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Bumblebee é uma aventura nostálgica e cativante | Review

Sempre gostei de assistir Transformers, entretanto depois de ter visto o quinto filme da franquia em 2017 (Transformers: O Último Cavaleiro) tive a sensação de que Michael Bay tinha que ter parado de mexer na franquia desde o terceiro filme da trilogia com Shia Labeouf, o que me deixou totalmente sem expectativas para assistir o spin-off de Bumblebee. Porém ainda existia um pouco de esperança em mim, afinal, a direção estava sendo ocupada por Travis Knight e não por Bay. Resultado, fui surpreendido por um filme nostálgico, bem feito e uma aventura que conseguiu me cativar do começo ao fim.

Bumblebee é um spin-off da franquia que se passa antes dos acontecimentos de Transformers (2007) e sua trama ocorre em 1987, quando Bumblebee sai de Cybertron para uma missão de reconhecimento na Terra e acaba se encontrando com Charlie após se transformar em um fusca amarelo para fugir dos decepticons. Após isso, dois decepticons começam a caçar o autobot e ele precisa proteger o planeta e impedir que a dupla traga mais robôs para dominarem o nosso mundo. O roteiro é bem simples, apresentando poucos elementos que são muito bem executados e trabalhados ao longo do filme, diferenciando Bumblebee dos demais filmes da franquia: os personagens e suas respectivas tramas acabam se desenvolvendo de forma leve e sem pressa, a ambientação dos anos 80 e suas referências ao longo do filme ajudam a trazer uma leveza para a trama e os efeitos visuais evoluiram muito desde O Último Cavaleiro. Todos esses elementos em conjunto tornam o filme diferente de todos da franquia, podendo ser considerado, inclusive, o melhor longa da saga.

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Em Bumblebee somos apresentados à Charlie (Hailee Steinfeld), a protagonista do longa, que perdeu o seu pai recentemente e vive os dilemas da sua adolescência enquanto se relaciona com Bumblebee – Steinfeld interpreta bem o seu papel e consegue cativar o público com o seu carisma e com sua história. A relação de Charlie com o autobot é algo muito interessante de se ver na tela, pois é ela que torna Bumblebee em quem ele é apresentado nos outros filmes da saga, com sua comunicação através do rádio e todas as suas outras características. Uma coisa que me deixou curioso desde que fora anunciada foi a presença de John Cena no filme, e é impressionante como ele caiu bem no papel de Agente Burns do Setor 7 – e isso se deve ao fato de que ele simplesmente não precisou interpretar, era só ser ele.

Os efeitos visuais acabam por ser o principal ponto de diferença dos filmes anteriores: as transformações de carro para robô se tornaram mais limpas, e não aquela bagunça que era vista anteriormente. Além disso, as lutas também sofreram das mesmas mudanças, com menos explosões e menos câmeras tremendo a cada golpe. O visual oitentista dos Transformers é um diferencial que ajuda e muito no sentimento de nostalgia do longa, é impossível você ver e não se lembrar do antigo desenho dos robôs. A trilha sonora é outro ponto positivo do filme, com algumas das melhores músicas da época, com as trilhas compostas por Dario Marianelli e com Back to Life, música feita para o filme pela atriz Hailee Steinfeld.


De fato, o único ponto negativo (que acaba se tornando um positivo também) do filme é o roteiro. Negativo por não conseguir consertar alguns problemas na linha do tempo causados pelo quinto filme da franquia, além de ser um pouco fraco e positivo justamente por ser um roteiro básico, que funcione nas telas e não crie uma bagunça que nem nos outros filmes. A direção de Travis Knight ajudou muito e trouxe novos ares para a franquia, resultando num filme nostálgico e cativante sem explosões aleatórias, piadas sem timing e lutas confusas entre robôs. Infelizmente o filme se trata de uma prequel e não de um reboot, que era o que a franquia mais precisava nesse momento e Bumblebee seria o ponto perfeito para recomeçar a saga dos Transformers.

Bumblebee é uma aventura nostálgica que consegue cativar o telespectador do início ao fim, com uma trama boa e simples em conjunto com uma direção bem feita – coisa que não víamos em um filme da franquia faz tempo. Com certeza é um filme que vale a pena ser visto, seja por você que é fã da franquia ou por você que odeia o que Michael Bay fez.

Bumblebee estreou nos cinemas dia 25 de Dezembro.

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