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Homem-Aranha: Longe de Casa – A fórmula clássica do MCU com o melhor do cartunesco | Review

Encerrando a fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel, Homem-Aranha: Longe de Casa chega nos apresentando Peter Parker lidando com as consequências dos mais recentes acontecimentos no UCM (Mais dirertamente Endgame) e tentando seguir com sua vida. Não só Peter, mas também temos um vislumbre da sociedade lidando com as consequências após Endgame, e principalmente seus efeitos nela. Tudo é apresentado se propondo a explicar coisas que no último filme do universo foram deixadas de maneira corrida, além de acrescentar mais peso e camadas a Peter Parker.

O humor do longa é na maior parte direcionado ao núcleo de amigos de Peter, onde também fica a parte do drama adolescente do filme. Peter apesar de tudo, ainda é um jovem que tem o desejo de viver sua vida mais normalmente, conquistar a garota que gosta e acabar com uns crimes na sua cidadezinha. Tom Holland entrega um equilíbrio perfeito como um jovem que sofre por causa do peso de suas responsabilidades e desejos, sua evolução e conforto no papel é notável aqui. Zendaya Maree faz MJ, o interesse amoroso de Peter, e nos entrega uma personagem mais interessante e com mais camadas do que seu roteiro exigia.

Peter Parker e MJ

Um dos pontos mais altos do longa é Mysterio, o vilão da vez. Jake Gyllenhaal nos entrega uma performance digna do personagem das hqs, apresentando sua silhueta quase paterna e confiável durante o primeiro ato, e depois evoluindo junto a construção de Mysterio, de seu momento mais sereno até o mais descontrolado. O vilão rende ótimas sequências de ação em proveito de seus “poderes” que elevam o cartunesco do longa de uma forma coesa e interessante, além de ser um baita fan service.

Jake Gyllenhaal como Mysterio

É perceptível o aumento de qualidade do CGI desde Homecoming, a transição do Aranha em carne e osso para seu CGI é natural e geralmente imperceptível, também conseguem misturar com efeitos práticos e a habilidade de Tom para fazer seus Stunts, rendendo sequências de ação super divertidas e criativas.

Peter com seu novo traje

A resolução de situações as vezes acabam dando derrapadas, como por exemplo a explicação extremamente expositiva de Mysterio sobre seu plano para um grupo de seguidores logo após conseguir realizar sua maior parte, algo que funciona para explicar a reviravolta que é um tanto cartunesca comparado ao que o longa havia nos entregando durante o primeiro ato, mas faz isso de uma maneira simplista e preguiçosa.

O filme não tenta se arriscar e fazer algo mais diferenciado do que estamos acostumados, por isso ele sofre com um certo desgaste. Esse desgaste não vem de dentro do próprio filme, que é divertido e coerente além de ser bom, mas vem do recente mega evento que foi Endgame e a leva de filmes da Marvel, é como se mal tivessemos digerido o que aconteceu no último longa do universo, mas já querem nos empurrar mais. Eu particularmente não me importaria de esperar alguns meses a mais pra finalmente receber esse longa do Aranha.

Homem-Aranha: Longe de Casa é mais um filme com a fórmula do universo cinematográfico Marvel, nos dizendo mais sobre sua próxima fase, evoluindo personagens e elevando seus potenciais narrativos, divertindo e misturando diversas referências e características do Teioso em um só, porém acaba sofrendo com essa dificuldade para empolgar.