A franquia Transformers sempre foi o meu guilty pleasure pessoal, ou seja, eu assisto sabendo que é ruim e mesmo assim eu gosto. Posso citar diversos fatores que me fazem gostar dos longas, como a trama de Cybertron, Autobots vs Decepticons, porradaria entre robôs, as explosões e a trama Witwicky. Infelizmente, nada disso foi o suficiente para que eu gostasse de Transformers: O Último Cavaleiro.

Sendo sincero, já não tinha gostado muito de A Era da Extinção, mas algumas coisas davam pra salvar dali como por exemplo aquela cena na qual Optimus Prime, montado em um dinossauro robô que cospe fogo, ergue sua espada e os guia para a batalha (isso com uma trilha sonora que torna a cena ÉPICA). No final do filme vemos Prime indo ao espaço procurar seus criadores e isso abriu portas para diversas possibilidades a serem exploradas em O Último Cavaleiro e fizeram uma trama sem pé nem cabeça.

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Antes de começar a falar a história desse filme, precisamos esquecer tudo sobre a trilogia anterior, pois esse filme modifica toda a história apresentada desde então. Um exemplo disso é nos apresentar um Bumblebee que lutou durante a Segunda Guerra Mundial sendo que ele só chegou na Terra atrás do All Spark, e isso foi bem depois da guerra. Então, precisamos esquecer isso e muita coisa porque a trama tenta explicar assuntos existentes mas só se enrola com furos e explicações sem nexo. Com isso em mente, vamos lá:

A história começa com a batalha de Rei Arthur contra os bárbaros, na qual ele pede ajuda de Merlin e este vai para uma nave de cybertron. Dela, transformers se juntam e formam um dragão de três cabeçam que derrota todos os inimigos de Arthur. Para que serve essa cena?  Ela só tem o objetivo de mostrar que os transformers estavam na Terra faz tempo e, assim, criar mais um furo na saga. Mas continuando: Optimus está congelado no espaço após cometer a burrice de apenas ir voando (afinal, ninguém comentou para ele que a forma disfarce dele era a de um caminhão e não de um foguete) do nada, simplesmente ele se lembrou que podia voar e foi, sem nave, sem nada. O personagem de Mark Wahlberg, Cade, está sendo procurado por abrigar Transformers pois o governo criou uma força (de novo) para caçar e destruir os robôs. Em sua nova profissão como médico de robôs, Cade encontra um guerreiro de cybertron numa nave e não consegue salva-lo, mas pelas suas tentativas este recebe um talismã que gruda no seu corpo. Obviamente, os decepticons querem esse artefato. Nisso, entra o personagem de Anthony Hopkins: Lorde Edmund Burton, que é membro de uma espécie de ordem que serve como protetora da história dos autobots na terra. Enquanto isso, Optimus cai em Cybertron (que aparentemente tinha virado pó em O Lado Oculto da Lua) e começa a sofrer lavagem cerebral de Quintessa, uma nova vilã da franquia e Megatron está reunindo seu exército de novo. Basicamente, é essa a trama que acaba levando o filme a uma batalha final bem fraca.

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Optimus volta como Nemesis Prime (uma versão do mal) e luta com Bumblebee numa cena que, nos trailer, aparentava ser épica mas no filme foi um banho de água fria, mas bem fria mesmo. Porém ela acaba sendo a melhor cena do filme, e olha que ela é bem ruim e deixa bastante a desejar, assim como todo o resto do longa.

Dessa vez, nem a fotografia salva o longa do fracasso. Poucos são os frames que dá pra se admirar e falar ”Nossa! Esse vai ser meu próximo wallpaper”. As atuações continuam fracas, até mesmo Hopkins não chega ao seu verdadeiro potencial e Mark continua a mesma porta de sempre, sem expressões e com frases de efeito horríveis (que saudades do Shia). Para não dizer que o filme é de todo ruim, a trilha sonora de Steve Jablonsky continua sensacional, inclusive ela consegue melhorar as cenas de ação mas, infelizmente, não o filme como um todo. Afinal, não é uma trilha sonora que vai carregar um longa, tudo depende da direção, do roteiro e de diversos fatores que pareceram estar ausentes durante essa produção. A sensação que eu tive, enquanto assistia ao filme, era de que o Michael Bay gravava as cenas e depois escrevia o roteiro de tão mal produzido que ficou.

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Transformers: O Último Cavaleiro consegue ser pior do que seu antecessor e me faz querer mais ainda um reboot. Antes, eu queria filmes que adaptassem os jogos e mostrassem sobre Cybertron e toda sua cultura, mas agora de fato a franquia merece um reboot. Eles conseguiram bagunçar toda a história em um único filme. Eu sinceramente sinto que perdi duas horas e meia assistindo uma bagunça que nem as explosões salvam e sei que minha experiência teria sido bem melhor se eu tivesse ouvido só a trilha sonora do filme. É aliviante saber que o filme solo do Bumblebee não será dirigido por Michael Bay e que tem a chance de ser um bom longa, a chance que o quinto filme da franquia não teve.

 

José Victor
Segue ae!

José Victor

Redator Chefe em 1 Real a Hora
Meu sonho é me tornar um cavaleiro Jedi mas, enquanto isso não acontece, estudo odontologia e escrevo uns textos aqui pro site.
José Victor
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