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Scape Room – Um quase Jogos Mortais sem o “gore” | Review

Baseado nas atuais famosas Scape Rooms, salas nas quais você entra se imergindo em uma história para desvendar seus enigmas e sair, Scape Room desenvolve essa proposta inserindo personagens diversos em uma dessas salas, até os fazerem questionar se aquilo é realmente só um jogo inofensivo.

O longa desenvolve seus personagens já com a consicência de que eles tem o objetivo de decifrar enigmas para sair de onde estão, enquanto a relação e personalidade dos personagens são desenvolvidas, alguns um tanto clichês, a dúvida sobre aquilo ser real ou não paira no ar desde o início. Toda sua atmosfera misteriosa se junta aos acontecimentos levando você ao mesmo lugar dos personagens e as situações em que se encontram.

Cena da cabana

Um acerto do filme é isso, o filme nos convida a participar da trama e desvendar os enigmas juntos dos personagens, todo o processo de mistério, investigação e descoberta é guiado para o espectador pensar e acompanhar o processo, mesmo que algumas resoluções fiquem fáceis de se prever, o longa recompensa com ótimas sequências de tensão sufocante e investigação.

Algumas cenas merecem destaque como a da sala do bar invertido, que rendem uma das melhores sequências de tensão do longa, junto a enquadramentos que te deixam desnorteado e confuso sobre a posição dos personagens, assim como eles também estão.

Cena do bar

O elenco no geral é competente, e entrega o que seu papel pede, Jay Ellis como Jason Walker tem um interessante desenvolvimento de personalidade ou Logan Miller com seu personagem de mesmo sobrenome, Ben Miller, que tem um bom roteiro e expressa bem as sensações conflituosas de seu personagem.

Um problema do desenvolvimento de personagens é que cada um tem parte de sua história contada durante o desenrolar dos acontecimentos de forma previsível, e em certo momento até parece jogada. A junção de idéias a partir das salas com seus personagens é uma boa idéia (já vista em Jogos Mortais) mas é desperdiçada pela conclusão do longa.

É daí que vem o maior erro do filme, onde um acontecimento conclusivo se sobrepõe a outro, e depois a outro, e assim vai, tudo tentando dar uma resolução coerente para tudo aquilo e falhando em todas as tentativas. O que poderia ser um bom final para uma futura franquia (que é o que claramente planejam), optam por um final forçadamente sujestivo interligado com personagens que já poderiam ter sua trama encerrada nesse mesmo longa.

Scape Room é uma ótima pedida para quem quer passar o tempo com uma boa tensão um tanto sufocante, porém esteja avisado, sua conclusão vai te deixar com um gosto amargo da boca de decepção.