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De Goonies a Iluminado, Stranger Things é um ode aos anos 80 | Review

Devo dizer que comecei a assistir a série esperando ver algo na vibe Goonies, uma aventura com umas pitadas de terror mas que prezasse a diversão. E como eu adorei ter sido enganado pelo episódio piloto. Desde o primeiro episódio, Stranger Things te mostra que seu foco é o suspense, o thriller de horror digno de um Stephen King ou de um filme com a direção do Robert Zemeckis ou até mesmo Steven Spielberg. Com somente 8 episódios, é uma jornada desenfreada recheada de suspense, amizade, e anos 80. Quem precisa de mais do que isso?

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O Casting infantil rouba a cena, com destaque para Millie Bobbie Brown, que interpreta a garotinha Eleven. Apesar de ser um papel praticamente monossilábico, a menina entrega toda emoção e uma carga emocional sem igual. Ela consegue te levar as lágrimas sem precisar se esforçar muito e ela entrega uma carga dramática incrível. Dustin, ou Banguela, interpretado por Gaten Matarazzo é o destaque dos garotos. Afinal, quem não adora o gordinho anos 80 e todas as coisas engraçadas que ele possa fazer? O destaque entre os personagens adultos é com certeza Winona Ryder. No papel de Joyce, ela rouba a cena (hã? hã? Sacou?) e mostra o verdadeiro desespero de uma mãe em busca do filho. Toda a carga dramática que ela passa só mostra como foi uma pena ela ter se perdido durante esses anos todos, e agora retoma com uma atuação incrível. Todos os personagens principais da história conseguem ter uma atuação consistente e cheia dos esteriótipos dos anos 80. Destaque nesse caso para o personagem Steve Harrington, que é o clássico Playboy cliché da Sessão da Tarde. A série se desenrola sem precisa enrolar, devido ao seu pequeno número de episódios, o que faz com que você sinta a sensação de estar vendo um filme de 8 horas, o que a Netflix tem investido bastante com suas séries, as sequências sem precisar ficar enrolando. A história flui e você se sente realizado em ficar na frente da televisão admirando esse culto ao horror e aos anos 80.

Stranger Things

Com todo o visual dos anos 80, e uma fotografia impressionante e uma direção muito bem feita, Stranger Things é o mergulho aos clássicos da Sessão da Tarde com uma trama de suspense e monstros que faz com que você conseguia amar esses personagens. Referências a Star Wars a todo tempo, Dungeons & Dragons e a todos os outros tipos de RPG, faz com que você consiga se identificar com o grupo de crianças que entra dentro do desconhecido para salvar seu amigo. No fim, Stranger Things é uma história sobre amizade que se torna cada vez mais forte diante das adversidades, por mais estranhas que elas sejam. Stranger Things é a melhor estreia do ano e com certeza das séries da Netflix que eu assisto, a que teve a melhor temporada esse ano.

Nota: 9/10