A história do filme trata de uma família tentando sobreviver em meio a uma epidemia apocalíptica. O filme não deixa claro como surgiu nem entra em detalhes de onde afetou, sua expressão claustrofóbica se concentra na sobrevivência de uma família, trancada em uma casa no campo e nos acontecimentos que seguem a chegada de um novo grupo.

Fica claro que a intenção era mostrar a paranoia, o instinto de sobrevivência, e até onde seres humanos vão para se proteger e proteger sua família. É uma reflexão interessante que poderia ser melhor aproveitada por uma direção melhor.

O roteiro em si levanta várias perguntas sem responder nenhuma e o final deixa ainda mais questões no ar. Por mais que me pareça proposital, uma tentativa de fazer o público se sentir tão paranoico quanto os personagens, as inúmeras tensões frustradas e expectativas quebradas só conseguiram culminar em um longa de ritmo lento, tedioso e francamente decepcionante.

É claro que não é tudo ruim. A fotografia foi incrível com seus efeitos de luz e sombra nas árvores, a sensação de prisão e os tons marrons terrenos da casa cumprem seu papel de transmitir a sensação claustrofóbica do filme. O elenco também é muito bom, transmitindo o medo e a sensação de insegurança, desconfiança e drama na medida certa.

Ao cair da noite é, se nada mais, um filme visualmente interessante e que tem ao todo uma ideia legal, mas sua história alongada e final confuso deixam o telespectador com a sensação de que o filme foi simultaneamente lento demais.

Paul (Joel Edgerton) mora com sua esposa e o filho numa casa solitária e misteriosa, mas segura, até que chega uma família desesperada procurando refúgio. Aos poucos a paranóia e desconfiança vão aumentando e Paul vai fazer de tudo para proteger sua família contra algo que vem aterrorizando todos.