Vários games estavam disponíveis durante a 10° edição da Brasil Game Show que acabou no último domingo, mas nenhum deles me empolgou tanto quanto Dragon Ball FighterZ.

Com 10 personagens jogáveis (Goku, Vegeta, Mirai Trunks, Gohan, Kuririn, Piccolo, Androide 18, Androide 16, Freeza, Majin Boo e Cell) e 5 cenários diferentes, o game estava disponível em dois estandes, Xbox e Playstation, com muitas, muitas filas! Felizmente o primeiro game que eu procurei no dia da imprensa fora Dragon Ball e assim que o achei pude passar uns bons 40 min testando a demo.

Os controles são incrivelmente simples. Basicamente temos os combos, as assistências, o teletransporte (consome uma barra de energia), um agarrão, um dash, e, é claro, os golpes especiais tão famosos na série. Todos os especiais são executados da mesma maneira, o mais simples é uma meia lua para frente+botão de blast e não consome energia (Goku, Gohan e Cell executam um kamehameha não tão forte, Vegeta uma “metralhadora” de energia).

O primeiro especial que consome energia é meia lua para trás+botão de blast, e os de maior nível tem as mesmas execuções apenas acrecidas do botão de movimento especial (R1 ou Rb). Os combos e ataques “normais” seguem a mesma lógica, mudando apenas o golpe em si de personagem para personagem, um bom exemplo seria o golpe de energia simples de Cell que, em terra, é um série de disparos da ponta de seu dedo e que no ar muda para uma rajada de energia que percorre o solo. Como os controles são bem intuitivos é possível aprender combos e misturar execuções de movimentos especiais com assistências facilmente o que torna os combates rápidos e dinâmicos e ainda assim competitivos.

Aliás, esse é um ponto interessante, apesar do combate simples e fácil de se aprender, estratégia ainda é essencial, quando joguei contra oponentes que já conheciam um pouco sobre o game foi onde eu pude sentir a importância de saber quando e como executar algum combo ou especial. Isso prova que, muito provavelmente, os fãs mais hardcore de games de luta e que gostam de jogar de maneira competitiva não serão prejudicados e poderão sim encontrar em Dragon Ball FightersZ um multiplayer muito competitivo.

Graficamente o jogo está simplesmente lindo, em vários momentos enquanto eu ainda aprendia os comandos eu me peguei dizendo “nossa, como assim da pra fazer isso!?”. Fiz cara de bobo quando executei o Kamehameha com teletransporte do Goku ou o Kamehameha “pai e filho” de Gohan. Também é possível explodir o cenário com os especiais mais fortes, algo indispensável num game de Dragon Ball. A tão falada sensação de estar jogando um anime é real, tudo é muito rápido, muito bonito, muito fiel ao anime e, pelo menos enquanto eu jogava, houve nenhuma queda no frame rate do game.

Dragon Ball FightersZ com certeza foi o game que mais me agradou em toda a feira e, se seguir tudo o que suas demos tem nos mostrados, será um dos grandes jogos de 2018. O game tem previsão de lançamento para fevereiro no Paystation4, Xbox One e PC.