atualmente tem maior presença na China, onde já foram registrados mais de 600 casos, sendo 17 deles vítimas fatais.

Por fim, só resta torcer para que tenhamos dinheiro para nos mudarmos pra Groenlândia antes que o Coronavírus nos pegue.

The Witcher

The Witcher: Netflix anuncia filme animado baseado na série!

O universo de The Witcher está prestes a ficar ainda maior, pelo visto. A Netflix acabou de revelar em seu twitter oficial que está produzindo um novo filme animado que se passa no universo da saga criada por Andrzej Sapkowski, chamado The Witcher: Nightmare of the Wolf.

O tweet traz duas informações cruciais sobre o novo filme: a primeira diz respeito ao envolvimento de Lauren S. Hissrich e Beau DeMayo, respectivamente a showrunner e o roteirista de um dos episódios da série live-action estrelada por Henry Cavill; e a segunda confirma que esse filme será animado por ninguém menos que o lendário Studio Mir (responsável por produções animadas visualmente impecáveis como A Lenda de Korra, The Boondocks e Voltron: Defensor Lendário).

Até o momento não temos mais nada confirmado a respeito do elenco, então não se sabe se os atores da série live-action retornarão para interpretar seus respectivos papéis nesse novo filme. Como se trata da Netflix, é possível especular que pelo menos Cavill voltará à pele do Lobo Branco, mas está cedo demais para tirar qualquer conclusão.

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Henry Cavill caracterizado como Geralt de Rívia, o protagonista e personagem-título da franquia The Witcher.

Sobre The Witcher

A produção da Netflix estrelando Henry Cavill, Anya Chalotra e Freya Allan é descrita oficialmente com a seguinte sinopse: Baseado no best-seller de fantasia, The Witcher é um conto épico sobre destino e família. Geralt de Rivia é um caçador de monstros solitário que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas são mais perversas do que as criaturas que ele caça. Quando o destino leva Geralt a uma poderosa feiticeira, e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três devem aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

O filme Nightmare of the Wolf ainda não tem data de lançamento prevista porém vocês podem ter certeza de que traremos mais informações conforme elas forem reveladas, então fique atento ao nosso site e nossas redes sociais!

Terry Jones, do Monty Python, morre aos 77 anos

No ramo da comédia, dificilmente você irá encontrar alguém que não admita ter sido influenciado pelo Monty Python. A lendária trupe britânica ganhou notoriedade com o programa de esquetes Monty Python’s Flying Circus originalmente exibido entre 1969 e 1974, e posteriormente levou seu humor característico ao cinema através de clássicos como Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979) e O Sentido da Vida (1983).

Como grandes admiradores do trabalho da trupe, nós do 1 Real a Hora estamos devastados ao noticiar o falecimento de Terry Jones, um dos seis membros originais do Monty Python e – como as palavras de seu colega Sir Michael Palin registradas na reportagem da BBC descrevem perfeitamente – “um dos artistas e escritores mais engraçados de sua geração”.

O comediante, diretor e roteirista galês que nos trouxe o clássico filme A Vida de Brian faleceu aos 77 anos após quatro anos lutando contra um grave caso de demência frontotemporal. John Cleese o descreve em sua homenagem como “um homem de muitos talentos e com um entusiasmo sem fim”, e Eric Idle relembra as “muitas gargalhadas e momentos de total alegria” que Jones protagonizou.

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Jones (no canto esquerdo) com os demais membros do Monty Python: Graham Chapman, John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam e Michael Palin.

Segue o depoimento completo de Palin, que encapsula toda a importância que Terry Jones teve tanto para a troupe quanto para a arte da comédia como um todo:

“Ele era muito mais do que um dos mais engraçados artistas e escritores de sua geração, ele era o comediante renascentista completo – escritor, diretor, apresentador, historiador, brilhante autor infanto-juvenil, e a mais maravilhosa e acalentadora companhia que você poderia pedir.”

Para saber mais sobre a vida e trajetória desse verdadeiro “titã da comédia”, a BBC publicou esse maravilhoso obituário relembrando a vida, perspectiva e realizações de Jones.

Descanse em paz, Terry. Que sua genialidade continue cativando a mente de várias pessoas e transcendendo gerações, assim como já o vem fazendo.

Superman

Brandon Routh poderá viver o Superman em série para o HBO Max

Parece que Brandon Routh está passando por uma espécie de redenção no que diz respeito à sua versão do Superman. Introduzida em 2006 no longa-metragem Superman: O Retorno com uma recepção morna (no máximo), essa encarnação do personagem tornou-se um fan favourite após ser repaginada nos moldes da graphic novel Reino do Amanhã para participar do evento crossover Crise Nas Infinitas Terras, exibido no canal The CW.

A aclamação crítica e o sucesso com os fãs não passaram batido para a Warner Bros. Pictures, que segundo rumores divulgados pelo site FandomWire estaria em estágios embrionários do desenvolvimento de uma série estrelando essa versão do Homem de Aço em parceria com a HBO, sendo que a produção provavelmente será exibida no serviço de streaming HBO Max.

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Brandon Routh em sua primeira aparição como o filho de Krypton.

Há também especulações de que a nova série irá reaproveitar ideias descartadas para a sequência que foi planejada para o filme de 2006, trazendo vilões como Brainiac ou Bizarro ao invés do sempre-presente Lex Luthor (considerando o que aconteceu com carreira do Kevin Spacey nos últimos anos, isso é bem provável e seria uma decisão inegavelmente acertada).

Brandon Routh também vive o personagem Ray Palmer (o super-herói da DC Comics conhecido como Eléktron), que é um dos protagonistas da série Legends of Tomorrow, cuja quinta temporada está programada para estrear hoje mesmo no CW.

Novo trailer de DOOM Eternal leva a franquia ao próximo nível

Acho que todos podemos concordar que DOOM — o reboot lançado em 2016 e publicado pela Bethesda Softworks, não o original de 1993 (apesar de que esse é literalmente o jogo de tiro mais importante já feito) — foi uma das melhores coisas que aconteceram aos jogos de Tiro em Primeira Pessoa nas últimas duas gerações.

O subsequente sucesso crítico e financeiro desse jogaço que proporcionava a experiência única de esmagar crânios de demônios com as próprias mãos possibilitou à id Software (que segura as rédeas da franquia desde os anos 90) o desenvolvimento de uma continuação, e aqui estamos nós com o mais novo trailer de DOOM Eternal, que foi lançado agora há pouco.

O trailer não decepciona ao mostrar exatamente aquilo que os fãs querem presenciar em um novo DOOM: a clássica rotina rip and tear, que consiste em atirar ininterruptamente nos grotescos inimigos até incapacitá-los, e se aproximar logo em seguida para finalizar o trabalho na base da porrada com execuções gloriosamente violentas.

Além disso, temos um foco especial na apresentação de um enredo inédito, consistente com a promessa feita pelos desenvolvedores muito tempo atrás quanto a uma evolução nunca antes vista para a franquia. O reboot de 2016 já contava com uma “lore” gigantesca, que recompensava os jogadores mais curiosos com uma sinistra e detalhada história sobre um conflito ancestral de proporções inimagináveis, e parece que a id não vai poupar esforços ao trazer toda essa narrativa para o primeiro plano.

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Arte promocional de DOOM Eternal

Sobre Doom Eternal

Neste novo capítulo da franquia, situado oito meses após os eventos do jogo anterior, o protagonista Doom Slayer chega à Terra e a encontra completamente dominada pelas forças do Inferno. Além do nosso planeta natal, o conflito de DOOM Eternal ocorrerá em inúmeros outros locais, tais como a base da corporação UAC na lua marciana de Fobos, novas regiões do inferno, e outras ambientações jamais vistas antes. Vale mencionar que os demônios não serão os únicos inimigos dessa vez, pois as forças do paraíso tiveram a brilhante ideia de comprar briga com o herói silencioso.

Também foi confirmado um modo multiplayer especial onde duas pessoas podem invadir a campanha de outro jogador, assumindo o papel de super-demônios a serem enfrentados. Esse modo será adicionado posteriormente ao lançamento, na forma de um DLC gratuito.

DOOM Eternal será lançado no próximo dia 20 de março para Microsoft Windows, Playstation 4 e XBOX One.

Globo de Ouro 2020 | Confira os vencedores de uma das maiores premiações do mundo!

Hoje (ou ontem, dependendo do ponto de vista), no dia 05 de Janeiro de 2020, temos a 77° edição do Prêmio Globo de Ouro. A premiação é uma das cerimônias mais prestigiadas na indústria do entretenimento em todo o planeta e engloba (perdoe o trocadilho) tanto o cinema quanto a televisão em mais de vinte categorias.

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Sem mais delongas, eis aqui a lista completa dos vencedores da última edição do Globo de Ouro:

Melhor Filme – Drama

  • 1917, de Sam Mendes
  • O Irlandês, de Martin Scorsese
  • Coringa, de Todd Philips
  • História De Um Casamento, de Noah Baumbach
  • Dois Papas, de Fernando Meirelles

Melhor Filme – Musical ou Comédia

  • Era Uma Vez Em… Hollywood, de Quentin Tarantino
  • Rocketman, de Dexter Fletcher
  • Meu Nome é Dolemite!, de Craig Brewer
  • Jojo Rabbit, de Taika Waititi
  • Entre Facas e Segredos, de Rian Johnson

Melhor Atriz em um Filme – Drama

  • Renée Zellweger – Judy: Muito Além do Arco-Íris
  • Cynthia Erivo – Harriet
  • Scarlett Johansson – História De Um Casamento
  • Saoirse Ronan – Adoráveis Mulheres
  • Charlize Theron – O Escândalo

Melhor Ator em um Filme – Drama

  • Joaquin Phoenix – Coringa
  • Jonathan Pryce – Dois Papas
  • Christian Bale – Ford vs Ferrari
  • Antonio Banderas – Dor e Glória
  • Adam Driver – História De Um Casamento

Melhor Atriz em um Filme – Musical ou Comédia

  • Awkwafina – A Despedida
  • Cate Blanchett – Cadê Você, Bernadette?
  • Beanie Feldstein – Fora de Série
  • Emma Thompson – Late Night
  • Ana de Armas – Entre Facas e Segredos

Melhor Ator em um Filme – Musical ou Comédia

  • Daniel Craig – Entre Facas e Segredos
  • Roman Griffin Davis – Jojo Rabbit
  • Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez Em… Hollywood
  • Taron Egerton – Rocketman
  • Eddie Murphy – Meu Nome é Dolemite!

Melhor Atriz Coadjuvante em um Filme

  • Laura Dern – História De Um Casamento
  • Jennifer Lopez – As Golpistas
  • Margot Robbie – O Escândalo
  • Kathy Bates – O Caso Richard Jewell
  • Annette Bening – O Relatório

Melhor Ator Coadjuvante em um Filme

  • Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança
  • Anthony Hopkins – Dois Papas
  • Al Pacino – O Irlandês
  • Joe Pesci – O Irlandês
  • Brad Pitt – Era Uma Vez Em… Hollywood

Melhor Diretor em um Longa-Metragem

  • Martin Scorsese – O Irlandês
  • Quentin Tarantino – Era Uma Vez Em… Hollywood
  • Bong Joon Ho – Parasita
  • Sam Mendes – 1917
  • Todd Phillips – Coringa

Melhor Roteiro em um Longa-Metragem

  • Noah Baumbach – História De Um Casamento
  • Bong Joon Ho, Han Jin Won – Parasita
  • Anthony McCarten – Dois Papas
  • Quentin Tarantino – Era Uma Vez Em… Hollywood
  • Steven Zaillian – O Irlandês

Melhor Filme de Animação

  • Frozen II, de Jennifer Lee e Chris Buck
  • Como Treinar Seu Dragão 3, de Dean DeBlois
  • O Rei Leão, de Jon Favreau
  • Link Perdido, de Chris Butler
  • Toy Story 4, de Josh Cooley

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

  • Parasita (Coreia do Sul), de Bong Joon Ho
  • Retrato de Uma Jovem em Chamas (França), de Céline Sciamma
  • The Farewell (EUA), de Lulu Wang
  • Os Miseráveis (França), de Ladj Ly
  • Dor e Glória (Espanha), de Pedro Almodóvar

Melhor Trilha Sonora Original em um Longa-Metragem

  • Alexandre Desplat – Adoráveis Mulheres
  • Hildur Guðnadóttir – Coringa
  • Randy Newman – História De Um Casamento
  • Thomas Newman – 1917
  • Daniel Pemberton – Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe

Melhor Canção Original em um Longa-Metragem

  • Stand Up (Joshuah Brian Campbell, Cynthia Erivo) – Harriet
  • Beautiful Ghosts, (Andrew Lloyd Webber, Taylor Swift) – Cats
  • I’m Gonna Love Me Again (Elton John, Bernie Taupin) – Rocketman
  • Into the Unknown (Kristen Anderson Lopez, Robert Lopez) – Frozen II
  • Spirit (Timothy McKenzie, Ilya Salmanzadeh, Beyoncé) – O Rei Leão

Melhor Série Televisiva – Drama

  • Succession, de Jesse Armstrong
  • Big Little Lies, de David E. Kelley
  • The Crown, de Peter Morgan
  • Killing Eve, de Phoebe Waller-Bridge
  • The Morning Show, de Jay Carson

Melhor Série Televisiva – Musical ou Comédia

  • O Método Kominsky, de Chuck Lorre
  • The Marvelous Mrs. Maisel, de Amy Sherman-Palladino
  • The Politician, de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan
  • Barry, de Alec Berg e Bill Hader
  • Fleabag, de Phoebe Waller-Bridge

Melhor Minissérie ou Telefilme

  • Catch-22, de Luke Davies e David Michôd
  • Chernobyl, de Craig Mazin
  • Fosse/Verdon, de Steven Levenson e Thomas Kail
  • The Loudest Voice, de Tom McCarthy e Alex Metcalf
  • Unbelievable, de Susannah Grant, Ayelet Waldman e Michael Chabon

Melhor Atriz em uma Minissérie ou Telefilme

  • Merritt Wever – Unbelievable
  • Michelle Williams – Fosse/Verdon
  • Kaitlyn Dever – Unbelievable
  • Joey King – The Act
  • Helen Mirren – Catherine the Great

Melhor Ator em uma Minissérie ou Telefilme

  • Russell Crowe – The Loudest Voice
  • Christopher Abbott – Catch-22
  • Sacha Baron Cohen – The Spy
  • Jared Harris – Chernobyl
  • Sam Rockwell – Fosse/Verdon

Melhor Atriz em uma Série Televisiva – Drama

  • Olivia Colman – The Crown
  • Jennifer Aniston – The Morning Show
  • Jodie Comer – Killing Eve
  • Nicole Kidman – Big Little Lies
  • Reese Witherspoon – The Morning Show

Melhor Ator em uma Série Televisiva – Drama

  • Brian Cox – Succession
  • Kit Harington – Game of Thrones
  • Rami Malek – Mr. Robot
  • Tobias Menzies – The Crown
  • Billy Porter – Pose

Melhor Atriz em uma Série Televisiva – Musical ou Comédia

  • Phoebe Waller-Bridge – Fleabag
  • Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Kirsten Dunst – On Becoming a God in Central Florida
  • Natasha Lyonne – Russian Doll
  • Christina Applegate – Dead to Me

Melhor Ator em uma Série Televisiva – Musical ou Comédia

  • Michael Douglas – O Método Kominsky
  • Bill Hader – Barry
  • Paul Rudd – Cara x Cara
  • Ramy Youssef – Ramy
  • Ben Platt – The Politician

Melhor Atriz Coadjuvante em uma Minissérie ou Telefilme

  • Patricia Arquette – The Act
  • Helena Bonham Carter The Crown
  • Toni Collette Unbelievable
  • Meryl Streep Big Little Lies
  • Emily Watson Chernobyl

Melhor Ator Coadjuvante em uma Minissérie ou Telefilme

  • Stellan Skarsgård – Chernobyl
  • Andrew Scott Fleabag
  • Henry Winkler Barry
  • Alan Arkin O Método Kominsky
  • Kieran Culkin Succession

Mais sobre a cerimônia do Globo de Ouro

A cerimônia do prêmio Globo de Ouro contou com homenagens especiais através dos prêmios honorários Cecil B. deMille e Carol Burnett, destinados a indivíduos que contribuíram de forma significativa para o mundo do entretenimento através de seu trabalho no cinema e na televisão, respectivamente. Nesta edição, o prêmio Cecil B. deMille foi entregue ao aclamado ator Tom Hanks, e o prêmio Carol Burnett, à apresentadora Ellen DeGeneres.

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Studio Ghibli

Studio Ghibli confirma estar trabalhando em dois novos filmes em 2020

Sim, é isso mesmo que você leu. O icônico Studio Ghibli (responsável por clássicos da animação japonesa como A Viagem de Chihiro e Cemitério dos Vagalumes) confirmou que, além de estarem disponibilizando todo o catálogo do estúdio nas plataformas de streaming até o próximo mês de abril, estão trabalhando em dois longas-metragens inéditos neste exato momento.

Segundo uma reportagem do site i-D publicada ontem, um desses novos projetos será encabeçado por ninguém menos que Hayao Miyazaki, que está saindo da aposentadoria pela milésima vez para dirigir um filme inspirado pelo romance Kimi-tachi wa Dō Ikiru ka (ou How Do You Live?), escrito por Genzaburō Yoshino em 1937.

Tendo em vista a fama de perfeccionista do Miyazaki, o produtor Toshio Suzuki (colaborador de longa data do cineasta) estima que o filme fique pronto entre 2021 e 2022.

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Sobre “How Do You Live?”, do estúdio Ghibli

A proposta inusitada do próximo longa-metragem de Hayao Miyazaki, produzido no estúdio Ghibli é não fazer uma adaptação direta da trama do romance de 1937, mas sim abordar um ângulo metalinguístico: no projeto de Miyazaki o romance será tratado como parte integral da trama, especialmente no que tange ao significado dele para o protagonista do filme.

How Do You Live? está em processo de desenvolvimento desde 2016, quando Miyazaki saiu da aposentadoria. O produtor Toshio Suzuki revelou em uma entrevista que Miyazaki está trabalhando nesse filme como um epitáfio para seu neto, e que isso seria sua forma de dizer “vovô partirá para o próximo mundo em breve e está deixando esse filme pra você porque ele te ama”.

Aproximadamente 14.000 artigos sobre Bitcoin foram listados no Google Acadêmico em 2019

No dia 3 de janeiro de 2020 a rede Bitcoin, uma tecnologia que mudou as vidas de muitas pessoas, oficialmente completa seu 11º aniversário. Desde o advento da blockchain, estudiosos e economistas têm estudado e escrito milhares de artigos acadêmicos lidando com esse tema. Em 2019, o total de artigos e menções ao Protocolo Bitcoin na plataforma Google Acadêmico chegou a 13.700 publicações inéditas.

Adaptado da matéria de Jamie Redman publicada no site bitcoin.com

A Academia ama o Bitcoin

No halloween de 2008, Satoshi Nakamoto disponibilizou seu manifesto do Bitcoin na internet e provavelmente não fazia a menor ideia do quão gigantesca sua invenção se tornaria. Nakamoto lançou a rede dois meses após publicar o artigo na Cryptography Mailing List, e a nova tecnologia lentamente ganhou tração na internet e as pessoas ouviam falar nela através de fóruns e mídias sociais.

Em 2009, quase imediatamente depois do lançamento da rede, analistas, docentes, estudiosos e economistas notaram o fascinante protocolo chamado Bitcoin. Assim acadêmicos começaram a pesquisar regularmente acerca do sistema, criando trabalhos sistemáticos e artigos a fim de ampliar o conhecimento sobre a tecnologia blockchain e as soluções para criptomoedas. Em 2009 haviam aproximadamente 83 artigos no Google Acadêmico mencionando Bitcoin e em 2010 esse número saltou para 136 registros acadêmicos.

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Entre 2014 e 2019, o número de artigos acadêmicos online aumentou em 561%.

Estudos envolvendo o tópico de criptomoedas continuaram a criar um grande acervo de conhecimento. Artigos publicados sobre moedas virtuais ajudaram a estabelecer parâmetros e confirmar fatos, além de reafirmar os resultados de testes em rede. Aliás, pesquisadores estudiosos escreveram artigos a fim de solucionar problemas com tecnologia de registros distribuídos. Periódicos focados em criptomoeda e revistas acadêmicas também discutiram e endossaram teoremas e questões hipotéticas.

No intervalo entre 2011 e 2013 um monte de artigos no Google Acadêmico se referiram à tecnologia blockchain como um desperdício de recursos e demonstraram como a Bitcoin nunca persistiria. Enquanto isso, outros estudos publicados nos primeiros dias do sistema também detalharam como a blockchain e as soluções de criptomoeda poderiam revolucionar o mundo das finanças.

Em 2011, havia um total de 218 artigos na plataforma Google Acadêmico que mencionavam Bitcoin, um número que dobrou no ano seguinte, culminando em 2013 com um total de 868 menções no serviço de pesquisas científicas da Google. Desde 2014, quando 2.070 artigos científicos poderiam ser encontrados online, o número de trabalhos acadêmicos disponibilizados ao público aumentou em 561% visto que agora há mais de 13,700 artigos publicados esse ano acerca do tema.

Trabalhos acadêmicos sobre Bitcoin escritos por universidades, governos, instituições financeiras, bancos centrais e economistas

Esses artigos acadêmicos se originam de universidades prestigiadas como Duke Law, Princeton, Lund University, Cornell, Cambridge, Lomonosov, MIT, Humboldt, Harvard, Stanford, e Oxford. E não são apenas grandes faculdades e institutos-membros da Ivy League que se envolveram na pesquisa da blockchain, mas também vemos artigos acadêmicos escritos por governos, instituições financeiras, bancos centrais, e economistas. Grandes universidades ao redor do mundo agora têm centros dedicados de pesquisa, cursos que incluem tópicos relacionados à criptomoeda, e faculdades especiais direcionadas ao estudo dessa tecnologia.

Em 2019, a Coinbase publicou um relatório destacando que 56% das 50 maiores universidades do mundo incluem ao menos um curso que envolve criptomoedas ou blockchain. Desde o primeiro estudo universitário da San Fransico firm em 2018, o dobro de estudantes relataram ter participado de alguma disciplina relacionada à blockchain.

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No último dia 25 de dezembro, haviam mais de 13.700 artigos no Google Acadêmico publicados em 2019, e um total de cerca de 22.000 resultados entre 2009 e 2019.

Muitos dos 13.700 trabalhos disponíveis através do Google Acadêmico lidam com a questão da Bitcoin de diversas formas, como introduções à criptomoeda, soluções de remessas, contratos inteligentes, e o básico da tecnologia de registro distribuído. Outros artigos acadêmicos são muito mais aprofundados e discutem tópicos que envolvem não apenas mecanismos complicados das redes de computadores, mais também Direito, Matemática, Economia e Sociologia. Alguns trabalhos ponderam sobre diferentes tipos de ataques e vulnerabilidades, enquanto outros relatos são dedicados a discutir a melhoria geral da infraestrutura da Bitcoin e dos aplicativos de terceiros.

Desde o advento da internet, a produção acadêmica tem transicionado para esse vasto e democrático ambiente virtual, e vemos tecnologias com grande potencial transformador como a Bitcoin sendo muito bem representadas em artigos publicados online pelo serviço Google Acadêmico, que pode ser acessado com facilidade por qualquer pessoa.

Star Wars: J. J. Abrams diz ser grato a Rian Johnson pelas escolhas feitas em “Os Últimos Jedi”

Não é segredo que Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi foi um dos filmes mais divisivos e polêmicos da história do cinema blockbuster.

Mesmo dois anos após seu lançamento, a simples menção ao filme dirigido por Rian Johnson é capaz de provocar discussões acaloradas que podem se estender por horas sem que ninguém chegue a um consenso.

Em uma entrevista ao Yahoo, J.J. Abrams, que ocupou a cadeira de diretor tanto em O Despertar da Força quanto no novo A Ascensão Skywalker, resolveu tomar partido nessa discussão.

Segundo o cineasta, Rian Johnson é um diretor “incrivelmente talentoso” cujas escolhas foram essenciais para “preparar o terreno” para os eventos do próximo filme.

Além disso, Abrams promete dar continuidade e desenvolver melhor diversas ideias e conceitos que Johnson apresentou em Os Últimos Jedi.

“Eu não acho que esse filme (A Ascensão Skywalker) seria o que é se não fosse pelas escolhas que Rian fez, então não tenho nada além de gratidão para com ele.”

A Ascensão Skywalker marca a conclusão da trilogia iniciada em 2015 com O Despertar da Força, e é roteirizado pelo diretor J.J. Abrams em parceria com Chris Terrio (que também foi responsável pelos roteiros do aclamado Argo e do nem-tão-aclamado Batman vs Superman).

O capítulo final da Saga Skywalker chega aos cinemas brasileiros no dia 19 de dezembro de 2019.

Confira o trailer de Avenue 5, nova comédia da HBO

Confissão: quando vi de relance o título de Avenue 5, nova série de comédia e ficção científica produzida pela HBO, pensei que se tratava de um remake desnecessário da clássica Babylon 5 e fiquei revoltado por alguns segundos. Felizmente li de novo antes de publicar um textão que provavelmente acabaria com toda a minha credibilidade jornalística (se é que já tive alguma pra começo de conversa) e fui ver o trailer. Por fim, devo admitir que estou bastante interessado em assistir a essa nova produção original.

Criada por Armando Iannucci (que também produziu as aclamadas sitcoms políticas The Thick of It e Veep) e estrelando ninguém menos que Hugh Laurie, Confira o trailer:

Pelo que pude observar, Avenue 5 aparentemente tenta misturar a premissa de séries clássicas de ficção científica (tais como Jornada nas Estrelas e a supracitada Babylon 5) com um estilo de humor semelhante a The Office e às produções anteriores de Iannucci.

Avenue 5 chega à HBO no dia 19 de janeiro de 2020.

Orlando Jones é demitido do elenco de American Gods

Ouvir falar em turbulências nos bastidores de American Gods, série produzida pela Amazon e baseada no livro homônimo de Neil Gaiman, provavelmente já se tornou habitual para a maioria dos fãs da obra. Essa habitualidade acaba de ser reforçada pelo anúncio que chegou a nós hoje de madrugada: o ator Orlando Jones, que interpretava o personagem “Mr. Nancy” na série, foi demitido e não retornará para a terceira temporada.

Em um vídeo levemente agressivo postado no Twitter, o ator explica que o atual showrunner Charles Eglee (o terceiro a ocupar essa posição originalmente comandada pelo aclamado Bryan Fuller, cuja demissão provavelmente desencadeou as turbulências que vemos até hoje) o demitiu pois estava insatisfeito com a interpretação de Jones do personagem visto que, segundo o vídeo, ela estaria “transmitindo uma mensagem problemática”. Confira:

Apesar do tom nervoso do início do vídeo, Jones não guarda rancor daqueles originalmente responsáveis pela realização da série. “Ao maravilhoso Neil Gaiman, obrigado por me permitir fazer esse papel, por abrir as portas para eu me tornar roteirista e produtor na segunda temporada de American Gods, muitíssimo obrigado, senhor. Ao magnífico Bryan Fuller e ao incrível Michael Green, agradeço por terem criado essa série e também terem deixado eu me tornar o Mr. Nancy. Espero que os fãs tenham gostado porque isso é feito para vocês e eu espero que tenham amado tanto quanto eu amei fazer isso.”

Orlando Jones é mais um para a lista de grandes nomes que se retiraram definitivamente do elenco de American Gods devido às turbulências nos bastidores, juntando-se a veteranos como Crispin Glover, Gillian Anderson e Kristin Chenoweth.

A terceira temporada de American Gods não tem previsão de lançamento.

Coringa faz campanha para Trump em prévia da nova HQ de Frank Miller

O novo one-shot The Dark Knight Returns: The Golden Child, escrito por Frank Miller com arte de Rafael Grampa, está demonstrando intenções claras de causar controvérsias. Bom, pelo menos é isso que a nova arte promocional dá a entender.

Divulgada ontem pelo perfil da DC Nation no Twitter com uma legenda que remete obviamente ao meme “OK Boomer”, a imagem mostra o icônico vilão do Batman trajando um terno inspirado na bandeira dos Estados Unidos e posando em frente a uma fileira de cartazes do atual presidente norte-americano, o republicano Donald Trump. Confira:

Bom… não dá pra negar que estamos diante de uma representação bastante inusitada do personagem.

Vale lembrar também que essa não é a primeira vez que Frank Miller utiliza a mídia dos quadrinhos para desferir ataques diretos ao partido republicano e a seus membros. Na HQ clássica The Dark Knight Returns, Miller aproveitou diversas oportunidades para alfinetar o então presidente Ronald Reagan.

Sobre a narrativa do one-shot, o autor afirmou que seu objetivo é explorar a relação turbulenta entre Batman e Superman que tem sido predominante nos quadrinhos contemporâneos (e sem dúvida alguma foi moldada com a ajuda do próprio Frank Miller), mas trazendo essa dinâmica para os descendentes de ambos os personagens.

A trama se passa três anos após The Dark Knight III: The Master Race, e será focada em Carrie Kelley — agora assumindo o manto de Batwoman —, que une forças com o jovem Jonathan Kent, que é filho do Superman com a Mulher-Maravilha e é descrito por Miller como um “Buda Flutuante” dotado de toda a sabedoria de Krypton.

The Dark Knight Returns: The Golden Child será lançado hoje mesmo, e a qualquer momento você poderá conferir toda essa psicodelia e proselitismo em toda a sua glória.

Doutor Sono — Alcoolismo, Traumas e Telepatia | Review

O clássico O Iluminado, tanto em sua versão original escrita pelo lendário Stephen King quanto em sua adaptação cinematográfica dirigida pelo também lendário Stanley Kubrick, é amplamente considerado uma das melhores histórias de terror já escritas. No entanto, há um problema inconciliável no que tange à relação entre as duas versões dessa obra: enquanto Stanley Kubrick deliberadamente ligou o f*da-se para a obra original em sua adaptação, resultando em uma narrativa com diferenças significativas, Stephen King nutre um ódio visceral pelo filme de Kubrick.

Naturalmente, o anúncio de um filme baseado no livro Doutor Sono — continuação de O Iluminado protagonizada por Danny Torrance cerca de 40 anos depois — foi recebido com inúmeros questionamentos sobre qual seria a abordagem escolhida para adaptar a trama da sequência, visto que seria necessário conciliar duas versões radicalmente diferentes para não correr o risco de alienar nenhum dos públicos-alvo. 

O diretor escolhido para essa difícil empreitada foi ninguém menos que Mike Flanagan (responsável por filmaços como O Espelho, Hush e Jogo Perigoso, além da minissérie sensacional A Maldição na Residência Hill), um dos melhores diretores vivos desse gênero, na minha nada humilde opinião, e também um fã confesso de Stephen King. A produção resultante é um thriller psicológico com elementos de terror sobrenatural, com uma trama que gira em torno de um eixo temático bastante introspectivo e reflexivo.

Aí vem o elefante na sala: um ponto que muitos amigos meus levantaram como se fosse um defeito de Doutor Sono foi o fato de o filme ter sido “vendido” como um terrorzão que continua a história de um dos maiores clássicos do cinema, mas não ter entregado exatamente isso. Quanto à parte de não ter sido um terrorzão eu até entendo porque o marketing de fato não fez jus ao conteúdo do filme (que como toda a filmografia do Flanagan está longe de ser convencional), em mais um exemplo da clássica epidemia de “vamos vender um filme ‘cabeça’ para as massas mentindo na cara dura sobre ele” que acomete Hollywood desde o início da era blockbuster.

Agora, não dá pra dizer que o filme de Flanagan não seja uma sequência digna da história de O Iluminado, pois mesmo não seguindo a mesma estrutura (até porque se seguisse, o filme não teria nem motivo pra existir), Doutor Sono expande os conceitos introduzidos na obra original à medida que dá continuidade aos temas explorados na mesma.

Ewan McGregor como Danny Torrance

Ok, vamos falar do filme em si. Como ele é?

Bom, a trama de Doutor Sono acompanha Danny Torrance após aquele fatídico inverno no Hotel Overlook. Após uma breve passagem recontando momentos da infância do garoto logo após os eventos do filme original, a história pula para o presente com um Danny (agora usando o nome “Dan” e interpretado por Ewan McGregor) já adulto e sofrendo com o alcoolismo que ele tem utilizado como refúgio para “abafar” sua capacidade de Iluminação, que resolve largar tudo e se mudar para uma cidadezinha em New Hampshire onde possa recomeçar do zero. 

Ainda no início do filme, há um salto temporal de oito anos, período no qual Dan permaneceu sóbrio e vem trabalhando como enfermeiro em um hospital para pacientes terminais, utilizando sua habilidade (e a ajuda de um gato) para confortar aqueles que se encontram à beira da morte, e é aí que a trama de verdade se inicia.

Enquanto isso, acompanhamos as perspectivas de mais duas personagens: Abra Stone (Kyliegh Curran, em sua estreia surpreendentemente boa como atriz), uma garota de treze anos residente da cidadezinha para onde Dan se mudou, que também é Iluminada e acaba conhecendo o protagonista através de conversas telepáticas; e a vilã “Rose, a Cartola” (Rebecca Ferguson, mais conhecida como a agente Ilsa Faust na franquia Missão Impossível), a líder de um culto de vampiros psíquicos que consomem almas de Iluminados para frear o próprio envelhecimento.

Kyliegh Curran em seu papel de estreia como Abra Stone

O simples fato de termos uma vilã definida, com os próprios relacionamentos e ideais, já mostra que não estamos diante de um filme de terror tradicional. Como mencionado anteriormente, trata-se de um thriller psicológico mais do que qualquer outra coisa, onde a trama põe as perspectivas antagônicas de Dan/Abra e Rose em rota de colisão e dá ênfase aos efeitos que cada revelação surte na psiquê dos personagens.

Em contraste com o conflito interno de Dan e seu relacionamento com Abra, que são abordados com sutileza e nuance quase “Kubrickianas” (não sei se essa palavra existe, mas se não existir, você viu aqui primeiro) em um nível que apenas Mike Flanagan é capaz de proporcionar, a disputa da dupla de protagonistas com Rose traz à tona os elementos sobrenaturais da narrativa e rende cenas extremamente psicodélicas onde os personagens literalmente invadem a mente um do outro e travam verdadeiras batalhas de inteligência.

Embora essa representação mais explícita do componente fantástico da narrativa tenha cumprido seu papel de agradar Stephen King e os fãs mais puristas da obra, em alguns pontos ela acaba parecendo deslocada e artificial devido à discrepância existente entre a linguagem visual dessas sequências e o tom de realismo fantástico mais subjugado que predomina nos demais momentos do filme.

Rebecca Ferguson como a carismática e medonha vilã “Rose, A Cartola”

Essa discrepância é justamente a razão pela qual me incomodei com alguns elementos presentes no terceiro ato. Claro que os protagonistas e a vilã precisam inevitavelmente se encontrar para o clímax da trama, mas a rapidez com a qual o conflito é eventualmente resolvido quando esse encontro finalmente ocorre é um pouco decepcionante tendo em vista a excelente dinâmica de antagonismo que tivemos no filme até aquele momento. Além disso, há um excesso de callbacks para o filme de 1980 que acabam sendo desnecessários e até mesmo redundantes considerando o contexto no qual eles estão inseridos.

Com exceção dessas falhas pontuais, o filme consegue manter o foco em seu objetivo central de complementar os temas de O Iluminado, explorando o papel do alcoolismo como uma válvula de escape e a sombra permanente que esse vício projeta sobre a vida de uma pessoa mesmo depois que ele foi aparentemente superado. Quanto a isso, o filme manteve uma coesão temática impecável que não é nada surpreendente tendo em vista o histórico de Mike Flanagan em suas histórias de suspense/terror com uma forte ênfase nos personagens.

Por fim, resta dizer que Doutor Sono é um ótimo thriller psicológico que provavelmente não irá agradar àqueles que estavam esperando um terror convencional cheio de jumpscares extravagantes como fora prometido pelos trailers, mas surpreenderá tanto os fãs cativos de  Stephen King quanto os admiradores do clássico de Stanley Kubrick do qual este filme é sequência.

Eu pessoalmente não conseguiria imaginar nenhum outro diretor realizando a façanha que Mike Flanagan realizou aqui, de adaptar para o cinema a sequência de uma história cuja adaptação fora radicalmente diferente da obra original. Se em Jogo Perigoso você não tiver notado a paixão que o cara tem pela obra do King, certamente vai notar depois de assistir Doutor Sono.

Mesmo com os defeitos mencionados anteriormente (ou talvez por causa deles), a sinceridade da reverência que Flanagan demonstra para com as duas versões d’O Iluminado é inquestionável. O cuidado que o diretor toma para equilibrar aspectos dessas visões antagônicas em uma trama coesa resulta em uma continuação digna e envolvente para um dos maiores clássicos do terror.

Continuação de “Coringa” está em desenvolvimento na Warner Bros.

Começando essa notícia com uma fala clássica do Yan que virou motivo de bullying constante (porém amigável) pelos últimos três anos: ESSE É O CORINGA MEU IRMÃO! Ok vamos à notícia de verdade.

Todos já sabemos o quanto Coringa, aquela origin story absolutamente sensacional para o vilão mais icônico dos quadrinhos, foi um sucesso. Arrecadando mais de US$ 1 bilhão na bilheteria e tornando-se a produção R-Rated mais lucrativa da história, o filme de Todd Philips estrelando Joaquin Phoenix agora pode ganhar uma continuação, segundo o The Hollywood Reporter.

De acordo com a matéria, Todd fez aos executivos da Warner Bros. uma proposta bem ambiciosa: usar o sucesso de Coringa como pontapé inicial para desenvolver um extenso portfólio de origin stories maduras e violentas para os mais diversos personagens da DC Comics. Aparentemente o CEO Toby Emmerich não concordou com a ideia prontamente — visto que a Warner tem sido bem superprotetora com o cânone da DC ultimamente, fazendo acordos apenas para um filme por vez — porém Philips saiu da reunião com os direitos para pelo menos mais um filme.

Esse novo filme é, ainda nas palavras do Hollywood Reporter, uma continuação para Coringa, que será novamente dirigida por Philips e roteirizada a quatro mãos pelo diretor e por Scott Silver, com quem colaborou no filme original. Há também a possibilidade de Joaquin Phoenix voltar ao papel, visto que sua interpretação aclamada do personagem-título o tornou um forte pré-candidato aos Oscars ano que vem.

Enquanto o novo filme se encontra em estágio embrionário de pré-produção, ainda sem data específica para lançamento, a possibilidade de uma antologia de origin stories para personagens da DC parece cada vez mais próxima.

O Senhor dos Anéis: série da Amazon é renovada para uma segunda temporada

Não existe prova maior de autoconfiança do que quando um estúdio renova uma série mega-ambiciosa para sua segunda temporada antes mesmo de a primeira temporada ter estreado. Segundo uma reportagem da Deadline, a nova e aguardada adaptação de O Senhor dos Anéis produzida pela Amazon Studios para o serviço de streaming Prime Video acabou de receber precisamente esse tratamento, segundo a presidente Jennifer Salke.

De acordo com a reportagem, a equipe responsável pela série agendou um hiato de quatro a cinco meses logo após a conclusão das filmagens dos dois primeiros episódios, que serão dirigidos por J.A. Bayona.

Tal prática é comum em produções encomendadas diretamente para serialização, porém nesse caso o hiato será um pouco mais longo que o usual para que a sala de roteiristas — encabeçada pelos showrunners J.D. Payne e Patrick McKay — tenha tempo de planejar antecipadamente o segundo ano da série. É sugerido também que isso permitirá a filmagem concomitante das duas temporadas, em uma estratégia semelhante ao que foi feito por Peter Jackson em sua icônica adaptação da trilogia de J.R.R Tolkien.

A nova produção da Amazon Studios não será apenas um retread dos livros de Tolkien, pois os showrunners demonstraram a intenção de explorar o maior número possível de nuances da Terra Média e retratar a Guerra do Anel de forma mais abrangente. O lançamento de O Senhor dos Anéis está previsto para algum momento do ano que vem, e a série dividirá espaço no portfólio do Prime Video com A Roda do Tempo, adaptação da saga homônima de Robert Jordan que também se encontra em produção pela Amazon.

Explorando The Expanse (Parte 3) – O Portal de Abaddon

Quando os escritores Daniel Abraham e Ty Franck se uniram para conceber a saga literária The Expanse sob o pseudônimo “James S A Corey”, eles buscaram seguir uma estrutura que pode ser denominada como “trilogia de trilogias”: nessa saga composta por nove livros (dos quais oito já foram publicados), cada trio de volumes corresponderia a um ciclo onde todos os conflitos giram em torno de um mistério central, com uma conclusão que expande (trocadilho não-intencional) o escopo da história e abre caminho para o ciclo seguinte.

O primeiro destes ciclos é composto por Leviatã Desperta (lançado no Brasil pela Editora Aleph), Caliban’s War e Abaddon’s Gate (ambos sem tradução oficial), que foram adaptados nas três primeiras temporadas dessa série televisiva fodástica que leva o mesmo nome da saga literária.

Bem vindos, senhoras e senhores, à parte final da retrospectiva de The Expanse! Neste capítulo cobrirei a terceira temporada, a última produzida pelo canal SyFy antes da série ser cancelada e posteriormente revivida pela Amazon, e falarei sobre como esses treze episódios abalam completamente o status quo do sistema solar no século XXIV e abrem caminho para infinitas possibilidades no futuro de The Expanse.

Da esquerda para a direita: Bobbie (Frankie Adams), Prax (Terry Chen), Jim (Steven Strait) e Amos (Wes Chatham)

Fogo Cruzado

Gostaria de, antes de tudo, dar um destaque especial ao primeiro e segundo episódios, que em conjunto são praticamente uma aula-magna no que diz respeito a construir um ensemble thriller onde a tensão se mantém constante ao longo dos arcos dramáticos aparentemente desconexos protagonizados por personagens que até o momento nunca haviam se encontrado.

A primeira coisa que vemos é uma long take que refresca nossa memória passando por todos os principais pontos de interesse conhecidos até o final da segunda temporada: os restos da nave de pesquisa em Vênus, que fora “desconstruída” (no sentido literal da palavra) ao descer em alta velocidade para analisar uma misteriosa estrutura criada pela protomolécula; Terra e Marte, com suas frotas partindo para a luta; a Estação Tycho, cujo dono acabou de se tornar um forte candidato à liderança da OPA (Aliança dos Planetas Exteriores) graças à amostra da protomolécula que Naomi Nagata (Dominique Tipper) entregou a Fred Johnson (Chad L. Coleman) ao final da temporada anterior; e por fim parando nas luas de Júpiter, onde as frotas terrestre e marciana se enfrentam em combate.

As tensões finalmente evoluíra