Antes de começar a crítica, devo deixar claro que nunca tive contato com a obra que inspirou o filme, sendo assim, é a visão de alguém que só assistiu a essa adaptação.

A história de IT: A Coisa começa quando Georgie, irmão mais novo de Bill, morre nas mãos do palhaço Pennywise no bueiro durante uma tempestade. Após esse caso, várias crianças começam também a sumir misteriosamente. Bill, que nunca aceitou o fato de seu irmão ter sumido, começa a correr atrás de respostas com seu grupo de amigos, denominados de Losers Club. Com isso, eles descobrem sobre Pennywise e vão atrás de respostas para derrotar o monstro.

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No começo do filme, temos a impressão de que ele começa com bastante pressa, apresentando os personagens rapidamente, nos apresentando seus medos, suas fraquezas e suas personalidades. Não aprofundam tanto, mas o que mostram já é o suficiente para conhecermos eles. O elenco possui uma química sensacional, ele simplesmente consegue te cativar de primeira! Você sente medo, tensão e fica nervoso com o que pode acontecer com eles, torcendo para o melhor. No grupo temos Finn Wolfhard (nosso Mike de Stranger Things) como Richie, que é o alívio cômico do grupo junto com Bill, Ben, Beverly, Eddie, Mike e Stan. Falando nisso, Bill e Bev merecem um destaque a mais. Bill, interpretado por Jaeden Lieberher, consegue mostrar o drama que passa diariamente devido a perda do seu irmão, sua dor e seu desespero para o encontrar vivo e Beverly, interpretada por Sophia Lillis, que acaba vivenciando uma das cenas mais pesadas do longa inteiro e consegue passar o terror vivido pela personagem naquela situação. Enfim, cada personagem tem sua personalidade, porém todos tem em comum uma coisa: são deslocados, e assim nasce o Losers Club.

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Sobre Pennywise, a atuação de Bill Skarsgard é sensacional, ele consegue dar vida ao monstro perfeitamente com suas caretas. Você sente medo e admiração pelo ator conseguir fazer tal papel. Ele rouba a cena sempre que surge em tela. E, sinceramente, no meio de tantos problemas que são mostrados na vida dos personagens, Pennywise é só mais um monstro no meio de tantos outros.

A fotografia do filme está muito boa, com foco em detalhes que marcaram o final dos anos 80 (como por exemplo, Batman do Tim Burton no letreiro do cinema). Falando nisso, o clima de anos 80 está muito bem representado, até lembrando bastante Stranger Things – o que era óbvio de acontecer, visto que a série se inspirou bastante na obra. Muschietti fez um bom trabalho na direção, tudo está lá por uma razão e serve para atingir o objetivo final do longa: mostrar que o mundo é um lugar cheio de medo e perigo, com ou sem a presença de Pennywise.

Eu que não li a obra de King, após terminar o filme, tive vontade de comprar e ler imediatamente. O longa merece a sua atenção, sendo você fã do livro, do filme de 1990, ou apenas um novo espectador nesse universo incrível. Agora, é só esperar notícias sobre a sequência do filme.

Quando as crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, as crianças do bairro se unem para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

It: A Coisa tem estreia marcada para 7 de Setembro.

Você pode conferir a crítica COM SPOILERS clicando aqui.

José Victor
Segue ae!

José Victor

Redator Chefe em 1 Real a Hora
Meu sonho é me tornar um cavaleiro Jedi mas, enquanto isso não acontece, estudo odontologia e escrevo uns textos aqui pro site.
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