Para iniciar essa nova coluna do site, nada mais justo do que começar com algo que a gente adora: Jogos. Esse artigo não vai conter nenhum tipo de spoiler, apenas uma leve análise de uma saga de jogos que com certeza vale a pena conferir.

Se você nunca ouviu falar na série de jogos Alone in the Dark, pode ter certeza que ela está mais presente na sua vida do que você imagina. Considerado o “pai” dos jogos de terror, o jogo foi uma forte influência para outros jogos de mesmo gênero, como por exemplo os tão conhecidos: Silent Hill e Resident Evil. A série de jogos conta com o clássico Alone in the Dark lançado para PC em 1992; Alone in the Dark 2 que foi lançado em 1993; Jack in the Dark que foi um spin off promocional lançado também em 1993, apenas com pluzzes e sem nenhum combate; Alone in the Dark 3 que foi lançado em 1996; Alone in the Dark 3: Ghosts in Town que foi uma versão do 3 para Windows 95 lançada em 1996; Alone in the Dark: The new nightmare que foi um reboot da trilogia, para se adaptar aos tempos “modernos” da época, o jogo foi mais no estilo survivor horror parecido com o de Resident Evil e foi lançado em 2001; Por último temos Alone in the Dark que inicialmente foi chamado de Alone in the Dark: Near Death Investigation, mas foi rebatizado simplesmente como Alone in the Dark, possuindo ligações com a trilogia original.  Slaughter_Gulch

A trilogia original aconteceu na década de 1920 e a gente acompanhava as investigações de Edward Carnby, que em 1924 foi contratado para investigar um piano no sótão da mansão Derceto que foi abandonada desde que o dono Jeremy Hartwood cometeu suicídio e esse é o enredo do primeiro jogo. Em 1925 (que é quando se passa o Alone in the Dark 2) o detetive Carnby foi chamado para revolver um caso envolvendo o sequestro de Grace Saunders logo após os processos de investigação de seu falecido marido Ted Stryker, todas as pistas acabam levando detetive até uma mansão chamada “Hell’s Kitchen”. s2-1cccc90c1316fd13cc97cebf9fad94f7Em 1926, Carnby é chamado para investigar o desaparecimento de uma equipe de filmagem em uma cidade fantasma conhecida como Slaughter Gulch, o que o leva a participar dessa investigação é que possivelmente Emily Hartwood (protagonista opcional do primeiro jogo) faria parte dessa equipe desaparecida (Alone in the Dark 3). O enredo do reboot reaproveitou pouca coisa da trilogia clássica e se focou em uma lenda criada para explicar que Edward Carnby fazia parte de uma linhagem de caçadores de sombras que nascem no dia 29 de fevereiro de cada 40 anos, o protagonista foi criado em uma espécie de orfanato onde todos os meninos nascidos nessa data se chamariam Edward Carnby e assim o jogo quis mostrar a explicação de que “El War Qarn’bi” significaria “aquele que luta contra o mal encarnado e caça fora das sombras”. Em Alone in the Dark (2008) foi uma reviravolta na trama, ele acabou por esquecer todos os eventos do jogo antecessor e se focou na trilogia clássica. AitDpewpew

Além dos jogos citados, o mais recente lançamento da saga e também o mais odiado pelos fãs é o Alone in the dark: Illumination que conta com um enredo vergonhoso de tão vazio e sem graça. Além de ser um jogo sem um enredo bom, ele ainda conta com diversos bugs e falhas nos gráficos. Esse jogo eu não recomendo nem para os meus piores inimigos, mas você pode procurar gameplays e ver por si só.

Também foram feitos 2 filmes chamados “Alone in the Dark – O Despertar do Mal” e “Alone in the Dark 2 – O Retorno do Mal”. Sinceramente eu nunca quis assistir nenhum dos dois, mas vocês fãs sabem muito bem o que acontece quando inventam de fazer um filme sobre um jogo. Uma deturpação total.dvd-filme-alone-in-the-dark-2-o-retorno-do-mal-original-780501-MLB20338575111_072015-F

Uma curiosidade para vocês: o símbolo mais marcante de toda a franquia é a famosa lamparina que Edward Carnby usa em todos os jogos.