Eai Galera, essa é minha opinião sobre o novo produto da parceria Marvel e Netflix, Jessica Jones.

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Edição Nº 1 de Alias

Pra quem não sabe a série é uma adaptação de Alias, de Brian Michael Bendis, com a arte de Michael Gaydos e Mark Bagley, lançado no inicio da década passada pelo selo MAX. Aqui no Brasil, a série em Marvel Max, pela Panini  e o final saiu em um encadernado que não lembro o nome. A série inovou porque mostrava uma história focada em uma personagem feminina e que abordava pesados como drogas e estupro.

Se não quiser ganhar spoiler, controla os page dows! ou  desce pra ver a nota lá embaixo!

SEM SPOILERS

  • Como Série: Uma boa série, no nível Netflix. Por possuir um foco diferente, não tem o mesmo ritmo de Demolidor. Consegue nos mostrar uma protagonista com personalidade forte, e subtramas com temas e conclusões bem interessantes, a apresentação dos personagens é bem construída. O Vilão é um dos melhores que a Marvel que já apresentou em Live Action. Mas nem tudo são flores, apesar de o foco da série não ser ação, as cenas de luta são fracas comparadas a Demolidor, por exemplo. A série possui um ritmo inconstante, ao mesmo tempo tem episódios fracos e episódios muito bons, e tem problemas com continuidade.
  • Como Adaptação: Nesse quesito, Jessica Jones se saiu muito bem, pois apesar de vários problemas envolvendo o uso de personagens que a Marvel não possui os direitos, conseguiram aproveitar essa brecha pra introduzir muitos personagens dos quadrinhos, além é claro de adaptarem uma boa parcela da historia em quadrinhos base, Alias. As historias podem não ser seguidas a risca, mas conseguiram recortar e cola-las de forma que fez muito sentido na trama.
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Resolvendo casos cagando? Tem na série sim!

COM SPOILERS

  • Uma boa série, no nível Netflix, mas não chega ao nível de Demolidor. Consegue nos mostrar uma protagonista com personalidade forte, mas ao mesmo tempo frágil. A Origem da Personagem é contado ao longo da série, fazem até uma referência a Safira, o codinome de heroína da Jéssica Jones. Ao contrário do quadrinho(que nunca ficou claro), na série eles deixam bem claro que existiu o estupro. Tema que é bastante abordado, gerando até um episódio sobre aborto.
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Kilgrave manja das putarias
  • A série apresentou personagens de outros quadrinhos como Ozzy Clemons(Justiceiro), Jeri Hogarth(Punho de Ferro), Bazuca(Demolidor), Luke Cage, Patsy Walker, além de Malcolm Powder, um personagem de Alias. Jeri Hogarth teve o sexo alterado, foi apresentado como uma advogada bem sucedida, com problemas envolvendo adultério que serviu muito bem como uma ferramenta no desenvolvimento da trama principal. A série aproveitou pra apresentar Will Simpson, que foi revelado com sendo o Bazuca.
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    Só faltou essa tatoo da bandeira na série

    Foi muito interessante mostrar como um policial que preza por ajudar os civis se transforma em um maluco que faz qualquer coisa pra atingir seus objetivos, até mesmo matar inocentes. Trish Walker foi uma personagem muito bem adaptada, não só teve referências ao quadrinho original da Patsy Walker, como também mostraram a personagem passando por um treinamento e agindo com Jessica Jones, já deixando uma dica de uma futura participação como Felina.

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    Sério, aquela história dela ser celebridade realmente existe nos quadrinhos
  • Luke Cage participou da série como o interesse amoroso de Jessica Jones, por mais que eu tenha achado meio desnecessário o foco nisso, devo admitir que foram ótimas cenas de romance, assim como nos quadrinhos. Eu não gostei da caracterização do personagem, ele não parece aquele personagem preocupado com as pessoas do bairro dele, como visto nos quadrinhos. Ele ta muito egoísta nessa série, essa trama envolvendo a namorada dele eu não curti.

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    Menina Jéssica feliz com a encoxada do Negão
  • Pelo menos rolou a cena do sexo anal.

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    Ai que delícia, cara!
  • O Vilão é um dos melhores que a Marvel Studios já nos apresentou. Kilgrave, o Homem-Púrpura.  David Tenant não só mostrou uma ótima interpretação de um  Vilão, mas nos fez gostar do personagem e nos importarmos com ele. Nos foi revelado um vilão que mesmo sem os poderes ainda conseguia convencer as pessoas, mesmo sem falar, as suas vitimas tremem na base. Pena que foi sacrificado, poderia render boas futuras histórias.

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    Killgrave fazendo cosplay de Purple Man
  • Apesar de o foco da série não ser ação, as cenas de luta são fracas comparadas a Demolidor, por exemplo. A série possui um ritmo inconstante, começa com episódios fracos e no meio pro fim fica com um ritmo que não te deixa parar de assistir, mas o episódio final é bem mais ou menos , tem cenas ótimas do Kilgrave, mas a conclusão é muito simples.

No fim, Jéssica é uma boa série, poderia ser melhor, mas ainda está acima da maioria das séries inspiradas em quadrinhos que saem por canais abertos. A Netflix é uma ótima solução para séries com temas adultos como essa, que venham os defensores!

Nota 8/10

Yago Feitosa

Yago Feitosa

CO-CRIADOR DESSA BAGAÇA, EDITOR E QUALQUER OUTRO BICO QUE EU PRECISE SER.
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