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Live-actions de Shingeki no Kyojin são tão ruins como falam? | Review

Não é segredo para ninguém que adaptações em live-action causam um certo estranhamento ao público fã da obra original (e com razão, na maioria dos casos). E com a versão cinematográfica de Shingeki no Kyojin não acontece diferente. Condensar uma obra que possui tantos capítulos em dois filmes de aproximadamente uma hora e meia é problemático e pode deixar a desejar no resultado. Porém, isso não é tão catastrófico nesse caso em específico.

A história se passa em uma época pós-apocalíptica em que devido à uma guerra com os Titãs a humanidade regrediu à tal ponto que foi necessária a divisão da sociedade em castas e a sobrevivência se tornou uma luta. Muros gigantescos separam as camadas da cidade, assim como também separam a humanidade da ameaça dos Titãs. Nós acompanhamos um pedaço da vida de Eren Jaeger, que sonha em explorar o mundo fora desses muros. A trama começa quando um dos Titãs derruba uma parte da muralha, permitindo a entrada dos outros monstros e a matança de parte do que restou dessa humanidade. Anos após o ocorrido, Eren entra para um grupo que foi montado com o objetivo de tentar tapar o buraco na muralha e conter a ameaça dos Titãs.

Claro que nos filmes certos temas acabando perdendo profundidade para poderem se encaixar no tempo de tela (como por exemplo a origem dos Titãs e o esquema político que se beneficia do medo da população para se manter no poder), mas é compreensível. Tais temas vão sendo explicados pelos personagens de uma forma mais superficial, porém não é algo fora do que estamos acostumados a ver (inclusive nos animes). As cenas de luta nos prendem mais pela maneira que a humanidade desenvolveu para batalhar com a ameaça do que por qualquer outra razão. No final, o desfecho da história acaba sendo um pouco previsível, porém funciona perfeitamente dentro do que nos foi apresentado durante os longas.

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A mudança dos personagens em relação aos originais é o maior problema da adaptação. Apesar das atuações serem bem fluídas (e levando em consideração que a atuação oriental é diferente da nossa), certos personagens são bem esquecíveis (principalmente os criados originalmente para o filme) e se distanciam bastante da sua contraparte do anime e mangá. Outros, por motivos de fechamento de história, acabam sendo fundidos com outros personagens em outra figura. Todavia, basta lembrarmos que é uma adaptação e é possível fazer vista grossa para tal.

O ponto alto (tendo vista o orçamento que live-actions possuem) fica com os Titãs e o trabalho em computação gráfica que os envolve. Não chega perto dos CGIs dos grandes blockbusters, mas é visível que os Titãs foram feitos com um certo carinho utilizando o dinheiro disponível. Eles são bizarros, incomodam e nos deixam interessados justamente pela estranheza e pelo gore apresentado. A voz e efeitos sonoros desses monstros incomodam e isso é outro aspecto positivo. As cenas de luta envolvendo alguns Titãs em específico lembram até as de Kaijuus ou de Megazords em ação, pela utilização do tamanho, do cenário e a forma como batalham (de forma bem menos cômica que os dois citados, obviamente).

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Como adaptação, “Attack on Titan” e sua continuação “End of The World” podem ser consideradas medianas, ou até mesmo fracas para o público que conhece o material original. A sensação ao assistir é parecida com a de ler algum mangá one-shot que faz parte de algo muito mais complexo e denso. No entanto, são uma introdução excelente para esse universo do qual fazem parte e conseguem tranquilamente despertar o interesse do público em conhecer a fonte (como é o caso do autor desta crítica).

Vale a pena conferir o filme, que terá sua segunda parte exibida durante o dia 22/05 na Anime Night do Cinemark. Confira as sessões disponíveis em:

https://www.cinemark.com.br/filme/anime-night-attack-on-titan-fim-do-mundo

Ficha Técnica

Títulos: Attack on Titan e Attack on Titan 2: End of The World

Lançamento: 2015

Direção: Shinji Higuchi

Duração: 98 minutos e 87 minutos

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