Quando Liga da Justiça foi anunciado, não acreditei. Era simplesmente um sonho sendo realizado: eu veria meus heróis preferidos, juntos pela primeira vez em live action. Claro que, nesse caminho, veio Homem de Aço, Batman vs Superman e Mulher-Maravilha. Filmes que só me deixavam mais animado para que tal evento acontecesse. Finalmente, aconteceu, e o resultado disso só pode ser definido como épico!

A história de Liga da Justiça começa logo após os eventos de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Nós vemos as consequências que a morte do Homem de Aço trouxe para o mundo e como as pessoas reagiram a ela. Com isso, Steppenwolf surge com o seu exército de parademônios e, diante dessa ameaça, Bruce/Batman e Diana/Mulher-Maravilha começam a recrutar pessoas dispostas a lutar para salvar o mundo. E, então, somos apresentados a Barry Allen/Flash, Arthur Curry/Aquaman e Victor Stone/Cyborg.

Sobre os personagens, de cara já vemos um Bruce/Batman diferente do que nos foi apresentado no filme anterior: ele está mais maduro, por assim dizer. Mais esperançoso e se sentindo culpado pela morte do Superman. Com isso, ele faz de tudo para compensar essa perda. A evolução do personagem é notável e, sem dúvidas, uma das melhores do filme. Mulher-Maravilha continua com a postura vista em seu filme solo e rouba a cena na maior parte do filme, juntamente com o Flash. Falando em Barry Allen, esse é o alívio cômico. O medo de muitos (inclusive o meu) era o filme ter piadas em excesso. Para nosso tranquilidade, não foi bem assim. Teve piadas? Sim, mas foram nos momentos certos. Além disso, conseguimos ver bem o potencial do seu poder durante o longa.

A carga dramática está por conta de Cyborg, que está se recuperando do acidente que sofreu e se acostumando com sua nova condição meta-humana. Stone se acha um monstro e acaba odiando o pai pelo que foi feito com ele, porém, ao longo da película, ele vai aceitando seu novo eu. Já Aquaman, é aquele personagem durão com um coração mole. Infelizmente, o personagem acabou sendo deixado de lado após o primeiro ato. Enquanto Cyborg e Flash foram bem desenvolvidos nos atos restantes, Aquaman estava meio de lado, entretanto, protagonizou uma das melhores cenas, e isso já me deixou extremamente hypado para seu filme solo. A equipe, assim como o elenco, já mostraram em diversos eventos nos quais apareceram que tinham química e interagiam muito bem.

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Durante todo o filme, Superman foi retratado como todos os fãs desejavam que tivesse sido desde o começo: como a Esperança. Finalmente, vimos todo o potencial de Henry Cavill para ser o Homem de Aço, vimos que ele conseguiu agarrar o legado deixado por Reeve e incorporar, não só o personagem, como a inspiração que ele deixa em cada um de nós.

Também fomos apresentados a diversos personagens secundários, entre eles Mera e Comissário Gordon. Amber Heard e J.K. Simmons ficaram incríveis em seus papéis, tanto em questão de atuação como em questão de figurino. Estou extremamente hypado para vê-los futuramente nesse universo.

O clima do filme mudou bastante desde BvS. Agora, está mais leve, sem aquela carga pesada que o longa anterior trazia a todo o momento. Como todos sabem, houve uma troca na direção quando o filme estava prestes a ser concluído: Snyder saiu por problemas pessoais e quem entrou foi Joss Whedon, e muitos estavam receosos sobre as mudanças que estariam por vir. Enfim, Whedon não modificou o que Snyder fez; pode sim ter cortado algumas cenas (que espero muito ver em uma versão que traga o que Snyder pretendia mostrar), mas o que Snyder pretendia fazer com o filme continua lá. Whedon respeitou muito o estilo que Snyder imprimiu na obra, tanto que não dá para perceber o que é e o que não é refilmagem. Mesmo com tudo isso, fica claro durante toda a exibição que o filme é do Snyder, todos os elementos dele estão lá. Whedon respeitou bem o que o tom que o diretor queria em suas refilmagens, porém, não sua visão a respeito do longa.

Inclusive, a fotografia do filme está sensacional, principalmente nos frames onde a equipe aparece reunida. A trilha sonora casou perfeitamente com o visual, e as homenagens feitas reutilizando temas antigos durante a trilha caíram como luvas, mas infelizmente, não se compara com a obra que Zimmer fez junto com Junkie XL em BvS, deixando a desejar em vários pontos. Sobre as cenas de ação, elas são de tirar o fôlego e os efeitos visuais, excelentes, com a ressalva de uma coisa: o CGI de Steppenwolf.

Falando em Steppenwolf, ou Lobo da Estepe, ele não é lá um grande vilão como foi Lex Luthor em BvS ou Zod em Man of Steel, contudo interpretou satisfatoriamente o seu papel no longa. O que acaba deixando a desejar é o seu CGI, que fica mal feito na maioria das cenas em que ele aparece, onde cada movimento seu parece retirado de um jogo. Felizmente, os parademônios não sofrem desse problema: o CGI deles é bem trabalhado. Tirando esse defeito, é um ótimo vilão para um filme de equipe. Ele está lá, tem a sua função e isso é ótimo, precisou de mais nada.

Em suma, Liga da Justiça é um grande filme de origem. Eu sinceramente me senti assistindo um episódio de duas horas do desenho, o que foi uma experiência única que só me fez lembrar do menino que eu era há alguns anos com os olhos grudados no SBT. O longa vai agradar não só aos fãs da DC, como também a qualquer pessoa que nunca tenha tido contato com o DCEU antes. Junto com Mulher-Maravilha, esse filme trouxe novos ares para o universo cinematográfico da DC, e espero que continue assim por muitos anos.

Após a morte de Clark Kent/Superman em Batman vs Superman, o vigilante Bruce Wayne reavalia seus métodos extremos e passa a procurar heróis para formar um time de combatentes do crime que podem defender a terra de todos os tipos de ameça. Ao lado de Diana Prince/Mulher-Maravilha, Batman encontra o ex-atleta ciberneticamente modificado Vic Stone, o velocista Barry Allen e o rei e guerreiro de Atlantis Arthur Curry/Aquaman. Eles enfrentam o Lobo da Estepe, o braço direito do senhor da guerra alienígena, Darkseid, que está procurando três artefatos escondidos na terra.

Liga da Justiça estreia dia 16 de Novembro nos cinemas.

José Victor
Segue ae!

José Victor

Redator Chefe em 1 Real a Hora
Meu sonho é me tornar Hokage mas, enquanto isso não acontece, estudo odontologia e escrevo uns textos aqui pro site.
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