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Anna – O Perigo Tem Nome | Review

Conhecido pelos longas de ação com mulheres protagonistas como Lucy (2014) e Nikita (1990), o diretor Luc Besson nos entrega mais um filme nesse seu estilo, junto a elementos com um quê de John Wick misturado com espionagem.

Sasha Luss interpreta Anna, uma letal e calculista espiã que age como precisa de acordo com as situações em que é posta, e nos entrega um bom resultado, mas quem rouba a cena aqui são os coadjuvantes que tem nomes de peso, como o agente da CIA por Cillian Murphy, o agente da KGB por Luke Evans e principalmente Helen Mirren como Olga que comanda as missões de Anna e também move boa parte da trama dando ainda mais seriedade e peso ao universo do longa.

Mirren, Luss e Evans

Sua montagem não segue uma passagem de tempo contínua, o filme é montado como um quebra cabeça com momentos do passado e do presente de Anna, assim intercalando seu desenvolvimento com o que o diretor quer que vejamos primeiro para depois tentar nos pegar de surpresa com alguma reviravolta.

Reviravoltas aqui são recorrentes, o que poderia deixar tudo saturado, porém acaba sendo na verdade interessante, pois Anna é a base para as viradas de roteiro, e como ela é uma espiã letal, fria e calculista, alguém que não se deve confiar, sempre nos é entregue alguma reviravolta em torno de si mesma mudando tudo o que acreditavamos estar acontecendo durante o longa, nos fazendo sempre esperar por alguma outra reviravolta, porém essa espera não quebra seu impacto, pois mesmo com o público prevendo que irá ter outra virada de roteiro, todas são executadas de maneiras diferentes, o que enriquece a personagem ainda mais e contribui para a montagem não cronológica do filme.

O filme se divide em trhiller de espionagem e ação, com boas sequências frenéticas de tiroteio e perseguição bem coreografadas, e é na ação que acredito que venha inspiração do famoso e atual John Wick, principalmente na em que Anna tem um alvo no restaurante. (Não vou dar mais detalhes para não entregar certos momentos)

Seu roteiro sofre de certas derrapadas com personagens ficando de escanteio e sem muito propósito na trama, como a namorada de Anna interpretada por Lera Abova, mas no fim é uma conhecida fórmula de espionagem que pode ser mais do mesmo para quem já viu muitos filmes do gênero, mas acredito que ainda sim diverte independente do público e nos entrega um prato cheio.