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Supergirl e a luz que falta no Cinema

Supergirl é uma série complicada. Começou na CBS em sua primeira temporada, e agora está nas mãos da nefasta CW, também conhecida como a Rede de Televisão americana que estraga suas séries por causa de fãs (Supernatural e Arrow que o digam, né não?). Porém, nessa primeira temporada, a qual eu estou vendo e estou próximo ao final da série, posso dizer já com exatidão: Ela tem tudo do que eu queria ver no Superman de Henry Cavill em Batman V Superman. Em Man Of Steel você até releva, afinal, o personagem ainda está começando a se tornar o herói que todos nós conhecemos e amamos, porém em Batman V Superman, já deveria ser esperado um Superman diferente.

Acreditem, não queria começar esse post falando sobre essa série tão cuidadosa com a história do Superman e seu legado, falando mal do Henry Cavill. Acredito que muito venha do Roteiro do David Goyer e da direção não tão acertada do Visionário Zack Snyder. E eu gosto de Batman V Superman, vamos deixar claro aqui. Porém, após começar a ver Supergirl por pura vontade de ver como estava a série, fui surpreendido por algo que nosso azulão dos cinemas não consegue ter e nunca pelo jeito terá. A empatia, a sensação de trazer esperança, de despertar o melhor em todos nós. Supergirl pode ser uma série bobinha em sua trama, com o dilema meia boca da Kara se ela deve ou não dar uns beijos no Jimmy Olsen, mas ainda assim, ela tem tudo aquilo que nós queremos ver do primo mais novo de Kara Zor-El nos cinemas. Principalmente em seu discurso no episódio Human For A Day, Melissa Benoist entrega aquilo que nós queremos ver vindo de um representante da Casa El. A Esperança no ser humano, a vontade de fazer o bem e tentar entender e abraçar a humanidade, não olhar para ela de um local frio e distante. Se aproximar da humanidade e colocar um personagem mais humano e menos deus grego intocável. É isso que dá o charme dessa série, é isso que me motiva a continuar assistindo ela.

Olhem isso e me digam que isso não é o que você quer ver nos Cinemas. Se não é a luz de esperança que mostra a todos nós que tentar ver o melhor em todos, mesmo na pior das pessoas, prova que a esperança ainda existe. Matar terroristas não é do feitio do Superman e muito menos da Supergirl. E é isso que falta no nosso azulão dos cinemas, acreditar nas pessoas. O melhor do nosso Superman, o bastião da justiça, a esperança em azul e vermelho se encontra no momento em uma série. Sim, eu sei, você vai dizer que eu estou sendo hater, mas não estou sendo. Se você não acredita em mim, simplesmente assista a essa cena e veja como isso falta para o Superman dos cinemas, o que falta para a DC nos cinemas. Eu entendo o Batman dos cinemas ser sombrio, matador e triste, mas o Superman não. Fazer o Superman um herói arrogante e confiante demais em seus poderes, sem realmente optar por salvar pessoas e não matar ninguém, mesmo que seja o pior dos seres humanos. O Superman dos filmes faz parecer matar a escolha mais fácil do que simplesmente pegar a Lois em super velocidade, colocar ela num local seguro e depois voltar e quebrar todas as armas dos terroristas no deserto. Não adianta usar a imagem do Reino do Amanhã ao mostrar o Superman chegando pra salvar pessoas aonde a casa delas está destruída, ou salvar pessoas no México, se ele mata qualquer pessoa ruim que ele ver pela frente. A Luz que não preenche o Superman que vemos na grande tela, preenche e transborda em Supergirl. Mas é claro, a série ajuda bastante ao respeitar toda a mitologia do Superman, sabe o que absorver para a Supergirl, e não usar o mesmo como muleta e referência a cada momento. A Série funciona muito bem sem o Homem de Aço. E usando histórias adaptadas até mesmo dele, como o Homem que Tinha Tudo, de Alan Moore. A Série consegue ter seus espelhamentos no herói principal da DC e ainda assim homenagear todas as histórias que conhecemos dele e trazer para uma versão voltada para a Supergirl. Tudo o que achamos essencial no Superman, é trazido nessa série voltado para a Supergirl, e com um adendo de você realmente sentir que o personagem cativa a esperança naqueles que o circundam e não é simplesmente um mármore ambulante.

Supergirl é para você que não está afim mais de ver todo aquele bláblá de que “Se um ser superpoderoso entrar na Terra o que vai acontecer? Quais as consequências sócio-políticas-econômicas-culturais-que não se apresentam no roteiro?” e sabe que o que importa para o Superman e para todo o seu universo não é se é palpável termos um deus entre nós, e sim esse ser de outro Planeta se tornar o Guardião da Humanidade, o Bastião da Honra, Justiça e Esperança do nosso mundo. De mostrar que por mais que nós pensemos que não conseguimos fazer tudo, sempre haverá alguém que acha que podemos dar o melhor de nós e que deveremos continuar tentando. E que quando nós tivermos desmotivados ou sem esperanças de uma luz no fim do túnel, ela surge em tom azul e vermelho. E é isso que o Superman deve inspirar em todos nós, é isso que devemos sentir ao ver o Superman nos cinemas, não simplesmente admirar o como é impressionante as cenas de ação dele como o Batman, e sim simplesmente entender que aquele ser que está ali, é um símbolo de esperança dentro do Universo DC, e não um ser que não consegue cativar as pessoas. Falta a verdadeira Luz ao Superman dos Cinemas, e eu espero que ele consiga um dia ter tanta luz quanto a Supergirl da série consegue gerar. Se esse dia vai chegar, não sei. Mas se você realmente quer ver aquilo que sempre esperamos do Superman de verdade, veja Supergirl. Você não vai se arrepender.