Por Leandro Barcellos

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            O
céu de Áurea Villa transmitia um azul nunca visto, por trás das colinas uma
energia era emanada para todo universo, como uma estrela que recobria seus
planetas e os conduzia para uma rotação constante. Essa tal energia vinha de um
único objeto, a lâmina cintilante de Zangarleft.
            As
horas passavam e a batalha entre os dois irmãos não acabava, de um lado Elizeu
se postava de forma defensiva e enviava seus homens contra a reencarnação de
seu irmão, do outro lado, Raishin resistia de uma forma inimaginável,
Zangarleft era o principal motivo para tal resistência.

            A
velocidade do reencarnado aumentava gradativamente com o brilho do topázio,
Zangarleft emanava poder e o seu detentor o absorvia com eficiência. Com o
tempo de batalha extenso, Tazz se recuperava de seus ferimentos causados pelo
imperador, sua voracidade não seria a mesma, mas ele talvez fosse útil em
distrair alguns soldados.

            Próximo
ao caminho da jazida de Sultar, Magnar carregava o resto dos samurais, eram
poucos soldados, mas eram espadachins habilidosos e somariam bastante contra um
exército de um império inteiro. No curso do caminho os samurais encontraram uma
nova horda de orcs, eram soldados de Sultar perdidos no caminho para o império
de Elizeu – e claro, o confronto aconteceu.

            Magnar
era uma mulher hábil, usava sua baixa estatura para fugir de golpes fatais e
repelia seus inimigos com golpes em seus membros inferiores. Para ela, as
pernas e os pés eram alicerces do corpo de qualquer ser, e em um combate, era
indispensável o ataque nesses membros. A jovem samurai conseguiu dilacerar
membros e liderou seus homens.

            –
Fibra, glória e honra – bradou ela – lutem pelo ideal de seus antepassados, que
contavam histórias horríveis sobre a traição de Elizeu, lutem por Higgar!

            –
Por Higgar homens! – gritou outro samurai.

            E
em uníssono todos gritaram:

            –
Por Higgar, por Higgar!

            Mais
um massacre com as hordas de Sultar se iniciou, os samurais avançaram como
felinos famintos e rapidamente eliminaram os orcs sem nenhuma baixa. Táticas
precisas, agrupamentos formidáveis e finalmente, uma líder. Magnar tinha os
Samurais de Higgar em sua mão como ela nunca imaginou.

            O
combate se encerrou de forma instantânea, os homens de Higgar não comemoraram
vitória, apenas tiraram o topázio que jazia no solo e colocaram os equipamentos
feito com o metal precioso em pilhas, facilitando assim a sua destruição.

            Nova
Higgar resistia dos dois lados, a dupla dos amigos inseparáveis não caia e a
magia de Zangarleft transformava Raishin em um mito maior que o esperado, maior
até que o próprio Baltazar. E do outro lado Magnar marchava para ajudar seus
líderes, Higgar agora contava com três líderes samurais, todos eram aprendizes
de Vittor na primeira escola armada sob a caverna.

            A
história do império que um dia fora criado por Baltazar estava chegando no seu
final, a guerra criada pela vingança dos reinos inimigos estava chegando no seu
estopim, sem outros reinos, sem alienígenas, apenas uma ameaça eminente – uma
ameaça para amedrontar um planeta em paz ou um destino traçado pelos deuses?

            Enquanto
Magnar marchava, a bravura de Raishin se fazia cada vez mais presente, nos
campos de batalha em Áurea Villa era comum um guerreiro de Higgar lutar em
tamanha desvantagem, Baltazar escreveu a história de seu povo com sangue dos
seus adversários e a reencarnação de seu filho não negava a linhagem, Raisnhin
era macabro.

            A
velocidade do líder espadachim era algo descomunal, se pudesse prever um limite
máximo para o poder mágico, Zangarleft teria atingido-o. Raishin golpeava e
cortava seus inimigos facilmente, do seu corpo uma luz azul era liberada, para
olhos nus, o samurai era apenas um rastro reluzente e fatal.

            Vinte,
trinta e até mesmo quarenta guerreiros foram mortos nas mãos – ou melhor, nas lâminas
– do lendário samurai. Elizeu apenas recuava e mandava mais linhas de homens
para a morte, nenhum deles temia a derrota, o que era algo louvável, mas era
inútil, Raishin triunfava sempre.

            –
Será que esse é o verdadeiro poder dessa espada misteriosa? – perguntou Tazz
para si mesmo – eu não estou acreditando no que estou vendo.

            Era
impossível acreditar, em pouco tempo o líder samurai conseguiu derrotar todos
os guerreiros do império e Elizeu estava na sua frente.

            Postado
diante do seu irmão de espírito, o imperador foi forçado a lutar pelo seu
império. Nenhuma alternativa utilizada havia tido êxito, o único golpe que
surtira efeito fora realizado por ele mesmo, e era assim que tinha que
terminar, Elizeu lutando pelo seu ideal sombrio sem ajuda de nenhum soldado.

            As
pequenas marretas do imperador foram as únicas armas que conseguiram atingir
com efeito o corpo de Tazz. Elizeu não havia desembainhado nenhuma outra arma,
mas agora ele precisava utilizar uma arma mais poderosa, que pudesse neutralizar
Zangarleft.
            Elizeu
pegou um outro martelo, uma arma bem maior que as suas marretas, mas com
acabamento semelhante, não fosse uma aura negra que circundava a parte de
metal, ela seria exatamente igual aos martelos anteriores.

            –
Resolveu lutar, deixou de ser covarde e enviar soldados contra dois guerreiros
– disse Raishin.

            Elizeu
apenas fitou-o, sem esboçar reação alguma para resposta.

            Ambos
se entreolharam, olhos de ódios, olhos de irmãos de sangue que motivavam uma
vingança plena e justa. Elizeu postou-se ofensivamente, colocou sua perna
esquerda à frente e atacou.

            Uma
aura negra tomou conta do local, Raishin não temeu a fúria de seu irmão e
tentou contragolpear. De um lado o brilho puro e benevolente do topázio, do
outro, a fúria e o horror negro do martelo de Elizeu.

            As
cores se fundiram e as armas se tocaram, era impossível distinguir quem estava
na vantagem, ou se realmente havia vantagem. Elizeu brandia seu martelo com um
pouco de dificuldade e Raishin se aproveitava, Zangarleft era muito precisa em
seus golpes, mas a armadura do imperador era resistente e mesmo com muitos
ataques a espada sagrada não conseguia penetrar o poderoso metal.

            Cada
golpe realizado por Elizeu gerava um perigo assustador, caso Raishin vacilasse ele
seria morto, pois um martelo pesado tinha a força para esfacelar ossos, somado
com a aura negra o poder do martelo seria muito maior.
            Raishin
lutava com cautela, sabia que Zangarleft não faria tudo sozinha e também sabia
que a proteção de seu inimigo era maior que a dele, em combates individuais
realizados dentro da floresta os resultados eram claros: vencia quem tivesse
mais paciência, quem conseguia descobrir o erro de seu inimigo, não o ponto
fraco e sim o erro, algo mais psicológico que o imaginário de um simples
portador de armas.

            E
para a tristeza do líder samurai Elizeu não errava. Quando Raishin rumou para a
vingança de seu povo não imaginava que a parte mais difícil de seu combate
seria individual, sempre imaginou que Elizeu fosse apenas um comandante
arrogante e autoritário, mas o guerreiro traidor estava provando o contrário.
Sim, Elizeu era capaz de assassinar a reencarnação de seu irmão mesmo com a
espada sagrada, sem covardia alguma.

            Eles
continuaram a batalha, prolongaram a guerra de uma forma nunca vista. Elizeu
golpeava mirando o rosto do samurai, Raishin tentava desequilibrá-lo de uma
forma mais física, sem usar a lâmina de topázio. Os irmãos de espírito lutaram
por horas, com muitos golpes esquivados, com muito suor escorrendo pelos seus
rostos.

            –
Eu imploro minha espada sagrada – clamou Raishin – ilumina-me para derrotar
esse monstro e retomar o império para meu povo.

            Zangarleft
simplesmente não respondia, parecia que esse era o teste para provar se Raishin
era mesmo um líder capaz de vencer uma batalha sem ajuda mágica. Durante a
batalha contra Elizeu, Zangarleft era apenas uma lâmina bem forjada com um
metal precioso.

            Os
samurais chegaram no local da batalha, conseguiram ajudar Tazz que levantava
com dificuldades. Sem a ordem de Magnar os samurais partiram para o ataque
contra Elizeu, mas Raishin interveio.

            –
Não avancem, essa luta é minha, o destino precisa mostrar quem é mais forte.

            E
o teste acabou, eis que o espírito de Eitor tomou conta do líder de Nova Higgar
novamente, a incorporação assustou Elizeu que afastou do combate com passos
curtos.
– O destino
dirá quem será o verdadeiro detentor do trono de Higgar – disse Eitor –
mostrará para o mundo que Zangarleft é o verdadeiro símbolo de poder.

            Elizeu
se afastou novamente, não respondia nenhuma das frases destinada a ele, apenas
se concentrava para atacar novamente. E então ele partiu.

            Eitor
e Elizeu caminharam de forma sincronizada, logo depois eles correram um contra
o outro, os dois brilhos explodiram emanando poder e se chocaram, pela última
vez.

            O
azul de Zangarleft explodiu sobre o preto sombrio de Elizeu, o imperador caiu
estático e com sua armadura partida, seu martelo voou para longe das colinas,
agora Elizeu era um guerreiro desarmado e condenado à morte.

            –
A guerra é a medida mais estúpida que nós encontramos para a paz – disse Eitor
– e a traição é a medida mais estúpida da paz para encontramos a guerra.

            –
Não foi culpa minha – disse Elizeu tossindo gotas de sangue – não queria esse
desfecho, Rachel fez a minha cabeça para matá-lo.

            Elizeu
se revirou no solo ardente de Áurea Villa, o seu sangue não parava de escorrer
pelos seus orifícios, mas ele conseguiu continuar.

            –
Depois eu mandei atacar Vittor para obter Zangarleft, com ela eu seria mais
poderoso e poderia derrotar Sultar, eu não queria assassinar os refugiados de
Higgar.

            –
E nosso pai? Você assassinou-o sem motivo algum!

            Com
muita raiva em seu coração Eitor aplicou um corte profundo no rosto de seu
irmão, abrindo mais um borrão de sangue.

            –
Aquele velho nunca gostou de mim, sempre fiquei em segundo plano. Ele também já
estava quase morrendo, só interrompi seu sofrimento.

            A
raiva era tanta que Eitor riu, não conseguia atacar Elizeu da forma que ele
queria, todo tipo de vingança seria pouco sofrimento para o traidor. Só restou
mesmo o fim, Elizeu não era o único problema de Áurea Villa e sua morte não
seria a única solução, mas matá-lo quanto antes seria uma medida para ganhar
tempo e consultar Vittor, só o mestre dos mestres poderia dizer que rumo tomar
depois da guerra.

            Eitor
desincorporou de Raishin, o samurai estava com seu maior inimigo deitado no
chão à mercê de sua lâmina. Raishin nunca foi de hesitar e dessa vez a sua
rotina não mudou. Ele fitou seus amigos, brandiu Zangarleft para o céu e disse:

            –
Por Higgar homens?
            –
Por Higgar – gritou todos – sempre por Higgar mestre!

            E
a espada de topázio refletiu pela última vez o seu azul e desceu, encontrou o
coração de Elizeu e o perfurou, com um sublime gritou de vitória Raishin e seus
amigos partiram para o castelo.

            Os
samurais caminharam com bandeiras do reino expostas, eram pedaços de pano
vermelho e branco, com um escudo no meio, embaixo do escudo tinha o nome do
reino traído, Higgar. Raishin era um dos únicos que não carregava
bandeira alguma.

            Dentro
do castelo que um dia fora do império de Higgar, os servos do reino olhavam
assustados, sabiam que aquele pequeno grupo não era o exército de Elizeu. Todos
permaneceram estáticos, olhavam para as vestimentas extravagantes de samurais,
para as belas katanas que eles portavam, tudo era novidade.

            –
Os senhores estão livres! – disse Raisnhin com tom de autoridade – não
precisarão me servir ou servir meus amigos, partirão assim que decidirem.
  Nenhum deles se moveu.

            –
Vocês não ouviram? Partirão assim que decidirem!

            Uma
velha senhora com roupas esfarrapadas e uma toca na cabeça se aproximou, se
ajoelhou diante dos pés de Raishin e disse:

            –
Esse é o único lugar que podemos viver, não podemos ir para longe das colinas.
            –
E o mal de Sultar arrancará nossa alma, vagaremos na solidão do mundo dos
mortos – disse um homem com uma roupa ainda mais denegrida que a da mulher.
            Raishin
e seus companheiros riram, o que parecia impossível havia acontecido, o grupo
de samurais acabara de derrotar dois impressionantes exércitos, acabara com
dois pesadelos para o planeta em uma única missão.

            –
Sultar já não reside mais nesse planeta – disse Raishin – eu não estou
brincando, vocês podem ir!
            Magnar
percebeu que aquelas pessoas não queriam sair do local, por mais que sofressem
nas mãos desonestas de Elizeu, aquele lugar era o único que eles conheciam, era
a única opção de segurança passada de gerações para gerações.

            –
Bom, eles não vão – disse Magnar – é melhor tentar outra coisa.

  Raishin pensou, coçou a cabeça, olhou
para Zangarleft. Nenhuma resposta vinha em sua mente, até que Tazz interveio…

            –
Vocês querem continuar trabalhando igual animais domesticados?
            –
Não! – gritaram todos.

            –
Já que preferem ficar sem trabalhar com exagero, sugiro que trabalhem com
recompensas, quanto mais trabalhos realizados mais recompensas.

            Todos
sorriram e Raishin ficou aliviado com a decisão do seu melhor amigo.

            –
Vocês podem dividir as tarefas, façam aquilo que vocês desejarem fazer, pois o
trabalho com amor é a premissa para um reino soberano. Agora nós, os samurais,
somos donos desse império, o império que sempre foi de Baltazar.

  E os samurais desembainharam suas
katanas e as levantaram gritando:
            –
O império de Nova Higgar!

Epílogo:

Uma semana depois da morte de Elizeu:

            –
Finalmente chegou de viagem – disse Tazz esperando por Raishin no portão do
império.

 
         
Ao lado do líder samurais estava
Magnar, de mãos dadas com Raisnhin e com um enorme sorriso no rosto.

            –
Conseguiu mesmo domar a fera – disse Tazz para Magnar.

            Magnar
sorriu e aplicou um beijo calmo e romântico no seu novo parceiro.

            –
Eu sempre fui apaixonada por ele – revelou a samurai – e depois da guerra ele
passou a perceber minhas qualidades.

  Raishin sorriu sem graça.

            –
Agora precisamos ir, temos que preparar a festa para a cerimônia de posse, a
posse do rei Raishin.
            Magnar
e o líder samurai se entreolharam e riram.

 –         
O rei Tazz – disse Raishin – você será rei desse lugar, entende muito mais de
liderança, sabe lidar com o povo, não lembra como eu fui rude quando precisava
decidir que caminho seguir quando Rofustos estava aprisionado na floresta?

            –
Mas você tomou a decisão correta – retrucou Tazz – sempre foi nosso maior líder,
é a maior lenda desse planeta, não somos ninguém sem você.

            –
Continuarei líder – explicou Raishin – líder do exército de samurais, ampliarei
a casa de magia criada por Vittor, ampliarei a casa de espadachins e criarei um
reino forte.

            –
Ao meu lado é claro – disse Magnar – serei auxiliar dele em todas as ocasiões.

            Na
cerimônia de posse todas as pessoas do reino estavam exaltadas, clamavam pela
paz e gritavam o nome de Higgar. A surpresa do novo rei veio com alegria, Tazz era
amado por todos e seria um grande governante.

            –
Tazz Krauzz, receba a incumbência de carregar e governar Nova Higgar com todo
amor, que os deuses o protejam!

  E assim foi decretado, Tazz virou o rei
de Nova Higgar e Raishin o seu eterno vassalo.

Quinze semanas depois da morte de Elizeu:

            –
O senhor está muito doente – disse Tazz para Vittor – precisa descansar!


            Mas
o velho mago resmungava, queria ver seu eterno aprendiz novamente, queria falar
pela última vez com o detentor de Zangarleft.

             Raishin estava em viagem, semanas atrás
Rofustos havia criado uma pequena vila para seus subordinados, Raishin levava
mantimentos e equipamentos de guerra para a vila e como recompensa trazia
conhecimento místico.
            Tazz
mandou uma comitiva para encontrar o líder samurai, rapidamente ele voltou para
Higgar ao lado de Rofustos, Vittor estava muito doente e precisava de atenção.

            –
Vittor é seu mestre – disse Rofustos – você deve total respeito para ele.

            –
Vittor é o mestre dos mestres, é quase um Deus para todos de Higgar!

            Raishin
e Rofustos encontraram o velho mago deitado em uma cama de bronze, era
perceptível que sua hora estava para chegar.

            –
Meu nobre filho – disse Vittor – eu preciso lhe contar uma coisa nunca dita
para nenhum ser desse planeta…

            E
Vittor prosseguiu.

            –
Durante minha estadia em outro planeta eu conheci um homem chamado Anthris, ele
era um mago respeitado em todo universo. Esse tal homem me deu cartas que ele
chamava de antologia mágica, dentro dessas cartas tinha ensinamentos como
dissipações de magia, controles elementais, controles espirituais e outras
revelações. Dentro dessas revelações tinha uma descrição sobre o poder da
espada dos deuses, Zangarleft. Zangarleft permite que o seu detentor equilibre
suas emoções, se tornando totalmente frio e calmo na hora de batalhar, o mais
impressionante é o metal mágico em que ela fora forjada, o topázio pode
duplicar a força daqueles que possuem o dom.

            –
Que dom? – perguntou Rofustos.

            –
Eu não sei – disse Vittor – temos que encontrar esse tal de Anthris para
perguntá-lo.

            –
Agora é simples – disse Raishin – vamos atrás do topázio e uniremos forças!

  Raishin encarou todos dentro daquele
quarto, ele sabia qual era o dom, a incorporação do espírito de Eitor fazia Zangarleft
ficar mais poderosa, o azul da espada ficava mais cintilante, era essa
duplicação de poder que Vittor havia mencionado.

            –
Não temos mais o metal – revelou Rofustos – durante a guerra dentro da jazida
meus guerreiros destruíram esse metal, foi pra isso que eu fui enviado até
Áurea Villa, o topázio é o maior causador de discórdia e ambição em todos os
povos do universo.

            –
Posso estar enganado – disse o samurai reencarnado – mas acho que a destruição
do topázio foi a pior decisão que todos nós tomamos, e pode custar nossas
vidas. 

 

Agradecimentos finais.

Olá. Bom, eu queria agradecer aqueles que sempre me apoiaram e desejaram fazer
de Higgar um império de verdade. Quero agradecer meu amigo Tiago que me deu
esse espaço em seu blog para divulgar a literatura fantástica underground.
Queria pedir desculpas por qualquer erro, sei que foram muitos, de revisão, de
enredo, mas eu acho que evoluí durante esses 6 meses de publicações, Higgar é
meu primeiro universo criado e sou bastante iniciante. Pra finalizar eu quero
revelar pra vocês que essa crônica é totalmente minha – não adaptei, nem copiei
e nem “fanfiquitiei” nada – e o planeta de Áurea Villa é um mundo paralelo do
meu futuro livro, A feitiçaria de Park Luther, então pra quem gostou da
crônica, acompanhou os 5 capítulos, existe (ou vai existir) um livro contanto
tudo sobre advento do topázio, sobre as magias raras, sobre as incorporações e
outras mil curiosidades geradas pela crônica que são impossíveis de mencionar.
Obrigado e Venecius Pacis para todos 🙂