A viagem no tempo é um tema retratado diversas vezes na ficção científica e está presente em diversas mídias, como por exemplo filmes, livros, jogos e sempre deixa o telespectador com uma certa dúvida de como isso seria possível e se algum dia se tornará realidade.

Primeiramente, para entender como funciona teoricamente uma viagem no tempo deve-se saber o que é o Tempo. Segundo Carl Sagan, o tempo é resistente a uma definição simples e é verdade, afinal, é difícil definir o que é pois não podemos tocar nem ver o tempo, mas podemos senti-lo. Pode-se dizer que o tempo é a quarta dimensão do universo, sendo as outras três espaciais. O tempo não pode existir sem espaço e a essa relação damos o nome de contínuo espaço-tempo. 

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Já sabendo a definição de tempo e sua relação com o espaço, podemos entender como funciona uma viagem no tempo. É mais fácil viajar para o futuro do que para o passado e isso pode ser observado através da Teoria da Relatividade Espacial de Einstein, que diz que quanto mais o objeto se aproxima da velocidade da luz mais lentamente o tempo irá passar para ele em relação aos outros. Ou seja, se o objeto chegar na velocidade da luz e manter essa velocidade, poderá avançar uns 50 anos ou mais apenas mantendo a velocidade constante.

A possível explicação de como ocorreria a viagem para o passado é um pouco mais complexa. Ela ocorre através de fenômenos espaciais, que também podem realizar a viagem para o futuro. Tais fênomenos são: Buracos Negros, Buracos de Minhoca e Cordas Cósmicas, sendo esta última a mais fácil de se explicar e de se entender (por isso só falarei dela).

A Teoria das Cordas Cósmicas foi elaborada por J. Richard Gott em 1991 e ela sugere que existam objetos em forma de corda que se formaram no começo do universo. Essas cordas cobrem toda a extensão do universo e são mais finas do que um átomo. Elas geram uma forte atração gravitacional sobre qualquer objeto que passe perto delas e os objetos presos a uma corda gravitacional podem viajar a velocidades absurdas e, visto que a força gravitacional delas acaba distorcendo o tempo-espaço, elas podem ser usadas em viagens temporais. Caso se aproxime duas cordas talvez se torne possivel deformar o espaço-tempo criando, assim, curvas de tempo fechadas.

Uma nave, por exemplo, poderia se tornar uma máquina do tempo utilizando a gravidade resultante das duas cordas cósmicas para viajar ao passado e, para isso acontecer, ela realizaria um trajeto circular em torno das cordas. Porém, como toda máquina do tempo, não se pode voltar além do que o ponto em que a máquina foi criada.

Ainda não se sabe se essas cordas existem ou não.

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Como consequências das viagens no tempo, temos o surgimento de Paradoxos e de Universos Paralelos.

Paradoxo pode ser definido como algo que se contradiz e um exemplo disso é caso alguém acabe viajando para anos antes do seu nascimento. Se você nasceu em 1999, como você pode existir em 1939 durante a Segunda Guerra Mundial?

Universos Paralelos seriam diversos universos iguais ao nosso porém com um desenrolar de eventos diferentes. Por exemplo caso você mate algum ancestral seu, você acabaria matando aquela pessoa em um universo que não é mais o que você existe e caso tente voltar para o seu universo, poderá acabar em outro universo pararelo e nunca mais conseguir sair de lá. Confuso? Demais.

Em suma, cada ação acaba resultando na criação de um novo universo.

José Victor
Segue ae!

José Victor

Redator Chefe em 1 Real a Hora
Meu sonho é me tornar Hokage mas, enquanto isso não acontece, estudo odontologia e escrevo uns textos aqui pro site.
José Victor
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