Deuses Americanos (American Gods) é sem duvida um dos meus livros favoritos, e quando soube que seria adaptado para uma série de TV tive receio que talvez não conseguissem capturar a essência do livro. Felizmente essa preocupação foi colocada de lado com o primeiro episódio. Bryan Fuller e Michael Green provaram que são as pessoas ideias para adaptar a obra de Neil Gaiman.

Começando com uma fantástica abertura, que de cara, estabelece o clima, expondo o principal tema da série, quando o misticismo se choca com a modernidade em um mundo surrealista.

Sem estragar as surpresas para quem não conhece o livro e quer ir sem saber de nada, segue uma breve sinopses.

A historia é sobre a estranha jornada do protagonista, Shadow Moon (Ricky Whittle), um homem sem sorte apaixonado por truques com moedas. Após cumprir com sua pena, Shadow prestes a sair da prisão e reencontrar com o amor de sua vida tem seus planos tragicamente alterados, e logo é colocando nas mãos de um homem chamado “Wednesday”(Ian McShane), um personagem que sem sombra de duvida vai ficar imortalizado na cultura pop por causa de seu enorme carisma. Juntos, Shadow e Wednesday partem para uma jornada que vai atravessar os Estados Unidos, constantemente se deparando com o sobrenatural e encontrando novos e velhos deuses.

Quando se trata das imagens e os efeitos visuais, a série não deixa a desejar. Deuses Americanos é maravilhoso, dá para ver que muito carinho e atenção foi dado na construção visual da série, criando uma identidade única.

Mas a série não apenas mostra a jornada de Shadow e Wednesday. De vez em quando existem cenas com diferentes personagens que exploram o mundo e dão identidade para a série. A cena da “deusa do amor” que busca por diferentes pessoas para adorar é pouco diferente a do livro mas demonstra com clareza que o mundo de Deuses Americanos é povoado por seres fascinantes e perturbadores.

David Slade sem duvida fez um ótimo trabalho dirigindo esse episódio e estou ansioso para ver como o resto do livro vai ser adaptado.

A maior critica que tenho em relação a série é a forma de como a violência é exposta de forma exagerada. Na introdução “Coming to America”onde mostra a trágica jornada de um grupo de vikings, é bem fiel ao livro mas consegue ser um pouco cartunesca, com jatos de sangue e braços decepados voando que mais parece com um uma parodia da série “Spartacus” do que uma adaptação de uma obra de Neil Gaiman.

Em geral, The Bone Orchard cumpre seu papel como o episódio introdutório para esse mundo e ainda cria interesse para o resto da série, sem duvida merece tempo de sua atenção.

REVER GERAL
NOTA 5/5
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