Ilustração do personagem: Anderson Oliveira

Capítulo 1

~ Longe de casa  ~

Argan acordou com o peculiar movimento da brisa, sabendo da aproximação de estranhos indesejados. No entanto, continuou deitado, sem se mexer. As árvores eram espessas demais para que os três indivíduos passassem sem fazer algum barulho. Era com isso que o Anokin contava.

Sem mexer um músculo sequer, ele olhou para baixo, encontrando suas armas ao alcance de suas mãos. Os intrusos estavam mais perto agora, ele podia sentir. E também podia perceber o esforço que faziam para não emitirem o menor ruído, o que não era possível, pois pelo andar deles deviam estar vestidos com armaduras pesadas. Dois pelo menos estavam. O terceiro, no entanto, parecia pesado por natureza.

No mesmo momento, ele sentiu o cheiro rançoso característico de um orc adulto. Estavam bem mais perto, e Argan viu que era hora de se mexer. Ergueu-se num pulo rápido com suas duas espadas médias em mãos. Olhou para os seus atacantes e constatou que suas previsões estavam corretas. Eram dois guerreiros, grandes e fortes, vestidos com armaduras velhas e que não ofereceriam resistência suficiente para um combate. Enquanto estes dois caminhavam no meio das árvores do leste, o orc vinha abrindo caminho por entre a trilha há muito escondida pelo matagal.

Os três se assustaram com a repentina ação do Anokin. Os dois guerreiros deram alguns passos para trás e puxaram suas armas. O orc, no entanto, apenas cessou seu avanço para exibir um sorriso maldoso, com seus dois caninos de baixo saindo da boca. Sua pele parecia estar coberta de cinzas e sangue emplastrado, provavelmente de uma vítima que não havia tido o treinamento campal como Argan, capaz de prever os movimentos daqueles que o cercavam.

– O que fazem aqui? – perguntou o Anokin.

Os guerreiros tornaram a avançar. O maior deles rodou sua maça rente ao seu corpo e parou em posição de defesa. O outro ergueu a espada sobre a sua cabeça, esperando um ataque repentino.

– Não perguntarei novamente.

– Então apenas morra! – gritou o guerreiro menor, escondido sob uma camada de ferro retorcido que provavelmente o mataria de tétano. Este mesmo saiu correndo em disparada, a espada ainda levantada, pronta para atingir a cabeça de Argan.

O Anokin cruzou suas duas espadas acima e defendeu o ataque mortal. Com a barriga do guerreiro exposta, Argan aproveitou para desferir uma potente joelhada que poderia facilmente ter quebrado todas as suas costelas. O adversário foi para trás, massageando o abdômen enquanto o maior tentava a sorte também. A maça era mais pesada e o Anokin bem sabia que a mesma estratégia não funcionaria duas vezes.

Deu um pulo para trás, deixando que a arma passasse a centímetros de seu rosto e rodou seu corpo enquanto agachava. Sua espada curvilínea penetrou na barriga do guerreiro alto e sangue esguichou em suas vestes. Argan se ergueu novamente, vendo o oponente gritar de dor e desespero, tentando evitar que todas suas tripas saíssem do ferimento. O chão se banhou em vermelho, e em menos de trinta segundos de luta, um corpo já estava na relva.

– Não! – gritou o outro humano.

O morto devia ser seu parente, pois um estado de raiva se apossou do guerreiro, que voltou a atacar como um lunático. Golpes acima da cabeça, abaixo da virilha, dos lados, diagonais, verticais, horizontais e todos os tipos de variações. Argan, no entanto, havia sido preparado para aquilo e desviava com bastante facilidade, vendo a lâmina passar sem nem mesmo oferecer a ele um risco de vida.

Na última vez em que o guerreiro abaixou seu tronco numa espadada mal dada, o Anokin lhe decepou a cabeça, que saiu rolando pelo mato esverdeado. O sangue que corria pelas suas veias agora empossava o chão, deixando o lugar com um cheiro ainda mais rançoso do que apenas o odor do orc, que continuava parado, apesar de sua natureza arrasadora e bárbara. No fim, restavam apenas os dois em pé, parados um à frente do outro na clareira.

– E você? – perguntou o Anokin, girando as duas espadas, respirando calmamente e mantendo o foco nos olhos do seu oponente.

– Eu? – o orc sorriu, algo que Argan achou um tanto quanto estranho. – Vejo que sua reputação o precede, Anokin.

Os passos da criatura eram confiantes, e seus olhos eram pura esperteza, um tipo de sagacidade que orcs não estavam acostumados a ter. Argan percebeu também que ele não carregava nenhum tipo de arma, e tudo começou a fazer sentido.

Infelizmente, foi um pouco tarde.

Quando o Anokin notou que estava enfrentando não um bárbaro, mas um xamã da tribo de orcs do sul, ele tentou se esquivar para o lado a fim de evitar a massa de energia que saiu das mãos da criatura, irradiando uma luz azulada muito forte. Ainda assim, ela o atingiu direto no peito. Argan foi jogado para a árvore mais próxima, que se partiu sob seu peso. O tronco caiu sobre ele, e a risada do xamã ecoou pela clareira.

O Anokin tentou se erguer e olhar nos olhos do orc, mas seu peito doía e a respiração custava a lhe sair dos pulmões. Sua visão começava a anuviar. O xamã, no entanto, permaneceu parado com as mãos na cintura, encarando-o.

– Estão oferecendo um bom preço pela sua cabeça, sabia disso?

Argan não respondeu, mas empurrou o tronco e pôs-se de pé, sem nenhuma arma em suas mãos. Seu arco estava em suas costas junto com sua aljava, mas ele não teria o tempo suficiente para sacá-lo, mirar e lançar uma flecha no peito do xamã. Tinha outra ideia em mente.

– Pensei que teria um desafio maior, devo admitir. Mas você me subestimou, não foi? Me julgou pela minha raça. – as mãos do xamã queimavam num tom azulado, enquanto fumaças subiam em espirais da ponta de seus dedos. – Porém, graças ao seu descuido, vou ganhar uma grande saca de dinheiro.

Argan continuava ouvindo a tudo com seu capuz negro e dourado sobre a sua cabeça, seus olhos ainda focados na massa de energia que começava a surgir aos poucos. Estranhamente, ele continuava a sentir uma falta de ar tremenda, como se o oxigênio não quisesse entrar. Começou a se sentir tonto, mas fez o possível para não demonstrar. Suas mãos estavam caídas ao lado de seu corpo, esticadas.

– Faça logo o que tem de fazer, criatura maldita. – disse ele, e viu pela primeira vez que o xamã não esperava por aquilo. O semblante arrogante foi logo mudado por um olhar raivoso e lunático. Era tudo o que o Anokin queria.

O xamã lançou novamente suas bolas de energia que iluminaram a clareira momentaneamente, mas desta vez Argan conseguira desviar. Jogou-se para o lado enquanto lançava de seus punhos duas adagas, que perfuraram o ar e encontraram o pescoço do orc, que novamente pareceu surpreso. Seus olhos se arregalaram e ele tentou respirar. Sangue escuro e espesso correu pela sua boca e pelos ferimentos. Argan, ajoelhado sobre um dos joelhos, do lado oposto do oponente, viu a imensa criatura-xamã cair no chão, tentando puxar o ar no início, mas depois desistindo, se entregando à morte.

O Anokin se ergueu após perceber que não haveria nenhum outro ataque. A floresta tornou-se tão silenciosa quanto era antes, alguns pássaros passaram por cima das copas das árvores, morcegos entraram em algumas cavernas e corujas pousaram em galhos próximos à clareira, mas nada que o alertasse contra outro inimigo. Graças a isso, ele se sentou e tentou respirar. Agora parecia que ele voltava a ter sua respiração normal, mas o peito ainda ardia no lugar onde a bola de energia o atingiu.

Descansou por dez minutos e levantou acampamento. Pegou suas duas espadas caídas ao lado do tronco de árvore caído e logo depois virou o corpo do orc para retirar as duas adagas. Como havia previsto, as duas lâminas perfuraram a carótida do xamã, evitando assim que o sangue subisse ao cérebro. Uma morte lenta e dolorosa, como um caçador de recompensas como aquele deveria ter.

Guardou as duas adagas novamente num compartimento escondido em suas mangas e virou-se para partir. À luz da lua e sob as sombras das árvores, suas vestes permitiam que ele se acoplasse à escuridão com facilidade. Seu roupão era negro com detalhes dourados. No peito, um antigo símbolo de uma Ordem que agora não mais existia para ele, um dragão também dourado sobre uma coroa de prata. E quem perguntasse sobre aquela imagem não receberia resposta alguma, pois ele jamais falaria sobre aquilo de novo. Não falaria do motivo de sua desgraça.

Em suas costas, a aljava agora balançava minimamente sobre as duas espadas médias cruzadas. Espadas que um dia ele ensinara a outros como manuseá-las, mas que como tudo de bom na vida dele, aquilo também havia ficado no passado, para trás naquela trilha que continuava a percorrer.

O sol não demorou a aparecer no horizonte, tornando toda a escuridão um pequeno rastro do que ela já fora. Argan via aquilo com grande admiração. Um dia a mais que poderia ver aquele espetáculo da natureza, um dia que havia sobrevivido ao ataque dos malditos que mal conheciam sua história, mas que buscavam honra e glória acima de tudo. E dinheiro também, não menos importante.

Porém, mandar assassinos atrás de um mestre de batalhas era como enviar soldados para a morte certa. Argan era rápido e sabia usar com técnica avançada cada arma que portava. Podia mirar e atirar num alvo certeiro em questão de segundos. Podia duelar com as duas espadas médias contra mais de cinco homens ao mesmo tempo. E também podia lançar suas adagas com extrema precisão.

Mas trocaria tudo isso, exatamente tudo, para ter sua paz de novo. Para poder retornar à sua casa, onde sua família um dia habitara. Queria poder ser respeitado de novo, mas não como uma ameaça e sim como um membro valoroso. Tempos que jamais voltariam. Não depois do que aconteceu.

Caminhou pela estrada até encontrar uma bifurcação. Encostou-se atrás de uma árvore para consultar o mapa em seu bolso. Com facilidade, ele se localizou. Procurava por uma estalagem ou taverna onde pudesse reabastecer suas provisões e continuar seu caminho. Não podia demorar muito tempo em um só lugar agora que era um homem procurado pelo próprio Rei do Oeste. Na estrada à esquerda, ele continuaria pela trilha até desbocar numa vila, Ortrid. Já passara por lá uma vez, há muito tempo atrás, e se lembrava de ser um centro populacional de proporções iguais às vilas mais próximas do reino. Não podia ir para lá.

O caminho da direita, no entanto, o faria andar por mais alguns quilômetros, onde então a trilha acabaria e uma cadeia de montanhas começaria. Assim, após ter passado por todos aqueles obstáculos, encontraria uma estalagem pequena, mas que poderia reabastecê-lo. Certamente era aquela a melhor opção.

Guardou o mapa no bolso e pegou seu arco. Deveria ficar mais esperto, a partir daquele ponto. Nas montanhas e nas regiões mais próximas, a chance de ser emboscado era muito grande. Comitivas que passavam por ali, muitas vezes não eram mais encontradas.

O mapa de Argan era especial, feito a partir das informações dos viajantes do Rei. Portanto, neles eram marcadas estalagens, casas, tavernas, vilas e até mesmo o abrigo de várias tribos druidas que se escondiam nas florestas densas longe dali. E também o clã élfico que vivia em vilas suspensas das árvores mais altas ao norte da localização do Anokin, um lugar onde ele certamente não gostaria de estar. Os elfos eram criaturas extremamente agressivas com os humanos, uma briga que duravam séculos e que até então não via uma luz de paz tão próxima.m velho baixo com um chapéu de palha e uma roupa esfarrapada. Estava em cima de uma

E adentrar no território deles seria a mesma coisa que abdicar da própria vida. As florestas élficas eram cheias de armadilhas e feitiços, tão mortais quando a mais afiada das lâminas. Felizmente a localização estava marcada no mapa, juntamente com a linha que demarcava seus limites.

– Bom dia, viajante. – Argan ouviu uma voz atrás de si. Em resposta, ele girou o tronco já colocando uma flecha no arco e apontando para quem quer que tenha se aproximado de maneira tão sutil, a ponto dele não perceber. – Creio que isso não será necessário em alguém como eu.

E realmente não era.

– Desculpe-me. – disse o Anokin, abaixando o arco. – Eu não…

– Tudo bem, não precisa se preocupar. – disse o homem, um velho baixo com um chapéu de palha e uma roupa esfarrapada. Estava em cima de uma carroça, puxada por um touro negro e forte, com dois imensos chifres saindo de sua cabeça. Argan viu que não ouvira o homem se aproximar porque estava distraído. De uma maneira ou de outra, o velho havia salvado sua vida. Se tivesse sido mais um daqueles caçadores de recompensas, com toda a certeza teria sido morto.

O Anokin ficou parado e deixou que o homem se aproximasse. Ele não parecia oferecer risco nenhum, muito menos se parecia com um mago disfarçado… Embora seus olhos fossem tão sábios quanto suas palavras. Argan ficou feliz por não ter sido reconhecido pela primeira vez… Ou será que teria? Sua adaga desceu em sua mão, só por precaução.

O velho parou ao seu lado e o ficou olhando por um longo tempo, parecendo avaliá-lo. O touro bufou e raspou uma das patas na areia, e aquilo pareceu acordar o viajante.

– Sou Tom. – disse ele.

Argan ficou receoso de dizer seu nome. E se este velho estivesse prestes a atacar, esperando apenas o momento em que confirmasse seu alvo? Não podia duvidar de nada e nem subestimar ninguém. Havia sido pego de surpresa pelo orc, pelo simples motivo de tê-lo subestimado. Aprendera a lição.

– Muito prazer, Tom. – o Anokin voltou a andar.

– E não vai me dizer o seu?

– Não. – respondeu secamente, voltando a caminhar.

Tom ficou quieto por um tempo, e Argan percebeu que o homem estava parado na estrada de cabeça baixa. Talvez não estivesse acostumado com uma recusa daquelas, mas era necessário tanto para a segurança dele quanto para a sua própria.

Depois de um longo silêncio, o Anokin ouviu o touro tornar a andar. E então, Tom perguntou:

– Para onde vai?

– Irei para a estalagem da estrada secundária.

– Ah! – aquilo pareceu agradar a Tom. – Vou para lá também.

Argan permaneceu em silêncio.

– Posso lhe fazer companhia durante o caminho?

O Anokin parou e olhou  mais uma vez para Tom, vendo que o velho também parara para encará-lo. Novamente, ambos estavam se avaliando. Argan procurou por qualquer sinal de armas no velho, mas não encontrou nada que estivesse ao alcance de seus olhos. Achou que não haveria problema em tê-lo como companhia por aquele pequeno trecho… Mas se resolvessem atacá-los numa emboscada, Tom com certeza estaria em sérios problemas.

– Escute, vou estar logo atrás de você, mesmo que não aceite minha companhia. Podemos seguir sem conversarmos, mas ainda assim estarei em suas costas. O que me diz? – Tom perguntou, e para Argan aquilo fez um completo sentido.

Sem nada que pudesse fazer quanto a isso, o Anokin suspirou e assentiu levemente. Tom abriu um sorriso. Desceu da carroça e apressou o passo até emparelhar com Argan, que voltou a andar lentamente, para que o velho pudesse acompanha-lo.

– Por que não monta na carroça? – perguntou o Anokin.

– Brutus não é mais tão novo como era antes. O coitado está com problema na coluna, mas não arranjei algum animal melhor para fazer o transporte de mercadorias do reino.

– E traz notícias?

– Oh sim. Sempre há notícias na capital. O Rei já selecionou alguém para se casar com a sua filha. E, é claro, ainda estão atrás de um mestre da Ordem de Santo Efígio, mas não disseram o porquê.

Neste momento, quando ouviu a simples menção da Ordem, Argan escondeu seu símbolo que trazia no peito. Tom pareceu não ter notado o movimento repentino, já que continuou de cabeça baixa puxando o touro atrás de si. Então realmente havia um preço pela sua cabeça?

– Disseram que ele é altamente perigoso. As pessoas estão com medo de saírem às ruas, talvez esperando que ele ainda esteja lá. – continuou Tom.

– Bobagem. – disse Argan, querendo muito que o velho mudasse de assunto.

– Eu também acho isso. Acho que, se ele é procurado, certamente já deve estar longe do reino. – Tom não sabia o quão próximo ele estava do fugitivo exilado da Ordem de Santo Efígio. E entraria em pânico se soubesse.

– Oh, e tem mais uma coisa. Ouvi de uns comerciantes que o rei está dando um prêmio para quem conseguir reencontrar a jóia da rainha falecida. Algo a ver com títulos e até absolvição total dos crimes.

O colar da Rainha Fairy? Aquele, com poderes mágicos dos quais Argan já ouvira tanto falar?

– Quem te falou sobre isso? – perguntou o Anokin, o cenho franzido.

– Não sei quem eram. Vieram do nada e não traziam nenhum tipo de mercadoria aparente. Foi logo lá trás. Então tomaram uma trilha no meio da floresta, antes da bifurcação. Foi quando te encontrei, parado, lendo seu mapa.

Argan achava aquilo tudo muito estranho. Mercadores estranhos que traziam uma notícia quente como aquela? Bem, se ela fosse realmente verdade, então ele poderia dar um jeito de encontrá-la antes dos outros, para que seus crimes fossem absolvidos… Mas será que seus crimes ainda tinham absolvição perante os olhos do Rei?

Aos poucos o cenário ia mudando, enquanto caminhavam em silêncio. As árvores começavam a dar lugar às pedras, enquanto o sol subia cada vez mais, até atingir o topo das cabeças dos viajantes. No horizonte, a menos de meio dia de viagem, as cadeias de montanhas se destacavam. Montes enormes e incólumes que formavam uma passagem única em seus cumes, que serpeavam até mais além, onde os olhos não podiam enxergar. Argan e o velho pararam mais uma vez. O touro bufou.

– É lindo, não é? – disse Tom, admirando a paisagem.

– Muito lindo, realmente. – respondeu Argan.

– Fico pensando se ainda terei tempo de ver tudo o que nosso mundo nos guarda. Isso me deixa chateado, pois sei que não conseguirei jamais. Estou ficando velho depressa demais, e ainda não vi nem metade do que queria.

– Então guarde bem tudo o que vê, registre tudo. Encontrará as coisas mais belas até mesmo na desolação do mundo, basta estar aberto para vê-las. – Argan disse, descendo o declive. Para Tom, aquele homem misterioso tinha mais idade do que aparentava… Tinha uma filosofia de mestre.

Seguiu-o, com um sorriso no rosto.

Edson Shad

Edson Shad

Spohr do 1 Real a Hora, escritor, cinéfilo e geek desde que ser Nerd não estava compensando com as garotas. Interestelar é o filme da minha vida e meu sonho é um dia ser igual o Stephen King.
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