“Nada é verdade, tudo é permitido. Trabalhamos nas trevas para servir a luz, somos assassinos,” repetem Cal Lynch e seu ancestral Aguilar (ambos interpretados por Michael Fassbender) na primeira adaptação para os cinemas da franquia Assassin’s Creed.

O filme conta uma história nunca antes vista nos jogos ou nos livros. Callum Lynch é um jovem que certo dia encontra sua mãe morta por seu pai que o manda fugir e viver nas sombras. 30 anos se passam e Cal se encontra em uma instalação das Indústrias Abstergo onde ele é “executado” e acorda ao lado da jovem e bela Sofia (Marion Cotillard) que o explica que ele deixou de exister mas secretamente está vivo pois possui um ancestral do credo dos assassinos chamado Aguilar.

Cal terá que acessar suas memórias situadas na Inquisição espanhola através do Animus, uma máquina capaz de reproduzir as memórias de seus ancestrais. Isso porque seu ancestral foi o último visto com a Maçã do Éden, um instrumento capaz de controlar as pessoas. Alan Rikkin (Jeremy Irons) é o CEO da Abstergo e pai de Sofia, ele está em busca da Maçã.

Há muitos elementos do universo de Assassin’s Creed, entre eles estão o parkour, as batalhas e os Saltos de Fé. O conflito entre assassinos e templários é notável e a transição entre passado e presente é fluida. Há mais cenas no presente do que no passado, coisa que pode incomodar alguns fãs da série, mas pelo lado bom faz com que essa dinâmica retorne já que a relação entre Desmond e Altair, Ezio e Connor foi algo muito elogiado nos jogos.

Realmente me surpreendi. Não é um filme horrível ou perfeito, existem muitos detalhes que fazem ele bom mas ainda sim achei ele um pouco fechado, também acho que se Jesper Kyd tivesse retornado para compor a trilha sonora o filme ficaria ainda melhor. É um alívio que assim como Warcraft o filme está fazendo bastante sucesso, coisa que abre caminho para futuras sequências e mais filmes baseados em jogos.