Violet Evergarden, ou Violeta Semprejardim para os íntimos, é um dos animes mais antecipados da temporada (talvez o principal), mas, após seu primeiro episódio, o que esperar da série? Bom, é isso que venho aqui respondê-los, meus caros compatriotas de guerra, então pegue um lanche, prepare suas armas e vamos mergulhar no mundo de Violet.

NOTA: Esta matéria foi completamente baseada no que foi apresentado nos trailers e no primeiro episódio de Violet Evergarden, desconsiderando completamente a Light Novel. Lembrando que são primeiras impressões, não uma análise completa, portanto tudo que eu disser aqui poderá continuar na série ou poderá estar completamente errado, OK? [Não preciso avisar que teremos pequenos Spoilers do primeiro episódio] OK, vamos lá…

O destaque de Violet nesse primeiro episódio vai para a animação e trilha sonora. A Kyoto Animation (deixo aqui registrado meu ódio pela Netflix por considerar esse, assim como Little Witch Academia, um “original”) se superou aqui, a animação é graciosa com quadros muito bem desenhados acompanhados de cenários incríveis e uma trilha sonora de tirar o fôlego.

 

Apenas pelos trailers eu pensava que a Violet era uma android ou um autômato (o que aumentou ainda mais minha curiosidade como um fã de NieR:Automata e O Homem Bicentenário), só que não é, mas quase. Ela foi criada desde o início como uma arma do exército e só, mas nada como um super soldado a lá Capitão América, a garota continuava sendo apenas humana, sem nenhum poder adicional, que cresceu aprendendo apenas a servir aos seus superiores e a enfrentar a infantaria inimiga, deturpada de qualquer sentimento por conta dessa criação. Violet serviu ao General Gilbert por muitos anos até perdê-lo na guerra e, diferente dos outros, ele a tratava bem, de forma que ela desenvolveu por ele um sentimento que não sabia explicar, que não sabia o que era e que nunca tinha sentido antes: o amor. Agora, com Gilbert morto, sua missão é decifrar esse sentimento para então perder sua característica de robô (por mais que os braços mecânicos ainda hão de acompanhá-la para o resto da vida).

O resto do enredo também me parece interessante: temos o ex-militar Claudia Hoggins, agora dono do serviço de correios CH, seu ajudante versão masculina de uma tsundere Benedict Blue e as Auto Memory Dolls, que trabalham na empresa de Hoggins e, ao que parece, transcrevem cartas de amor ou com algum sentimento similar. Devo dizer que o universo em que se passa a história lembrou Youjo Senki de 2017: Um país fictício “de época” que estava em uma espécie de Segunda Guerra Mundial, mas com um enfoque totalmente diferente. Em Violet eu duvido que vejamos uma luta armada por dois motivos: primeiro que a guerra já acabou, segundo que não faria sentido a Violet voltar a lutar (a não ser que aconteçam algumas reviravoltas). Não acredito que será uma história sobre grandes feitos, com grande força, ou um simples romance fan-service. Acredito que será uma história simplesmente focada em saber o que é o amor, o que são sentimentos, as perdas de uma guerra, etc.

A história não dá outro rumo que não seja esse, não existe (ou ainda não foi apresentado) um grande objetivo no mundo de Evergarden, o que não impede uma ótima história de introspecção: e espero que seja isso mesmo. Por mais que minha opinião não mude absolutamente nada, eu gostaria que Violet entrasse nesse tema de cabeça. Eu quero ver ela chorar, chorar muito, quero ver ela com ódio do mundo, quero ver ela realmente perder tudo que acha que tem, para, então, renascer e finalmente sorrir. Meu medo é que se torne algo simples e superficial, que fuja desse tema inicial tão profundo e interessante. Assim, Violet Evergarden é uma obra ambiciosa, conta com uma incrível animação e uma trilha sonora belíssima, mas que precisará de uma história que acompanhe essa qualidade para não ser “apenas um rostinho bonito”.

Nathan Nedel Kapp
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Começando Eng. Biomédica, cresci respirando animes, video-games e filmes, e agora venho aqui compartilhar minha opinião inútil e contestável convosco.
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