O que pode acontecer quando Netflix (a nossa querida produtora de streaming) e Adam Sandler  (que também tem sua produtora de filmes: Happy Madison Productions) se juntam para fazer uma comédia satirizando um título de um filme ainda não estreado de Quentin Tarantino? Muitas pessoas torceram o nariz e alguns sites repudiaram o tipo de humor de Sandler, que resolveu fazer uma atuação bem caricata e proposital como protagonista da trama.

Talvez fosse mais seguro chamar nomes diferentes para a parte da direção e roteiro, mas a Netflix parece ter dado carta branca para a Happy Madison trazer novamente Frank Coraci (diretor de Click, Juntos e Misturados e O Rei da Água) e Tim Herlihy, que também já roteirizou inúmeros filmes com Adam Sandler. Isso tudo pesou para o “hype” negativo antes de sua estreia, dia 11 de dezembro.

Em Os 6 Ridículos, Tommy “Faca Branca” (Adam Sandler) é um homem branco criado por índios no velho oeste que tem sua vida mudada assim que seu pai doente aparece e eles criam um laço emocional forte o suficiente para que Tommy entre em uma jornada para salvá-lo após o velho ter sido sequestrado. Não demora muito para que o nome do filme comece a fazer sentido (ou não) e Tommy acabe encontrando os outros cinco filhos de seu pai a cada tentativa de arranjar o dinheiro para barganhar seu resgate.

São vários nomes conhecidos que compõe o elenco do filme, dentre eles estão Rob Schneider como Ramon, Taylor Lautner como Lil Pete, Jorge Garcia como Herm, Luke Wilson como Danny e Terry Crews como Chico. E é bem interessante a forma como cada um tem suas próprias habilidades especiais, proporcionando as cenas mais hilárias das quase duas horas do longa.

Os 6 Ridículos consegue ser algo bem leve e cheio de críticas a alguns acontecimentos históricos (como a criação do Baseball e a morte de Lincoln), dando ênfase em alguns clichês de faroeste e abertamente tirando sarro de muitos arquétipos de personagens. Vai ser o filme de 2015 favorito dos ativistas sociais e defensores dos fracos e oprimidos (sic), pois é recheado de piadas sobre todos os mais variados tipos de cultura, podendo gerar um “mimimi” forte.

Após várias sequências de filmes desastrosos e sem graça (como Pixels, que é deste ano também), Adam Sandler conseguiu um rumo cheio de potencial para seguir, agora que está de parceria com a Netflix. A produtora provou que gosta de desafios e vai continuar apostando nesta sátira, tendo em vista que mais três filmes virão nos próximos anos como sequência deste. Pra quem assistiu e acha que algo pode dar errado com isso, só posso dizer uma coisa: PLAN B!!!!

Tiago Amorim
Deus é top

Tiago Amorim

Responsável por não deixar a máquina do 1 Real a Hora parar. Ao invés de atacar de DJ nas baladinhas tops, ataco de escritor e tento finalizar um livro há éons de eras.
Tiago Amorim
Deus é top