Antes de começar a crítica, devo deixar claro que nunca tive contato com a obra que inspirou o filme, sendo assim, é a visão de alguém que só assistiu a essa adaptação.

Tendo isso em mente, vamos lá. It: A Coisa é baseado no livro de Stephen King e sua história começa com o desaparecimento de Georgie, irmão do protagonista. Após isso, se desenrola contando sobre um grupo de crianças que tiveram contato com o palhaço Pennywise, uma criatura que assombra a cidade de Derry a cada 27 anos e sua jornada para expulsar o monstro da cidade. Mas, que fique claro, o longa não é puro terror e sim uma mistura de gêneros: horror, suspense e comédia. O resultado deu muito certo.

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O primeiro ato do filme é bastante apressado, pois tem a missão de apresentar os personagens do clube dos perdedores, mostrando a maneira como cada um se sente excluído, seus medos e explorando suas personalidades distintas. Depois disso, o filme começa a fluir normalmente, com o clima tenso do começo ao fim. O foco do reboot não é de tornar Pennywise a ameaça principal, mas sim mostrar os terrores que cada criança passa, sejam eles abusos sexuais, assédios na escola, perdas e abandonos. Mesmo diante desses problemas enfrentados, o longa consegue encontrar momentos leves ao mostrar como a amizade do grupo vai crescendo ao decorrer da história.

E isso só funciona porque o elenco possui uma química sensacional e consegue te cativar logo nas primeiras cenas, fazendo com que você sinta medo pelos personagens e fique torcendo para que aconteça o melhor para o grupo. Temos Finn Wolfhard (o Mike de Stranger Things) como Richie, o alívio cômico do grupo que sabe a hora certa de soltar a piada e quebrar toda a tensão que o filme carrega. Não podemos deixar de falar da atuação de Sophia Lillis como Beverly, que passa pelos momentos mais pesados da trama e consegue transmitir todo o desespero necessário para deixar o telespectador tenso. Além disso, temos Jaeden Lieberher como Bill, que consegue mostrar como é a dor causada pela perda de alguém que você ama. Enfim, o elenco possui uma atuação muito boa e, em todos os momentos que contracenaram juntos, dava pra sentir como era forte a amizade dos personagens.

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Com tantos problemas na vida dos personagens, Pennywise acaba se tornando apenas um monstro em meio de tantos outros. Um monstro que se torna uma ameaça a amizade dos garotos e que causa medo e tensão a cada aparição. Inclusive, a atuação de Bill Skarsgard é maravilhosa, fazendo caras e bocas, ele rouba a cena sempre que surge em tela. A fotografia do filme está muito boa, com foco em detalhes que marcaram o final dos anos 80 (como por exemplo, Batman do Tim Burton no letreiro do cinema). Falando nisso, o clima de anos 80 está muito bem representado, até lembrando bastante Stranger Things – o que era óbvio de acontecer, visto que a série se inspirou bastante na obra.

It: A Coisa mostra que o mundo não é um lugar seguro, com ou sem a presença de Pennywise e a direção de Muschietti contribuiu muito para isso. Eu que não li a obra de King mas após terminar o filme, tive vontade de comprar e ler imediatamente. O longa merece a sua atenção, sendo você fã do livro, do filme de 1990, ou apenas um novo espectador nesse universo incrível. Agora, é só esperar notícias sobre a sequência do filme.

Quando as crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, as crianças do bairro se unem para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.

It: A Coisa tem estreia marcada para 7 de Setembro.

Você pode conferir a crítica COM SPOILERS clicando aqui.

José Victor
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Estudante durante o dia, Redator Chefe do 1 Real de noite.
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